Mais uma vez chegou aquela época do ano em que as lojas fingem que dão um desconto gigantesco em seus produtos e você finge que acredita que está agraciado com a boa vontade dos lojistas. Não sei se porque eu participei pela primeira vez, mas esse ano a Black Friday estava diferente, com muitas ofertas e promoções boas. É claro, se parar para pensar, o preço que é oferecido na sexta negra é quase o preço que deveria ser cobrado durante o ano todo. Como isso não acontece, é preciso aproveitar quando as lojas decidem cobrar o preço justo por seus produtos.
Há lojas virtuais e físicas que participam, no caso das virtuais, fique esperto, não compre se não conhecer o site que está ofertando o que você quer. Apesar de na internet ter um desconto maior, não deve-se esquecer das lojas físicas, nas quais há opção de pechincha, que é sempre favorável ao freguês. Se você não se preparou, não se preocupe, ano que vem tem mais. Se você é como eu e gastou muito em um único item, fique tranquilo, ano que vem, irá querer algo mais caro ainda.
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Conspiração Temporal T02C24
O VÍRUS
Frank e Vick atacaram com tudo o que tinham, mas nada sequer arranhou o monstro. Kevin cansou de ver os amigos apanharem e, mesmo sem ter reunido toda a energia necessária para o grande golpe, foi ajudá-los.
― Você deveria estar reunindo energia. - Frank disse ao vê-lo lutando.
― E vocês deveriam ser capazes de segurar esse monstro melhor. - Kevin devolveu.
O monstro aproveitou a discussão e acertou o de armadura dourada. Vick avançou no inimigo, mas ele a golpeou com tanta força que a fez voar longe. Foi então que Frank se lembrou de uma arma que ainda não tinha tentado. O tiro da bazuca fez um bom estrago, arrancou um dos braços do monstro, mas ainda não o derrubou. Quando parecia faltar pouco, o oponente recuou até encostar no vulcão e se recuperou.
― O vulcão! - o atirador notou e seus amigos se aproximaram. - Pessoal, o monstro é só mais uma defesa, o verdadeiro vírus é o vulcão.
― Isso só complica as coisas. - Vick disse.
― Deixe-me tentar simplificar então. - disse uma voz atrás deles, assustando-os.
― Alex! Como entrou aqui? - Kevin perguntou de olhos arregalados.
― Eu desenvolvi um código há alguns anos, mas achei que não tinha funcionado. Era de noite e imaginei que tinha sido um sonho. Hoje, decidi tentar de novo. E aqui estou. - o garoto explicou. - Então, como exatamente funciona isso de ter poderes?
― Hã... - Frank começou a responder ainda processando as informações. - É só pensar e acontece. - conseguiu dizer.
― Só isso? Então por que vocês ainda não venceram? - Alex disse e passou pelos três amigos.
Depois de alguns segundos, os tênis de Alex se tornaram botas de escalada, sua calça do colégio virou uma calça jeans, e surgiram luvas pretas em suas mãos.
― Pronto! - ele disse e no segundo seguinte desapareceu na frente dos técnicos.
Quando o viram de novo, ele estava no ar socando o monstro e despedaçando seu queixo.
― Ele fez aquilo só com um soco? - Kevin espantou-se.
― Que poder ele escolheu? - Vick ficou confusa.
― Eu diria que voar, super velocidade, super força e... - Frank tentou identificar mais um, quando o monstro jogou um jato de lava em Alex e este não sentiu nada. - … imune ao fogo! - concluiu.
― Aí, quando quiserem ajudar, eu agradeço! - Alex gritou enquanto desviava de um soco.
― É isso! - Frank disse. - Kevin termina de reunir energia. Com o Alex, não teremos problemas em segurar o monstro mais um pouco.
― Certo! Vão lá! - Kevin concordou e viu seus amigos partirem. - Espera! Mas como eu vou conseguir destruir o vulcão inteiro? - ele disse para si mesmo.
Com Alex chamando a maior atenção do monstro, Vick e Frank conseguiam desferir melhor seus golpes. Enquanto via toda a cena e acumulava energia, Kevin pensava em como iria fazer para destruir o vulcão.
― É isso! - o rapaz concluiu e riu. - É incrível que um garoto de 13 anos tenha conseguido o que eu e meus amigos demoramos anos. E ainda aprendeu a usar os poderes melhor que a gente. As mulheres do futuro estão certas, o Alex vai ser demais. - Kevin disse e se concentrou. - Mas se ele pode, eu também posso.
O técnico de informática ergueu voo e, enquanto estava no ar, sua armadura mudou de cor, de dourada para laranja. Seu elmo passou a cobrir o cabelo também. Ele se dirigiu rapidamente até o topo do vulcão, juntou as duas mãos que se transformaram em um canhão único e mirou bem no meio. Como que percebendo que estava em perigo, o vulcão chamou de volta o monstro que criou e então toda sua estrutura se transformou em um ser gigante.
― O que está acontecendo? - Vick estranhou.
― É o Kevin lá em cima? - Frank reparou e quis confirmar.
― Hum, um já aprendeu. - Alex disse e sorriu.
O pico do vulcão se tornou sua boca e grandes braços da terra que o circundava surgiram e seguraram Kevin, no momento em que ele disparou com toda sua energia. Uma grande explosão se seguiu e empurrou os outros três para longe. Todas as árvores sem folhas foram varridas e pedaços de lava secos se encontravam em todo o local.
― KEVIN! - Vick gritou quando tudo passou e não viu o amigo.
― Ei, cadê o Alex? - Frank perguntou ao ver que o garoto não estava com eles.
Ao fundo, no meio da fumaça que ainda havia sobre o local da explosão, duas figuras surgiram no ar. Alex voava carregando Kevin em um dos ombros. Quando pousou e desceu o de armadura laranja, Vick e Frank correram para o amigo.
― Você está bem? - a garota quis saber.
― Sim. - Kevin respondeu. - Eu consegui?
― Sim, você ficou imune ao fogo, não é? - Frank quis confirmar. - Igual ao Alex.
― Sim. - o de armadura laranja respondeu.
― Igual a mim não. - Alex disse. - Eu escolhi ser imune a todos os elementos: fogo, água, gelo, ar, terra, etc. Além de poder voar, ser rápido e forte.
― Tudo isso? - Vick espantou-se.
― Vocês disseram que era só pensar. Eu não entendi porque limitaram tanto seus poderes. - o garoto disse. - Ah, e vejam outro! - disse e ergueu o braço direito e um portal se abriu. - Posso criar portais em qualquer lugar que eu estiver. Vamos para o mundo real. - disse e assim fizeram.

Quando chegaram, viram Zé e Rubens sentados e sangrando.
― Vocês demoraram! - o espião observou.
― Caramba! Vocês estão um trapo. - o garoto disse.
― Conseguiram? - o jornalista quis saber.
― Sim. - Frank respondeu e nesse momento a porta se abriu e Érica e Duda entraram.
― Ah, estão todos aqui. - a espiã morena disse e olhou para cada um.
― Zé! - Duda correu para o namorado. - O que aconteceu com você?
― Um valentão quis me lembrar da época do colégio. - ele respondeu. - E você? Não está muito melhor que eu.
― Eu descobri que preciso treinar mais. - a loira respondeu.
― Zé, a Central disse que temos pouco tempo. Fizemos muito barulho e logo as autoridades locais estarão aqui. Rob e Joca já foram embora com Jess e as crianças. Estão mandando helicópteros para nos buscar. - Érica informou.
― Que bom! Porque eu com certeza não aguentaria os movimentos de um carro agora. - o Agente Z disse e som de helicópteros foi ouvido.
Frank e Vick atacaram com tudo o que tinham, mas nada sequer arranhou o monstro. Kevin cansou de ver os amigos apanharem e, mesmo sem ter reunido toda a energia necessária para o grande golpe, foi ajudá-los.
― Você deveria estar reunindo energia. - Frank disse ao vê-lo lutando.
― E vocês deveriam ser capazes de segurar esse monstro melhor. - Kevin devolveu.
O monstro aproveitou a discussão e acertou o de armadura dourada. Vick avançou no inimigo, mas ele a golpeou com tanta força que a fez voar longe. Foi então que Frank se lembrou de uma arma que ainda não tinha tentado. O tiro da bazuca fez um bom estrago, arrancou um dos braços do monstro, mas ainda não o derrubou. Quando parecia faltar pouco, o oponente recuou até encostar no vulcão e se recuperou.
