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quarta-feira, 24 de julho de 2013

Detetives Virtuais T01C13 - Capítulo final da temporada

HERÓIS

― Vocês demoraram. – Porto disse assim que os três técnicos de informática retornaram ao mundo real.
― Foi mais complicado do que imaginávamos. – Kevin disse e lembrou o que aconteceu ao acordar de seu desmaio.
Encontrou-se em uma cama, sentou e olhou ao redor. Estava entre duas camas, onde permaneciam seus amigos inconscientes.
― Oh, você acordou! Que bom. – disse um homem ao entrar no cômodo, um dos funcionários do forte.
― O que houve? – perguntou e então teve um estalo. – O forte...
― É onde estamos. Vocês salvaram o forte e a nós todos. Como disse que fariam. – o homem disse no momento em que Vick e Franklin acordavam.
― Precisamos ir. – Kevin disse e se levantou rapidamente.
Na porta de entrada do Forte do Tesouro Nacional, os humanos digitalizados se despediram de seus novos amigos.
― Aumentem suas defesas. – Frank aconselhou.
Assim, os três voltaram para casa através do portal que haviam aberto. Ao chegarem, Kevin explicou o que houve no mundo virtual para o Agente Federal que os esperava.
― Muito bem. Vocês conseguiram novamente. – Porto elogiou. – E pensaram na minha proposta? – ele perguntou e um silêncio se seguiu, até que Frank falou.
― Sim e decidimos recusar. Estamos bem como estamos.
― E agora, você deve manter segredo sobre nossa tecnologia como prometeu. – Vick lembrou ao agente.
― Sim, sempre cumpro o que prometo, mas é uma pena. Vocês seriam heróis como policiais federais. Aclamados e condecorados. – Porto disse.
― Sabe, eu fui o voto vencido aqui. – Kevin confessou ao agente. – Mas pensando bem, nós já somos heróis. Cada pessoa a quem entregamos os computadores consertados nos vê como seus heróis. Hoje, quase todo mundo possui vida virtual. Quando esta é perdida e alguém a devolve, é vista como herói. – ele discursou.
― Vocês pensam pequeno. – o agente definiu com desdém.
― Para ser grande é preciso começar pequeno. – Frank rebateu.
― E não pretendemos pular etapas. – Vick completou.
― Muito bem, vocês que sabem. – Porto disse e pegou o laptop. – Adeus, Detetives Virtuais! – saiu e fechou a porta.


As semanas se passaram e os três amigos continuaram com suas vidas. Enquanto consertavam os problemas dos computadores, aprendiam e descobriam cada vez mais coisas sobre o mundo digital. O que deveria ser motivo de alegria acabou se tornando preocupação quando Vick e Frank viram que Kevin estava passando mais tempo do que devia fora do mundo real.
Um dia, eles decidiram seguir o amigo. Kevin estava sentado em uma cadeira de praia, tomando limonada, na frente de sua loja na Vila Documentos, a Coisas do Kevin. Estava tão distraído que nem notou a chegada dos dois.
― O que está fazendo aqui, Kevin? – Frank foi direto.
― Tomando limonada. – respondeu, mas a encarada dos amigos o fez completar. – e pensando na vida.
― O que há para pensar? Você não deveria estar feliz como nós? – a garota perguntou.
― Estão mesmo? – Kevin disse e levantou. – Vão me dizer que não há uma mínima parte de vocês que não quer ser reconhecido pelo trabalho que fizemos e fazemos? Nós salvamos o fundo monetário do país! E ninguém sabe disso. – ele desabafou.
― O que houve com o discurso de já sermos heróis? – Frank disse, mas não obteve resposta. – Venha, vamos para casa. Vamos ver um filme para nos distrair um pouco. – chamou e Kevin virou de costas.
― Por favor, Kevin! – Vick disse ao se aproximar e enganchar seu braço no dele. – Oportunidades melhores virão, mas você não vai poder aproveitá-las daqui. – ela disse e sorriu.
Os três voltaram ao mundo real e em seguida a campainha tocou. Com novo ânimo e energia, Kevin se prontificou a ir.
― Eu atendo.

