sábado, 15 de agosto de 2020

Como lidar com intoxicação alimentar?

Sou bem meticuloso para escolher onde vou comer. Tenho problemas de estômago e não é qualquer tempero que me agrada. Há quase dois meses, encontrei um ótimo restaurante perto do trabalho para almoçar. A comida era boa e barata, tudo o que eu precisava. Tudo estava indo muito bem até essa semana. Pedi um prato na segunda que sempre peço nas segundas: bife ao molho madeira. Tal prato vem com arroz, batata rústica e bife ao molho madeira, que contém carne e cogumelos.

O que deveria ter sido apenas mais uma refeição foi o começo do pesadelo. O dia passou e nada aconteceu. Foi só a noite que tudo desandou. A última vez que tive diarreia eu ainda era criança e não queria ter de passar por isso de novo quando adulto. Foi horrível. Uma péssima noite de sono com inúmeras idas ao banheiro. Uma noite de rei como dizem.

Cheguei a pensar em covid-19, mas pela manhã descartei essa hipótese. Ao contar para uma colega que não iria trabalhar devido a minha condição, ela me disse que estava tendo o mesmo problema. E aí descobrimos a causa e ficou tudo mais leve, literalmente. Fui ao médico e ele confirmou o diagnóstico de intoxicação alimentar. Após comprar os remédios passados, comecei o tratamento.

Logo melhorei e hoje estou novo em folha, mas essa é uma experiência que não quero repetir nunca mais. Não irei comer mais no dito restaurante e precisarei tomar ainda mais cuidado daqui para frente. 

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Caos Urbano T02C12

 CAPÍTULO 12 – AS NAMORADAS PARTE 2

Devido ao tremor, os carros pararam nas ruas e alguns até se acidentaram. Sem opção melhor, Carla e Carol decidiram continuar seu percurso a pé. Elas andavam normalmente, quando viram um grupo de homens armados vindo em sua direção.

— Ah, caramba! Vamos dar a volta. – Carol disse e ia virando o corpo, mas foi impedida.

— Espera! Você tá louca? Se fizermos isso, eles vão vir com tudo pra cima de nós. – Carla argumentou.

— Então o que faremos? – a morena indagou.

— Vamos passar por eles. – a loira disse.

— Como?

— Com um truque que aprendi na faculdade. – Carla começou. – Os homens têm um fetiche em ver ou imaginar duas mulheres juntas.

— Tá e daí? – Carol devolveu sem entender e então teve um estalo. – Espera aí, você não está sugerindo que...

— Estou. – a jornalista confirmou. – Fica tranquila. Vai ser facinho. Só segue a minha. Ah! Mas antes precisamos fazer umas modificações.

Carla puxou seu cabelo para cima deixando-o arrepiado. Levantou as golas de sua camisa polo e abriu dois botões da camisa social de Carol.

— Eles estão chegando, me abraça. – a loira disse colocando o braço ao redor da cintura da outra. – Faz uma cara sensual.

Os homens ocuparam toda a calçada e alguns apontavam armas para elas.

— Ora, ora. O que temos aqui? Onde as mocinhas pensam que vão? – disse um homem que aparentava ser o líder.

— Estamos indo pra casa. Depois de um longo dia de trabalho, só queremos um bom banho e uma noite de sexo selvagem. Não é, amor? – Carla disse e apertou a bunda de Carol, que levou um susto, mas logo se recuperou.

— Isso mesmo! – ela disse e jogou seu cabelo para trás. – Então, se nos dão licença...

— Parada! Ninguém vai a lugar nenhum. – disse um homem que estava mais nervoso. – O Dr. Morte disse que podemos matar todo mundo. – ele disse erguendo firmemente a arma.

— Calma aí, Juninho! – disse o líder, que não notou a reação das mulheres ao nome do médico. – Isso não quer dizer que vamos matar todo mundo. – o rapaz baixou a arma e o líder continuou. – Agora, senhoritas, meus amigos e eu podemos deixá-las passar se nos derem uma amostra de como será a noite de vocês. – ele finalizou com um sorriso malicioso.

