Não sei se é algo regional ou nacional, mas eu já ouvi muito essa expressão. Ela é utilizada para quando uma pessoa está com muita pressa. Então, você está atrasado para algum compromisso e ainda tem que ouvir "Ta com pressa por que? Vai tirar o pai da forca?"
Na hora, você nem pensa, pois está com pressa. E depois também não, pois não se lembra. Mas não se preocupe, eu me lembrei e agora você pode pensar comigo de onde raios surgiu essa expressão. O pai de alguém estava na forca, o filho ficou sabendo e correu para tirá-lo de lá? E será que ele conseguiu? Será que ter corrido fez ele conseguir tirar o pai da forca?
E pensando mais, por que o pai dele estava na forca? Era um criminoso? Nesse caso, espero que não tenha dado tempo. Enfim, independente da origem, não faz sentido essa expressão, afinal mesmo correndo o mais rápido que conseguisse, se seu pai estivesse na forca, ele já estaria morto. Isso me faz pensar em outra hipótese, e se o pai estava morto e o filho queria tirá-lo da forca para enterrá-lo?
Puxa, acho que não vamos chegar em lugar algum, não é? Tudo bem, pelo menos eu tentei. De qualquer maneira, é uma expressão interessante, não faz sentido, mas é interessante. Sabe o que eu vou responder quando me fizerem essa pergunta de novo? Sim!
segunda-feira, 30 de julho de 2012
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Por que as pessoas falam quando bocejam?
O próprio ato de bocejar já é um grande mistério para mim, mas enquanto eu não o desvendo, vou falar sobre outro fato que me intriga. É engraçado como sempre que as pessoas estão falando e, de repente, bocejam, elas continuam falando. Por que elas insistem em falar durante o bocejo? A voz fica mais grave, por vezes não dá para entender o que se fala, e não se faz bem nem uma coisa nem outra.
As mulheres, principalmente, não deveriam falar durante o bocejo. Imagina só, aquela mulher linda com uma voz suave, timbre meio agudo. E então, ela boceja, continua falando, e sua voz se torna grave parecendo a de um homem, aliás fica mais grave que a sua. Você não entende o que ela diz e precisa fingir que ela está rouca para não perder o encanto.
Eu não entendo por que as pessoas não aproveitam o momento do bocejo, passa tão rápido. Alguns até fazem barulho, o que eu não acho legal. Eu me esforço ao máximo para bocejar em silêncio, principalmente quando estou perto de outras pessoas, nem sempre consigo, mas eu tento. Colocar a mão na frente também é uma boa.
Enfim, para mim, bocejar e falar ao mesmo tempo não é uma combinação interessante. É como comer paçoca e assobiar.
As mulheres, principalmente, não deveriam falar durante o bocejo. Imagina só, aquela mulher linda com uma voz suave, timbre meio agudo. E então, ela boceja, continua falando, e sua voz se torna grave parecendo a de um homem, aliás fica mais grave que a sua. Você não entende o que ela diz e precisa fingir que ela está rouca para não perder o encanto.
Eu não entendo por que as pessoas não aproveitam o momento do bocejo, passa tão rápido. Alguns até fazem barulho, o que eu não acho legal. Eu me esforço ao máximo para bocejar em silêncio, principalmente quando estou perto de outras pessoas, nem sempre consigo, mas eu tento. Colocar a mão na frente também é uma boa.
Enfim, para mim, bocejar e falar ao mesmo tempo não é uma combinação interessante. É como comer paçoca e assobiar.
terça-feira, 24 de julho de 2012
Você sabe o que é RPG?
Não, não estou falando da Reeducação Postural Global, mas sim do Role-playing Game (Jogo de interpretação de papéis, em tradução livre). É um jogo em que se utiliza, principalmente, sua imaginação. Você cria os cenários, o seu personagem, os monstros. E tudo o que é preciso é papel, lápis, borracha, dados e imaginação, muita imaginação. Enfim, o foco deste post é dizer que eu fui num evento de RPG que teve aqui na minha cidade. Entretanto, esse não foi o único jogo presente lá, também teve TCG (Trading card game, jogo de cartas como Pokemon, Magic...), jogos de tabuleiros e vídeo game.