O que os Detetives Virtuais não sabiam é que ao abrirem a porta, suas vidas mudariam completamente.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Detetives Virtuais T01C12

BATALHA

Aproveitando a distração dos monstros com a comida e bebida, os três técnicos de informática levaram todos os reféns de volta ao forte através de uma passagem secreta.
― Nunca imaginei que usaríamos essa passagem para entrar no forte. – disse o refém que os estava guiando. – Criamo-na para fugir caso precisasse e infelizmente não tivemos tempo de usá-las quando eles chegaram.
― Muito bem, vocês ativam o campo de força enquanto nós vamos enfrentar os cinco generais. – Kevin disse assim que todos entraram.
― Uma pergunta, o campo de força bloqueia só o que entra, não é? Não o que sai. – Frank quis saber.
― Isso mesmo. – um dos funcionários do forte confirmou e cada grupo seguiu caminho rumo ao seu objetivo.
O salão principal foi transformado em uma sala de jantar pelos e para os monstros. Cada um era de uma cor diferente, mas todos eram musculosos e grandes, com armaduras de igual tamanho. Suas armas também divergiam: espada, maça, machado, lança, martelo.
Suas cabeças eram grandes, seus dentes proeminentes e suas unhas afiadas. Comiam e bebiam sem parar, quando foram cercados e interrompidos por três intrusos.
― Muito bem, seus valentões! A festa acabou. – Kevin gritou.
― Quem são vocês? Como entraram aqui? – o azul perguntou.
― Nós somos as pessoas que irão matá-los, senão saírem daqui agora. – Frank disse e os cinco caíram na gargalhada.
― Nós cinco somos mais poderosos que todos os milhares que estão ao redor desse forte. – o verde falou. – Como três criaturas pequenas, frágeis e patéticas como vocês poderiam nos derrotar?
― Assim! – Kevin respondeu e atirou com seu emissor de energia na cabeça do verde.
― Isso era para me fazer cócegas? – o monstro perguntou depois de ser atingido.


Os outros levantaram e de repente, eram Kevin e seus amigos que estavam cercados. Os monstros riam enquanto avançavam.
O guerreiro de armadura dourada acumulou energia no emissor do seu braço direito e, quando se satisfez com a quantia, disparou no inimigo, que já investia com seu machado. A cabeça verde explodiu e seu corpo caiu inerte. Isso só fez com que os outros quatro ficassem mais furiosos.
― Manda outro desse, Kevin. – Frank pediu enquanto atirava no monstro vermelho que foi contra ele.
― Não dá, preciso recarregar. – o guerreiro respondeu e começou a se esquivar do que o atacava.
Vick escolheu uma armadura bem leve e resistente. Para completar, uma espada de uma mão e um escudo. Ela estava conseguindo se defender bem, mas seus ataques eram muito fracos.
Frank tentou todas as armas que conhecia: pistolas, todos os tipos de rifles, metralhadoras, Magnum, até bazuca, mas parecia que armas de fogo não funcionariam com aqueles monstros.
Kevin fugia dos golpes de lança do monstro azul, enquanto seus emissores recarregavam a energia. Nesse momento, vários homenzinhos de terno, apareceram no andar superior. Um deles gritou.
― Já ligamos o campo de força.
Então, tudo aconteceu muito rápido. O monstro vermelho investiu contra Frank, que conseguiu escapar de sua maça, mas não de seu chute. O atirador atingiu uma das colunas de sustentação e, ao cair no chão, não tinha forças para mexer mais nenhum músculo.
A jovem guerreira também estava em apuros. A vantagem numérica dos adversários estava começando a afetá-la. Após sucessivas tentativas, o monstro amarelo acertou em cheio, com seu martelo, o escudo de Vick. O aço rachou devido ao golpe. Uma nova martelada vinha a caminho, mas antes disso, o monstro laranja tentou um golpe horizontal com a espada.
A garota deu um passo para o lado e evitou. Irritado, o laranja lhe deu um soco com o dorso da mão que a fez voar até a parede. Vick tentou se levantar, mas estava sem forças.
― Consegui! – Kevin vibrou e só então notou o estado dos amigos e notou que os monstros haviam se voltado todos contra ele. – Perfeito. – disse e voou por cima deles e, ao pousar, se posicionou para atacar.
Colocou seus braços lado a lado e seus emissores se uniram, formando um só. O grande feixe de energia atingiu em cheio seus alvos que foram pulverizados. Nesse momento, Frank usava suas últimas energias para pegar o detonador das bombas que havia plantado por todo o acampamento do inimigo. Kevin caiu de joelhos enquanto o mundo explodia a sua frente.

― Conseguimos, pessoal. Conseguimos! – foi só o que ele conseguiu falar antes de olhar para os rostos igualmente cansados de seus amigos e desmaiar.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Detetives Virtuais T01C11

