Bom, para ajudar o pessoal que não leu desde o começo o conto, decidi juntar todos os links para que vocês possam ler sem problemas, na ordem e de uma vez. Enfim, chega de enrolar, la vão eles:
1 - http://rickyoz.blogspot.com/2011/10/tal-da-oktoberfest-parte-1.html
2 - http://rickyoz.blogspot.com/2011/10/tal-da-oktoberfest-parte-2.html
3 - http://rickyoz.blogspot.com/2011/10/tal-da-oktoberfest-parte-3.html
4 - http://rickyoz.blogspot.com/2011/10/tal-da-oktoberfest-parte-4.html
5 - http://rickyoz.blogspot.com/2011/10/tal-da-oktoberfest-parte-5.html
Ta aí, divirtam-se, comentem, ou não, leiam, e voltem sempre.
=D
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sábado, 29 de outubro de 2011
A tal da Oktoberfest - parte 5
Cansaço e retorno
A chuva voltava a cair vagarosamente. Estávamos na rua, com fome, com sono e cansados. Decidimos dar a volta na quadra para ver se o ônibus estaria por ali. No caminho encontramos outro casal que viera no mesmo ônibus que a gente. Parecia que eles haviam previsto a chuva, pois ambos estavam com uma capa de corpo inteiro. Chegamos até um estacionamento, que a princípio só tinha carro, mas do outro lado da quadra, pudemos ver uma parte apenas de ônibus e fomos ver se, com um pouco de sorte, o nosso estaria lá. Não estava. Aproveitamos e atravessamos o estacionamento que dava na outra rua e nos dividimos para procurar nos dois lados dela. Fui com Folk e MacNa e alcançamos o fim da rua sem nada encontrar a não ser um grande estacionamento apenas de carros com uma parte coberta e seca. E a chuva não parava de cair, pelo contrário, aumentava cada vez mais.
O pessoal que tinha ido para o outro lado retornou e o grupo ficou completo de novo. Decidimos ver se podíamos ficar sob a proteção do estacionamento para não nos molharmos. Conseguimos permissão. Cansados, sentamos, pelo menos alguns de nós e ali ficaríamos se a Isis não tivesse visto um ônibus da Catarinense passar pela rua que cruzava a que estávamos. Saímos do estacionamento e resolvemos voltar ao ponto de chegada e esperar por lá. No caminho encontramos 2 funcionários que vieram na viagem conosco e segundo eles, o ônibus estava em um estacionamento longe dali e só chegaria às 5h. Ainda eram 3h30.
Sentamos em frente a uma loja, que obviamente estava fechada, e sob o toldo que nos protegia da chuva. Começava a esfriar, então percebi a vantagem que eu tinha por ter levado a blusa que na maior parte do tempo ficou na minha mão, mas ali estava sendo bem mais útil. Eu estava tão cansado que assim que me ajeitei no chão, transformei minha blusa em cobertor e fechei os olhos, dormi. E dormi mesmo, pelo menos por uns 40min.
Quando acordei já eram mais de 4h30, mas resolvemos esperar mais um pouco. Tentei voltar a dormir, mas não consegui. Olhei para o lado e vi MacNa, que estava sentada juntamente com Folk. Ela abriu os olhos bem quando eu a estava olhando. Ela fez um sinal de positivo com o dedão, eu respondi com um aceno positivo de cabeça. Ela fechou os olhos e acho que tentou voltar a dormir. Naquele momento, percebi que independente do que tinha acontecido até ali ou que acontecesse dali pra frente, eu havia feito amigos e isso era o mais importante.
Bom, desse ponto em diante houve muita enrolação, e eu vou poupá-los disso. Em resumo, o que aconteceu foi: deu 5h e voltamos para o ponto de chegada e ficamos esperando o ônibus até 6h; depois de muita enrolação e muito stress, entramos no ônibus; às 6h30, ele partiu. Foi engraçado ver toda aquela galera animada, de algumas horas atrás, sonolenta, cansada e acabada. Os rapazes que vieram do meu lado, Hans Alemão, Tex e Folklor simplesmente desmaiaram. Comigo não foi diferente, a única coisa que precisei fazer depois de sentar, foi fechar os olhos.
E, finalmente, chegamos ao último capitulo desse meu primeiro conto biográfico. Espero que tenham gostado e podem ter certeza, caso eu viva alguma outra aventura, irei postar em primeira mão aqui no blog.
Obrigado e abraços a todos!