1. Algumas canecas que estavam à venda lá. Eu comprei a dos
três primeiros pokémons iniciais. Vê se encontra ae.
Tinha vários estandes com diversos produtos e jogos à venda. Havia diversas mesas para o pessoal jogar e torneios de vídeo game para quem quisesse participar, além de serem disponibilizados consoles para a galera jogar só para se divertir. Então, lá fomos eu e um amigo meu, bem de boa. Chegamos cedo, pouco antes de abrir, às 10h, o que nos possibilitou ver todos os estandes, as mesas, jogar meia hora de Gears of War em um Xbox 360 que ligaram lá, jogar o protótipo de um TCG, conversar com um amigo nosso que tinha um estande lá, e tudo isso antes do meio-dia.
2. Havia diversos livros de RPG para comprar.
Compramos alguns souvenirs e decidimos ir ao cinema assistir Valente. Apesar de pouco, o tempo que ficamos lá valeu muito, foi bem divertido. O problema maior foi não ter o que fazer mesmo, se soubéssemos, teríamos convidado mais gente e jogado um RPG mais demorado.
3. A maioria das mesas estava expondo algum terreno de RPG.
1. Algumas canecas que estavam à venda lá. Eu comprei a dos
três primeiros pokémons iniciais. Vê se encontra ae.
Tinha vários estandes com diversos produtos e jogos à venda. Havia diversas mesas para o pessoal jogar e torneios de vídeo game para quem quisesse participar, além de serem disponibilizados consoles para a galera jogar só para se divertir. Então, lá fomos eu e um amigo meu, bem de boa. Chegamos cedo, pouco antes de abrir, às 10h, o que nos possibilitou ver todos os estandes, as mesas, jogar meia hora de Gears of War em um Xbox 360 que ligaram lá, jogar o protótipo de um TCG, conversar com um amigo nosso que tinha um estande lá, e tudo isso antes do meio-dia.
2. Havia diversos livros de RPG para comprar.
Compramos alguns souvenirs e decidimos ir ao cinema assistir Valente. Apesar de pouco, o tempo que ficamos lá valeu muito, foi bem divertido. O problema maior foi não ter o que fazer mesmo, se soubéssemos, teríamos convidado mais gente e jogado um RPG mais demorado.
3. A maioria das mesas estava expondo algum terreno de RPG.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Você é valente?
Do que você seria capaz para mudar o seu destino? É basicamente sobre isso o que fala a nova animação da Pixar. Mais drama do que comédia, o filme conta a história de uma jovem princesa que não quer se casar e nem seguir as tradições e regras que sua mãe lhe impõe. Merida quer fazer as coisas do seu jeito, no seu tempo. Quando ela chega numa certa idade, seus pais decidem arranjar pretendentes para se casar com ela. A partir daí seguem-se várias discussões entre mãe e filha que culminam no evento principal do filme.
Devo dizer que, juntamente com Shrek 4, essa foi a animação que eu menos ri, o que para mim é essencial nesse gênero. Há algumas cenas realmente engraçadas, que em sua maioria são graças aos irmãos trigêmeos da protagonista, que não devem ter nem 5 anos. Um fato interessante e diferencial foi o cabelo ruivo e encaracolado de Merida, que faz questão de deixá-lo solto.
A mensagem dessa animação é sobre o relacionamento e comunicação entre mãe e filha, algo sobre o qual eu nunca poderei opinar. Já as mulheres podem pelo menos dizer como foi a sua fase como filha, para àquelas que ainda não tiveram as suas.
Por questões financeiras, fui ver em 2D, mas não notei nenhum efeito que fosse ser muuuito diferente em 3D, então fica a seu critério. Se você quer esse filme, não espere morrer de rir durante a sessão. Esse é mais para se pensar e refletir.