GERADOS

Do alto da colina, eles conseguiam ver todo o cerco que era feito ao redor do forte. Um acampamento gigantesco circundava a construção. Os três amigos imaginaram um binóculo, cada um, e este surgiu, facilitando a visualização mais próxima do local. Havia centenas de soldados em cada tenda armada. Todos com formatos monstruosos, imensos e musculosos, usando todos os tipos de armas, machados, espadas, lanças, maças.
— Então, qual é o plano? – Kevin perguntou e sentou no gramado.
— Oh, muito bem, Kevin, está ficando menos impulsivo. Parabéns. – Frank elogiou e continuou. – Estava pensando em nos infiltrarmos no acampamento e lá descobrimos como agir. – ele disse.
— Talvez você queira adicionar outro fator ao seu plano. – Vick falou e apontou para o forte. – Eles estão mantendo reféns. – ela disse e os outros dois voltaram a olhar pelo binóculo.
— Isso é até bom. – o atirador refletiu. – Se destruirmos os invasores e salvarmos os reféns, o programa fica intacto.
— Vamos indo então. – Kevin chamou e levantou, e sua armadura se transformou na usada pelos inimigos.
Vick e Frank fizeram o mesmo e os três desceram a colina. Entraram por uma das laterais e passaram despercebidos. Os soldados de variadas formas comiam, bebiam e gritavam, mas com suas armas sempre a postos. Enquanto andavam e observavam o local, os técnicos de informática foram parados por um monstro.
— Alto lá! – disse a criatura com queixo largado quadrado e proeminente, dentes pontudos e afiados. Possuía olhos vermelhos e sua pele era roxa. Tinha um machado de duas lâminas nas mãos e não estava no melhor dos humores. – Quem são vocês?
— Somos os novos soldados do... – Kevin começou a dizer.
— Lado oeste. - Frank completou. – Fomos transferidos.
— Gerados, você quer dizer. – o monstro corrigiu. – Só não entendo por que saíram três criaturas tão pequenas e frágeis. – ele os olhou com uma careta. – Bom, eu sou Zorg, responsável pelo lado oeste. Venham comigo.


Eles atravessaram uma dezena de tendas e barracas. Puderam notar os tipos de criaturas que ali se encontravam, todos maiores do que os três humanos. Alguns deles eram similares a animais como lagartos, lobos, tigres, etc.
― Então, Frank, já pensou num jeito de derrotarmos esse caras, daqui de dentro? – Kevin perguntou enquanto caminhavam.
― Sim, com bombas. – o atirador disse e abriu sua mochila para mostrar ao amigo.
― Mas assim você vai afetar o forte do Tesouro Nacional também. – Vick observou.
― É, eu sei, mas esse foi o melhor que me veio à mente. – Frank se defendeu.
― Aproveitando o tempo que estamos tendo. O que acharam da proposta do Porto? – o guerreiro quis saber a opinião dos amigos.
“Se forem bem sucedidos nessa operação, posso arranjar cargos de Agentes Federais para vocês.”, o Agente Porto disse antes dos três técnicos embarcarem no mundo digital.
― Não faz minha cabeça ser pau mandado do governo. No começo pode ser até tudo as mil maravilhas, mas logo vão querer que a gente limpe a bagunça deles e quando formos ver estaremos ajudando-os a roubar sem sabermos. – Frank disse.
― Concordo com o Frank. – Vick emendou.
Nesse momento, o monstro parou e se virou para eles.
― Como vocês são mirradinhos demais para a infantaria, vou deixá-los cuidando dos reféns. – Zorg falou.
― Pode deixar com a gente. – Kevin disse, pegou sua espada e a bateu na grade da cela. – Não quero bagunça no meu turno. Todo mundo pianinho, senão vão sentir o gosto da lâmina da minha espada. – ele gritou para todos ouvirem.
― Esse aí tem o espírito. – Zorg disse e saiu de perto deles.
― Muito bem, pessoal, nós viemos salvá-los. – o guerreiro falou baixo para que só os prisioneiros pudessem ouvir.
― Quem são vocês? – um dos reféns perguntou.
― Isso não importa agora. Digam, existe algum tipo de mecanismo de defesa do forte que o proteja de uma grande explosão externa? – Frank interveio.
― Sim. Mas o forte agora está tomado, os cinco líderes deles estão lá dentro. – disse o refém.
― Cinco dá para o gasto. – Vick disse. – Você pode nos guiar até lá e ativar o mecanismo?
― Sim, mas o que vocês vão fazer? – o refém quis saber.

― Salvar vocês e o Tesouro Nacional. – Kevin respondeu.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Detetives Virtuais T01C10

