segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Popularidade T02C12

CAPÍTULO 12 – MORTE 

As expressões de seus amigos eram em sua maioria de surpresa depois do relato de Alex, menos Manu.

— Eu estou espantada, irritada, atônita e irritada. – a garota disse.

— Você falou irritada duas vezes, amiga. – Paty apontou.

— Eu sei, foi pra dar ênfase. – Manu se defendeu.

— Alex, todos nos sentimos da mesma forma sobre nossa experiência de espiões. – Diana começou de modo sério. – O resultado bom nos dá uma boa sensação, mas o risco que se corre na missão é a grande preocupação. Por isso decidimos em conjunto não continuar. Só que isso nunca foi absoluto.

— Sabemos que quer nos proteger, mas está fazendo da maneira errada. – Solano disse.

— Se há algo ruim acontecendo e podemos fazer algo, é claro que faremos. Juntos. – Caramello disse.

— Ainda mais se for no Isaac, antes mesmo de sermos espiões nós salvamos o colégio como um time, lembra? Você não fez nada sozinho. – Paty lembrou.

— Esse fardo não é só seu para carregar. Pode dividir com a gente. – Hugo emendou.

— Estamos aqui por você, maninho. E sempre estaremos. – Ciano finalizou.

As lágrimas chegaram aos olhos de Alex, mesmo ele forçando para que elas não caíssem, foi inevitável. Ao ouvir seus amigos, ele percebeu como tinha agido errado.

— Pessoal, vocês são demais! – ele disse passando a mão nos olhos. – Lucy, vamos adicionar mais sete pessoas no plano. – o rapaz disse e sorriu.

— Ótimo! Vai ficar mais fácil assim. – a espiã disse enquanto os amigos passavam por ela para chegar até o quadro.

— Ainda não gosto de você. – Manu disse ao passar por Lucy, que sorriu.

Assim, o plano foi repassado com todos e eles se preparam para executá-lo na mesma noite. Devido ao aviso de última hora, não foi possível conseguir equipamentos para os novos membros.


O Passeio Público já estava fechado, mas não era difícil pular seus muros. Yago estava sozinho no meio da escuridão usando uma mala transversal esperando seu contato quando nove pessoas conhecidas apareceram rodeando-o.

— Lemos! O que vocês estão fazendo aqui? – ele disse ao reconhecer Alex. – O parque está fechado. Já é hora de criança estar na cama. – disse e riu.

— Chega de teatro, Yago. Nós viemos acabar com seu esquema. Ou traficantes costumam se atrasar tanto assim para encontros de negócios? – Alex disse e o outro ficou sério.

— Você não sabe no que tá se metendo, Lemos. – Yago disse ao notar que os outros estavam apertando o cerco, prensando-o contra o muro. – Isso não é a eleição do grêmio do colégio.

— Não, não é. Então por que você não se rende pra gente resolver isso do modo mais fácil? Nós estamos em nove e você é só um. A sua desvantagem é gritante. – Lucy disse.

— É verdade. Só que eu tenho uma arma. – Yago disse ao sacar a pistola, surpreendendo a todos.

— Yago, calma. – Alex disse tentando acalmar o colega.

— A atitude mudou agora, não é? Sério que não consideraram que eu teria uma arma? – ele disse sorrindo.

— Essa é uma boa pergunta. – Manu disse brava olhando para Lucy.

— Eu considerei, mas não imaginei que seria necessário. – a Cesca admitiu e a um comando de Yago, jogou sua arma no chão.

— Vamos lá, Yago. Isso é demais até pra você. É um caminho sem volta. – Alex disse avançando lentamente até o colega.

— Pare aí mesmo, Lemos. Não dê mais nenhum passo ou serei obrigado a fazer algo que realmente não quero. – o traficante disse.

— Yago, por favor. Ainda há chance de você sair disso. Se você nos ajudar... – Alex deu mais um passo.

— Eu avisei, Lemos. – Yago gritou e atirou.

Todos ficaram de olhos arregalados quando viram Caramello cair no chão com sangue escorrendo de sua barriga.

— Não! Caramello! – Alex disse ainda tentando entender o que estava acontecendo.

Ele ajoelhou e apoiou a cabeça da amiga em seu colo.

— Fica o aviso. – Yago disse, guardou a arma e pulou o muro para fugir.