― O vulcão! - o atirador notou e seus amigos se aproximaram. - Pessoal, o monstro é só mais uma defesa, o verdadeiro vírus é o vulcão.
― Isso só complica as coisas. - Vick disse.
― Deixe-me tentar simplificar então. - disse uma voz atrás deles, assustando-os.
― Alex! Como entrou aqui? - Kevin perguntou de olhos arregalados.
― Eu desenvolvi um código há alguns anos, mas achei que não tinha funcionado. Era de noite e imaginei que tinha sido um sonho. Hoje, decidi tentar de novo. E aqui estou. - o garoto explicou. - Então, como exatamente funciona isso de ter poderes?
― Hã... - Frank começou a responder ainda processando as informações. - É só pensar e acontece. - conseguiu dizer.
― Só isso? Então por que vocês ainda não venceram? - Alex disse e passou pelos três amigos.
Depois de alguns segundos, os tênis de Alex se tornaram botas de escalada, sua calça do colégio virou uma calça jeans, e surgiram luvas pretas em suas mãos.
― Pronto! - ele disse e no segundo seguinte desapareceu na frente dos técnicos.
Quando o viram de novo, ele estava no ar socando o monstro e despedaçando seu queixo.
― Ele fez aquilo só com um soco? - Kevin espantou-se.
― Que poder ele escolheu? - Vick ficou confusa.
― Eu diria que voar, super velocidade, super força e... - Frank tentou identificar mais um, quando o monstro jogou um jato de lava em Alex e este não sentiu nada. - … imune ao fogo! - concluiu.
― Aí, quando quiserem ajudar, eu agradeço! - Alex gritou enquanto desviava de um soco.
― É isso! - Frank disse. - Kevin termina de reunir energia. Com o Alex, não teremos problemas em segurar o monstro mais um pouco.
― Certo! Vão lá! - Kevin concordou e viu seus amigos partirem. - Espera! Mas como eu vou conseguir destruir o vulcão inteiro? - ele disse para si mesmo.
Com Alex chamando a maior atenção do monstro, Vick e Frank conseguiam desferir melhor seus golpes. Enquanto via toda a cena e acumulava energia, Kevin pensava em como iria fazer para destruir o vulcão.
― É isso! - o rapaz concluiu e riu. - É incrível que um garoto de 13 anos tenha conseguido o que eu e meus amigos demoramos anos. E ainda aprendeu a usar os poderes melhor que a gente. As mulheres do futuro estão certas, o Alex vai ser demais. - Kevin disse e se concentrou. - Mas se ele pode, eu também posso.
O técnico de informática ergueu voo e, enquanto estava no ar, sua armadura mudou de cor, de dourada para laranja. Seu elmo passou a cobrir o cabelo também. Ele se dirigiu rapidamente até o topo do vulcão, juntou as duas mãos que se transformaram em um canhão único e mirou bem no meio. Como que percebendo que estava em perigo, o vulcão chamou de volta o monstro que criou e então toda sua estrutura se transformou em um ser gigante.
― O que está acontecendo? - Vick estranhou.
― É o Kevin lá em cima? - Frank reparou e quis confirmar.
― Hum, um já aprendeu. - Alex disse e sorriu.
O pico do vulcão se tornou sua boca e grandes braços da terra que o circundava surgiram e seguraram Kevin, no momento em que ele disparou com toda sua energia. Uma grande explosão se seguiu e empurrou os outros três para longe. Todas as árvores sem folhas foram varridas e pedaços de lava secos se encontravam em todo o local.
― KEVIN! - Vick gritou quando tudo passou e não viu o amigo.
― Ei, cadê o Alex? - Frank perguntou ao ver que o garoto não estava com eles.
Ao fundo, no meio da fumaça que ainda havia sobre o local da explosão, duas figuras surgiram no ar. Alex voava carregando Kevin em um dos ombros. Quando pousou e desceu o de armadura laranja, Vick e Frank correram para o amigo.
― Você está bem? - a garota quis saber.
― Sim. - Kevin respondeu. - Eu consegui?
― Sim, você ficou imune ao fogo, não é? - Frank quis confirmar. - Igual ao Alex.
― Sim. - o de armadura laranja respondeu.
― Igual a mim não. - Alex disse. - Eu escolhi ser imune a todos os elementos: fogo, água, gelo, ar, terra, etc. Além de poder voar, ser rápido e forte.
― Tudo isso? - Vick espantou-se.
― Vocês disseram que era só pensar. Eu não entendi porque limitaram tanto seus poderes. - o garoto disse. - Ah, e vejam outro! - disse e ergueu o braço direito e um portal se abriu. - Posso criar portais em qualquer lugar que eu estiver. Vamos para o mundo real. - disse e assim fizeram.

Quando chegaram, viram Zé e Rubens sentados e sangrando.
― Vocês demoraram! - o espião observou.
― Caramba! Vocês estão um trapo. - o garoto disse.
― Conseguiram? - o jornalista quis saber.
― Sim. - Frank respondeu e nesse momento a porta se abriu e Érica e Duda entraram.
― Ah, estão todos aqui. - a espiã morena disse e olhou para cada um.
― Zé! - Duda correu para o namorado. - O que aconteceu com você?
― Um valentão quis me lembrar da época do colégio. - ele respondeu. - E você? Não está muito melhor que eu.
― Eu descobri que preciso treinar mais. - a loira respondeu.
― Zé, a Central disse que temos pouco tempo. Fizemos muito barulho e logo as autoridades locais estarão aqui. Rob e Joca já foram embora com Jess e as crianças. Estão mandando helicópteros para nos buscar. - Érica informou.
― Que bom! Porque eu com certeza não aguentaria os movimentos de um carro agora. - o Agente Z disse e som de helicópteros foi ouvido.
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
O Motoqueiro Das Trevas T02C12
O BARRACÃO
Douglas Timeti sempre quis participar e saber dos negócios do pai, mesmo sabendo que o que realmente dava lucro era ilícito. Ele sabia da lavagem de dinheiro e do tráfico de drogas, mas, como seu pai sempre dizia, no Brasil é só ser discreto e saber fazer negócio que você se dá bem.
Apesar de ainda ter 16 anos, o jovem Timeti queria acompanhar o pai, pois sabia que um dia iria herdar e comandar tudo aquilo. Quando finalmente foi chamado, vibrou por dentro. A noite estava perfeita, os homens o cumprimentaram com respeito e ele estava prestando atenção em tudo. Mas então, tudo mudou. Primeiro vieram os tiros, na sequência, a explosão. E, por último, a má notícia.
― Senhor, o Motoqueiro das Trevas está aqui. - avisou um dos homens que estavam do lado de fora da sala. Ao ouvir isso, Douglas foi dominado pelo medo.
Apesar de ainda ter 16 anos, o jovem Timeti queria acompanhar o pai, pois sabia que um dia iria herdar e comandar tudo aquilo. Quando finalmente foi chamado, vibrou por dentro. A noite estava perfeita, os homens o cumprimentaram com respeito e ele estava prestando atenção em tudo. Mas então, tudo mudou. Primeiro vieram os tiros, na sequência, a explosão. E, por último, a má notícia.
― Senhor, o Motoqueiro das Trevas está aqui. - avisou um dos homens que estavam do lado de fora da sala. Ao ouvir isso, Douglas foi dominado pelo medo.

Quando a Hilux passou na frente do barracão, Ian se levantou na caçamba e atirou com a metralhadora nos homens que estavam de guarda. Borba foi até a esquina da rua e fez a volta, durante a qual, o Motoqueiro usou a bazuca para explodir a entrada. Entre fogo e destroços, o ex-militar estacionou o carro.
― Vamos nessa! - Ian disse ao descer da caçamba, enquanto Borba também saía.
Os dois avançaram, Ian com duas pistolas nas mãos e Borba com uma escopeta. Logo, os homens surgiram para impedirem a entrada deles. Os primeiros foram facilmente abatidos. O barracão era imenso, na porta de entrada havia alguns móveis tombados devido ao impacto da explosão, o que possibilitou aos invasores um local seguro.
Em todo o lugar havia cômodos, alguns para armazenamento de drogas, outros com mesas e cadeiras para se contar o dinheiro e preparar o produto. No meio tinha uma grande máquina para a lavagem de dinheiro. E ao fundo, encontrava-se uma sala em um andar acima, com uma escada dando acesso.
