Não seria legal. Você deve estar me achando um louco agora, mas é a verdade, não é nada legal estar sempre de férias. Esse parece ser o sonho de vida de todas as pessoas, até virar realidade. Ficar sem fazer nada é ótimo, mas pense nisso durante meses, vai chegar o dia em que você vai cansar de não ter o que fazer, vai cansar até mesmo daquilo que você gosta de fazer, mas tem feito tanto que já vai ter enjoado. A ideia é: tudo em excesso faz mal, até mesmo aquilo que você mais gosta.
Moderação e equilibrio é tudo na vida. Ficar sem fazer nada é bom? É. Trabalhar é bom? Também é. Mas ambos nos seus tempos, nada de exagerar em um e deixar de fazer o outro. É preciso se ocupar e limpar a mente, assim é possível ter uma vida mais tranquila.
terça-feira, 3 de maio de 2011
domingo, 24 de abril de 2011
Quando o hobby vira vício?
Se você é daqueles que gosta de um jogo online ou de qualquer jogo que não tenha fim e seja viciante, esse post é pra você. O vício em jogos existe antes da internet e ela apenas inovou esse conceito. Hoje ao invés de viciados em poker e cacheta, temos viciados em rpg online ou não. Muitas pessoas não percebem quando acontece e não admitem que estão viciadas, como em qualquer outro vício. A maioria desses jogos reproduz um novo tipo de vida, com novos objetivos e relacionamentos, que às vezes faz as pessoas esquecerem da vida real. Em todos os posts de indagação deste blog, eu falo até onde eu sei do assunto, e sempre expresso a minha mais sincera opinião. Neste caso específico tenho capacidade para ir mais a fundo, pois eu mesmo gosto de jogos de rpg online e posso dizer que já tive minha época do que prefiro chamar de quase vício. O que seria isso afinal? Bom, eu jogava todo dia e se pudesse ficaria jogando mais do que eu já jogava, mas eu sabia meu limite e nunca faltei à faculdade ou outro compromisso importante por causa do jogo, por isso, quase vício.
Hoje eu jogo bem mais jogos do que antes (viva os emuladores de consoles) e eu fico bem feliz com isso, pois assim eu não fixo meu pensamento em uma só coisa, e me ocupo cada vez mais, o que me impede de me viciar em um específico. Se você suspeita que alguém que você conhece ou você mesmo possa estar viciado, vou dar algumas dicas sobre os sintomas: 1 - a pessoa só fala sobre o jogo em questão; 2 - todo o seu tempo livre é dedicado ao jogo; 3 - quando ele(a) está jogando, ninguém pode interromper; 4 - mau humor e intolerância a outros assuntos; 5 - não gosta de ser contrariado em nada. Esses são básicos, mas muitos outros podem vir destes.
Tome cuidado e alerte quem você conhece. Mostre que a vida pode ser mais do que um simples jogo e que se ele(a) tenta salvar o mundo no jogo, pode fazer isso na vida real também, mas com suas limitações, no seu tempo e à sua maneira, e se bem sucedido, terá reconhecimento de pessoas de verdade e não apenas de avatares. Todos nós gostaríamos de ser o herói de um jogo, porque ele é perfeito e sempre ganha no final, mas nós somos imperfeitos, somos cheios de defeitos e a vida de ninguém é fácil, e é isso o que a torna mais interessante que um jogo, pois pra ganhar no final é preciso passar por situações que herói nenhum seria capaz de suportar.
Pense nisso, seja o herói do seu jogo, mas não se esqueça de ser o herói da sua vida também.
;D
Hoje eu jogo bem mais jogos do que antes (viva os emuladores de consoles) e eu fico bem feliz com isso, pois assim eu não fixo meu pensamento em uma só coisa, e me ocupo cada vez mais, o que me impede de me viciar em um específico. Se você suspeita que alguém que você conhece ou você mesmo possa estar viciado, vou dar algumas dicas sobre os sintomas: 1 - a pessoa só fala sobre o jogo em questão; 2 - todo o seu tempo livre é dedicado ao jogo; 3 - quando ele(a) está jogando, ninguém pode interromper; 4 - mau humor e intolerância a outros assuntos; 5 - não gosta de ser contrariado em nada. Esses são básicos, mas muitos outros podem vir destes.