Os amigos ficaram em volta de Alex e Caramello.

— Caramello... Raíssa, me perdoa, por favor! – o líder do grupo perguntou com lágrimas escorrendo.

— Do que está falando? Não tenho nada que te perdoar. Só tenho a te agradecer. – a garota disse agonizando e tossindo.

— Eu não consegui te proteger. – Alex disse em meio as lágrimas.

— Oh, Alex, meu querido amigo! – Caramello disse colocando a mão no rosto do rapaz. – Você fez muito mais do que isso. Você me deu felicidade e alegria em todos os nossos momentos juntos. – ela terminou com uma tosse.

— Não fale mais. Vai ficar tudo bem. Nós vamos chamar ajuda e vai ficar tudo bem. – Alex disse e olhou para os outros.

— Eu já chamei. – Lucy disse.

— É tarde demais pra mim. – Caramello disse.

— Não diga isso! Você vai ser a melhor bailarina que esse mundo já viu, lembra? E todos nós vamos estar na primeira fileira em todas as suas apresentações. Esse é o plano!

— Oh, Alex! Sempre tão fofo. Nunca mude, tá? – Caramello disse e olhou para os outros. – Cuidem dele! Eu amo todos vocês! – disse e fechou os olhos.

— Não! Você não pode ir ainda! – Alex disse e então notou que a amiga já estava morta. – NÃOO! – ele gritou.

— Alex, nós temos que ir! – Lucy disse.

Relutantes, os adolescentes deixaram o corpo da amiga e ficaram nas sombras até verem que a ambulância chegou para cuidar dela. Após isso, eles saíram e foi como se nunca tivessem estado ali.

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Caos Urbano T02C22

CAPÍTULO 22 – DISPUTAS ACIRRADAS 

Sua moto era bem protegida e reforçada, porém levando tantos tiros, eventualmente algum acertaria. Ian parou perto da entrada do bosque Papa João Paulo II. Seu tanque foi atingido e o combustível acabou ao escorrer pelo caminho. Antes que ele pudesse pensar no que fazer, dois carros surgiram na esquina. O Motoqueiro correu para trás de um veículo estacionado.

Ao todo, dez homens armados desceram dos dois automóveis. Entre eles estavam Dorigan e Timeti, dois bandidos que Raquel impediu Ian de matar.

— Ele está perto. Espalhem-se! – Dorigan mandou.

No instante seguinte um barulho se fez ouvir e quando todos olharam para sua fonte, uma bomba de luz explodiu cegando-os momentaneamente. Os líderes sabiam o que viria então se abaixaram e correram para o outro lado da rua. Ian saiu de onde estava e acertou os oito homens que demoraram para reagir. Com o fim do efeito da luz, o Motoqueiro foi para trás do carro de Dorigan, que o viu logo antes de se abaixar.

O traficante então pegou um lança-granadas compacto e atirou no carro que protegia seu inimigo. Ao ouvir o vidro quebrar, Ian levantou rapidamente para olhar e só teve tempo de começar a correr antes do impacto lhe acertar. Ele foi arremessado e precisou reunir todas as suas forças para levantar e entrar no bosque.

Ao seguirem o Motoqueiro, os bandidos viram o capacete e a jaqueta de couro pelo caminho. Com as armas erguidas, avançaram e apontavam para todos os lados. Um barulho do lado esquerdo os fez virar imediatamente, mas foi do lado direito que saiu o tiro que acertou Dorigan na cabeça. Timeti virou-se novamente e atirou ao mesmo tempo em que foi atingido no ombro e na perna. Largando a arma e caindo no chão, ele viu o assassino de seu pai se aproximar.

— Eu acertei o Motoqueiro das Trevas. – o rapaz disse sorrindo ao notar que o outro sangrava pelo ombro esquerdo.

— É, parabéns por isso! – Ian disse e atirou na cabeça de Timeti.

O ex-advogado pegou sua jaqueta e capacete, e andou até uma árvore, na qual se encostou e escorregou para sentar no chão. Cansado e com dor, Ian fechou os olhos e não conseguiu mais se mexer.

 

Quem disse que não se deve julgar algo ou alguém pelo tamanho estava absolutamente certo. Maurição sempre malhava para manter seus músculos, mas fazia tempo que não treinava seriamente, enquanto seu oponente tinha alto nível de técnica, velocidade e força.