Devo dizer que, juntamente com Shrek 4, essa foi a animação que eu menos ri, o que para mim é essencial nesse gênero. Há algumas cenas realmente engraçadas, que em sua maioria são graças aos irmãos trigêmeos da protagonista, que não devem ter nem 5 anos. Um fato interessante e diferencial foi o cabelo ruivo e encaracolado de Merida, que faz questão de deixá-lo solto.
A mensagem dessa animação é sobre o relacionamento e comunicação entre mãe e filha, algo sobre o qual eu nunca poderei opinar. Já as mulheres podem pelo menos dizer como foi a sua fase como filha, para àquelas que ainda não tiveram as suas.
Por questões financeiras, fui ver em 2D, mas não notei nenhum efeito que fosse ser muuuito diferente em 3D, então fica a seu critério. Se você quer esse filme, não espere morrer de rir durante a sessão. Esse é mais para se pensar e refletir.
sábado, 21 de julho de 2012
Você já se queimou?
Eu já. Bom, não foi aquela queimadura de perder a pele e precisar de enxerto. Aconteceu ontem. Estava eu ajudando a minha mãe a fritar hambúrgueres, quando ao tirar a carne da frigideira, esta se desequilibrou quase caiu, se eu, que estava a um passo do fogão, não tivesse impedido. Ao fazer isso, sem pensar em nada segurei por baixo da frigideira, para poder ter apoio para segurar o "braço" dela. Minha mãe me gritou na hora, mas eu só fui me tocar e sentir depois.
A minha pele ficou adormecida e num estado meio "morto". Segundos após o contato, ela ficou vermelha e, a cada toque mais forte no local, ardente. Como eu disse, não foi uma queimadura forte, mas aconteceu e não quero nem pensar em ter uma pior que essa. Uma coisa que me chamou a atenção foi o meu ato impulsivo para segurar a frigideira. E comecei a pensar em situações mais sérias, em que decisões rápidas são importantes. Será que eu sempre tomarei as decisões sem pensar nas consequências? Isso pode ser bom ou ruim, depende do que estiver em jogo. Uma coisa eu sei: se for para proteger aqueles que amo, não pensarei duas vezes.
A minha pele ficou adormecida e num estado meio "morto". Segundos após o contato, ela ficou vermelha e, a cada toque mais forte no local, ardente. Como eu disse, não foi uma queimadura forte, mas aconteceu e não quero nem pensar em ter uma pior que essa. Uma coisa que me chamou a atenção foi o meu ato impulsivo para segurar a frigideira. E comecei a pensar em situações mais sérias, em que decisões rápidas são importantes. Será que eu sempre tomarei as decisões sem pensar nas consequências? Isso pode ser bom ou ruim, depende do que estiver em jogo. Uma coisa eu sei: se for para proteger aqueles que amo, não pensarei duas vezes.
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Quem não tem segredo?
Duvido que exista uma pessoa sem segredos. Todos tem. Faz parte da vida. Nem que seja um segredinho de nada. Nem que seja para fazer uma surpresa no dia seguinte. E eu acho isso muito bom. Uma pessoa sem segredos não chama atenção, não empolga, não instiga os outros a saberem mais sobre ela. Segredo pode ser qualquer coisa que você não conta para ninguém, ou às vezes, para apenas algumas pessoas, ou uma só.
Meus nove melhores amigos não sabem tudo sobre mim, minha mãe não sabe tudo sobre mim, e muita gente só sabe o que eu quero que elas saibam. Para o meu blog, decidi não mostrar minha identidade, por motivos que... bem, esse é o meu segredo. E tenho certeza que isso é intrigante. Eu ficaria intrigado. Entretanto, segredos podem ser prejudiciais. Espero um dia conhecer e encontrar alguém em quem eu possa confiar totalmente e possa saber tudo sobre mim, e eu dela.