A chuva voltava a cair vagarosamente. Estávamos na rua, com fome, com sono e cansados. Decidimos dar a volta na quadra para ver se o ônibus estaria por ali. No caminho encontramos outro casal que viera no mesmo ônibus que a gente. Parecia que eles haviam previsto a chuva, pois ambos estavam com uma capa de corpo inteiro. Chegamos até um estacionamento, que a princípio só tinha carro, mas do outro lado da quadra, pudemos ver uma parte apenas de ônibus e fomos ver se, com um pouco de sorte, o nosso estaria lá. Não estava. Aproveitamos e atravessamos o estacionamento que dava na outra rua e nos dividimos para procurar nos dois lados dela. Fui com Folk e MacNa e alcançamos o fim da rua sem nada encontrar a não ser um grande estacionamento apenas de carros com uma parte coberta e seca. E a chuva não parava de cair, pelo contrário, aumentava cada vez mais.
O pessoal que tinha ido para o outro lado retornou e o grupo ficou completo de novo. Decidimos ver se podíamos ficar sob a proteção do estacionamento para não nos molharmos. Conseguimos permissão. Cansados, sentamos, pelo menos alguns de nós e ali ficaríamos se a Isis não tivesse visto um ônibus da Catarinense passar pela rua que cruzava a que estávamos. Saímos do estacionamento e resolvemos voltar ao ponto de chegada e esperar por lá. No caminho encontramos 2 funcionários que vieram na viagem conosco e segundo eles, o ônibus estava em um estacionamento longe dali e só chegaria às 5h. Ainda eram 3h30.
Sentamos em frente a uma loja, que obviamente estava fechada, e sob o toldo que nos protegia da chuva. Começava a esfriar, então percebi a vantagem que eu tinha por ter levado a blusa que na maior parte do tempo ficou na minha mão, mas ali estava sendo bem mais útil. Eu estava tão cansado que assim que me ajeitei no chão, transformei minha blusa em cobertor e fechei os olhos, dormi. E dormi mesmo, pelo menos por uns 40min.
Quando acordei já eram mais de 4h30, mas resolvemos esperar mais um pouco. Tentei voltar a dormir, mas não consegui. Olhei para o lado e vi MacNa, que estava sentada juntamente com Folk. Ela abriu os olhos bem quando eu a estava olhando. Ela fez um sinal de positivo com o dedão, eu respondi com um aceno positivo de cabeça. Ela fechou os olhos e acho que tentou voltar a dormir. Naquele momento, percebi que independente do que tinha acontecido até ali ou que acontecesse dali pra frente, eu havia feito amigos e isso era o mais importante.
Bom, desse ponto em diante houve muita enrolação, e eu vou poupá-los disso. Em resumo, o que aconteceu foi: deu 5h e voltamos para o ponto de chegada e ficamos esperando o ônibus até 6h; depois de muita enrolação e muito stress, entramos no ônibus; às 6h30, ele partiu. Foi engraçado ver toda aquela galera animada, de algumas horas atrás, sonolenta, cansada e acabada. Os rapazes que vieram do meu lado, Hans Alemão, Tex e Folklor simplesmente desmaiaram. Comigo não foi diferente, a única coisa que precisei fazer depois de sentar, foi fechar os olhos.
E, finalmente, chegamos ao último capitulo desse meu primeiro conto biográfico. Espero que tenham gostado e podem ter certeza, caso eu viva alguma outra aventura, irei postar em primeira mão aqui no blog.
Obrigado e abraços a todos!
domingo, 23 de outubro de 2011
A tal da Oktoberfest - parte 4
Multidão, calor e chuva
Andei no brinquedo por duas vezes. Foi uma sensação maravilhosa, relaxante e desestressante. Confesso que me arrependi de não ter ido antes, mas o tanto que eu fui, valeu a pena e pude compreender por que as meninas foram tanto. Assim que eu saí pela segunda vez do brinquedo, começou a garoar e não demorou para se transformar em uma chuva forte. Isso não seria problema se não fosse a grande aglomeração que ocorreu nos setores e o calor que já fazia devido ao clima mais a imensa quantidade de pessoas juntas no mesmo lugar.
Eram 2h da manhã, o estado de MacNa piorava a cada minuto. Eu não sabia ao certo o que ela tinha, mas parecia que ela ia desmaiar a qualquer momento. Tínhamos que sair dali, respirar ar puro, ninguém mais estava aguentando. Depois de um tempo próximo a saída que dava para o parque, decidimos enfrentar o mar de gente que se apresentava a nossa frente em direção aos setores de shows. Foi difícil, mas conseguimos atravessar 1 setor e saímos na passagem do segundo. Lá fora a chuva já tinha diminuído um pouco, o suficiente para nós sairmos, enquanto todos os outros ainda estavam com medo de se molhar.