Tome cuidado e alerte quem você conhece. Mostre que a vida pode ser mais do que um simples jogo e que se ele(a) tenta salvar o mundo no jogo, pode fazer isso na vida real também, mas com suas limitações, no seu tempo e à sua maneira, e se bem sucedido, terá reconhecimento de pessoas de verdade e não apenas de avatares. Todos nós gostaríamos de ser o herói de um jogo, porque ele é perfeito e sempre ganha no final, mas nós somos imperfeitos, somos cheios de defeitos e a vida de ninguém é fácil, e é isso o que a torna mais interessante que um jogo, pois pra ganhar no final é preciso passar por situações que herói nenhum seria capaz de suportar.
Pense nisso, seja o herói do seu jogo, mas não se esqueça de ser o herói da sua vida também.
;D
terça-feira, 5 de abril de 2011
Nicolas Cage: um mártir?
Atenção! Antes de ler esse post, certifique-se de que você já tenha assistido os seguintes filmes do Nicolas Cage: Kick-Ass (Kick-Ass - Quebrando Tudo), The Sorcerer's Apprentice (O Aprendiz de Feiticeiro), Season of the Witch (Caça as Bruxas) e Drive Angry (Fúria sobre Rodas). Se você já viu esses filmes ou não liga de saber o final sem ter visto, continue lendo.
Nicolas Cage é um ator versátil, já fez vários tipos de filmes desde dramas emocionantes como Family Man (Um Homem de Família), romances marcantes como City of Angels (Cidade dos Anjos) e filmes repletos de ação e aventura como 8mm (8 Milímetros), National Treasure (A Lenda do Tesouro Perdido), entre outros. Mas desde de Kick Ass, ele tem mudado um pouco o seu foco de filmes. Os filmes listados no primeiro parágrafo são os quatro mais recentes do ator, sendo o último deles o Drive Angry. Eu tive a oportunidade de ver todos esses filmes, pois são o meu tipo de filme, e coincidentemente todos eles com o Nicolas Cage. Por isso posso analisar alguns fatores em comum que reparei nesses quatro filmes dele.
Primeiro, em todos eles, ele morre no final. Sim, é verdade, em todos eles, se você não queria saber isso, devia ter parado de ler no começo, porque eu avisei. Continuando, o cara morre em quatro filmes seguidos. A minha pergunta é: Por que? Ta, tem algumas diferenças nessas mortes, ele não simplesmente morre em todos, em Kick Ass ele morre no meio do filme, em The Sorcerer's Apprentice ele morre, mas é ressuscitado em seguida, em Season of the Witch ele passa o filme inteiro vendo os companheiros morrerem e no fim não aguenta e também morre, e em Drive Angry ele já começa o filme morto, isso mesmo, esse é o maior spoiler do post, só na metade do filme é dito que ele já ta morto, ele fugiu do inferno pra salvar a neta e quando faz isso ele morre de novo e volta pra sua "eterna prisão".
Outro aspecto interessante desses filmes é o fato de não serem apenas filmes de mocinho e bandido, são mais complexos do que isso. Kick Ass fala sobre super heróis sem poderes e sem piedade com os bandidos, nesse filme os heróis usam armas de fogo e matam todos os bandidos que conseguirem. Os outros três falam em magia e/ou satanismo. Enfim, moral da história, Nicolas Cage em seus últimos quatro filmes estrelou tramas diferentes das que já tinha feito e inovou conseguindo morrer em todas elas. Eu, particularmente, gosto dele e dos filmes dele e recomendo esses que foram o tema desse post. Se você é daqueles que não viu os filmes e leu sem ligar em saber o fim deles, assista, são muito bons. Para mim, os melhores são Drive Angry e The Sorcerer's Apprentice.
Nicolas Cage é um ator versátil, já fez vários tipos de filmes desde dramas emocionantes como Family Man (Um Homem de Família), romances marcantes como City of Angels (Cidade dos Anjos) e filmes repletos de ação e aventura como 8mm (8 Milímetros), National Treasure (A Lenda do Tesouro Perdido), entre outros. Mas desde de Kick Ass, ele tem mudado um pouco o seu foco de filmes. Os filmes listados no primeiro parágrafo são os quatro mais recentes do ator, sendo o último deles o Drive Angry. Eu tive a oportunidade de ver todos esses filmes, pois são o meu tipo de filme, e coincidentemente todos eles com o Nicolas Cage. Por isso posso analisar alguns fatores em comum que reparei nesses quatro filmes dele.