Apesar de Maurição ter acertado alguns golpes, eles pareciam não surtir efeito. Butijão estava com muita energia e avançou com o intuito de finalizar a luta. Por pouco, o espião não recebeu um golpe em cheio no queixo, o que com certeza o teria nocauteado. Desesperado, o rapaz investiu com um soco de direita, mas seu adversário desviou e acertou-lhe na barriga fazendo-o arquear. Em seguida, segurou nas roupas do espião girou-o e jogou-o no meio da rua.

O homem grande levantou e ficou de frente para seu oponente. Seus olhos estavam cheios de raiva, mas também de serenidade. De repente voltou-lhe todo o espírito de lutador de muay thay. Maurição se aproximou e atacou com a esquerda. Seu adversário desviou facilmente e mirou no corpo do outro. Prevendo isso, o espião baixou o braço e curvou o corpo para bloquear o golpe. Butijão então usou o outro braço para atacar na cabeça. No entanto, os instintos de Maurição também previram isso. Ele segurou o soco que veio e então conseguiu ficar na posição que queria. Ele sorriu e com um movimento rápido acertou uma joelhada no queixo de Butijão. Sua cabeça curvou para trás e seu corpo caiu inerte no chão.

— Ufa, essa foi difícil! – o espião disse arfando. – Como será que as meninas estão indo? – ele indagou e olhou para o prédio da assembleia

No segundo seguinte uma grande explosão destruiu o edifício e jogou o rapaz para longe.

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Conspiração Temporal T03C11

CAPÍTULO 11 – WINCHESTER 

Quando os gêmeos James e Chloe Winchester subiram ao trono, não havia muito o que fazer. Tudo o que precisavam era manter as coisas como estavam. Não havia inimigos para enfrentar, os mortos não conseguiam chegar na ilha e o povo os adorava. Se alguém pensasse em ir contra o regime, essa pessoa desaparecia e nunca mais era vista. Para a grande maioria da população, os Winchester eram a família salvadora da Inglaterra.

Quando um funcionário do Palácio de Buckingham se infectou, transformou-se em zumbi e fez o mesmo com os antigos monarcas, Michael Winchester, renomado empresário da época, assumiu as rédeas da nação, proibiu a entrada de estrangeiros e criou defesas ao redor da ilha, fazendo do país o local mais seguro do planeta.

A verdade, no entanto, era outra, mas só os membros da família sabiam. Michael foi o causador do apocalipse zumbi. Fascinado por esse tipo de estória desde criança, decidiu estudar e trabalhar para tornar isso realidade. Seria necessário um lugar seguro para viver, pois ele não queria virar um zumbi. Então percebeu que seu país era perfeito para isso, afinal era uma ilha. Se conseguisse limpar a Inglaterra, ainda haveria tecnologia e seria o melhor lugar. E com ele como soberano, tudo seria como sempre sonhou.


Os irmãos Winchester seguiam sua rotina tranquila quando um avião foi pousado pessimamente nos arredores de Londres. O piloto deveria ter morrido, pois a janela da cabine quebrou com o impacto e vários pedaços de vidro atingiram o rapaz, incluindo na cabeça. Contudo, ele sobreviveu e ganhou várias cicatrizes. Apesar da rígida política contra estrangeiros, o povo clamou e suas majestades permitiram que o homem ficasse no país.

O forasteiro foi aprendendo melhor o idioma e, percebendo a dificuldade dos ingleses em falar seu nome, procurou um equivalente na língua nativa. Joe Alley cresceu na cidade devido a suas habilidades e inteligência. Não demorou muito para que o rei e a rainha chamassem-no para trabalhar no palácio. E eles se arrependeram muito disso.

Depois de conhecer bem o castelo, Joe começou a saber coisas que não deveria e logo descobriu o grande segredo da família. Flagrado por James, o estrangeiro nocauteou o monarca e correu. Fugindo dos guardas reais e se esgueirando pela cidade, ele chegou ao aeroporto, pegou um dos aviões e voltou para seu país de origem. Ele sabia que não poderia voltar ali, afinal havia se tornado o inimigo público número um.

— Onde ele está? – James perguntou ao chegar na frente do hotel.