Logo, a chuva parou e ficou impossível de andar em qualquer lugar da Vila Germânica. A minha ideia foi voltarmos para a ponte pela qual viemos, eu duvidava que haveria alguém lá. E não havia mesmo, mas não pelo motivo que eu imaginei, e sim porque tinha um guardinha que não deixava ninguém passar por ali. A saída agora era ali embaixo, próxima às escadas que vêm da ponte. Foi nesse lugar que ficamos, pois era o que estava com menos pessoas. Passado algum tempo, MacNa estava tão mal que ela e Folk decidiram sair e voltar para o ônibus. Hans e Isis disseram que iriam com eles. Eu, que havia decidido não me separar mais daquele grupinho legal, também resolvi ir, até mesmo porque o que eu faria ali, já estava cansado e mal dava para andar. Mila ficou.
Assim eu deixei a Oktoberfest. Eu estava satisfeito com a minha noite, valeu o que eu havia gasto, mas o que eu não sabia é que ela ainda me reservava algumas surpresas. Na rua em que os ônibus pararam horas antes para nos deixar descer era onde deveria estar o nosso ônibus, mas depois de percorrer toda a quadra e não encontrarmos, ficamos estressados e com raiva. Além disso, naquele momento, estávamos cansados, com fome, sede e sono; havíamos acabado de sair da Vila Germânica e pra piorar tudo o ônibus não estava lá fora nos esperando.
Andar e tirar fotos pela Vila começou a cansar, por isso paramos para comer algo, pela primeira vez na noite. MacFolk comprou uma batata recheada, enquanto todo o resto do grupo foi de cachorro quente. Após essa recuperação de energias, de repente sentimos uma vontade maior ainda de não fazer nada e a partir daí os ânimos mudaram um pouco. Um certo mal estar começou a tomar conta de MacNa, e o cansaço e o desânimo do resto do grupo nos fez parar em um canto e sentar para descansar.
Um pouco antes disso, MacFolk se separou de nós para encontrar com outros amigos dele. Éramos 6 agora. Sendo mais de 1h da manhã, decidimos fazer algo para não perder o resto da noite, mas antes de qualquer coisa, alguns de nós precisavam ir ao banheiro. No caminho pudemos notar a assombrosa quantidade de pessoas que agora estava na Vila. Depois de realizarmos nossas necessidades fisiológicas, fomos até um setor, que estava tão lotado que mal se podia andar. Hans e eu ficamos na fila para comprar fichas para chopp, enquanto os outros procuraram lugar para sentar, o que, felizmente, conseguiram.
Ficamos ali um pouco, as meninas dançaram, os rapazes e eu apreciamos o show e descansamos mais um pouco. Meia hora depois, saímos para pegar o chopp com as fichas. Estávamos à 2 setores do parque quando as meninas mencionaram voltar lá e ir em um dos brinquedos novamente. Mas desta vez, Hans e eu decidimos ir também. Eu pensei: eu não vou ter outra oportunidade dessas e as meninas pareceram ter se divertido bastante da primeira vez, então por que não?
Andei no brinquedo por duas vezes. Foi uma sensação maravilhosa, relaxante e desestressante. Confesso que me arrependi de não ter ido antes, mas o tanto que eu fui, valeu a pena e pude compreender por que as meninas foram tanto. Assim que eu saí pela segunda vez do brinquedo, começou a garoar e não demorou para se transformar em uma chuva forte. Isso não seria problema se não fosse a grande aglomeração que ocorreu nos setores e o calor que já fazia devido ao clima mais a imensa quantidade de pessoas juntas no mesmo lugar.
Eram 2h da manhã, o estado de MacNa piorava a cada minuto. Eu não sabia ao certo o que ela tinha, mas parecia que ela ia desmaiar a qualquer momento. Tínhamos que sair dali, respirar ar puro, ninguém mais estava aguentando. Depois de um tempo próximo a saída que dava para o parque, decidimos enfrentar o mar de gente que se apresentava a nossa frente em direção aos setores de shows. Foi difícil, mas conseguimos atravessar 1 setor e saímos na passagem do segundo. Lá fora a chuva já tinha diminuído um pouco, o suficiente para nós sairmos, enquanto todos os outros ainda estavam com medo de se molhar.