— Claro, sem problemas! – Carla disse e se virou de frente para a advogada. – Bom, vamos lá!

— Espera! O quê? – Carol perguntou assustada.

— Coloca a mão no meu pescoço. – a jornalista disse e pôs a mão no seio da morena. – É só um beijo.

As duas mulheres se seguravam desajeitadamente e nada convincente. Suas bocas estavam bem próximas, mas não chegavam a se encostar.

— Eu não consigo. – Carol confessou.

— Eu também não. – Carla admitiu. – Me desculpa, eu realmente achei que isso daria certo. Condenei a nós duas.


Nesse momento, um furgão militar surgiu a toda velocidade e atirou nos bandidos. O veículo parou e suas portas traseiras se abriram. Carol e Carla estavam bem abraçadas.

— Todos os meliantes foram atingidos, senhor. O casal homossexual está ileso, senhor. Impedimos um crime de ódio, senhor. Homofóbico, no caso, senhor. – disse uma mulher fardada.

— Você está muito séria de novo, Bassanessi. – disse um homem de olhos azuis.

— Senhor, desculpe, senhor. – Bassanessi disse se empertigando toda.

— Essas mulheres não são lésbicas. – disse um homem mais velho que descia do furgão e tirava o capacete de proteção. – A não ser que a namorada do meu melhor amigo tenha trocado de time, mas não acho que esse seja o caso, não é mesmo, Carla? – ele terminou.

— Leonel! – a jornalista reconheceu o amigo de Rubens e correu para abraçá-lo.

Ela contou tudo o que tinha acontecido e como tinham chegado até ali. O Coronel Leonel Macedo e seus soldados foram até o local seguro do Motoqueiro das Trevas. Ao ver tudo destruído, Carol usou o GPS que seu namorado tinha na moto para situações como essa. Isso fez o coronel lembrar que ele tinha dado uma caneta com GPS para Rubens e assim que os dois terminaram de localizar os alvos, compararam os resultados.

— Eles estão no mesmo lugar! – disseram em uníssono.

O furgão então seguiu para lá. Um soldado, maior que todos os outros, notou os olhares apreensivos das mulheres e resolveu acalmá-las.

— Não precisam mais se preocupar, senhoritas. Afinal, agora vocês estão com o Comando Épsilon.

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Conspiração Temporal T03C06

 CAPÍTULO 6 – BECKY 

Depois de conhecer alguns lugares da comunidade, as viajantes do tempo acabaram chegando no barracão onde ficava a piscina da antiga universidade. A estrutura ainda estava lá, porém sem água e totalmente reformulada. Havia vários equipamentos para treino com arma de fogo, com facas e espadas, e para fortalecer o corpo.

Uma moça loira treinava golpes em um boneco de madeira mudjong. Ao notar as duas amigas ela parou o que fazia para falar com elas. Em vez de usar as escadas, ela pulou de uma parede para outra até chegar no piso acima.

— Olá! – ela disse ao ficar de frente para as mulheres.

— Oi! – elas devolveram um pouco surpresas pela atitude da garota.

— Eu conheço todas as pessoas que vivem nessa comunidade. – ela começou. – E vocês, eu nunca vi antes. Isso só pode significar que vocês são as viajantes do tempo. – a loira, que era mais baixa que Nanda, disse.

— Sim, isso mesmo! Eu sou a Jess e essa é a Nanda. – a morena apresentou, começando a achar graça na moça em sua frente.

— Muito prazer! Meu nome é Rebecca, mas podem me chamar de Becky. – a moça disse e pegou na mão de cada uma das viajantes. – Então, me contem como é viajar no tempo? Como é o passado? Vocês conheceram meu tataravô Zé Mané? Como é um mundo sem zumbis?

— Segura a onda, Becky! Essas duas passaram por muita coisa. – uma voz conhecida disse se aproximando das mulheres.

— Irmãozão! – Becky disse animada e se jogou contra o homem apertando-o em um abraço.

— Vejo que conheceram minha irmã mais nova. – Zé Ruela disse para as viajantes.