― Um de cada lado? - Borba sugeriu.
― Não, é melhor você ficar aqui. Enquanto eu atravesso até a sala do Timeti, você me cobre. Preste atenção, pois agora estou sem capacete. - Ian disse.
― Certo. - o ex-militar assentiu.
Assim, o Motoqueiro avançou pela esquerda, acertando quem estava em seu campo de visão mais próximo e então mirando para onde os tiros mais distantes vinham. Borba atingiu praticamente todos da direita que tentaram pegar seu parceiro pelo lado. Quando a munição acabou, ele trocou para as pistolas. A precisão se manteve.
Ian estava na base da escada que levava à sala de Timeti, quando sirenes foram ouvidas. Devido a isso, Borba precisou sair da sua posição para não ser preso e seguiu pela direita. Entrou em uma das salas de contagem de dinheiro.
Raquel chegou liderando um grupo de 9 policiais militares.
― Parece que estão todos caídos. - um dos policiais disse.
― E estão. - Raquel confirmou notando o que estava acontecendo. - Ele está aqui. Capitão, vem comigo. De hoje, ele não escapa. - ela disse e avançou com o militar.
Os outros se espalharam em duplas para verificar o local. Foi então que uma bomba de fumaça foi jogada no meio do barracão, preenchendo-o completamente. A detetive correu para subir a escada e ficar acima do nível do gás. Sem olhar para trás, ela bateu o pé na porta e entrou.
― Não faça isso, Ian! - ela disse e apontou a arma ao Motoqueiro.
Os dois guarda-costas de Timeti estavam caídos mortos no chão. No canto esquerdo da sala, estavam pai e filho contra a parede sob a mira da arma do homem da jaqueta de couro.
― Não dessa vez, detetive. - Ian disse e virou a cabeça para ver a morena.
Foi o suficiente para o dono do mercado sacar sua arma e erguê-la contra seu algoz, mas não para atirar. O sangue escorreu da testa de Timeti e seu filho ajoelhou em prantos e gritando. A detetive avançou na sala e se aproximou dos Timeti, ainda com a arma apontada para Ian.
― Quando disse que esperava que nossos caminhos se cruzassem, não imaginei que seria tão rápido. - o Motoqueiro disse enquanto Raquel tentava acalmar o jovem.
― Você está bem, garoto? - ela perguntou sabendo exatamente a resposta e se virou para o atirador. - Por que você tinha que se intrometer, hein? Eu ia resolver esse caso sem derramar uma gota de sangue hoje.
― E daí, o que? Eles iam sair em menos de um mês e fazer coisas piores. - Ian retrucou.
Douglas aproveitou a distração dos outros dois e pegou a arma do pai. Levantou os braços para atirar no Motoqueiro, mas Raquel lhe deu uma coronhada na cabeça bem no momento em que Ian se preparava para atirar.
― Você não vai atirar em uma criança na minha frente. - ela disse e ficou entre os Timeti e o Motoqueiro.
― Por que acha que ele estava aqui hoje? Esse vai seguir os passos do pai. E depois do aconteceu e presenciou, será ainda pior. - Ian disse. - Essa sua crença na redenção de todos ainda vai fazer o caos se instalar de vez nessa cidade. - disse e guardou a arma foi sair da sala.
― Hoje você não vai conseguir escapar. - a morena disse. - Eu não vim sozinha. - ela contou e nesse momento, Borba entrou no cômodo.
― Cara, fazia tempo que não me exercitava desse jeito! - Borba disse agitando os braços. - Contei pelo menos 9 milico, mas teve uma que conseguiu escapar. Ah, olha ela aí! - o ex-militar disse notando Raquel.
― Você derrotou toda a minha equipe tática sozinho? - ela perguntou espantada.
― Não eram tudo isso. - Borba disse. - Mas eu tive uma ajudinha da fumaça, então... - disse e riu.
― Parece que não é hoje que conseguirá me prender, Raquel. Posso chamá-la assim? - o Motoqueiro disse e se voltou para Borba. - Vamos?
― Bora! Tchau, gatinha! - o ex-militar disse.
― Até mais, Raquel! - Ian se despediu e saiu.
A morena saiu da sala e ficou na porta olhando os dois justiceiros noturnos saírem do barracão, enquanto passavam pelos militares e traficantes caídos.
― Eu não acredito nisso. - ela disse sem ação.
― Vamos nessa! - Ian disse ao descer da caçamba, enquanto Borba também saía.
Os dois avançaram, Ian com duas pistolas nas mãos e Borba com uma escopeta. Logo, os homens surgiram para impedirem a entrada deles. Os primeiros foram facilmente abatidos. O barracão era imenso, na porta de entrada havia alguns móveis tombados devido ao impacto da explosão, o que possibilitou aos invasores um local seguro.
Em todo o lugar havia cômodos, alguns para armazenamento de drogas, outros com mesas e cadeiras para se contar o dinheiro e preparar o produto. No meio tinha uma grande máquina para a lavagem de dinheiro. E ao fundo, encontrava-se uma sala em um andar acima, com uma escada dando acesso.
― Um de cada lado? - Borba sugeriu.
― Não, é melhor você ficar aqui. Enquanto eu atravesso até a sala do Timeti, você me cobre. Preste atenção, pois agora estou sem capacete. - Ian disse.
― Certo. - o ex-militar assentiu.
Assim, o Motoqueiro avançou pela esquerda, acertando quem estava em seu campo de visão mais próximo e então mirando para onde os tiros mais distantes vinham. Borba atingiu praticamente todos da direita que tentaram pegar seu parceiro pelo lado. Quando a munição acabou, ele trocou para as pistolas. A precisão se manteve.
Ian estava na base da escada que levava à sala de Timeti, quando sirenes foram ouvidas. Devido a isso, Borba precisou sair da sua posição para não ser preso e seguiu pela direita. Entrou em uma das salas de contagem de dinheiro.
Raquel chegou liderando um grupo de 9 policiais militares.
― Parece que estão todos caídos. - um dos policiais disse.
― E estão. - Raquel confirmou notando o que estava acontecendo. - Ele está aqui. Capitão, vem comigo. De hoje, ele não escapa. - ela disse e avançou com o militar.
Os outros se espalharam em duplas para verificar o local. Foi então que uma bomba de fumaça foi jogada no meio do barracão, preenchendo-o completamente. A detetive correu para subir a escada e ficar acima do nível do gás. Sem olhar para trás, ela bateu o pé na porta e entrou.
― Não faça isso, Ian! - ela disse e apontou a arma ao Motoqueiro.
Os dois guarda-costas de Timeti estavam caídos mortos no chão. No canto esquerdo da sala, estavam pai e filho contra a parede sob a mira da arma do homem da jaqueta de couro.
― Não dessa vez, detetive. - Ian disse e virou a cabeça para ver a morena.
Foi o suficiente para o dono do mercado sacar sua arma e erguê-la contra seu algoz, mas não para atirar. O sangue escorreu da testa de Timeti e seu filho ajoelhou em prantos e gritando. A detetive avançou na sala e se aproximou dos Timeti, ainda com a arma apontada para Ian.
― Quando disse que esperava que nossos caminhos se cruzassem, não imaginei que seria tão rápido. - o Motoqueiro disse enquanto Raquel tentava acalmar o jovem.
― Você está bem, garoto? - ela perguntou sabendo exatamente a resposta e se virou para o atirador. - Por que você tinha que se intrometer, hein? Eu ia resolver esse caso sem derramar uma gota de sangue hoje.
― E daí, o que? Eles iam sair em menos de um mês e fazer coisas piores. - Ian retrucou.
Douglas aproveitou a distração dos outros dois e pegou a arma do pai. Levantou os braços para atirar no Motoqueiro, mas Raquel lhe deu uma coronhada na cabeça bem no momento em que Ian se preparava para atirar.
― Você não vai atirar em uma criança na minha frente. - ela disse e ficou entre os Timeti e o Motoqueiro.
― Por que acha que ele estava aqui hoje? Esse vai seguir os passos do pai. E depois do aconteceu e presenciou, será ainda pior. - Ian disse. - Essa sua crença na redenção de todos ainda vai fazer o caos se instalar de vez nessa cidade. - disse e guardou a arma foi sair da sala.
― Hoje você não vai conseguir escapar. - a morena disse. - Eu não vim sozinha. - ela contou e nesse momento, Borba entrou no cômodo.