Logo, a chuva parou e ficou impossível de andar em qualquer lugar da Vila Germânica. A minha ideia foi voltarmos para a ponte pela qual viemos, eu duvidava que haveria alguém lá. E não havia mesmo, mas não pelo motivo que eu imaginei, e sim porque tinha um guardinha que não deixava ninguém passar por ali. A saída agora era ali embaixo, próxima às escadas que vêm da ponte. Foi nesse lugar que ficamos, pois era o que estava com menos pessoas. Passado algum tempo, MacNa estava tão mal que ela e Folk decidiram sair e voltar para o ônibus. Hans e Isis disseram que iriam com eles. Eu, que havia decidido não me separar mais daquele grupinho legal, também resolvi ir, até mesmo porque o que eu faria ali, já estava cansado e mal dava para andar. Mila ficou.
Assim eu deixei a Oktoberfest. Eu estava satisfeito com a minha noite, valeu o que eu havia gasto, mas o que eu não sabia é que ela ainda me reservava algumas surpresas. Na rua em que os ônibus pararam horas antes para nos deixar descer era onde deveria estar o nosso ônibus, mas depois de percorrer toda a quadra e não encontrarmos, ficamos estressados e com raiva. Além disso, naquele momento, estávamos cansados, com fome, sede e sono; havíamos acabado de sair da Vila Germânica e pra piorar tudo o ônibus não estava lá fora nos esperando.
sábado, 15 de outubro de 2011
A tal da Oktoberfest - parte 3
Objetivos e reencontro
Passei inúmeras vezes em frente às lojinhas de souvenirs e lembrancinhas. Andei de um lado para outro em cada um dos setores de shows. E enquanto fazia essa caminhada, imaginei que encontraria alguém do ônibus casualmente, mas não. Fomos em 50 pessoas e eu não conseguia achar uma viva alma que tivesse ido comigo.
Não tinha vontade de beber, não tinha vontade de comer, não tinha vontade de fazer nada. Tudo parecia sem graça sozinho. Em um dos setores, achei e sentei à uma mesa vazia, e fiquei vendo uma banda que ali se apresentava. Comecei a refletir. Afinal, quais eram os meus objetivos ali? Tentar ficar com alguma alemã? Beber até cair e não conseguir levantar? Talvez um pouco dos dois. O fato é que eu não estava conseguindo e nem tendo vontade de fazer nada, mas por quê?
De repente ter ido sozinho e sem conhecer ninguém não parecia mais uma boa ideia. Pensei que conseguiria me divertir sozinho, mas acabei perdido dos outros sem ânimo pra nada e sem ter com quem conversar. Olhei no relógio e vi que ainda eram 20h e até às 5h ainda ia ter muito tempo. Decidi fazer algo de útil e procurar o grupo da MacNa, talvez se eu estivesse focado em procurar, eu os achasse. E foi o que aconteceu, depois de mais umas 10 voltas por toda a Vila, eu finalmente encontrei com eles no setor 2.
Nada foi dito sobre o meu "sumiço". Eles simplesmente me recepcionaram da melhor maneira possível. A partir daí, eu comecei a me divertir de verdade. Depois de ficar um pouco por ali curtindo o show de música típica alemã, e as meninas dançarem um pouco, fomos para o parque de diversões. Isso mesmo, na Oktoberfest, fomos para o parque. Ideia das meninas, claro, mas na verdade não sei o que teríamos feito senão estivéssemos ali. Enquanto elas foram em um dos brinquedos, nós, os machos, eu, os dois Folklor e o Hans, fomos comprar chopp. Aqui cabe uma pequena explicação. Chega a ser interessante, os dois Folklor estavam ligados diretamente com MacNa, um era irmão e o outro, namorado. Então para diferenciá-los vou chamar o irmão de MacFolk, o namorado de Folk e o do ônibus que eu conheci primeiro de Folklor. Hans era namorado de Isis, e para diferenciá-lo do do que sentou ao meu lado no ônibus, vou chamar o do ônibus de Hans Alemão.
Ficamos ali por algum tempo, filmando e tirando foto das gurias que não paravam de ir nos brinquedos, pareciam duas crianças. Sim, eu disse duas, a Mila não quis ir. Nesse meio tempo encontramos outro grupo do ônibus, fazendo companhia para as meninas nos atrativos do parque. Logo, fui percebendo que o número de pessoas tinha aumentado desde que chegamos. Não demorou muito para ficar difícil de andar.