O FAVOR

― Augusto Cruz? – repetiu o Sr. Monteiro. – Já ouvi esse nome antes.
― Foi só isso o que conseguiram? – o agente Porto indagou.
― Sim, e foi bem trabalhoso. – Kevin respondeu.
― O cara protege muito os dados pessoais dele. Tinha um firewall do caramba. – Frank emendou.
― E ele pôs um vírus na sua máquina. – Vick disse e o empresário arregalou os olhos. – Não se preocupe, nós o destruímos na volta.
― Tudo certo, então, né? Podemos ir. – Kevin disse, mas ao tentar sair foi barrado pelo agente federal.
― Nada disso, o combinado era que vocês iriam recuperar o dinheiro, não apenas um nome. – Porto argumentou.
― Lembrei! – Monteiro disse, chamando a atenção de todos. – Esse Augusto Cruz foi um funcionário meu. Ele era muito bom com computadores, aprendeu bem rápido a mexer no sistema da empresa, mas com o público era uma negação. Precisei demiti-lo. – o empresário contou.
― Então o motivo do roubo foi retaliação. – Kevin concluiu.
― E provavelmente o vírus que deixou os computadores lentos tenha sido feito por ele também. – Vick supôs.
― Faz todo o sentido, Vick. – Frank concordou e juntou as pontas soltas. – Primeiro, ele atacou o sistema para levar o Sr. Monteiro à falência, o que teria acontecido se não fosse por nós. – ele lembrou. – Uma vez que isso não deu certo, ele esperou a empresa recuperar o dinheiro perdido e roubou todo o seu rendimento. – o rapaz concluiu.
― Vocês até que são bem espertos. – Porto elogiou.
― Tiago, deixe-os ir. – o empresário pediu ao agente. – Eles fizeram a parte deles. Com esse nome, posso te passar os outros dados e você pode prendê-lo.
― Tudo bem. Estão liberados. – o agente disse à contra gosto.


Um mês se passou desde então. A Polícia Federal prendeu Augusto Cruz, que nunca ficou sabendo como conseguiram “rastrear” o IP do seu computador. Os três amigos tiveram muitas aventuras no mundo virtual na sequência. Usaram essas experiências para aumentarem seu conhecimento sobre o lugar, e quando sobrava tempo, iam lá para desbravar a Grande Metrópole. Com seus lucros, conseguiram pagar todas as suas dívidas e, pela primeira vez em muito tempo, se encontraram com dinheiro em caixa.
― No próximo mês, podemos pensar em alugar um apê maior, o que acham? – Kevin disse enquanto jogava videogame com Frank e Vick lia uma revista.
― Acho mais vantajoso comprar um na planta. – Vick opinou.
― E nos endividar de novo? Prefiro investir e deixar render por um tempo. – Frank disse e o telefone interrompeu a discussão.
― Meninos, temos uma visita inesperada. – a garota anunciou.
Foi Kevin quem abriu a porta quando a campainha tocou.
― Por que tenho a impressão de que você não veio até aqui para saber como estamos? – perguntou para o recém-chegado.
― Porque você é um rapaz inteligente. – respondeu o agente Porto. – Não me convida para entrar?
― Veio cobrar o favor, não é? – Frank perguntou.
― Direto. Gosto disso. – o oficial disse.
― Bebe alguma coisa, senhor, agente, policial? – Vick ofereceu.
― Não, obrigado. E podem me chamar de Porto. – ele disse.
― O que quer de nós? – Kevin quis saber.
― Que façam o que fazem de melhor: entrem no mundo virtual e destruam um vírus. – explicou.
― Mais detalhes, por favor. – Frank pediu.

― Um hacker revoltado invadiu o sistema mais protegido do Governo Federal e bloqueou as contas do Tesouro Nacional. Não preciso lhes dizer a importância desse dinheiro para o país. – Porto contou. – Os melhores técnicos à disposição do governo não conseguiram nada. Então, eu disse que conhecia alguém que poderia fazer isso e, para não revelar seus métodos, eu trouxe o único notebook que contém o programa instalado. Mas para isso, vocês têm que resolver isso hoje. – o agente finalizou.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Detetives Virtuais T01C09

O CASTELO

O castelo era bem grande e as muralhas que o circundavam, ainda mais. As altas e pesadas portas de entrada eram protegidas por dois guardas em baixo mais os vários guardas no topo do muro. Duas eram as torres que se elevavam acima do castelo. O terreno era plano e além da construção havia uma grande área de floresta, de onde os três amigos observavam o local.
― O que exatamente estamos esperando para atacar? – Kevin perguntou impaciente.
― Precisamos de um plano. – Frank respondeu.
― Por quê? É só chegar e arrebentar tudo como sempre fizemos. – o de armadura dourada rebateu.
― Vocês com certeza devem ter reparado que não fomos mandados separadamente para lugares aleatórios. – quando eles assentiram, o atirador continuou. – Esse cara está bem preparado, ele criou um vírus capaz de impedir que pudéssemos segui-lo. Se nós não fôssemos nós, se fôssemos dados de um programa, teríamos sido destruídos ao avançar para a Internet.
― Isso é verdade. – Vick entendeu o ponto de vista do amigo.
― Ele não seria menos cuidadoso para proteger os próprios dados. – Frank disse. – Aposto que há muito mais guardas dentro do castelo, só esperando por ataque para entrar em ação. Olha o tamanho disso! – ele disse apontando a grande construção. – Não pode ter só música, documentos, filmes e jogos.
― Você está certo. Por um acaso, tem alguma ideia do que fazer? – Kevin perguntou.
― Sim, mas a Vick precisa concordar. – Frank disse e a guerreira arregalou os olhos de surpresa.