— Irmã? – as duas falaram em uníssono enquanto tentavam processar todas as informações dos últimos minutos.

— Sim. – Zé confirmou com uma risada. – Pode não parecer, mas ela é uma das melhores da minha equipe de exploração. Ela é especialista em todo tipo de arma de fogo e branca. Toda manhã nós treinamos nossas técnicas de espadas. – ele contou.

— Uau! – Nanda conseguiu dizer.

— Ei! Onde estão as armas de vocês? O Dr. Cintra disse que vocês têm umas armas bem legais. – Becky começou em ritmo acelerado. – Ah! Vocês devem ter deixado no quarto em que estão, né? Eu entendo, não tem porque andar armado pela comunidade.

As duas amigas se entreolharam sorrindo e apertaram no meio de suas respectivas cinturas fazendo seus cintos invisíveis aparecerem.

— Uau! Cintos invisíveis! – Becky admirou. – Ei, isso é uma sawn off? – ela perguntou sobre a arma de Jess.

Enquanto a morena mostrava sua arma para a nova amiga, Nanda puxou o líder da comunidade para o lado.


— O que foi? – ele perguntou.

— Você disse que estaria do nosso lado na reunião com o Conselho, mas não foi como agiu. – Nanda disse.

— É que é complicado. É uma questão muito delicada. – Zé se defendeu.

— Na verdade é bem simples. Nós voltamos no tempo, impedimos que o apocalipse zumbi aconteça e esse futuro que você vive nunca terá existido. — ela disse e espantou o homem.

— Ainda assim, nós estaríamos confiando tudo a vocês. – ele ponderou.

— Foi o que o Dr. Cintra fez da primeira vez. – Nanda disse. – Olha, você não disse que faria qualquer coisa por ele? O Dr. Cintra acreditou em nós e arriscou tudo para nos enviar ao passado. Se você realmente acredita nele, tem que acreditar em nós. – a loira discursou.

— Você, moça, tem um ótimo argumento. – Zé Ruela disse e sorriu.

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Caos Urbano T02C11

 CAPÍTULO 11 – CAPTURADOS    

Eles estavam a meio caminho do distrito policial quando sentiram o tremor e a explosão. Os carros deslizaram e alguns se bateram. Raquel conseguiu frear a tempo e evitou um acidente. Devido a isso, Rubens foi para frente devido ao movimento e passou por entre os bancos quase alcançando o painel. 

— Ei, você está bem? – Raquel quis saber.

— Tá preocupada, comigo, detetive? – Rubens disse com um sorriso, enquanto a morena o empurrava para trás.

Raquel sabia que Rubens não tinha matado o suspeito dela, pois não havia nenhum resíduo de pólvora em suas mãos. Ela chamou a perícia, alguns guardas municipais para guardar o local e, com isso, pôde lidar pessoalmente com o jornalista intrometido.

— Venha, vamos a pé o resto do percurso. – ela disse tirando o cinto e saindo do carro. 

Ela abriu a porta de trás e puxou o jornalista para fora. Ela andava segurando um dos braços dele, ao mesmo tempo em que as pessoas ao redor ficavam paradas sem saber o que fazer. Nesse momento, há algumas quadras de distância, um grupo armado atirava para o alto. Alguns entravam em estabelecimentos enquanto outros assaltavam as pessoas pelo caminho.

— Certo, agora complicou um pouco. – Rubens disse.

Raquel o puxou para dentro de uma farmácia. 

— Você tem que me soltar, detetive. Agora é uma questão de vida ou morte. – ele disse.

— Aham, e vai querer uma arma também? – ela devolveu com desdém.

— Não, eu não sou muito bom com armas. – ele disse e ela revirou os olhos enquanto virava o corpo pra fora da farmácia. – Ah, era retórica? Tá bem.

Com a arma apontada na direção do grupo armado, ela notou que eles começavam a chegar em sua localização.

— Tudo bem, eu vou te soltar, mas... – ela falou virando para trás e viu Rubens livre de uma algema e tirando a segunda. – Como você...?