Antes de irmos para o parque, Folk havia ido comprar uma caneca de 1L e estava fazendo um bom proveito dela. Quando as meninas cansaram do parque, fomos andar mais um pouco e tirar algumas fotos pela Vila. Ainda não era nem 0h, a noite estava apenas começando...
Passei inúmeras vezes em frente às lojinhas de souvenirs e lembrancinhas. Andei de um lado para outro em cada um dos setores de shows. E enquanto fazia essa caminhada, imaginei que encontraria alguém do ônibus casualmente, mas não. Fomos em 50 pessoas e eu não conseguia achar uma viva alma que tivesse ido comigo.
Não tinha vontade de beber, não tinha vontade de comer, não tinha vontade de fazer nada. Tudo parecia sem graça sozinho. Em um dos setores, achei e sentei à uma mesa vazia, e fiquei vendo uma banda que ali se apresentava. Comecei a refletir. Afinal, quais eram os meus objetivos ali? Tentar ficar com alguma alemã? Beber até cair e não conseguir levantar? Talvez um pouco dos dois. O fato é que eu não estava conseguindo e nem tendo vontade de fazer nada, mas por quê?
De repente ter ido sozinho e sem conhecer ninguém não parecia mais uma boa ideia. Pensei que conseguiria me divertir sozinho, mas acabei perdido dos outros sem ânimo pra nada e sem ter com quem conversar. Olhei no relógio e vi que ainda eram 20h e até às 5h ainda ia ter muito tempo. Decidi fazer algo de útil e procurar o grupo da MacNa, talvez se eu estivesse focado em procurar, eu os achasse. E foi o que aconteceu, depois de mais umas 10 voltas por toda a Vila, eu finalmente encontrei com eles no setor 2.
Nada foi dito sobre o meu "sumiço". Eles simplesmente me recepcionaram da melhor maneira possível. A partir daí, eu comecei a me divertir de verdade. Depois de ficar um pouco por ali curtindo o show de música típica alemã, e as meninas dançarem um pouco, fomos para o parque de diversões. Isso mesmo, na Oktoberfest, fomos para o parque. Ideia das meninas, claro, mas na verdade não sei o que teríamos feito senão estivéssemos ali. Enquanto elas foram em um dos brinquedos, nós, os machos, eu, os dois Folklor e o Hans, fomos comprar chopp. Aqui cabe uma pequena explicação. Chega a ser interessante, os dois Folklor estavam ligados diretamente com MacNa, um era irmão e o outro, namorado. Então para diferenciá-los vou chamar o irmão de MacFolk, o namorado de Folk e o do ônibus que eu conheci primeiro de Folklor. Hans era namorado de Isis, e para diferenciá-lo do do que sentou ao meu lado no ônibus, vou chamar o do ônibus de Hans Alemão.
Ficamos ali por algum tempo, filmando e tirando foto das gurias que não paravam de ir nos brinquedos, pareciam duas crianças. Sim, eu disse duas, a Mila não quis ir. Nesse meio tempo encontramos outro grupo do ônibus, fazendo companhia para as meninas nos atrativos do parque. Logo, fui percebendo que o número de pessoas tinha aumentado desde que chegamos. Não demorou muito para ficar difícil de andar.
Antes de irmos para o parque, Folk havia ido comprar uma caneca de 1L e estava fazendo um bom proveito dela. Quando as meninas cansaram do parque, fomos andar mais um pouco e tirar algumas fotos pela Vila. Ainda não era nem 0h, a noite estava apenas começando...
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
A tal da Oktoberfest - parte 2
A Vila Germânica
Assim que desci do ônibus, logo após todos os outros, senti a chuva que começava a cair e notei que estávamos em uma rua sobre a qual havia uma ponte que ligava as duas quadras. Em uma delas, uma enorme construção ao fundo, e na frente uma série de rampa que levava à ponte e a bilheteria da Oktoberfest. Na quadra da frente, a Vila Germânica só nos esperando. Para chegarmos até lá faltava o último e mais importante item do kit da viagem, o ingresso. Enquanto MacNa organizava e conversava com todo o grupo, que estava em baixo da ponte para não se molhar muito, Tex corria atrás dos ingressos que estavam com o guia, que até então só tinha nos dado dor de cabeça. Depois de alguns minutos, sob chuva e todo molhado, Tex voltou com os ingressos e, juntamente com MacNa, distribuiu para todos. Após recebermos os ingressos, fomos lembrados do horário em que deveríamos voltar: 5h da manhã. Eram 19h da noite.