— Não sabemos, majestade. Procuramos pelo prédio inteiro e não o encontramos. – disse um dos guardas.

— Então procurem em todos os prédios. Procurem na cidade inteira. – o rei vociferou. – Chame todos os homens para procurar. Joe Alley não pode fugir de novo.

— E é por isso que eu e meu irmão iremos liderar as buscas! – Chloe anunciou e o rei assentiu. – Não se preocupe, James, dessa vez ele não sairá daqui vivo. – ela disse mais baixo para o irmão e ambos sorriram.

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Caos Urbano T02C21

CAPÍTULO 21 – PALÁCIO IGUAÇU 

Os bandidos que guardavam a entrada do Palácio Iguaçu viam seus colegas largarem seus postos para enfrentar os soldados que apareceram perto do shopping. Eles, porém, não podiam sair de onde estavam pois precisavam proteger os líderes. Devido a isso, quando um helicóptero surgiu no céu e avançou atirando, eles não tiveram tempo de reagir nem para onde fugir.

Baltar e Nikki ficaram de dar cobertura aérea, já que ambos eram exímios pilotos. A primeira leva de tiros abriu caminho para Raquel, Rob e Joca entrarem no prédio. Os três já esperavam do lado pelo momento. Tudo que precisaram fazer foi desviar dos corpos caídos.

— Que ótima ideia essa de usar o helicóptero para abater os guardas do palácio. – Rob elogiou.

— Sim. O Zé é demais! – Joca emendou.

Num primeiro momento, Raquel não entendeu como o espião de camisa xadrez era o líder daquele grupo, mas quando ele contou seu plano de ataque, ficou claro que ele sabia o que estava fazendo. E após lembrar outros momentos do rapaz, ela se perguntou como alguém poderia ser tão inteligente e tão idiota ao mesmo tempo.

— É aqui que nos separamos, detetive. – Rob disse ao chegarem em um corredor no andar superior.

— Muito bem! Boa sorte, rapazes! – ela desejou.

— Você também, detetive. – Joca devolveu e seguiu para uma porta com Rob.

Ao entrarem no cômodo, notaram um grande espaço vazio se estender até uma mesa preenchida com vários monitores e no meio deles, atrás de um notebook, puderam ver a cabeça de Benck. Os espiões avançaram um pouco, mas foram impedidos por seu adversário.

— Eu não daria nem mais um passo se fosse vocês. – ele disse e apontou para o teto, onde haviam lâminas prontas para cair em quem decidisse passar determinado limite da sala. – Bem, o que estão esperando? Peguem suas armas.

Os dois amigos tiraram das mochilas os laptops e olharam ferozmente para o inimigo.

— Benck, seu maldito pirata de computador! – Joca disse.

— Hoje, nós vamos acabar com você! – Rob completou.

Benck soltou sua risada fina e estridente.

— Maravilha! Me deem um desafio. – ele disse com olhar determinado.

 

Ao abrir a porta, viu um homem em pé e de costas para ela olhando para fora. Esse era o mesmo homem que havia criado o caos em sua cidade e matado seus melhores amigos. Ali estava o Dr. Morte.

— Você cresceu muito desde nosso último encontro. – o vilão disse sem se mexer. – As coisas que fez para chegar até mim, até exato momento, jamais me passaram pela cabeça.

— Coloque as mãos na cabeça e vire-se devagar. – Raquel disse apontando-lhe a arma.

— Você não vai atirar em mim. – ele disse se virando.

— Ah, é? E por que não?

— Por causa disso. – ele disse e apertou um botão de um controle ativando um objeto que se encontrava à esquerda de Raquel. No instante seguinte a pistola da detetive voou até o ímã. – Você fez interessantes amigos, me pergunto se consigo matá-los também. – disse e apertou outro botão.

— O que você fez? – ela perguntou.

— Ativei as bombas que eles pensam que são servidores de dados e todas as outras ao longo da avenida. Para desativá-las é só apertar esse outro botão aqui. – ele contou e apontou para o controle que logo em seguida pôs no bolso do jaleco.

— Zé, Rubens? – ela chamou pelo comunicador e Dr. Morte riu.

— Achou mesmo que deixaríamos você se comunicar com eles? – ele disse e levantou os braços em posição de luta. – Você tem dois minutos.