Se você já tem essa pessoa, não a perca com segredos bobos. Como eu disse no início, use apenas para fazer uma surpresa e mostrar o quanto você a ama. Assim como as regras existem para serem quebradas, segredos existem para serem desvendados. Então, cuide bem do seu. Aliás, qual é o seu segredo?
Meus nove melhores amigos não sabem tudo sobre mim, minha mãe não sabe tudo sobre mim, e muita gente só sabe o que eu quero que elas saibam. Para o meu blog, decidi não mostrar minha identidade, por motivos que... bem, esse é o meu segredo. E tenho certeza que isso é intrigante. Eu ficaria intrigado. Entretanto, segredos podem ser prejudiciais. Espero um dia conhecer e encontrar alguém em quem eu possa confiar totalmente e possa saber tudo sobre mim, e eu dela.
Se você já tem essa pessoa, não a perca com segredos bobos. Como eu disse no início, use apenas para fazer uma surpresa e mostrar o quanto você a ama. Assim como as regras existem para serem quebradas, segredos existem para serem desvendados. Então, cuide bem do seu. Aliás, qual é o seu segredo?
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Como uma boa notícia pode mudar um dia?
É incrível o efeito que algumas palavras podem ter em nossos dias. Quando você está desanimado e só quer que as horas passem o mais rápido possível para que a noite chegue e você possa dormir e sonhar novamente, uma boa notícia é tudo o que é preciso para te acordar e te fazer ver que a vida pode ser aproveitada em cada minuto.
Uma boa notícia prova que ter esperança não é em vão; que quando menos se espera, alguma coisa acontece; e que de repente tudo pode mudar. Na vida é assim, muitas vezes somos pegos de surpresa, para o bem e para o mal. O negócio é ter tranquilidade e saber aproveitar as oportunidades. Não dá saber quando outra surgirá. Se você perdeu, não desanime, lute, batalhe, e, o mais importante, não perca as esperanças.
Isso não é um texto autobiográfico e sim de inspiração. Então, inspire-se!
Uma boa notícia prova que ter esperança não é em vão; que quando menos se espera, alguma coisa acontece; e que de repente tudo pode mudar. Na vida é assim, muitas vezes somos pegos de surpresa, para o bem e para o mal. O negócio é ter tranquilidade e saber aproveitar as oportunidades. Não dá saber quando outra surgirá. Se você perdeu, não desanime, lute, batalhe, e, o mais importante, não perca as esperanças.
Isso não é um texto autobiográfico e sim de inspiração. Então, inspire-se!
quarta-feira, 18 de julho de 2012
A sua cabeça é dura?
A minha é. Desde pequeno fui notando isso. E conforme fui crescendo, não apenas o sentido literal caracterizou a minha bela cabeça. Vários acidentes fazem parte da minha vida. Irei compartilhar alguns aqui, todos em que o alvo foi a cabeça.
O primeiro de que me lembro foi quando eu, minha mãe e uma amiga dela estávamos correndo para o ponto de ônibus do outro lado da rua. O ônibus estava vindo e nós queríamos ir nele. Eu tinha entre 6 e 8 anos. Minha mão soltou-se da da minha mãe, eu tropecei e uma bicicleta passou em cima da minha cabeça. É verdade. Sangrando e com uma gigantesca dor de cabeça, fui levado para um hospital e tudo ficou bem.
O segundo acidente que testou a resistência da minha cabeça também foi de bicicleta, mas dessa vez, eu estava no guidão. Em comparação com meus amigos da época, eu demorei a aprender a andar, só consegui pedalar com equilíbrio e sem cair, aos 11 anos. Durante as minhas férias de julho daquele ano, abusei da minha nova habilidade e andei de bicicleta por todas as ruas da vila onde eu morava. Em um local ainda sem casas, havia uma inclinação de terra, muito difícil de subir, mas muito fácil de descer. Em sua base havia um córrego e, em um trecho, uma madeirinha para as pessoas atravessarem. Decidi que iria descer esse barranco e, na minha cabeça, iria atingir tal velocidade que quando chegasse em baixo daria um salto imenso no ar, voltaria são e salvo para o chão e derraparia, levantando poeira ao meu redor.