— Puxa, você ia me soltar agora? Você foi tão firme agora há pouco que não achei que fosse me soltar mais. Segura aqui. – ele disse entregando as algemas e um grampo de cabelo dela para ela. – Não conseguiremos sair daqui sozinhos. Precisamos pedir ajuda agora. – ele disse ao mesmo tempo que mexia no celular. 

Raquel guardou as algemas e tentava entender o que estava acontecendo quando homens armados apareceram e renderam-na facilmente. Quando descobriram que ela era policial, quiseram saber o nome dela, pois o Dr. Morte estava procurando uma. Confirmando que era a mesma, levaram-na como refém. Após muita insistência, levaram Rubens também.

Pegando dois carros abandonado na rua, o grupo se dividiu para caber cada refém em um veículo. Eles passavam por cima das pessoas e batiam em todos os carros pelo caminho. Pareciam não saber direito aonde estavam indo e quando encontraram uma rua mais livre, uma van emparelhou com os carros e atirou nos pneus dos dois carros.

— A cavalaria chegou. – Rubens disse e sorriu enquanto seus raptores se desesperavam.

Ao mesmo tempo, quase como se fosse combinado, uma moto surgiu do lado oposto ao da van enquanto os carros tentavam se controlar na rua. Tiros acertaram as cabeças dos motoristas e dos homens que guardavam cada refém. 

Em um movimento coordenado, a van empurrou o primeiro carro na direção de um poste para pará-lo, ao mesmo tempo em que servia de barreira para o segundo. Enquanto isso, a moto deu cabo dos homens sentados nos bancos do carona. Com tudo parado, Rubens e Raquel empurraram respectivamente os homens que os separavam da porta. 

— Foi daqui que pediram um resgate? – Zé disse saindo pela porta lateral da van.

— Bem na hora, meu amigo. – o jornalista disse e apertou a mão do espião.

— Eu sei que ele ajudou um pouco, mas você achou que a gente não daria conta? – Zé perguntou enquanto apontava para o Motoqueiro.

— Eu não sabia que vocês dois viriam. Chamei os dois porque a situação estava grave. – Rubens disse e riu.

— Raquel?! – Ian disse ao ver a detetive.

— Ian! Você conhece essas pessoas? – Raquel quis saber.

— Ah, ótimo! Vocês já se conhecem! Isso poupa apresentações. Quer dizer, ainda tem os espiões, mas é uma a menos. – o paulista disse.

— Espiões? – Raquel se espantou olhando para as pessoas na van.

— Rubens. – Ian chamou sério. – Onde está a Carol?

— Quem? – o jornalista devolveu sem entender.

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Popularidade T02C06

 CAPÍTULO 6 – A PROGRAMAÇÃO 

Ciano estava muito feliz com o que estava acontecendo. E sua empolgação era visível para os colegas que haviam sido escolhidos para a rádio, deixando-os igualmente animados. O diretor Brasílio informou que eles iriam ser transmitidos por toda a extensão do Baile de Abertura. E que tudo seria avaliado: os programas, os quadros, as entrevistas, a seleção de músicas.

— Como o único jeito de ver se está tudo certo nos planos de uma rádio é praticando, vou permitir que toquem durante o intervalo. – o homem mais velho disse.

Para aproveitarem o maior tempo possível, também foi-lhes autorizado sair dez minutos antes e voltar dez minutos depois do intervalo. A programação foi criada para a noite do baile e dividida em partes para fazer os testes. Ciano tinha ficado até tarde pensando nela e ficou com receio de não ser aceito pelos demais. No entanto, a recepção foi bem melhor do que ele esperava.

— Isso aqui está muito bom. – elogiou Pedro.

— Nossa! Vai ser sucesso na certa, Ciano. – Caramello disse com empolgação.

— Tá show, cara. – Slomp disse.

— Eu não ouço muito rádio, mas essa eu escutaria. – Solano aprovou.

— Curti bastante. – Hugo disse.

— Obrigado, galera. – disse Ciano emocionado. – Isso significa muito pra mim. Eu estou realmente muito animado com esse projeto.