Com o ingresso na mão, a galera subiu correndo a rampa. Em sua base ficou apenas eu e os grupos de Tex e MacNa. Os dois organizadores conversaram mais um pouco e combinaram as últimas coisas e então seguiram rampa acima, e eu junto com eles. Atravessamos a ponte, nos molhando mais um pouquinho, e finalmente chegamos do outro lado. Ao descer as escadas no final da ponte, fiquei maravilhado com o que vi, parecia que eu estava na Alemanha, embora eu não saiba como é la, mas deve ser parecido.
Enquanto eu estava bestificado com a Vila e suas construções, os dois grupos foram cada um em uma direção diferente. E um pouco antes de eu perceber o que estava acontecendo, MacNa me chamou para ir com ela e seus amigos. O grupo era composto por ela e mais 5 pessoas, sendo no total 3 homens e 3 mulheres. Depois eu descobri que os nomes dos homens não era nenhuma novidade pra mim, pois já tinha conhecido dois com esses nomes no ônibus, Hans e Folklor. As mulheres se chamavam Isis e Mila.
Eu os acompanhei até eles entrarem em uma loja de chapéus. Eu fui entrar, mas estava tão cheio de gente e, consequentemente, tão quente que eu desisti e resolvi esperar do lado de fora. Naquele momento de espera, decidi fazer uma exploração mais solitária da Vila e deixar o grupo na quente loja de chapéus. Qualquer coisa eu os encontraria de novo.
Passei por um corredor de lojas até chegar em um pátio grande que dava para uma outra parte da Vila, à minha direita estava a entrada para os salões de festas, com muitas mesas grandes, lugares para comprar comida e bebida, e um grande palco para os shows. Dei uma olhada aqui e ali, e atravessei para outro salão. Descobri que aquele em que eu estava era o Setor 2, e eu havia passado para o Setor 1, e mais tarde ainda vi que lá no começo, antes da loja de chapéus, estava a entrada para o Setor 3.
Saí dos salões e cheguei ao parque de diversões, tinha uns brinquedos legais, mas eu não tinha ido ali pra isso. Andei mais um pouco e entrei em um outro salão do lado oposto ao que eu entrei na Vila. A partir dali voltei todo o caminho até chegar à escada que levava à ponte. Naquele momento, eu fiquei sem saber o que fazer. Eu estava na Vila Germânica, na Oktoberfest 2011, um lugar que muita gente gostaria de estar, e não sabia o que fazer.
Assim que desci do ônibus, logo após todos os outros, senti a chuva que começava a cair e notei que estávamos em uma rua sobre a qual havia uma ponte que ligava as duas quadras. Em uma delas, uma enorme construção ao fundo, e na frente uma série de rampa que levava à ponte e a bilheteria da Oktoberfest. Na quadra da frente, a Vila Germânica só nos esperando. Para chegarmos até lá faltava o último e mais importante item do kit da viagem, o ingresso. Enquanto MacNa organizava e conversava com todo o grupo, que estava em baixo da ponte para não se molhar muito, Tex corria atrás dos ingressos que estavam com o guia, que até então só tinha nos dado dor de cabeça. Depois de alguns minutos, sob chuva e todo molhado, Tex voltou com os ingressos e, juntamente com MacNa, distribuiu para todos. Após recebermos os ingressos, fomos lembrados do horário em que deveríamos voltar: 5h da manhã. Eram 19h da noite.

Com o ingresso na mão, a galera subiu correndo a rampa. Em sua base ficou apenas eu e os grupos de Tex e MacNa. Os dois organizadores conversaram mais um pouco e combinaram as últimas coisas e então seguiram rampa acima, e eu junto com eles. Atravessamos a ponte, nos molhando mais um pouquinho, e finalmente chegamos do outro lado. Ao descer as escadas no final da ponte, fiquei maravilhado com o que vi, parecia que eu estava na Alemanha, embora eu não saiba como é la, mas deve ser parecido.
Eu os acompanhei até eles entrarem em uma loja de chapéus. Eu fui entrar, mas estava tão cheio de gente e, consequentemente, tão quente que eu desisti e resolvi esperar do lado de fora. Naquele momento de espera, decidi fazer uma exploração mais solitária da Vila e deixar o grupo na quente loja de chapéus. Qualquer coisa eu os encontraria de novo.
Passei por um corredor de lojas até chegar em um pátio grande que dava para uma outra parte da Vila, à minha direita estava a entrada para os salões de festas, com muitas mesas grandes, lugares para comprar comida e bebida, e um grande palco para os shows. Dei uma olhada aqui e ali, e atravessei para outro salão. Descobri que aquele em que eu estava era o Setor 2, e eu havia passado para o Setor 1, e mais tarde ainda vi que lá no começo, antes da loja de chapéus, estava a entrada para o Setor 3.