Era mais um dia de trabalho comum para os guardas do castelo. O sol estava forte, por isso eles acharam que estavam vendo coisas quando uma bela mulher de longos cabelos castanhos veio caminhando na direção deles. Ela usava um biquíni, roupa desconhecida pelos guardas, mas estes estavam mais interessados no tanto de corpo que a mulher mostrava. Botas, uma mochila nas costas e óculos escuros completavam o vestuário de Vick.
― Acho que me perdi. Poderiam me dar uma informação? – ela disse enquanto jogava a mochila no chão e abaixava os óculos, deixando os guardas sem palavras.
Aproveitando a distração dos guardas, Frank e Kevin avançaram pela floresta até o muro lateral da esquerda.
― Vai lá! Eu cubro a retaguarda. – Frank disse.
Kevin deu um grande salto e ao chegar no topo da muralha ocidental do castelo, sua armadura dourada foi substituída por uma igual a que os guardas utilizavam. Ele foi andando normalmente, procurando por uma escada para poder descer e entrar no castelo, quando olhou para o pátio interno e viu centenas de guerreiros prontos para o combate iminente.
― Frank estava certo. – ele disse e desceu a escada que surgiu em sua frente.
O interior do castelo era composto por várias salas e corredores sem fim. Kevin já estava cansado de andar e quase desistindo de encontrar o que procurava, quando viu uma porta com um grande cadeado trancando-a. O rapaz voltou a usar sua armadura dourada e usou seu emissor de energia para destruir o objeto. Abriu a porta e deu de cara com outra.
― Só pode ser brincadeira! – ele resmungou e atirou novamente.
Sete portas e muito barulho depois, ele conseguiu entrar na sala protegida. O cômodo estava repleto de jogos e CDs de música, mas o dominante mesmo eram os livros e as pastas com papéis. Kevin começou a remexer todos os papéis, mas não foi difícil encontrar o que procurava. E foi bem a tempo, pois devido ao barulho feito para abrir as portas, vários guardas surgiram para ver o que era.
Do lado de fora, Vick se segurava ao máximo para distrair os guardas.
― Está muito quente aqui. Por que não entra? Terá toda a água que quiser. – um deles disse, enquanto a moça bebia de um cantil oferecido.
― Eu não sei. Não pretendia ficar, só queria uma informação para poder seguir o caminho certo. – ela disse e olhou para cima, preocupada com o amigo.
― Qual é, entra um pouco e te prometo que vai ficar bem relaxada. – um guarda prometeu e pôs a mão no ombro da morena.
Nesse momento, Kevin saiu de dentro do castelo, voando através de uma janela e sendo caçado pelos guardas.
― Até que enfim! – Vick disse e suas roupas de guerreira voltaram. Com a espada, ela cortou as cabeças dos dois guardas do portão.
― Fujam! Eles são muitos. – Kevin gritou enquanto pousava.
O portão se abriu e Vick e se preparou para correr quando viu a horda de guerreiros que avançava sobre eles.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Detetives Virtuais T01C08

JUNTOS

A sede do banco estava totalmente cercada, policiais encontravam-se ao redor de todo o terreno. Ninguém entrava ou saía. Vick se aproximou da entrada principal e tentou passar.
― Parada aí, mocinha! – um policial a parou. – Onde você pensa que vai? – ele perguntou.
Usando o poder do pensamento, a garota fez um distintivo aparecer em sua mão. Levantou-o e respondeu.
― À cena do crime, é claro. A não ser que o senhor pretenda impedir uma detetive de fazer seu trabalho. – ela disse e pôs o distintivo no seu decote.
― Não, não. Por favor, pode passar. – ele disse e a deixou entrar.
Lá dentro, todos andavam de um lado a outro, preocupados. Fazendo ligações e conversando entre si. Vick seguiu até o cofre e perguntou para um funcionário.
― Detetive Rodrigues! – ela se apresentou. – Pode me dizer o que aconteceu aqui? – pediu.
― O responsável por abrir o cofre chegou e o encontrou aberto. Ao verificar, ele confirmou que apenas uma das gavetas foi roubada. – ele contou.
― De quem? – ela perguntou para confirmar.
― Do senhor Galvão Monteiro.
― O que as câmeras de segurança viram? – Vick indagou.
― Nada. Elas foram danificadas na hora do roubo. – lamentou o funcionário.
― O que foi roubado?
― Duas maletas com 2 milhões de reais em cada.
― Obrigado pela sua colaboração. – ela agradeceu e saiu, olhando para cada canto procurando uma pista.