— Nós sabemos. E faremos nosso melhor para que dê tudo certo. Não é mesmo, rapazes? – a bailarina respondeu e todos responderam afirmativamente.

— Muito bem então! Temos muito trabalho pela frente. – Durante a semana, cada um terá sua função, mas no baile vamos ter que saber fazer de tudo. Afinal também vamos querer aproveitar a festa, né? – o mano disse e outros riram concordando. – Slomp e eu vamos ensiná-los a mexer nos equipamentos. Quem quer começar?

Com um alívio no peito, Ciano foi para casa bem mais leve. Ele estava com um bom pressentimento sobre tudo aquilo. Desde que começou a treinar MMA, ele sentiu algo muito bom dentro de si. Ainda assim não se comparava ao que estava sentindo sobre a rádio. Luta era legal, mas música? Música era sua paixão.

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Caos Urbano T02C10

CAPÍTULO 10 – AS NAMORADAS 

Ao longo do dia, Carol ligou para o hotel no intuito de conversar com Rubens Fonseca. Contudo, sempre que a transferiam para o quarto dele, chamava até cair. Então, ela decidiu que depois do expediente iria pessoalmente lá e esperaria até ele aparecer.

Quando o sol se pôs, ela chegou a seu destino. Parou em frente do balcão de recepção ao mesmo tempo em que uma mulher loira aguardava a chegada do elevador.

— Olá, eu gostaria de falar com o Sr. Rubens Fonseca do quarto 403. – Carol disse para a recepcionista.

Antes que a funcionária pudesse dizer algo, Carla interveio.

— E quem gostaria de falar com ele? – a loira perguntou esquecendo o elevador.

— Quem quer saber? – Carol devolveu.

— Ora, ora. Não te ensinaram que não se deve responder uma pergunta com outra pergunta? – Carla disse com ar de deboche.

— Não te ensinaram que não deve se meter em assunto alheio? – a advogada disse com um olhar fuzilante.

— Bom, não sou eu que quero falar com Sr. Rubens Fonseca. – a loira disse e seguiu para a sala de espera do hotel.

Carol segurou a raiva, ponderou por alguns segundos e foi atrás da loira. Antes que esta pudesse sentar, a advogada segurou-lhe o braço.



— Espera! – vendo o olhar da loira, ela se aproximou e falou bem baixo. – Olha, meu namorado conhece o Rubens e me pediu para vir falar com ele. É urgente!

A morena soltou o braço da outra, que ficou olhando-a dos pés à cabeça. Ela manteve o baixo volume de voz para responder.

— Você não parece ser uma espiã. – Carla disse em tom pensativo com a mão no queixo. – Você é a namorada do Motoqueiro da Trevas, não é?

— O que? Como você...?

— Meu nome é Carla. Sou a namorada do Rubens. – a jornalista disse e estendeu a mão.

Depois do susto inicial, Carol se apresentou e as duas mulheres subiram para o quarto. Elas se atualizaram sobre os últimos acontecimentos.

— Nunca fui com a cara dessa detetive. – Carol disse estreitando os olhos. – E olha que eu nem a conheço.

— Como assim? – Carla quis saber.

— O Ian já esbarrou com ela algumas vezes. Eles se ajudam de vez em quando. – a advogada contou.

— Será que ele pode falar com ela para soltar o Rubens?

— Claro! Eu ia sugerir isso agora. – Carol disse com empolgação. – Vamos lá!

Elas saíram do hotel e foram para o carro da morena. No caminho sentiram um tremor e ouviram o barulho de uma explosão.

— Isso acontece sempre por aqui? – a loira perguntou.

— Não. – Carol respondeu ofendida. – Eu te disse que o Dr. Morte está aprontando alguma coisa.

— Ah, maravilha! Sinto cheiro de manchete no ar. – Carla disse com animação.

Carol apenas ergueu uma sobrancelha para a jornalista.

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Conspiração Temporal T03C05

CAPÍTULO 5 – O CONSELHO 

A mesa oval do Conselho era grande o suficiente para deixar largos espaços entre seus membros. No entanto, naquela ocasião especial os cinco componentes estavam todos de um único lado enquanto do outro encontravam-se as duas viajantes do tempo e o Dr. Cintra.