Saí dos salões e cheguei ao parque de diversões, tinha uns brinquedos legais, mas eu não tinha ido ali pra isso. Andei mais um pouco e entrei em um outro salão do lado oposto ao que eu entrei na Vila. A partir dali voltei todo o caminho até chegar à escada que levava à ponte. Naquele momento, eu fiquei sem saber o que fazer. Eu estava na Vila Germânica, na Oktoberfest 2011, um lugar que muita gente gostaria de estar, e não sabia o que fazer.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
A tal da Oktoberfest - parte 1
Introdução
Olá, caros leitores, hoje terá início um novo tipo de conto nesse blog, o conto baseado em algo vivido por mim, Ricky Oz. Farei algo já utilizado em vários filmes, começarei o conto pelo final e contarei desde o começo. Não se preocupe, você não vai se perder. Como é uma história real com pessoas reais como personagens, usarei nomes diferentes para preservar suas identidades. Então lembre-se: história e personagens reais, nomes fictícios.
1 - Chopp e Stress
Abri os olhos e vi que já estávamos em Curitiba, próximos ao mesmo local de onde saímos quase 24h atrás. Incrível como a volta foi mais rápida. Mais uma vez, a instabilidade do clima de Curitiba mostrou-se forte com uma chuva totalmente inesperada na manhã seguinte de um dia ensolarado. Desci do ônibus e, como estava sem guarda-chuva, me molhei. Corri até uma banca próxima, onde estava parte do pessoal que já havia descido. Despedi-me dos meus novos amigos e segui meu caminho. Enquanto tomava um banho de chuva, comecei, como costumo fazer, a lembrar de como tudo aquilo tinha iniciado e porque eu estava numa manhã chuvosa de domingo em um lugar diferente da minha cama.
Há alguns meses atrás, em um desses grupos de amigos do facebook, do qual eu fazia parte, apareceu uma guria chamando a galera pra ir fazer um excursão para a Oktoberfest 2011. Eu pensei: "Ah, Oktoberfest, porque não?" Até então eu nunca tinha cogitado em ir, mas como surgiu a oportunidade, resolvi aproveitar. E quem era essa guria que convidou? Eu a conhecia? Não, nem ela, nem ninguém que foi. A única coisa que sabia era que o nome dela era MacNa (lembre-se nomes fictícios). Adicionei-a no msn e no facebook. Mantivemos contato até que o grande, e tão esperado, dia chegou.
Propositalmente? Não. Simplesmente aconteceu. Como fui um dos últimos a entrar, só podia escolher entre o fundo e a frente, pois o meio já estava cheio. Então pensei: "atrás do motorista ou na frente do chopp?" Não foi muito difícil decidir. Tex estava sentado no fundo também, mas não foi do lado dele que eu sentei, ele estava do outro lado do corredor e ao seu lado estava Folklor, um nome que foi bem comum no ônibus. Ao meu lado sentou Hans, um descendente de alemão, moreno e de olho azul. Com esses 3, o pessoal que estava nas poltronas mais próximas e a galera que vinha pegar chopp, eu dei muitas risadas e me diverti bastante.
Quando algo que você normalmente tem que pagar para consumir é de graça, você tende a exagerar e não foi diferente comigo e o chopp. Duas horas de viagem e várias canecas de chopp depois, eu já estava mais pra lá do que pra cá, mas a parada veio para me ajudar. Devido a experiências anteriores e dicas de amigos, eu já sabia exatamente o que fazer para me recuperar. Um salgado, uma caixinha de nescau e 4 barrinhas de chocolate foram o suficiente para me deixar sóbrio de novo, pronto para o resto da viagem, pronto para a Oktoberfest.
Antes de prosseguirmos, houve o segundo stress da viagem. O motorista ficou jantando por quase uma hora, algumas pessoas não receberam caneca e outras coisinhas que não vem ao caso do presente relato. O fato é que depois de mais de uma hora parado, o ônibus seguiu rumo à Blumenau. O resto da viagem foi mais cansativa, começou a escurecer e todo mundo tava ansioso para chegar. Vou pular essa parte pois nada de relevante aconteceu. Quando finalmente chegamos na cidade de destino, notamos a chuva. Mas não era um problema, uma vez ali, não seria uma chuvinha que iria nos atrapalhar. Depois de mais um stress pra pegar os ingressos com o "guia" da viagem, entramos, após meses de planejamento e horas de viagens, no Parque Vila Germânica.