Raquel juntou toda a raiva que estava acumulada e avançou contra o inimigo.

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Popularidade T02C11

CAPÍTULO 11 – FLAGRANTE 

— Uau! A Lucy é descendente de uma família de mafiosos. – Solano comentou depois do relato de Diana e Manu sobre suas descobertas.

— E eles podem muito bem ainda estar ativos. – a editora-chefe disse.

— Mas a máfia italiana não foi dizimada no fim dos anos 80 e início dos 90? – Caramello indagou.

— Sim, mas não temos como afirmar que todas as famílias foram mortas ou abandonaram seus negócios para sempre. – Manu respondeu.

— Além disso, a máfia também evoluiu com o tempo. Hoje no Brasil muitos setores são comandados por ela. – Diana emendou.

— Então precisamos fazer alguma coisa para ajudar o Alex. – Hugo disse.

— É, o nosso maninho pode estar em perigo. – Ciano acrescentou.

— Gente, para tudo! – Paty disse e atraiu todos os olhares. – Vocês esqueceram de considerar que o Alex pode estar apaixonado e é óbvio que ele vai querer passar mais tempo com a namorada.

— Você não viu os olhos sem brilho dele, Paty. Não ouviu a voz sem ânimo. Todo seu espírito estava abalado. – Manu disse.

— Ah por favor, Manu! Larga o osso! Você tá obcecada com o Alex desde que começaram as aulas. Deixa o garoto ser feliz. – a mais rica disse.

— É melhor você retirar o que disse, Patricinha. – Manu devolveu com raiva.

— Acalmem-se, vocês duas! – Diana ficou entre elas com os braços esticados. – Paty, o que você disse pode ser verdade, mas pode não ser. Vai vir com a gente para descobrir?

— É, vou, agora fiquei curiosa.

— Certo. – a nerd arrumou a postura e ajeitou os óculos. – Eu guardei alguns programas da nossa aventura de espiões e consegui hackear o celular do Alex. Ele tem estado no mesmo lugar todas as tardes.

— Ele está lá agora? – Solano perguntou.

— Sim. – Diana confirmou.

— Então o que estamos esperando? – Ciano disse empolgado.


Os sete adolescentes entraram no prédio e se espalharam pela recepção. Manu e Caramello pularam a catraca chamando a atenção do recepcionista/guarda. Assim que ele saiu de seu posto, Hugo pulou também e o imobilizou com uma chave de pescoço, pressionando-o até que desmaiou. Diana travou a porta de entrada enquanto os rapazes amarraram o homem desacordado. Após uma análise em seu celular, a nerd descobriu que o andar que precisavam ir era o oitavo. O elevador chegou e assim foram.

Na terceira sala que entraram, viram Alex e Lucy olhando concentrados para um quadro com vários papeis, fotos e recortes de jornal pendurados.

— Parados aí! – Ciano gritou e os outros o olharam. – Sempre quis dizer isso. – ele sorriu.

— Pessoal? O que estão fazendo aqui? – Alex perguntou surpreso.

— Mais importante: como conseguiram entrar aqui? – Lucy questionou estreitando os olhos.

— Somos capazes de coisas que você nem faz ideia. – Manu disse provocando e Lucy riu.

— Eu conto ou você conta? – a Cesca disse olhando para Alex.

— Contar o que, Alex? – Manu perguntou nervosa.

O rapaz olhou para os amigos, engoliu em seco e suspirou.

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Caos Urbano T02C20

CAPÍTULO 20 – ASSEMBLEIA LEGISLATIVA 

Depois de passar pelo caminho aberto por Borba, Érica parou a van a duas quadras de onde precisavam ir. Percorreram o resto do percurso a pé. Para evitar os bandidos de guarda na frente, o grupo decidiu pular o muro de trás do prédio. Ao chegarem perto, um homem começou a atira com uma metralhadora.

As mulheres correram para atrás do muro do outro lado da esquina, enquanto Maurição levou todos os tiros. Abaixou os braços que protegiam a cabeça e olhou para o atirador. Um homem careca de baixa estatura estava de olhos arregalados.

— Quem é você? – ele perguntou.

— Eu sou Maurição, minha roupa toda é à prova de balas e meu corpo é forte suficiente para aguentar o impacto. – o rapaz respondeu e o outro homem gargalhou.