— Deixa eu ver se entendi: vocês foram pro passado para melhorar o futuro, mas transformaram nisso que nós vivemos hoje. Agora precisam viajar novamente ao passado para consertarem tudo. – um dos membros disse.

— É exatamente isso! – Jess confirmou.

— E o que garante que dessa vez dará certo? Se falharam uma vez podem falhar de novo. – disse uma das mulheres do Conselho.

— Calma lá, pessoal! Quintino, Ivone, sejam mais compreensivos. Essas duas passaram por poucas e boas para chegar até aqui. – Zé tentou apaziguar.

— E agora nós sabemos que não fizemos nada de errado. – Nanda começou. – Derrotamos nosso alvo e impedimos que o futuro se repetisse. Mas surgiu outro mal que mudou o mundo de uma forma diferente. – concluiu.

— Independente da sua história, vamos ser práticos. Além de nossa permissão para ficar aqui na comunidade, o que mais vão precisar de nós? – disse outro homem do Conselho.



— Eu posso responder essa. – adiantou-se o cientista. – Assim que eu descobrir que material precisa para as máquinas do tempo voltarem a funcionar, teremos que ir atrás para coletar. Isso irá necessitar de veículos e pessoal.

Nesse momento todos os membros do Conselho começaram a falar ao mesmo tempo.

— Silêncio! – Zé disse batendo na mesa. – Vamos ser um pouco mais civilizados na frente de nossas visitantes. – pediu. – Por favor, senhoritas, continuem.

— Olha, sabemos que pode parecer que estamos pedindo muito, mas é de toda a realidade que estamos. – suplicou Jess.

— Acho que falo por todos quando digo que tudo isso é muito informação para processar. Precisamos de um tempo para deliberar. – disse a outra mulher do Conselho.

— De acordo. Vinte e quatro horas devem ser suficientes. – Quintino disse.

— Está decidido! Amanhã nos reuniremos aqui neste mesmo horário. – Zé disse encerrando a reunião.

Do lado de fora as viajantes e o cientista pararam para discutir os próximos passo.

— O que faremos agora? – Jess se desesperou.

— Eu vou mexer nas máquinas do tempo. – disse o Dr. Cintra. – Por que não vão explorar por aí? – ele sugeriu.

— Sabe, doutor, até que não é uma má ideia. – Nanda disse e sorriu para a amiga, que sorriu de volta.


terça-feira, 4 de agosto de 2020

Caos Urbano T02C09

CAPÍTULO 9 – DESCOBERTO 

Com seu disfarce diurno, Ian passou em vários locais na cidade, onde acreditava que poderia obter as informações de que precisava. No entanto, sua busca foi infrutífera. De volta ao QG principal ele utilizou as últimas horas de luz do dia para treinar seu corpo. Assim que o sol se pôs, ele começou a se preparar. O que não disseram para o seu alter ego diurno, diriam para o noturno. Ian colocou o capacete e já ia dar a partida na moto quando Borba o chamou pelo comunicador.

— Já estou saindo. Espero que tenha tido mais sorte que eu. – Ian se adiantou e ouviu barulhos de explosões. – Borba?

— Ian. Eu fui descoberto. – o ex-militar disse. – Devo ter sido seguido sem perceber. Olha, não quero que se preocupe comigo.

— Borba...

— Se eles me seguiram até aqui, é melhor olhar os outros locais seguros também, já que eu fui em todos.

Nesse momento, Ian ouviu vários tiros serem disparados contra a casa. Com isso, ele percebeu que toda sua estrutura havia sido desmantelada e naquele momento estava sendo destruída.

— Ian? Que barulho foi esse?


— Borba, se passarmos por essa, vamos ter que rever nossas medidas de segurança. Vê se sobrevive, meu amigo. – Ian disse e desligou o comunicador.