Aqui acaba a parte 1, eu sei que eu cortei bem quando ia ficar bom, mas certas coisas eu não podia deixar de falar, e se eu falar mais vai ficar grande demais esse post, então aguardem. Eu prometo que vai ser bom.
;D
Olá, caros leitores, hoje terá início um novo tipo de conto nesse blog, o conto baseado em algo vivido por mim, Ricky Oz. Farei algo já utilizado em vários filmes, começarei o conto pelo final e contarei desde o começo. Não se preocupe, você não vai se perder. Como é uma história real com pessoas reais como personagens, usarei nomes diferentes para preservar suas identidades. Então lembre-se: história e personagens reais, nomes fictícios.
1 - Chopp e Stress
Abri os olhos e vi que já estávamos em Curitiba, próximos ao mesmo local de onde saímos quase 24h atrás. Incrível como a volta foi mais rápida. Mais uma vez, a instabilidade do clima de Curitiba mostrou-se forte com uma chuva totalmente inesperada na manhã seguinte de um dia ensolarado. Desci do ônibus e, como estava sem guarda-chuva, me molhei. Corri até uma banca próxima, onde estava parte do pessoal que já havia descido. Despedi-me dos meus novos amigos e segui meu caminho. Enquanto tomava um banho de chuva, comecei, como costumo fazer, a lembrar de como tudo aquilo tinha iniciado e porque eu estava numa manhã chuvosa de domingo em um lugar diferente da minha cama.
Há alguns meses atrás, em um desses grupos de amigos do facebook, do qual eu fazia parte, apareceu uma guria chamando a galera pra ir fazer um excursão para a Oktoberfest 2011. Eu pensei: "Ah, Oktoberfest, porque não?" Até então eu nunca tinha cogitado em ir, mas como surgiu a oportunidade, resolvi aproveitar. E quem era essa guria que convidou? Eu a conhecia? Não, nem ela, nem ninguém que foi. A única coisa que sabia era que o nome dela era MacNa (lembre-se nomes fictícios). Adicionei-a no msn e no facebook. Mantivemos contato até que o grande, e tão esperado, dia chegou.
MacNa, com ajuda de Tex, organizou a excursão, contratou a empresa, comparou valores e recebeu do pessoal. A empresa que nos levou até Blumenau foi a Viação Catarinense, a nossa organizadora não podia saber, mas aquela companhia ainda ia nos dar muito stress durante a viagem. Aliás, o stress surgiu antes mesmo de sairmos de Curitiba, o horário de saída tinha sido combinado às 13h, mas o ônibus só saiu do lugar depois das 14h. É claro que, sem ter o que fazer, impaciente e morrendo de calor, a galera começou a beber os 100L de chopp que foi colocado no fundo do ônibus, que coincidentemente era onde eu estava sentado.
Quando algo que você normalmente tem que pagar para consumir é de graça, você tende a exagerar e não foi diferente comigo e o chopp. Duas horas de viagem e várias canecas de chopp depois, eu já estava mais pra lá do que pra cá, mas a parada veio para me ajudar. Devido a experiências anteriores e dicas de amigos, eu já sabia exatamente o que fazer para me recuperar. Um salgado, uma caixinha de nescau e 4 barrinhas de chocolate foram o suficiente para me deixar sóbrio de novo, pronto para o resto da viagem, pronto para a Oktoberfest.
Antes de prosseguirmos, houve o segundo stress da viagem. O motorista ficou jantando por quase uma hora, algumas pessoas não receberam caneca e outras coisinhas que não vem ao caso do presente relato. O fato é que depois de mais de uma hora parado, o ônibus seguiu rumo à Blumenau. O resto da viagem foi mais cansativa, começou a escurecer e todo mundo tava ansioso para chegar. Vou pular essa parte pois nada de relevante aconteceu. Quando finalmente chegamos na cidade de destino, notamos a chuva. Mas não era um problema, uma vez ali, não seria uma chuvinha que iria nos atrapalhar. Depois de mais um stress pra pegar os ingressos com o "guia" da viagem, entramos, após meses de planejamento e horas de viagens, no Parque Vila Germânica.
Aqui acaba a parte 1, eu sei que eu cortei bem quando ia ficar bom, mas certas coisas eu não podia deixar de falar, e se eu falar mais vai ficar grande demais esse post, então aguardem. Eu prometo que vai ser bom.
;D
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