― Cara, fazia tempo que não me exercitava desse jeito! - Borba disse agitando os braços. - Contei pelo menos 9 milico, mas teve uma que conseguiu escapar. Ah, olha ela aí! - o ex-militar disse notando Raquel.
― Você derrotou toda a minha equipe tática sozinho? - ela perguntou espantada.
― Não eram tudo isso. - Borba disse. - Mas eu tive uma ajudinha da fumaça, então... - disse e riu.
― Parece que não é hoje que conseguirá me prender, Raquel. Posso chamá-la assim? - o Motoqueiro disse e se voltou para Borba. - Vamos?
― Bora! Tchau, gatinha! - o ex-militar disse.
― Até mais, Raquel! - Ian se despediu e saiu.
A morena saiu da sala e ficou na porta olhando os dois justiceiros noturnos saírem do barracão, enquanto passavam pelos militares e traficantes caídos.
― Eu não acredito nisso. - ela disse sem ação.
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Conspiração Temporal T02C23
EM FRANGALHOS
― Ora, mas não é que vocês são alguma
coisa. - Rubi disse assim que seus quatro colegas caíram para as
duas espiãs.
Érica e Duda arfavam, recuperavam o fôlego
de uma intensa luta contra dois oponentes. A morena estava mais suada
e foi menos atingida, já a loira tinha sangue escorrendo do nariz e
da boca, e muitos pontos doloridos no corpo.
― Devemos ir as duas juntas, algo me diz
que essa daí é pior que os caras que acabamos de derrotar. - Érica
disse.
― Por mais louco que isso seja, eu
concordo. - Duda assentiu e notou que a secretária tirava seu
paletó.
― Chega de papo. - Rubi disse e investiu
contra a morena.
Foi tudo muito rápido. Ela tomou um longo
impulso e correu já socando com a mira no rosto da Agente E, que só
teve de dar um passo para trás e se esquivar. Duda mal conseguiu ver
e logo era só uma espectadora da luta.
Érica se defendia como podia, mas a
adversária era muito rápida. Rubi socou com a direita e a morena
bloqueou com a esquerda dela e devolveu com a direita, mas essa foi
segura pela esquerda da de franja. Aproveitando o espaço livre, a
secretária chutou lateralmente a barriga da espiã.
A Agente E arqueou devido a impacto do
golpe e sua oponente aproveitou para lhe dar um forte soco com a
direita que quase a derrubou. No desespero, Érica tentou um soco
contrário com a esquerda, mas Rubi se esquivou e devolveu com um
grande chute no tórax da morena, que bateu contra a parede.
― Confesso que eu esperava mais. - a
secretária disse e nesse momento, ouviu passos à sua esquerda.
Duda investiu com um soco lateral na mulher
de franja, mas esta a deixou passar, segurou seu braço com a mão
direita e deu um golpe com a esquerda na aticulação do cotovelo,
fazendo a espiã loira urrar de dor. Rubi soltou o braço da
adversária e puxou o cabelo dela com força para trás, chegou bem
perto e olhou bem fundo para os olhos verdes de Duda.
― Achou mesmo que conseguiria me atingir?
- perguntou.
― Nem por um segundo, mas eu precisava
ganhar tempo. - a Agente D disse e Rubi olhou para onde Érica tinha
caído.
A secretária largou o cabelo da loira e
olhou para os lados, mas tarde demais. A Agente E surgiu à direita
de Rubi e, com as duas mãos unidas, acertou o queixo dela de baixo
para cima.
― Eu chamo isso de Golpe Manchete. -
Érica disse e avançou com um chute na barriga da adversária.
Rubi arqueou e teve sua cabeça agarrada
pelas duas mãos de sua oponente. Na sequência levou uma forte
joelhada no rosto que a fez ajoelhar e cair desmaiada aos pés de
Érica.
― Assim que eu gosto. - a morena falou. -
Você está bem? - perguntou à Duda.
― Vou ficar. - a loira disse e forçou um
sorriso.
― Ei, você realmente se dispôs a dar
sua vida para me salvar. - Érica lembrou.
― Não é o que parceiras de missão
fazem? - a Agente D devolveu e as duas sorriram.
Picodemo era muito mais forte e mais
treinado que Rubens havia imaginado. O jornalista conseguiu acertar o
primeiro soco, depois disso só apanhou. Estava tentando achar uma
brecha na defesa do empresário, mas estava muito difícil.
― Achou que conseguiria me vencer tão
fácil? - Picodemo provocou e deu outro soco. - Apesar de ter uma
equipe de segurança, eu mesmo sou bem preparado para quando o pior
acontecer. - disse e mais um soco fez o paulista cambalear.
Rubens sentia o sangue escorrer por seu
rosto e todos os pontos doloridos de seu corpo o deixavam mais lento.
Pela primeira vez, ele sentiu que havia chegado ao seu limite.
Enquanto pensava, Picodemo conseguiu quebrar sua fraca defesa e o
derrubou. Nesse momento, uma porta se abriu e fechou.
― Aí, seu engravatadinho do mal! - Zé
chamou e Picodemo se virou para encará-lo. O espião notou que o
empresário tinha tirado a gravata para lutar. - Oh! Você está sem
gravata. Isso faz com que o que eu disse seja sem sentido.
― O que está fazendo aqui, Zé? Você
não sabe lutar. - Rubens disse do chão.
― Não importa! Se é o que preciso fazer
para o sucesso da missão, é o que farei. - o espião falou
decidido.
― Ouça o seu amigo, rapaz. Saia daqui,
eu não bato em manés. - Picodemo disse.
― Para você, é Zé Mané! Vamos lá!
Está com medinho? - Zé provocou e ergueu os braços de modo
desajeitado. - Cai dentro! - o espião gritou e o empresário caiu.
O primeiro soco quase fez o espião cair. A
última vez em que Zé esteve em uma briga foi no ensino fundamental
quando alguns valentões decidiram que ele deveria apanhar por tirar
uma maior que a deles. O Agente Z não se lembrava muito dessa época,
mas tinha quase certeza de que a dor de antigamente não chegava nem
perto da atual.
Picodemo seguiu com uma joelhada na boca do
estômago, o que fez o espião cuspir sangue. O empresário uniu as
mãos e golpeou com toda sua força as costas de Zé, fazendo-o bater
com tudo no chão. O espião não conseguia mexer nem um milímetro
de seu corpo. Ele sentia dor em lugares que nem imaginava que poderia
doer. Naquele momento, Zé se sentiu fraco e impotente, pois toda a
sua inteligência não valeria de nada para ajudá-lo. Sua visão
estava embaçada devido ao sangue que pingava por sobre seus olhos.
Toda a cena brutal que foi obrigado a
assistir deu a Rubens um novo gás. O Zé podia ser mané uma boa
parte do tempo, mas sem ele nada daquilo teria sido possível e as
mulheres do futuro nunca teriam chegado a cumprir seu objetivo. Foi
então que o jornalista percebeu que o verdadeiro salvador do futuro
do mundo era o rapaz de camisa xadrez.
― Ei! - o paulista disse puxando Picodemo
pelo ombro esquerdo e dando-lhe um soco que o fez recuar dois passos.
- Seu oponente sou eu!
O empresário limpou o sangue da boca e
sorriu. Avançou contra Rubens, mas seu soco foi bloqueado. O
jornalista aproveitou e acertou-o com um soco de baixo para cima no
queixo. Na sequência, girou em seu eixo e deu um chute no peito do
adversário que atingiu uma parede, batendo sua cabeça e
desamaiando. Rubens correu para o amigo caído.
― Zé! Ei, Zé! Fala comigo, amigão! - o
jornalista ajudou o espião a levantar.
― Rubens! Você está bem. - o Agente Z
disse abrindo apenas um olho. - Acho que estou com algumas costelas
quebradas. - ele disse gemendo.
Mancando e devagar, os dois voltaram à
sala do computador central e a encontraram vazia.
― Cadê o Alex? - Rubens perguntou e Zé
apontou o telão.
― Esse garoto é incrível. Nessa idade
conseguiu fazer o que três técnicos de informática formados
precisaram de anos tentando. - o espião elogiou. - A Érica me disse
que o Alex tem o melhor de nós dois: minha inteligência e sua
esperteza.
― Isso quer dizer que um dia ele será
melhor que nós dois juntos. - o jornalista observou.
― Sim, um dia ele irá nos superar. - Zé
concordou.