— Que maravilha! – o careca disse e jogou a arma longe. – Sou conhecido como Butijão. Venha me enfrentar. As garotas podem ir. Só quero uma boa luta. – disse sorrindo e levantando os braços.

— Opa! Por essa eu não esperava. – o espião disse olhou para atrás. = Érica?

— Vê se não perde, hein! – ela disse enquanto ajudava Carol a escalar a grade de cima do muro.

— Muito bem! – Maurição disse encarando seu adversário. – Vamos nessa, Butijão!

 

Duda abriu silenciosamente uma das portas de acesso ao prédio. Sem fazer barulho, as três mulheres foram até as escadas. Enquanto subiam, aproveitaram para se comunicarem.

— Os rapazes fizeram uma análise de altitude do servidor e descobriram que está no último andar, o 12º. 

— Por que não usamos o elevador mesmo? – Carol perguntou.

— O inimigo tem um poderoso pirata de computador no time dele. Rob e Joca foram enfrentá-lo, mas até que ele seja derrotado, entrar num elevador seria pedir para que nos matasse. – Duda explicou.

— Ah, certo. Bom, pelo menos assim eu já fecho a aeróbica da semana. – a advogada disse e provocou risos nas espiãs.

No topo da escadaria, Érica abriu a porta e saiu devagar para avaliar o local. Chamou as outras duas e seguiu para a ponta do corredor. Dali elas viram dois homens com automáticas guardando uma porta.

— Achamos. — Duda vibrou em um sussurro.

— Carol, você está com o bloqueador de sinal? – Érica perguntou.

— Sim. – a advogada confirmou.

— Então fique preparada, assim que dermos o sinal, você corre pra sala.

— Certo. – Carol assentiu determinada.

As espiãs colocaram óculos de visão noturna e rolaram duas granadas de fumaças na direção dos bandidos. Quando eles já não viam mais nada ao redor, elas avançaram e os renderam. Érica assoviou imitando um pássaro e Carol correu para entrar na sala.

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Conspiração Temporal T03C10

CAPÍTULO 10 – LONDRES 

Pouco antes do sol nascer, o grupo se infiltrou na cidade e descobriram que era habitada. Pegaram algumas roupas de uns varais e roubaram dois carros para seguirem para Londres.

Ao chegarem nos limites da metrópole, entraram em uma rua vazia e abandonaram os veículos. Liderados por Zé Ruela, o grupo andou algumas quadras até um hotel. Apesar de levantarem certa suspeita, conseguiram quatro quartos para passarem a noite.

Sem perder tempo, Zé decidiu sair para ir atrás do titã dourado. Após insistir muito, Nanda foi junto com ele. Os dois falaram com vários traficantes do submundo, mas nenhum deles tinha o produto que precisavam. Foi então que alguém os abordou.

— Ei, são vocês que estão querendo titã dourado? – um homem perguntou em inglês.

— Sim, somos nós. – Zé respondeu no mesmo idioma.

— Venham comigo. – ele os chamou.

Eles seguiram para um beco estreito, até a metade de sua extensão. O homem parou perto de um grande móvel coberto com pano.

— Vocês tem como pagar, certo? – o traficante quis confirmar.

— Claro. – Zé respondeu e chacoalhou um saco que fez barulho metálico. – Precisamos de 500g.

— Tá bem, deixe-me pegar para vocês. – ele disse e puxou parte do pano.


No instante seguinte, Nanda atirou na cabeça do traficante, que explodiu e sujou os dois de sangue.

— Por que fez isso? – Zé perguntou surpreso e espantado.

— Porque ele ia nos matar. Veja. – ela disse e puxou todo o tecido.

Em cima das barras de metal estava uma arma pronta para atirar.

— Certo. – Zé disse ainda atônito. – Vamos pegar o que precisamos e dar o fora daqui.

Eles voltaram todo o caminho até o hotel rapidamente, mas sem chamar a atenção. Passaram correndo pela recepção e foram para os quartos. Não poderiam ver, porém naquele mesmo instante, o atendente fez uma ligação.

— Oi, ele acabou de voltar... Sim, estão todos aqui. – disse e desligou.

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Caos Urbano T02C19

CAPÍTULO 19 – PALÁCIO DAS ARAUCÁRIAS 

No caminho aberto pelo Motoqueiro das Trevas, um carro seguia acelerado.