Não foi o que aconteceu. Depois da metade da descida, tentei desistir, mas meu freio traseiro não funcionou, e, mesmo sob os avisos de meu avô, eu usei o freio dianteiro, o que fez a bicicleta empinar, me jogar para frente e cair em cima de mim, causando-me um corte na cabeça, além de vários machucados e hematomas pelo corpo. Outro aconteceu quando fui ajudar meu avô em uma construção, eu só precisava pegar os tijolos, colocar no carrinho e levar para ele. Com 12 anos, eu ainda não era tão alto e não alcançava o topo da pilha, puxei um tijolo, sem saber que ele estava apoiando um de cima, que caiu direto na minha cabeça.
O lenço que meu avô usou para tentar estancar o sangue ficou encharcado. Levei alguns pontos e, mais uma vez, sobrevivi. O último foi menos acidental, mas ainda assim, na cabeça. Nem sempre me dei bem com todos quando estudava, no ensino fundamental então... Depois de uma discussão, um desses desafetos decidiu "resolver" as coisas e jogou uma pedra em mim. Como eu ainda não tinha conhecimentos de física, calculei mal a trajetória da pedra que caiu bem na minha cabeça. Doeu por alguns dias, mas para esse eu não fui a um hospital.
De todos esses, hoje tenho duas cicatrizes para confirmar a história. Posso, por isso, dizer com orgulho que sou, em todos os sentidos, um cabeça-dura. E você? Também é?
O primeiro de que me lembro foi quando eu, minha mãe e uma amiga dela estávamos correndo para o ponto de ônibus do outro lado da rua. O ônibus estava vindo e nós queríamos ir nele. Eu tinha entre 6 e 8 anos. Minha mão soltou-se da da minha mãe, eu tropecei e uma bicicleta passou em cima da minha cabeça. É verdade. Sangrando e com uma gigantesca dor de cabeça, fui levado para um hospital e tudo ficou bem.
O segundo acidente que testou a resistência da minha cabeça também foi de bicicleta, mas dessa vez, eu estava no guidão. Em comparação com meus amigos da época, eu demorei a aprender a andar, só consegui pedalar com equilíbrio e sem cair, aos 11 anos. Durante as minhas férias de julho daquele ano, abusei da minha nova habilidade e andei de bicicleta por todas as ruas da vila onde eu morava. Em um local ainda sem casas, havia uma inclinação de terra, muito difícil de subir, mas muito fácil de descer. Em sua base havia um córrego e, em um trecho, uma madeirinha para as pessoas atravessarem. Decidi que iria descer esse barranco e, na minha cabeça, iria atingir tal velocidade que quando chegasse em baixo daria um salto imenso no ar, voltaria são e salvo para o chão e derraparia, levantando poeira ao meu redor.
Não foi o que aconteceu. Depois da metade da descida, tentei desistir, mas meu freio traseiro não funcionou, e, mesmo sob os avisos de meu avô, eu usei o freio dianteiro, o que fez a bicicleta empinar, me jogar para frente e cair em cima de mim, causando-me um corte na cabeça, além de vários machucados e hematomas pelo corpo. Outro aconteceu quando fui ajudar meu avô em uma construção, eu só precisava pegar os tijolos, colocar no carrinho e levar para ele. Com 12 anos, eu ainda não era tão alto e não alcançava o topo da pilha, puxei um tijolo, sem saber que ele estava apoiando um de cima, que caiu direto na minha cabeça.
O lenço que meu avô usou para tentar estancar o sangue ficou encharcado. Levei alguns pontos e, mais uma vez, sobrevivi. O último foi menos acidental, mas ainda assim, na cabeça. Nem sempre me dei bem com todos quando estudava, no ensino fundamental então... Depois de uma discussão, um desses desafetos decidiu "resolver" as coisas e jogou uma pedra em mim. Como eu ainda não tinha conhecimentos de física, calculei mal a trajetória da pedra que caiu bem na minha cabeça. Doeu por alguns dias, mas para esse eu não fui a um hospital.