― E o que faremos com relação a isso? -
o paulista indagou.
― Vamos guiá-lo para que aconteça da
maneira correta. - Zé disse e sorriu sentindo doer todos os músculos
necessários para isso.
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
A Arte De Roubar T04C12
VEREDICTO
― O júri chegou a um veredicto? – o
juiz perguntou aos jurados.
― Sim, Meritíssimo. – o porta-voz do
júri respondeu.
― E qual seria? – o juiz quis saber.
― O júri considera o réu: para a
acusação de porte ilegal de arma, culpado; para a acusação de
tentativa de homicídio, culpado.
― Começamos bem, hein. - Joel sussurrou
para Lívia.
― Isso já era esperado. Agora vem o
importante. - ela devolveu o sussurro.
― …para a acusação de formação de
quadrilha, inocente. - o porta-voz disse e o público se agitou,
forçando o juiz a bater o martelo. - E para a acusação de roubo,
inocente.
O juiz esperou o silêncio acontecer para
dar a sentença.
― Joel Dasco, devido ao fato de você ser
réu primário e não ter negado as acusações das quais foi
considerado culpado, vou sentenciá-lo a 500 horas de trabalho
comunitário mais uma multa de 1500 reais. - o mais velho da sala
decretou.
― Muito obrigado, Meritíssimo. - Joel
disse.
― Mas que raio de sentença é essa? O
senhor está maluco? - Barton gritou ao juiz. - Cadê a justiça? -
ele disse e se levantou.
― A justiça está no fato de que recebi
há pouco uma prova de que o IP do computador que adulterou as
câmeras é da sua empresa. Logo, pode esperar um longo processo a
caminho. - o juiz declarou quase rindo e também se levantou.
― O que? - o empresário surtou. - Você
está louco? Ele enganou todos vocês, é tudo armação dele, seu
velho insano. - Barton disse espantando a todos e irritando o juiz.
― Agora, o senhor passou dos limites! - O
juiz disse. - Guardas! Prendam-no! - ordenou e os oficiais foram até
o empresário.
― Não! Me soltem! Sabem quem eu sou? -
Barton gritou e foi sendo arrastado da sala. - Isso não acabou,
Dasco! Eu ainda acabo com você!
― Até mais, Barton! - Joel disse e
acenou.
Quando o empresário foi levado pelos
guardas, o público foi deixando a sala.
― Você não tem medo, Joel? - Lívia
perguntou enquanto esperavam para sair.
― Claro que tenho, mas ele não precisa
saber. - o réu absolvido disse.
No corredor do fórum, Mayara e Leandro
esperavam por Joel e Lívia.
― Papai! - o garoto chamou ao vê-lo e
correu para o colo do pai.
― E aí, filhão! - Joel disse ao pegá-lo
e beijá-lo. - May. - disse ao chegar perto da esposa. - Obrigado por
vir.
― Não podia deixar o pai do meu filho ir
para a cadeia. - ela respondeu.
― Esse foi o único motivo? - ele quis
saber.
― Não. - ela disse com relutância. -
Mas agradeça a sua amiga, se não fosse ela, eu não teria nem
cogitado vir.
― Eu sei. - Joel disse e olhou para a
loira que ficou vermelha de vergonha.
― Que isso, gente. Não foi nada. - ela
disse e eles saíram do fórum.
Do lado de fora, Joel reconheceu cinco
pessoas em um grupo de seis que estava reunido próximo do local.
― Ei, vocês vieram! Não é perigoso
estarem aqui? - Joel disse ao se aproximar, mas não conseguiu falar
mais nada antes de receber um abraço de cada um de seus amigos:
Charger, Taís, Tecno Léo, Luiz Facada e Bomber. - Você, eu não
conheço. - disse à mulher que estava com Bomber.
― Meu nome é Sandra. Sou a namorada do
Marcelo. - ela respondeu.
― Foi por ela que eu saí do grupo e
deixei de participar da última operação. Sinto por isso, Joel. -
Bomber disse
― Não sinta. Se eu tivesse deixado tudo
isso de lado por uma mulher desde o começo, eu não teria quase sido
preso. - Joel disse e olhou para May. - Aproveitando, pessoal, essa é
a dona do meu coração, May.
― Muito prazer! - ela disse.
― Bom, eu vou indo. Vocês têm muita
conversa para pôr em dia. - Lívia disse e começou a se virar.
― Como assim? - Joel perguntou. - Você
mentiu em um tribunal de justiça para me defender e precisa receber
por isso.
― Tem razão. - ela concordou.
― Vocês estão sem carro agora, né? -
Joel lembrou ao perguntar para os amigos.
― Na verdade, não. Mas vamos esperar a
poeira baixar para te atualizar. O Barton pode estar à escuta.
Aliás, cadê ele? - Charger disse.
― Foi preso. - Joel chocou a todos. -
Vamos para o Centro de Operações. Conto tudo lá.
domingo, 24 de novembro de 2013
Você ficaria em chamas?
Um ano depois do lançamento do primeiro, finalmente temos a sequência de The Hunger Games (Os Jogos Vorazes). Assim que assisti o primeiro, os livros foram lançados e eu fiquei tão fascinado que corri para comprá-los. Não me decepcionei. Lembro que li o segundo e o terceiro em cinco dias e estava ansioso para ver o segundo filme. Agora que vi, estou ansioso pela primeira parte do terceiro.
Seguindo de onde parou o primeiro, Katniss e Peeta precisam fingir que estão apaixonados para tentar frear a revolução que está acontecendo nos distritos. Ameaçada pelo próprio Presidente Snow, a Garota em Chamas fica a cada com mais medo.
Enquanto, tenta sobreviver e proteger aqueles que ama, ela ainda tem que lidar com o amor que Peeta sente por ela e o relacionamento impossível entre ela e Gale. A verdadeira trama tem início quando uma nova edição dos Jogos Vorazes é anunciada, mas dessa vez somente com os antigos vencedores de cada distrito. Do distrito 12, Katniss e Peeta retornam.
Com tudo o que há em um livros, poucas adaptações cinematográficas conseguem fazer jus ao original. A franquia The Hunger Games tem conseguido isso, apesar de no primeiro tem faltado bastante coisa e haver alterações de outras, o segundo filme vem com maior fidelidade.
Percebe-se isso já pelo tempo de duração do filme, são quase duas horas e meia. Isso é mais do que suficiente para passar com detalhes tudo de importante que há no livro.
Como já foi anunciado a adaptação do terceiro livro Mockingjay será dividida em duas partes. Logo podemos esperar algo como Catching Fire, com bastante detalhes e fidelidade. Seria importante assistir o primeiro para não se perder nesse segundo, mas se você só procura por um filme de ação, essa é uma ótima pedida. Eu recomendo.
Seguindo de onde parou o primeiro, Katniss e Peeta precisam fingir que estão apaixonados para tentar frear a revolução que está acontecendo nos distritos. Ameaçada pelo próprio Presidente Snow, a Garota em Chamas fica a cada com mais medo.
Enquanto, tenta sobreviver e proteger aqueles que ama, ela ainda tem que lidar com o amor que Peeta sente por ela e o relacionamento impossível entre ela e Gale. A verdadeira trama tem início quando uma nova edição dos Jogos Vorazes é anunciada, mas dessa vez somente com os antigos vencedores de cada distrito. Do distrito 12, Katniss e Peeta retornam.
Com tudo o que há em um livros, poucas adaptações cinematográficas conseguem fazer jus ao original. A franquia The Hunger Games tem conseguido isso, apesar de no primeiro tem faltado bastante coisa e haver alterações de outras, o segundo filme vem com maior fidelidade.
Percebe-se isso já pelo tempo de duração do filme, são quase duas horas e meia. Isso é mais do que suficiente para passar com detalhes tudo de importante que há no livro.
Como já foi anunciado a adaptação do terceiro livro Mockingjay será dividida em duas partes. Logo podemos esperar algo como Catching Fire, com bastante detalhes e fidelidade. Seria importante assistir o primeiro para não se perder nesse segundo, mas se você só procura por um filme de ação, essa é uma ótima pedida. Eu recomendo.
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Conspiração Temporal T02C22
PEGANDO FOGO
Estava muito calor. Em todas as suas
viagens virtuais, os três amigos nunca haviam estado em um lugar tão
quente. O chão era preto, seco e, em alguns pontos, rachado. Árvores
pretas com caules e galhos sem folhas os rodeavam. Sem muitas opções,
eles seguiram em frente. Fumaça saía do chão conforme andavam. Ao
fundo, eles notaram um monte com um líquido laranja saindo de seu
pico.