— Nossa! Nem acredito que estou num carro indo pra uma missão com o incrível Zé Mané. – Carla disse animada do banco de trás.

— Incrível, é? – o espião repetiu gostando do termo.

— Ela ficou fascinada quando contei sobre os eventos da conspiração temporal. – Rubens explicou.

— E como não ficar? Vocês salvaram o mundo. – a jornalista disse.

— É, nós salvamos mesmo. – Zé disse sorrindo.

— E agora estamos para salvar a cidade. – Rubens emendou.

— Se pensar isso é um retrocesso. – o espião disse.

— Mas de alguma forma é ainda mais difícil. – o paulista complementou.

Após algumas quadras, eles chegaram ao seu destino. Para não alertar os possíveis guardas, Zé parou o veículo a uma certa distância. Andando abaixados, eles subiram a rampa circular de entrada e não encontraram ninguém vigiando a porta. Endireitaram a postura e entraram no Palácio das Araucárias.

— Muito bem! O sinal do servidor está vindo desse ponto aqui a oeste. – Zé disse apontando para o tablet. – Provavelmente nos andares superiores. Vamos ficar juntos para o caso de encontrarmos algum bandido no caminho.

— Certo! – os jornalistas disseram e começaram a subir as escadas.


No segundo andar, eles se aproximaram de uma porta.

— É pra estar nessa sala. Estão prontos? – Zé disse em voz baixa e o casal assentiu.

O cômodo possuía várias fileiras de mesas e no fundo uma sala com paredes e porta de vidro onde se encontrava um grande cubo preto.

— Ali está ele. Só precisamos ir até lá e... – o espião falava, mas teve sua boca tapada por Rubens.

O jornalista o puxou para trás da primeira mesa ao mesmo tempo em que um homem armado surgia em seu campo de visão.

— Vocês ouviram alguma coisa? – ele perguntou aos companheiros.

— Não. Você tá paranoico. Ninguém teria coragem nem sequer conseguiria entrar aqui. – um deles respondeu.

Através de sinais, os três combinaram de irem engatinhando atrás da última fileira de mesa até a sala do servidor. Ao chegarem na última ponta, Rubens pegou um grampeador e jogou na porta pela qual entraram. Isso atraiu a atenção dos bandidos que saíram de seu local para verificarem a fonte do barulho. Aproveitando a brecha, Carla avançou, empurrou a porta de vidro e entrou ainda rastejando. Rubens a seguiu e logo eles foram para trás do servidor e sair do campo de visão dos inimigos. Ele pegou o aparelho dado por Rob e Joca e grudou no grande equipamento. Ligou-o e, após alguns segundos, viu a mensagem “sinal bloqueado”.

— Pronto! Agora é só sairmos daqui. – o jornalista disse e no instante seguinte tiros se fizeram ouvir. – Eita! Cadê o Zé?

— Ah, não! – Carla disse ao notar que o espião não estava ali.

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Popularidade T02C10

 CAPÍTULO 10 – SUSPEITA 

As doações foram tantas que além de manter rádio e jornal ainda foi possível melhorar as instalações e aumentar os recursos de ambas as atividades. O próprio diretor Brasílio foi dar as boas notícias aos alunos na parte da tarde. Todos vibraram e comemoraram, menos Alex e Lucy que não estavam presentes. Manu ficou muito irritada com os dois, mas mais com o rapaz.

No outro dia, ela não perdeu tempo. Assim que Alex chegou, ela foi falar com ele.

— Posso saber por que o senhor não estava aqui ontem à tarde? – ela perguntou enquanto ele colocava a mochila na cadeira.

— Surgiu um imprevisto. – ele disse calmamente.

— Sério? É só isso que você tem a dizer? – ela devolveu revoltada.

— Sim. Olha, eu vou ter compromisso todas as tardes essa semana e talvez semana que vem também. Logo não faz mais sentido eu ser o editor-chefe, então o caminho tá livre pra você. Só me avisa sobre o que eu tenho que escrever e o prazo de entrega. – Alex disse e sentou.

Antes que Manu pudesse reagir, o professor entrou na sala e mandou todos sentarem. Ela ficou sem ação e caminhou devagar até seu lugar. Aquilo ficou em sua cabeça por um bom tempo.