De todos esses, hoje tenho duas cicatrizes para confirmar a história. Posso, por isso, dizer com orgulho que sou, em todos os sentidos, um cabeça-dura. E você? Também é?
terça-feira, 17 de julho de 2012
Ki Bun Tin e o esbarrão
Era um belo dia ensolarado. Ki Cre Do e eu tínhamos um trabalho para entregar no dia seguinte, por isso decidimos ficar à tarde na faculdade para fazê-lo. Antes de começarmos, porém, fomos almoçar, afinal iríamos precisar de energia para passar a tarde inteira na biblioteca. Estávamos andando tranquilamente pela rua XV de novembro, um trecho conhecido aqui em Curitiba, em que boa parte dessa via é somente para pedestres, e depois se torna disponível para os carros.
A uns dez passos do restaurante, eu esbarrei em uma pessoa, um simples encostar de braços, normal numa rua movimentada. É preciso dizer que ao contrário dos outros destros, eu utilizo o relógio no braço direito e por isso, consegui sentir que o rapaz em quem esbarrei estava usando relógio também, em seu braço esquerdo. O estabelecimento em que fomos comer era do tipo com buffet, cada um pega o seu. Tinha bastante gente até. Ki Cre Do e eu entramos na fila, que estava andando bem.
Eu estava a ponto de me servir, quando uma pessoa, de fora da fila, me cutucou. Ao olhar, notei que o rapaz segurava um relógio na mão. Sua expressão era nervosa e ele me culpava por ter quebrado o relógio dele. Sua intenção ao ir atrás de mim era me cobrar para que eu pagasse o conserto. Achei aquilo um absurdo, afinal foi apenas um esbarrão, não é como se eu quisesse ter quebrado o relógio dele. Ele insistiu e até me empurrou, mas eu mantive minha posição. Disse ainda que eu não tinha culpa se ele tinha um relógio tão fraco, pois o meu também esbarrou e não sofreu nenhum arranhão.
Vendo a multidão do local e que não teria como me convencer, ele saiu me ameaçando. Fui me servir e sentei-me com Ki Cre Do a uma mesa. Quando lhe contei, ele concordou totalmente comigo, e levantando a hipótese de que ele pudesse estar me esperando na frente do restaurante só o animou mais. Mas nada aconteceu. Terminamos de comer e voltamos para a faculdade. No dia seguinte, assim que cheguei na minha sala, fui recebido por muita gente. Aparentemente, Ki Cre Do exagerou um pouco sobre o que realmente aconteceu. Segundo ele "... e aí, Ki Bun Tin segurou e torceuo braço dele, e o chutou para fora do restaurante. E depois, Ki Bun Tin saiu, deu um soco nele e gritou 'E não me apareça mais por aqui!'". "Nossa! Como eu sou mal!", pensei. Sem saber o que fazer ou dizer, eu apenas sorri.
A uns dez passos do restaurante, eu esbarrei em uma pessoa, um simples encostar de braços, normal numa rua movimentada. É preciso dizer que ao contrário dos outros destros, eu utilizo o relógio no braço direito e por isso, consegui sentir que o rapaz em quem esbarrei estava usando relógio também, em seu braço esquerdo. O estabelecimento em que fomos comer era do tipo com buffet, cada um pega o seu. Tinha bastante gente até. Ki Cre Do e eu entramos na fila, que estava andando bem.
Eu estava a ponto de me servir, quando uma pessoa, de fora da fila, me cutucou. Ao olhar, notei que o rapaz segurava um relógio na mão. Sua expressão era nervosa e ele me culpava por ter quebrado o relógio dele. Sua intenção ao ir atrás de mim era me cobrar para que eu pagasse o conserto. Achei aquilo um absurdo, afinal foi apenas um esbarrão, não é como se eu quisesse ter quebrado o relógio dele. Ele insistiu e até me empurrou, mas eu mantive minha posição. Disse ainda que eu não tinha culpa se ele tinha um relógio tão fraco, pois o meu também esbarrou e não sofreu nenhum arranhão.