― Aquilo é um vulcão? – Kevin
perguntou para confirmar.
― É o que parece. – Frank disse
sem certeza.
Depois do que pareceram horas, os três
amigos chegaram em uma área aberta, próxima à base do vulcão. Ali
havia dezenas de seres com formato humanoide. Entretanto,
faltavam-lhes nariz e boca, e seus olhos eram laranjas. Algumas veias
do corpo eram visíveis e nelas fluíam lava. Eles nada fizeram com a
chegada dos estranhos. Apenas olharam para a montanha atrás de si e
esperaram.
Instantes depois, dois grandes
círculos laranjas surgiram a uma altura de 5 metros e então, toda
uma estrutura corporal se descolou do vulcão. O monstro apenas rugiu
e na sequência, os bonecos de lava se voltaram para os invasores.
― Algo me diz que essa será nossa
batalha mais difícil até agora. – Kevin opinou.
― Eu concordo. – Frank disse.
― E qual é o plano? – Vick quis
saber.
― Vamos bater até eles caírem. –
Frank simplificou.
― Eles são muitos. – a garota
argumentou.
― Que tal isso: eu acumulo energia,
enquanto vocês os distraem um pouco e então eu detono todo mundo de
uma só vez. – Kevin disse.
― Acho melhor guardar esse trunfo
para o grandão. – Franki opinou.
― Isso, vamos com o basicão. Com
nossos poderes e trabalho em equipe, tenho certeza de que
conseguimos. – Vick disse.
Assim, cada um com seu uniforme e
poder, os três amigos avançaram nos bonecos de lava. Frank começou
a investida com uma escopeta, atirando sempre nas cabeças dos
oponentes.
Logo, eles começaram a se aproximar
muito e o atirador precisou trocar para uma metralhadora para
mantê-los afastados. Vick não tinha esse problema, afinal ela
precisava se aproximar. Com sua espada, a garota quebrava dois
bonecos com apenas um golpe. Kevin variava de tática, às vezes
atirava com seus feixe de energia, de longe, às vezes lutava corpo a
corpo com os bonecos.
Apesar de seus esforços, o número de
oponentes não diminuía. Vendo que a situação ficava cada vez
pior, com o cansaço de seus amigos aumentando, Kevin decidiu usar
seu golpe especial. Foi para um local de onde cobriria todos os
inimigos e disparou.
― O que você fez? – Frank
reclamou.
― Salvei nossas vidas. – Kevin
gritou em resposta.
― Não era esse o plano. Você
deveria guardar esse golpe para o outro. – o atirador lembrou.
― Nunca chegaríamos ao grandão se
eu não fizesse isso agora. – o rapaz de armadura dourada devolveu.
― O Kevin tem razão. – Vick
ponderou.
Enquanto eles conversavam, o monstro
maior avançou dois passos e rugiu, mas dessa vez saiu lava de sua
boca. Os três amigos só tiveram tempo de pular para longe para não
serem atingidos. Foi então que a verdadeira luta teve início. Frank
atirava com todas as armas que conhecia. Vick golpeava de todos os
lados, trocando de espadas quando elas quebravam. Kevin voava em
torno do monstro atirando contra ele, mas nada adiantava.
― Esse está pauleira, galera. –
Kevin disse ofegante ao parar perto dos amigos.
― Será esse o nosso fim? – Frank
perguntou.
― Não! Não chegamos tão longe
para isso. E dessa vez, o futuro do mundo depende de nós. – a
guerreira disse. – Kevin, acumule energia novamente, Frank e eu
vamos ocupá-lo.
― Certo! – o de armadura dourada
concordou.
― Deve ter um jeito de eu ver! –
Alex disse e inseriu um código. – Consegui! – ele vibrou. –
Putz, eles não estão nada bem. – lamentou.
― Rubens também não. – Zé disse
ao ver, pela janela, o jornalista apanhando. – Alex, apresse o trio
virtual. Eu vou lá fora ajudar o Rubens.
― Não sabia que você também
lutava, Zé. – o garoto encarou o espião, surpreso.
― Não luto. – o Agente Z disse e
saiu.
O adolescente ficou sem palavras e em
seguida uma determinação tomou conta dele.
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
O Motoqueiro Das Trevas T02C11
INVESTIGAÇÃO
― Não acha arriscado sair assim à
luz do dia? – Borba perguntou.
― Já disse para não se preocupar
com isso. – Ian disse. – Esse bairro é muito grande, vamos nos
separar, assim cobriremos um território maior e como consequência,
obteremos mais informações.
― Certo. – o ex-militar concordou
e seguiu para um lado.
O ex-advogado foi para o lado
contrário e, após algumas quadras, notou que havia vários pontos
comerciais por ali. Decidiu entrar em uma loja de presentes. Imaginou
que seria uma boa fonte de informações. Não se enganou. Comprou
alguns produtos e foi para o caixa.
― São R$10,50. – a mulher disse e
recebeu doze.
― Fique com o troco. – Ian disse.
― Obrigada. – ela agradeceu.
― Escuta, você sabe se há alguma
casa à venda por aqui? Eu estava pensando em me mudar para esse
bairro. – Ian sondou.
― Casa para vender? Pior que eu não
sei. Valter! – ela chamou o rapaz que trabalhava ali. – Você
sabe se há alguma casa para vender aqui no bairro? Esse moço está
querendo se mudar.
― Tem uma ou outra, mas eu não
aconselho a se mudar para cá não.
― Por que não? – o Motoqueiro
quis saber.
― Uberaba não é o bairro mais
tranquilo da cidade. E noite passada, uma família foi encontrada
morta em casa. – Valter contou.
― É mesmo? Alguma ideia de quem
possa ter feito isso? – Ian arriscou-se a perguntar.
― Não sei, mas para mim, isso foi
queima de arquivo.
― Por que diz isso? – o
ex-advogado se interessava cada vez mais.
― O pai trabalhava no Supermercado
Timeti e há uma semana, o filho começou seu primeiro emprego lá. É
muito estranho que tão pouco tempo depois do garoto entrar lá,
tenha acontecido isso. – Valter contou e opinou.
― Acha que o dono do mercado fez
isso? – Ian perguntou.
― Acho melhor a gente parar de falar
sobre isso. – a mulher do caixa disse.
― Tem razão, desculpe-me. – Ian
disse e saiu.
O sol já estava se pondo, quando os
dois amigos se encontraram no ponto que haviam combinado, no limite
do bairro.
― E então? – Ian quis saber.
― Parece que o filho mais velho da
família, tinha começado a trabalhar no mesmo local do pai, um
mercado aqui do bairro e então viu o que não devia. O dono do
mercado, um tal de Timeti, estava lavando dinheiro e traficando
drogas. O garoto, que era auxiliar de estoque, entrou onde não era
autorizado e viu tudo. Por causa disso, eles mudaram de lugar. E para
onde, eu não sei. – Borba contou.
― Como descobriu tudo isso? – Ian
estava espantado.
― Interroguei um dos funcionários
do mercado. Não se preocupe, depois eu o matei e joguei seu corpo no
mato. – o ex-militar explicou.
― Certo, então vamos descobrir onde
esse assassino, traficante e lavador de dinheiro está escondido. –
Ian disse e os dois entraram na Hilux.
Raquel estava revendo tudo que tinha
do caso da família esquartejada. Através das evidências e
testemunhas, ela havia descoberto a ligação da família com o
Supermercado Timeti. Seguindo os últimos passos do filho mais velho,
ela encontrou um salão vazio nos fundos do mercado, mas que
claramente tinha sido desocupado às pressas.
Os peritos estavam analisando as
evidências do novo local, enquanto ela refletia. A partir do momento
em que encontrou aquele salão, o dono do estabelecimento, Arão
Timeti, se tornou suspeito, mas ninguém conseguiu entrar em contato
com ele.
― Alô! – ela disse ao atender seu
celular. – Já estou indo. – avisou e saiu.
No Instituto de Criminalística,
Mateus e Ana esperavam pela detetive.
― O que têm para mim? – ela
chegou perguntando com ansiedade.
― Analisando as pegadas que
encontramos no salão do mercado, achamos traços de terra, que
descobrimos ser de outra região do estado e apenas Materiais de
Construção especializados têm. – Mateus disse.