Do lado de fora do banco, ela olhou para os lados, pensando no que fazer a seguir. Então, ao olhar novamente para o local roubado, Vick viu algo vindo do céu em sua direção. Cada vez mais rápido, o elemento voador passou por ela e acabou colidindo em uma casa, duas quadras depois do banco.
Ao reconhecer a armadura dourada, ela correu ao lugar do impacto para ajudar Kevin. Quando a amiga chegou, o rapaz já estava de pé e, apenas, cambaleando.
― Sentiu minha falta? – ele perguntou com um sorriso.
― Por que você caiu desse jeito? – ela quis saber.
― Também não sei, acho que porque eu voei por muito tempo. – ele disse sem ter certeza. – Frank?
― Não o vi. – a garota informou. – Venha, descobri algumas coisas. – ela disse e o puxou para outra rua e lhe contou o que ouviu no banco.
― Sem uma descrição, vai ser difícil achar alguém. – Kevin ponderou.
― Aí que está, não precisamos de uma descrição, o cara saiu com duas maletas, isso já é incomum. – ela contrapôs.
― É verdade.
― Escuta, eu já me disfarcei de detetive, portanto não posso ir lá perguntar, mas você pode ir e descobrir o portal mais próximo daqui.
― Claro, daí a gente pergunta para o tiozinho que fica de vigia lá e vai para o mesmo lugar que o ladrão. – Kevin completou.
― Exato.
Assim que conseguiram a informação, Kevin e Vick se dirigiram para o portal. O vigia confirmou ter visto um homem com duas maletas. Graças ao falso distintivo da moça guerreira, o vigia inseriu o mesmo código pedido pelo ladrão. Os dois amigos estavam prontos para passarem pelo portal quando uma voz os impediu.
― Esperem! – Frank gritou e correu na direção deles.
― Frank! – os dois exclamaram. – Que bom que conseguiu, amigão. – Kevin disse.
― É, mas por pouco não teria adiantado de nada. – ele disse. – Iam mesmo partir sem mim?
― Já perdemos muito tempo aqui. Precisamos nos apressar. Tenho certeza de que você faria o mesmo. – Kevin explicou.
― Talvez. – Frank devolveu. – E para onde vamos? – quis saber.

― Para o computador de um ladrão. – Vick e respondeu e os três passaram pelo portal.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Detetives Virtuais T01C07

SEPARADOS

Todas as casas eram de madeira e havia poucas delas. Era como uma pequena vila antiga, mas sem os moradores. Os três amigos deram a volta mais de uma vez e não encontraram ninguém em lugar algum. No fim da vila, uma estrada levava para o cume de uma colina, onde se encontrava uma pessoa. Eles se dirigiram para lá.
Ao chegarem mais perto, notaram que havia um grande portal branco ao lado do homem.
― Onde estão todos os moradores? – Kevin perguntou.
― Fugiram de medo depois do que aconteceu. – o homem explicou.
― Medo? Você diz do roubo do banco? – Frank quis saber.
― Sim. Mesmo tendo acontecido na Grande Metrópole, eles ficaram com medo de que alguém voltasse para cá. Por isso, estou guardando o portal.
― Espera, então esse portal leva para a Internet? – Vick perguntou.
― Exatamente. – ele confirmou.
― É para lá que queremos ir. – Kevin disse. – Você pode nos enviar para a localização do banco que foi roubado? – pediu.
― Se estão dispostos a se arriscarem, posso fazer isso.
Eles agradeceram e, após o homem digitar alguma coisa em um teclado que nenhum deles tinha visto, passaram pelo portal. Foi como descer de um escorregador. Entretanto, apesar de terem entrado juntos, eles saíram separados.
Frank olhou para os lados e não conseguiu enxergar nada. Precisou esperar um pouco para sua visão se acostumar com a escuridão. Quando voltou a ver melhor, reparou que estava em um beco sujo, pequeno e fedido.
― Kevin! Vick! – ele chamou e se levantou.
Ele pegou a pistola e a deixou preparada. Saiu em uma rua maior e mais larga, mas ainda assim estreita. Seguiu para a direita até ela acabar e então foi obrigado a virar para a esquerda. Depois de um tempo, parou e se lembrou de uma coisa.
― Como sou idiota! – disse e bateu a mão na testa.
Aproveitou a pouca largura da rua e pulou de uma casa para a oposta e enfim para o topo de uma delas. De cima, pôde ver o labirinto no qual estava e do qual não iria sair nunca se continuasse. Escolheu um lado e começou a correr sobre os telhados das construções.
― Não sei o que aconteceu, mas espero que os outros estejam bem.