Os dias passaram e a nova editora-chefe do jornal ficou observando seu ex-namorado. Ele passava todos os intervalos só com Lucy. Seus amigos também notaram esse afastamento, mas não esboçaram nenhum tipo de reação. Manu se lembrou de sua última conversa dias antes, de como seus olhos estavam apagados e sua voz sem ânimo. Era como se alguém o estivesse obrigando a falar aquilo. E só uma pessoa poderia fazer isso. A pessoa que não desgrudou dele desde que chegou no colégio.

Assim que a reunião de sexta-feira terminou, Manu chamou Diana para conversar e decidiu contar a amiga.

— É, realmente esse não tá parecendo o Alex vivaz e agitado que conhecemos. Antes, eu achava que você estava com ciúmes, mas agora tô começando a achar que a Lucy tá aprontando alguma. – a morena disse.

— Vou fingir que não ouvi a parte do ciúme, tá bem? – Manu disse e Diana riu. – Então, você me ajuda a investigar a garota nova?

— Claro! E se ela estiver fazendo algum mal para o Alex, vai se arrepender. – a nerd disse fechando o punho.

— É, ela vai aprender que não se deve mexer com um dos nossos. – Manu disse na mesma intensidade.

Elas deram um high-five de empolgação e Diana ligou seu laptop para começar a investigação.

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Caos Urbano T02C18

CAPÍTULO 18 – INVESTIDA 

A praça 19 de dezembro se tornou um dos postos avançados de vigia do território dominado por Dr. Morte no Centro Cívico. Havia pelo menos vinte homens armados no local. Alguns ficavam em pontos fixos, enquanto outros caminhavam pelo perímetro. Nenhum deles, porém, viu uma figura esguia avançar por entre os carros parados na rua.

— Granada! – um dos bandidos gritou, mas poucos reagiram a tempo.

No mesmo momento, dois grandes furgões militares surgiram na rua e pararam de modo transversal para servir de barricada. Os soldados saíram e se espalharam procurando proteção atrás dos veículos.

— Bom trabalho, Bassanessi! – elogiou o Capitão Zurique.

— Obrigada, senhor! – a soldado devolveu enquanto atirava nos inimigos.

Em pouco tempo, o Comando Épsilon dominou a praça e se estabeleceu lá. Enquanto isso, o Comando Alfa avançou até o entorno do Shopping Mueller para manter posição e atacar os bandidos que surgiam para atacá-los.

Protegido atrás de uma estátua da praça, o Coronel Macedo decidiu que era um bom momento para cumprir a próxima parte do plano.

— Sr. Rampinelli e Sr. Borba, já estamos chamando atenção na porta da frente. Os flancos são de vocês. – Leonel disse pelo comunicador.

— Obrigado pelo aviso, coronel. – Ian disse e então se dirigiu a Borba. – Está pronto, amigão?

— Opa! Com certeza! Agora eu sei como você se sente. – ele devolveu.


O plano de Zé era dividir e conquistar. Para isso precisariam de mais veículos do que possuíam. Foi então que Baltar abriu a porta dos fundos do galpão e revelou uma garagem com vários carros e motos, e um helicóptero. Borba pegou uma moto e seguiu com Ian para os lados leste e oeste, que equivaliam às laterais do Palácio Iguaçu.

Carros atravessados bloqueavam as ruas nos limites do perímetro. O Motoqueiro diminuiu o zoom dos seus óculos e acelerou. Pelas imagens de satélites que Rob e Joca conseguiram, os motoqueiros já sabiam o que iriam encontrar. Devido a isso, tiveram tempo de traçar uma estratégia.

Os guardas da rua demoraram para reconhecer a moto que chegava em alta velocidade. Ian virou com tudo e jogou uma granada no meio dos veículos. Seguiu cruzando as outras ruas e conforme passava, jogava um explosivo para abrir caminho. Depois da quinta quadra, ele deu meia volta até a primeira e passou por entre a fumaça da explosão.

— Borba, como está aí do seu lado? – Ian perguntou.

— Tranquilo, acabei com as defesas do inimigo e entrei em seu território. – o amigo respondeu.

— Ótimo! Então vamos acabar com esses caras. – o Motoqueiro disse e sorriu.