― Procuramos por pedidos de
caminhões de terra no Uberaba e encontramos apenas um. Ele fica
perto de um grande barracão, que está há anos abandonado. – Ana
informou.
― Bom trabalho, pessoal. Me passem o
endereço. Vou chamar a equipe tática e hoje mesmo, pegaremos quem
quer que tenha matado aquela família. – Raquel disse.
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Conspiração Temporal T02C21
COMPLEXO FUTURE IDEAS
O Complexo Future Ideas era composto por cinco blocos, cada qual contendo
salas e laboratórios responsáveis pelas criações do grupo. Na face norte, havia
o bloco de entrada que cobria todo um lado da quadra, na qual o complexo se
encontrava. Em suas extremidades, havia conexões com os blocos ocidental e
oriental, estes, por sua vez, se ligavam ao bloco central, que se ligava ao
bloco principal, da face sul.
Com os sete adolescentes, Jess
entrou no saguão de entrada. Ela usava um jaleco por cima de sua roupa e, com
seus óculos, parecia uma professora de verdade.
― Bom dia! Em que posso
ajudá-los? – a recepcionista perguntou.
― Estamos aqui para uma visita
escolar. – Jess falou.
― Deixe-me ver. – a funcionária
pediu, achando aquilo estranho, pois ninguém havia lhe avisado de nada. Entretanto,
quando viu o compromisso marcado na agenda virtual da empresa, ela se assustou.
Decidiu ligar para o responsável do setor. O que ela não sabia é que Rob tinha
redirecionado todos os telefonemas da empresa para seus celulares. – Alô, é do
setor de extensão?
A recepcionista explicou a
situação e depois de ouvir as respostas do seu ‘colega’, chamou alguém para
guiar a professora e seus alunos. Quando já estavam há alguns corredores de
distância da recepção, a morena do futuro seguiu com o plano. Pegou uma seringa
com tranquilizante e aplicou no funcionário.
― Muito bem, vamos nos dividir em
duplas. – ela declarou. – Caramello e Ciano, Diana e Solano, Paty e Hugo, Manu
e eu. Sigam o que aprenderam no treinamento e trabalhem em equipe. Se algum
guarda os encurralar, chame pelo comunicador por quem estiver mais perto. Não
deixem nada inteiro. – Jess disse.
― Você é boa nisso. – Maurição
elogiou quando a loira do futuro terminou de atirar no muro e moldando fissuras
que aparentavam uma porta.
― Agora, vamos ver se é bom. –
ela o provocou e ele deu um grande soco que não só empurrou o muro como também
o quebrou antes de cair.
― Muito bem. – ela elogiou e
entrou por sobre os destroços.
A neblina da manhã estava se
dissipando e o sol começava a brilhar. Os dois parceiros seguiram na direção do
bloco oriental. Procurando a fonte do barulho, um guarda viu os intrusos, mas
antes que pudesse sacar sua arma, Nanda atirou e derreteu-a com seu feixe de
energia. Ele insistiu, pegou seu cassetete e avançou sobre a loira, que sacou
seu facão e cortou a mão do atacante. O sangue jorrou e o grito que sucedeu
chamou a atenção de todo o complexo.
― Lá se vai nossa discrição. –
Maurição disse. – Vamos fazer assim, eu cuido dos guardas e você cuida da
destruição.
― E quem vai impedi-los de atirar
em você? – ela quis saber.
― Ta, então, eu cuido dos
guardas, enquanto você cuida da destruição e da retaguarda. – ele se corrigiu e
arrancou um sorriso de Nanda.
― Essa mochila à jato é bem
prática. – Duda disse ao pousar do lado de dentro do complexo.
― Não é? – Érica devolveu. – Está
pronta para causar uma bagunça?
― Com certeza. – a loira
garantiu.
Elas entraram no bloco ocidental
e começaram a abrir todas as salas. Quando havia pessoas, elas mandavam todas
embora e jogavam uma granada, quando não, simplesmente pulavam para a segunda
parte. Assim, elas atravessaram todo o bloco. Enquanto passavam pelos
corredores, a Agente E derrubava gasolina no chão. Na porta de saída elas
jogaram uma última granada que teve um impacto ainda maior.
Há poucos passos da entrada do
bloco central, elas deram de cara com uma mulher, de cabelos castanhos e franja
na testa, e quatro homens de terno.
― Ora, mas o que temos aqui? –
Rubi disse.
― Como vamos fazer? Eu pego os da
direita e você os da esquerda? E quem terminar primeiro fica com a nariz
empinado? – Érica quis saber.
― Não dá para eu pular direto
contra ela? Não sei lutar contra mais de um oponente. O Baltar queria, mas ele era
só um. – Duda explicou.
― É verdade. – a morena
concordou. – Bom, é só golpear um antes do outro te acertar. Você vai ficar
bem. – Érica disse e avançou contra os da esquerda.
― Acabem com elas! – Rubi ordenou
e os homens avançaram com tudo.
Após usar uma dinamite, Rubens,
Zé e Alex entraram pela face sul do complexo. Eles seguiram até a porta do
bloco principal, onde se encontrava um segurança. Encontraram um lugar com boa
visão e se esconderam.
― Joca, tire o Picodemo da sala.
– Zé pediu pelo comunicador.
Não demorou muito e o empresário
saiu da sala nervoso e com pressa. Gritou para o segurança não sair de onde
estava. Logo não seria exatamente uma opção que ele teria.
Rubens avançou na frente e sem
enrolar, socou o homem de terno. Sem lhe dar tempo de recuperação deu uma
joelhada e o girou até bater a cabeça dele na parede, fazendo desmaiar.
Arrastaram-no para o mesmo lugar em que estavam escondidos previamente e
entraram na sala.
Alex não perdeu tempo e abriu o notebook em que estavam os técnicos de
informática, libertando-os. A sala era grande, possuía um monitor de 90 polegadas
e um teclado imenso, com muitas teclas adicionais.
― Agora é com vocês. – Zé disse e
os três amigos entraram no mundo virtual. – O Picodemo logo irá voltar.
― Estarei lá fora esperando por
ele. – Rubens se prontificou. – Tomara que nosso trio digital seja rápido. –
disse e saiu.
O sol já estava começando a
aumentar a sensação térmica. De onde estava, o jornalista conseguia ver toda a
confusão que os espiões e as mulheres do futuro estavam aprontando. Havia
explosões e gritos por todo o complexo.
― Quem é você? – Picodemo tirou
Rubens de seu transe.
― Uma das pessoas que vai
impedi-lo de criar mais jogos com vírus. – o paulista respondeu e avançou no
empresário.
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
A Arte De Roubar T04C11
TESTEMUNHAS
― Consegui! – Léo vibrou e chamou
a atenção de Facada.
― O que? – o atirador de facas
perguntou.
― Finalmente quebrei a segurança
do sistema eletrônico da empresa do Barton. – o técnico de informática disse.
― E isso adianta alguma coisa agora?
– Facada.
― Sim, com certeza. Agora
poderemos ter a prova que falta para o Joel sair livre e o Barton se complicar
de vez.
― Agora, vamos para as
testemunhas de cada lado. – o juiz decretou. – Primeiro, a acusação.
― A acusação chama o senhor
Wanderson Arrais. – Rosolen disse e um homem velho se levantou do público que
assistia o julgamento.
O homem sentou no banco de
testemunhas e fez o juramento. Logo na sequência, o promotor se aproximou para
questioná-lo.
― Era o senhor que estava na
recepção quando o Sr. Dasco chegou?
― Sim, senhor. – a testemunha
respondeu.
― Olhando naquele momento, o
senhor diria que ele é perigoso?
― Ele estava com uma expressão
séria e parecia bem nervoso. – o porteiro respondeu.
― Em comparação com as outras
pessoas que vão frequentemente visitar o Sr. Barton, o senhor diria que o Sr.
Dasco é uma delas? – Rosolen perguntou.
― Não, senhor. O Sr. Dasco é bem
diferente das pessoas que entram lá no prédio normalmente. – Wanderson
respondeu.
― Obrigado. Sem mais perguntas. –
o promotor disse e se sentou.
― Seu Wanderson, o senhor ficou
até depois do seu horário no dia em que o meu cliente foi ver o seu chefe, não
é? – Lívia perguntou.
― Fiquei, sim, senhora. – a
testemunha respondeu.