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Kevin sentiu seu rosto e seus lábios serem umedecidos e, com os olhos ainda fechados, começou a resmungar.
― Não, Vick, aqui não. O Frank pode ver. Acho que ele ainda gosta de você. – mas ao abrir os olhos, não foi a garota que ele viu.
Um cachorro o lambia com empolgação, quando o rapaz pulou de um sobressalto. O animal saltou para trás e o ficou observando. Kevin olhou ao seu redor e se viu em um extenso gramado com nada além do verde de sua vegetação até onde a vista alcançava.
― Ei, por um acaso, você não viu duas outras pessoas por aqui, né? – ele perguntou ao cachorro, e este latiu. – Legal, agora estou falando com os animais. – ele disse começou a andar de um lado para o outro com o cão acompanhando-o. – Eu não entendo, nós deveríamos ter chegado juntos no Banco Padrão. O que será que aconteceu? – ele perguntou para o animal que latiu mais uma vez. – Mas é claro! Aquele homem no portal era um vírus, por isso a aldeia estava vazia. E, por isso ele nos separou. – o cachorro ficou olhando-o com a língua do lado de fora. – Preciso encontrar meus amigos. Até mais, amiguinho. Valeu pelas lambidas. – Kevin disse e se afastou.
Com o poder do pensamento, rajadas de fogo saíram de suas botas e o rapaz de armadura dourada saltou voo.


Um objeto pontiagudo em suas costas acordou-a. Vick passou a mão no local incomodado e olhou ao redor, mas antes que visse qualquer coisa, um desagradável cheiro lhe atingiu o nariz.
― Mas que fedor é esse? – ela reclamou e tampou o nariz.
― É o fedor do lixo, dona. – disse um homem, metros abaixo dela.
Foi então que ela percebeu que estava num gigantesco lixão. Enquanto descia para conversar com o homem, viu que estava rodeada por montanhas e mais montanhas de lixo.
― Oi, o senhor poderia me informar como chegar no Banco Padrão? – ela perguntou ao chegar no chão.
― Sim. É só seguir reto por aquela montanha ali. – ele apontou para uma direção à esquerda. – Mas é longinho.
― Tudo bem. Obrigada. – ela disse e deu um longo pulo que a levou ao topo da montanha fedida. – Só espero que aqueles dois não tenham bancado os machões e tentado procurar o caminho sozinhos. – ela disse enquanto pulava. 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Detetives Virtuais T01C06

O ACORDO

― Eu vou perguntar mais uma vez. Como manipularam as câmeras de segurança e por que esperaram duas semanas para roubar o dinheiro dessa empresa? – o agente Porto repetiu para Kevin, que estava sentado e com as mãos algemadas para trás.
― E eu vou responder de novo. Nós não mexemos nas câmeras, aliás nem sabíamos que tinha. E também não roubamos dinheiro nenhum. Fizemos nosso trabalho e recebemos por isso e foi só. – o rapaz respondeu.
― Não foi o que os seus amigos me disseram. – o agente disse e Kevin fez uma expressão de surpresa. – É, eles já confessaram tudo. Não há mais motivo para você esconder.
― Uau! Você está mesmo desesperado, hein. Além de ser um péssimo interrogador. – o rapaz comentou. – Eles não disseram isso, até mesmo porque não há nada para ser dito. Agora, se não se importa, eu gostaria de um advogado, eu tenho direito.
― Direitos! – Porto gritou e riu alto. – O brasileiro está muito mal acostumado com seus muitos direitos. Pois eu vou te dizer que direito você tem: o direito de parar de me enrolar e falar a verdade. – o agente gritou e bateu na mesa com as duas mãos.
― Eu e meus amigos diremos a verdade se você nos der cinco minutos a sós para conversarmos. – Kevin pediu e Porto endireitou sua postura.
― Hum, cinco minutos. – o agente refletiu e avisou. – Se você estiver me enganando...
― Não tenho motivos para isso, quero resolver isso o mais rápido possível, mas primeiro preciso falar com meus amigos.
― Tudo bem. – Porto concordou e saiu da sala.
Não muito depois, ele voltou com alguns agentes trazendo Vick e Frank.
― Cinco minutos! – o agente lembrou e fechou a porta.
― Vocês estão bem? – Kevin perguntou.
― Sim, mas como vamos sair dessa? – Vick devolveu.
― Não vejo muita saída aqui. Acho que teremos que contar a verdade. – Kevin disse.
― Também pensei nisso. – Frank admitiu.
― O que? Depois de tudo que passamos? – a garota se indignou.
― Eles são policiais federais, Vick. Não há muito que possamos fazer. – Frank explicou.
― Tudo bem. – ela assentiu.