Sabendo que não haveria mais volta do ponto em que estava, o Motoqueiro decidiu ativar seu plano de contingência. Pegou o HD externo com o backup de seus arquivos, guardou em um bolso da jaqueta e, com o revólver, atirou no computador. Encheu a moto com munição. Colocou uma bomba adesiva na porta da garagem e se afastou até a parede oposta.

Os tiros continuavam sem parar. Alguns homens começavam a entrar na casa quando uma explosão veio da garagem. Ian saiu a toda velocidade e aproveitou a fumaça para atirar em quem estava em seu caminho. Sem olhar para trás, o Motoqueiro das Trevas disparou em uma das direções da rua e deixou seu principal local seguro ser destruído.


segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Popularidade T02C05

CAPÍTULO 5 – AS MATÉRIAS

 

Nos dias que se seguiram, Alex e as garotas que entraram para o jornal, começaram a preparar suas respectivas matérias. A reunião que havia definido o que cada um iria fazer foi intensa, como ele já imaginava que seria.

— Muito bem, meninas! Precisamos decidir os tipos de assuntos que abordaremos no nosso jornal e quem vai escrever o que. – Alex disse.

— Bom, um jornal normalmente tem seção de esporte, saúde, entretenimento, notícias locais e mundiais. – Manu disse.

— Eu escrevo sobre moda! – Paty se dispôs com animação.

— Eu gostaria de escrever sobre música. – Madu disse timidamente.

— Muito bem, tô gostando de ver. – Alex elogiou. – Uma matéria de esporte seria legal. Agora seria bom ter o Solano aqui.

— Eu faço sobre esporte. – Diana disse e recebeu os olhares de todos. – O que foi?

— Você não é conhecida por ser a esportista, né, amiga? – Paty comentou com uma risada.

— Isso não será um problema. – Diana afirmou. – O Solano sabe muita coisa e vai me contar tudo o que eu quiser.



Um silêncio seguiu-se até Alex decidir quebrá-lo.

— Certo. Bom, com isso fechamos metade das matérias. – ele disse. – Agora, só faltam eu, Manu e Lucy.

— Eu posso escrever algo sobre a área da saúde. – Manu disse.

— Geopolítica internacional me agrada bastante. – a aluna nova disse.

— Então eu fico com notícia local. – o editor-chefe anunciou. – Esporte, moda e música não são matérias de capa, então a reportagem de destaque ficará entre nós três, meninas. – ele falou para Manu e Lucy.

— Quer fazer disso uma disputa, Alex. – Manu provocou.

— Ora, e por que não? – ele devolveu.

— Ah, adoro uma competição! – Lucy se empolgou.

Alex sorriu com a lembrança enquanto voltava para casa. Então teve um estalo e soube exatamente sobre o que iria escrever. E com certeza a capa seria dele.


sábado, 1 de agosto de 2020

Absorver ou extravasar?

Existem algumas situações em nossas vidas em que precisamos decidir como proceder. As duas opções geralmente são: absorver e guardar para si, o que pode causar problemas de saúde para a pessoa, mas prevenir outros; e extravasar, responder sem pensar, por para fora e não levar desaforo para casa. Qualquer que seja sua escolha, saiba que terão consequências. 

Eu costumo absorver mais e meu corpo acaba sofrendo com isso. Prefiro evitar conflitos, pois assim evito o stress, mas às vezes é necessário exatamente o contrário. Extravasar tem muitas vantagens, mas se não for feito direito, o tiro pode sair pela culatra. Não dá para bancar o louco e querer tudo do seu jeito. É preciso responder com firmeza e calma, para não acabar sendo o errado da situação.


Em relacionamentos e no ambiente de trabalho, é preciso ter muito cuidado para não estragar o clima do local. Dependendo de como se fala, a pessoa pode não aceitar direito e tudo fica pior do que antes. No fundo, todos queremos paz e tranquilidade, seja para fazer o que deve ser feito no emprego, seja para passar um tempo em casa com seu alguém especial.

O que deve sempre prevalecer nessas relações é o respeito pelo próximo e seu espaço. Sem respeito, tudo vira bagunça. Uma pessoa não chegará ao ponto de explodir e fazer besteira se houver respeito. Respeito é a base de tudo.