Vendo a multidão do local e que não teria como me convencer, ele saiu me ameaçando. Fui me servir e sentei-me com Ki Cre Do a uma mesa. Quando lhe contei, ele concordou totalmente comigo, e levantando a hipótese de que ele pudesse estar me esperando na frente do restaurante só o animou mais. Mas nada aconteceu. Terminamos de comer e voltamos para a faculdade. No dia seguinte, assim que cheguei na minha sala, fui recebido por muita gente. Aparentemente, Ki Cre Do exagerou um pouco sobre o que realmente aconteceu. Segundo ele "... e aí, Ki Bun Tin segurou e torceuo braço dele, e o chutou para fora do restaurante. E depois, Ki Bun Tin saiu, deu um soco nele e gritou 'E não me apareça mais por aqui!'". "Nossa! Como eu sou mal!", pensei. Sem saber o que fazer ou dizer, eu apenas sorri.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Como lidar com cachorros?
Primeiro, devo dizer que amo cachorros e um dia terei um, mas enquanto isso, eu sofro com os dos meus vizinhos. Em especial, essa última madrugada. Eu acordei 3h da manhã com os latidos dos cachorros. Fiquei tentando entender o que os fazia latir àquela hora da madruga. E não são simples latidos, são agudos, altos e completamente irritantes.
Talvez seja insônia. Talvez um deles acorde e chama outro para conversar. "Ei, Peludo, você ta dormindo?" "Não, e você?" "Não né, se to falando com você." "Ei, fala mais baixo que eu to tentando dormir!" "Ninguém ta falando com você. Fica de boa, aí." "Cala a boca todo mundo ae!" "Vem fazer, ô machão." "Olha que eu vou hein." "Mas são uns filhos dumas cadelas mesmo!!"
Enfim, deve ser algo assim. Mas essa gritaria toda só me fez perder preciosos minutos de sono. O que esses cachorros tem contra dormir de noite? E o pior, está muito frio, outro motivo para dormir. Aposto que agora eles estão dormindo no conforto e aquecidos por seus pelos, enquanto eu estou aqui, no trabalho, com frio e com sono.
Eu pensei em algumas soluções como sugerir aos meus vizinhos para darem sonífero para os seus cães, acho que não tem nada demais, não é? Ou ainda, eu usar tampões de ouvido, mas isso me atrapalharia, pois preciso ouvir o despertador. De qualquer maneira, sobreviverei, com sono, mas sobreviverei. E você? Também sofre com os cachorros dos vizinhos? Ou os seus próprios? Como você lida com eles?
Talvez seja insônia. Talvez um deles acorde e chama outro para conversar. "Ei, Peludo, você ta dormindo?" "Não, e você?" "Não né, se to falando com você." "Ei, fala mais baixo que eu to tentando dormir!" "Ninguém ta falando com você. Fica de boa, aí." "Cala a boca todo mundo ae!" "Vem fazer, ô machão." "Olha que eu vou hein." "Mas são uns filhos dumas cadelas mesmo!!"
Enfim, deve ser algo assim. Mas essa gritaria toda só me fez perder preciosos minutos de sono. O que esses cachorros tem contra dormir de noite? E o pior, está muito frio, outro motivo para dormir. Aposto que agora eles estão dormindo no conforto e aquecidos por seus pelos, enquanto eu estou aqui, no trabalho, com frio e com sono.
Eu pensei em algumas soluções como sugerir aos meus vizinhos para darem sonífero para os seus cães, acho que não tem nada demais, não é? Ou ainda, eu usar tampões de ouvido, mas isso me atrapalharia, pois preciso ouvir o despertador. De qualquer maneira, sobreviverei, com sono, mas sobreviverei. E você? Também sofre com os cachorros dos vizinhos? Ou os seus próprios? Como você lida com eles?
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