Kevin chamou o agente de volta e, quando este voltou, contou tudo sobre a tecnologia que eles criaram. Da digitalização do DNA a todas as aventuras que tiveram até então.
― E vocês realmente esperam que eu acredite nisso? – o agente disse após o relato.
― Você queria a verdade. Acabamos de contá-la. – Frank disse.
― Então terão que me provar. – Porto exigiu.
― Podemos fazer isso, mas antes, tenho um acordo a lhe propor. – Kevin disse.
― Outro? Devo lhe lembrar que você não está no controle aqui, garoto. – o agente disse.
― Eu cumpri o primeiro, não cumpri? – Kevin disse e continuou. – Nós vamos lhe mostrar a tecnologia, vamos encontrar o verdadeiro responsável pelo roubo da empresa e em troca, o modo como trabalhamos continuará anônimo. – o rapaz concluiu.
― Não posso fazer isso. – Porto declarou.
― A escolha é sua. Eventualmente, terá de nos libertar por falta de provas e não seremos nada além de três loucos que inventaram uma desculpa para não serem presos. – Frank emendou e fez o agente pensar.
― Muito bem. Está combinado, mas vocês ficam me devendo um favor e podem ter certeza de que um dia, eu vou cobrar. – o agente garantiu.
De frente para o computador pessoal do Sr. Monteiro, Frank inseriu o código e em seguida todo seu corpo foi transformado em dados digitais e sugado para dentro da máquina. Vick foi em seguida e por último, Kevin. Os oficiais e o empresário arregalaram os olhos em descrença.
― Acredita que eles vão conseguir recuperar meu dinheiro? – o Sr. Monteiro perguntou depois do choque inicial.

― A essa altura, não duvido de mais nada daqueles três. – o agente Porto devolveu.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Detetives Virtuais T01C05

PROCURADOS

Duas semanas depois de terem arrumado o sistema da empresa de telemarketing Comunik e de terem recebido o cheque de 10 mil reais do dono, o Sr. Monteiro, os três técnicos de informática mal tiveram tempo para descansar. Dividiram o dinheiro, mas não saíram por aí gastando tudo.
Pagaram algumas dívidas, guardaram um pouco e investiram o resto. Com a propaganda e indicações feitas pelos Sr. Monteiro, os Detetives Virtuais foram mais requisitados do que nunca. Devido a sua tecnologia, eles conseguiam fazer manutenção dos computadores em um tempo mais rápido do que os outros e com muito mais eficiência.
Enquanto isso, na empresa, o Sr. Monteiro não poderia estar mais feliz, suas máquinas funcionando com o melhor desempenho e o rendimento crescendo. Em um de seus comuns acessos ao site do seu banco, para ver suas contas, o empresário quase teve um ataque cardíaco.
― Minhas contas... estão vazias! – ele disse sem acreditar.
Em vez de chamar a polícia local, Monteiro decidiu ligar para um conhecido seu da Polícia Federal, pois ele não queria mais publicidade negativa rondando sua empresa. Um dia depois, o Agente Porto e sua equipe apareceram na Comunik.
― Preciso saber tudo o que aconteceu na empresa nos últimos 6 meses; quem tem acesso a essa conta e a esse computador; e um café expresso, com creme e sem açúcar. – o agente disse ao empresário.
― Tudo bem. Terá tudo o que precisa. – Monteiro garantiu.
― E o que ainda está fazendo aqui? Vai me buscar aquele café para que meus homens possam trabalhar. – Porto gritou.
― Sim, senhor. – Monteiro disse e saiu às pressas.
No fim da tarde, os agentes federais chamaram o empresário na sala de segurança e mostraram um vídeo.
― Quem são esses? – Porto perguntou.
― São os técnicos que arrumaram o sistema de computadores há duas semanas. Eles se auto-intitulam Detetives Virtuais. – Monteiro respondeu. – Por quê? – quis saber.
― Você acompanhou o trabalho deles?
― Não, eles me pediram privacidade e resolveram meu problema, então eu realmente não me importo. – o empresário explicou.
― Pois deveria. Segundo essa câmera aqui, – Porto disse e apontou para um dos monitores. – assim que você saiu, eles simplesmente sumiram e só voltaram instantes depois de você voltar à sala. Foi um intervalo de 6 horas.
― Você tem certeza? – Monteiro perguntou sem acreditar.
― Sim, acredito que eles mexeram com sua câmera e a deixaram mostrando aquilo que lhes era conveniente. – o agente supôs. – Tem os nomes deles?
― Tenho o cartão, mas deve ter mais informações no site. – o empresário disse.
― Não se preocupe, meu amigo, eu vou encontrá-los e recuperar o seu dinheiro. – Porto garantiu e pôs a mão no ombro do amigo.


Já era noite quando a campainha do apartamento dos Detetives Virtuais tocou.
― Ué, quem será? O porteiro nem avisou. – Kevin disse ao levantar para atender. – Parece gente importante, está com um terno bonito. – ele informou os amigos ao ver pelo olho mágico da porta.
― Abre logo, Kevin. – Frank disse.
― Pois não. – o técnico disse ao abrir a porta.
― Vocês são Kevin Zouki, Frank Grumwald e Victória Rodrigues, os vulgos Detetives Virtuais? – perguntou Porto.
― Depende, quem quer saber? – Kevin retrucou.
― Polícia Federal, filho. E pela sua resposta, já sei que são. Queiram me acompanhar, por favor. – o agente disse, mostrando o distintivo e chamando os três amigos para fora do apartamento.