― Apesar da diferença para com as
pessoas que lá vão normalmente, como o senhor afirmou, o meu cliente lhe tratou
mal de alguma forma?
― Não, senhora. Como eu disse,
ele só estava nervoso com alguma coisa. – Wanderson disse.
― Obrigada. – a loira agradeceu e
retornou ao seu lugar.
― Só isso? – Joel reclamou.
― Relaxa, essa era a testemunha
deles. Na nossa, eu arrebento. – ela disse para acalmá-lo.
― A defesa tem alguma testemunha?
– o juiz perguntou.
― Sim, Meritíssimo. – Lívia
respondeu. – A defesa chama a Sra. Mayara Dasco.
A morena levantou e se dirigiu ao
banco de testemunhas. Passou pelo juramento, mas dessa vez foi Lívia quem
começou as perguntas.
― Como a senhora avalia o seu
casamento com o meu cliente? – a loira perguntou.
― Com altos e baixos, assim como
a maioria dos casamentos.
― E como diria que está agora? –
a advogada quis saber.
― Bem baixo, há algumas semanas
eu voltei para a casa da minha mãe. – Mayara respondeu.
― Por quê? O que houve? – Lívia
emendou.
― O último negócio do Joel não
deu certo e ele insistiu em fazer um empréstimo com um empresário conhecido
dele, uma grana alta. – Mayara disse. – Eu pedi para não fazer isso, mas ele
não me ouviu e eu disse que não iria fazer parte daquilo.
― No entanto, hoje a senhora está
aqui. – a loira disse.
― Ele é pai do meu filho e eu
ainda o amo. – a morena disse e respirou. – E eu não poderia deixar de vir...
ajudar a impedir que... o Joel seja condenado por algo que... ele não fez. –
ela conseguiu dizer depois de várias pausas.
― Sobre isso, a senhora acha que
seu marido seria capaz de roubar? – a advogada perguntou.
― Sim. – a testemunha respondeu e
surpreendeu a todos. Joel ficou sem entender e Barton sorriu. – Desde o momento
em que o conheci, Joel roubou meu coração e desde então roubou muitos beijos
meus. – ela disse e o réu respirou aliviado, enquanto o público ria e aplaudia,
e o juiz martelava por silêncio.
― Obrigada. Sem mais perguntas. –
a loira disse e voltou ao seu lugar. – Está bom para você? – ela perguntou para
Joel.
― Tirando o quase infarto que eu
tive, sim. – ele e sorriu, enquanto Rosolen levantava para interrogar Mayara.
― A senhora disse que está
semanas longe de seu marido. Como pode ter tanta certeza de que ele não roubou
durante esse tempo? – o promotor perguntou.
― Eu confio nele e, além disso,
tem as evidências para provar isso. – ela disse e provocou vários murmúrios no
público.
― A senhora é mesmo confiante,
não é? – ele devolveu.
― Sim, eu sou. – ela respondeu de
imediato, encarando-o.
― Sem mais perguntas. – ele disse
sem mais argumentos.
O juiz declarou intervalo para o
júri avaliar os testemunhos e as novas provas para definir o veredicto.
Enquanto tomava uma água e revia
alguns documentos em sua sala, o juiz foi surpreendido pela entrada de um rapaz
e um guarda.
― Senhor, desculpe, ele disse que
é urgente. – o oficial disse e o juiz deixou o rapaz entrar.
― Desculpe interrompê-lo, meu
nome Rômulo e sou perito. Hoje descobri algo que pode ser a prova que definirá
esse caso que o senhor está presidindo agora. – o jovem disse e entregou um
papel para o juiz.
― Os jurados precisam saber
disso. – ele disse e levantou o olhar. – Isso muda tudo, rapaz!
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Conspiração Temporal T02C20
EXPECTATIVA
Leandro Picodemo chegou de noite
em Curitiba e foi para seu hotel, juntamente com sua secretária, Rubi Lanaro, e
sua equipe de segurança. O que ninguém sabia é que a mulher também era sua
guarda-costas principal. Um andar inteiro foi reservado para eles.
― Sairemos amanhã às 7h. – o
empresário avisou a todos.
A secretária foi para o seu
quarto, trocou de roupa e se preparou para dormir. No outro dia, ela foi a
primeira a levantar, colocou seu usual uniforme vermelho e verificou a agenda
do dia. A maior preocupação seria a segurança do Complexo Future Ideas, pois se haviam roubado os jogos da distribuidora
central da cidade, poderiam muito bem querer ir direto à fonte.
Quando chegou ao salão da
recepção, Picodemo viu toda sua equipe.
― Tudo pronto? – perguntou.
― Tudo pronto, senhor. – Rubi
respondeu.
― Ótimo, então vamos. – ele
definiu.
Antes das 8h, todos os espiões já
estavam posicionados. O plano foi criado por Zé e Érica e revisado e discutido
várias vezes, com grandes sugestões de Alex, Nanda e Rubens. Ao chegar a um
consenso, o grupo foi dividido em cinco equipes: Zé, Rubens e Alex, que carregaria
o laptop com os três técnicos de
informática dentro, seguiriam pelo muro dos fundos em direção ao computador
central; Jess e os outros sete adolescentes chegariam pela entrada principal
para uma visita que seria criada por Rob e Joca; estes estariam novamente na
van a uma quadra do local; Nanda e Maurição ficariam com a ala leste; e Érica e
Duda, com a ala oeste.
Logo após o último treinamento,
todos se reuniram e Alex foi o primeiro a notar a nova integrante.
― Aí, quem é a punk? – ele disse apontando.
― É a minha irmã, eu acho. – Manu
disse sem certeza.
― Sou eu sim, maninha. – Duda
confirmou e se aproximou da mais nova e as duas se abraçaram. – Fiquei surpresa
quando o Zé me disse que você também estava metida nessa.
― Parte de mim ainda não acredita
no que está acontecendo, foi tudo tão rápido. Mas e você? O que faz aqui? –
Manu quis saber.
― Longa história, conto depois. –
a mais velha disse.
― Então, como foi? – Érica
perguntou aos espiões.
― Ciano, Solano, Hugo e Manu
fizeram o treinamento físico. Passei o máximo possível, acredito que estão
prontos para essa missão. – Maurição respondeu.
― Caramello, Diana, Patricinha,
Alex, Kevin, Frank e Vick fizeram o treinamento infiltrador. Aprenderam a andar
sem serem vistos, abrir portas e cadeados, e a quebrar senhas de programas eletrônicos.
– Rob contou.
― Suas habilidades são muito
boas, e com nosso auxílio, não tem como essa missão dar errado. – Joca emendou.
― Perfeito. – Érica disse.
Eles viram quando os carros com
Picodemo e sua equipe chegaram ao complexo. Ainda seria preciso mais um pouco
para a porta para o público se abrir.
― Está mesmo pronta para deixar
sua vida em minhas mãos? Pois é isso que se faz quando se atua em dupla em uma
missão. – Érica lembrou.
― Se o Zé confia em você, não
tenho motivos para não fazer. Você que devia estar preocupada, afinal fui eu te
ataquei. – Duda devolveu.
― Gosto de dar uma segunda chance
às pessoas. Mas devo lhe lembrar de que não há uma terceira. – a morena disse e
sorriu.
Do outro lado da quadra, a qual o
Complexo ocupava por completo, estavam Nanda e Maurição. Apesar da última
missão em dupla, nenhum deles reclamou quando foram designados juntos.
― Não costumo fazer isso, mas...
– a loira começou e chamou a atenção do rapaz. – Eu gostaria de te pedir
desculpas pelo comportamento na última vez.
― Tudo bem, isso acontece. Eu não
consigo imaginar o estresse e a responsabilidade que você deve carregar, para
se unir com um bando tão estranho quanto o nosso. Ainda mais com todos os novos
elementos que surgiram. – o musculoso disse.
― Nossa! Obrigado por entender,
Maurício. – ela disse.
― Ainda não consegue me chamar
pelo apelido, não é?
― Desculpa. – ela disse sem
jeito.
― Sabe, Zé também é um apelido. –
ele informou.
― Ah! – ela disse e começou a
corar. – O Zé é... diferente.
A porta se abriu e o sinal foi
dado.
― Chegou a hora, pessoal. Equipe
De Menor entrando. – Rob avisou a todos.
― Muito bem, equipes. Está na
hora de iniciar os serviços do dia. – Zé disse.
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