Primeiro, em todos eles, ele morre no final. Sim, é verdade, em todos eles, se você não queria saber isso, devia ter parado de ler no começo, porque eu avisei. Continuando, o cara morre em quatro filmes seguidos. A minha pergunta é: Por que? Ta, tem algumas diferenças nessas mortes, ele não simplesmente morre em todos, em Kick Ass ele morre no meio do filme, em The Sorcerer's Apprentice ele morre, mas é ressuscitado em seguida, em Season of the Witch ele passa o filme inteiro vendo os companheiros morrerem e no fim não aguenta e também morre, e em Drive Angry ele já começa o filme morto, isso mesmo, esse é o maior spoiler do post, só na metade do filme é dito que ele já ta morto, ele fugiu do inferno pra salvar a neta e quando faz isso ele morre de novo e volta pra sua "eterna prisão".
Outro aspecto interessante desses filmes é o fato de não serem apenas filmes de mocinho e bandido, são mais complexos do que isso. Kick Ass fala sobre super heróis sem poderes e sem piedade com os bandidos, nesse filme os heróis usam armas de fogo e matam todos os bandidos que conseguirem. Os outros três falam em magia e/ou satanismo. Enfim, moral da história, Nicolas Cage em seus últimos quatro filmes estrelou tramas diferentes das que já tinha feito e inovou conseguindo morrer em todas elas. Eu, particularmente, gosto dele e dos filmes dele e recomendo esses que foram o tema desse post. Se você é daqueles que não viu os filmes e leu sem ligar em saber o fim deles, assista, são muito bons. Para mim, os melhores são Drive Angry e The Sorcerer's Apprentice.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
O que houve com o blog?
A melhor pergunta é: o que houve com o blogueiro? Resposta simples, mas triste. No atual momento da minha vida estou um tanto sem inspiração e prefiro não escrever do que escrever contos ruins. Peço desculpas aos leitores que acompanham o blog, e que esperam a continuação dos contos já começados. Farei uma pequena pausa nos contos do blog e eventualmente farei uma indagação ou outra. Voltarei, o mais rápido possível, a escrever a continuação dos contos.
Até breve.
terça-feira, 29 de março de 2011
A equipe
Reunidos no cômodo principal do que sobrou da oficina em que Joel e Charger trabalhavam, estavam cinco dos maiores criminosos ainda soltos de Curitiba, que esperavam Joel falar. Este observava os seus futuros parceiros de crime, pensando em como começar seu discurso.
Bomber, o especialista em bombas e armamento pesado. Tecno Léo, o craque em sistemas eletrônicos. Taís, a mecânica. Luiz Facada, um exímio atirador e manipulador de facas. Charger, também mecânico e motorista. Essa era a equipe formada por Joel para o seu grande plano.
– Boa noite, galera. To muito feliz que todos tenham vindo. Eu criei um grande plano para melhorar de vida, mas não conseguirei fazer isso sem vocês, e o melhor é que vocês também vão ganhar com isso.
– E que grande plano é esse? – perguntou Tecno Léo.
– Assaltar quatro grandes estabelecimentos da cidade e dividir o dinheiro entre nós, é claro. – explicou Joel.
– E quais serão os lugares? – perguntou Bomber.
– Calma, uma coisa de cada vez. Primeiro vamos falar da equipe, eu quero que vocês se conheçam e aprendam a trabalhar juntos, pois esses assaltos não serão fáceis e se algo der errado, vamos precisar contar uns com os outros. – disse Joel.
Ao perceber que todos assentiram com sua decisão, ele continuou.
– Como nem todos aqui se conhecem, eu vou falar o nome e função de cada um na operação. Bomber será o responsável pelas armas usadas pela equipe, assim como eventuais arrombamentos. Tecno Léo é o nosso nerd de computadores e eletrônicos em geral, ele vai desativar os alarmes e nos ajudar a usar o que quer que formos precisar de eletrônicos. Taís e Charger serão os mecânicos e motoristas. Luiz Facada tem grande habilidade com lâminas, por isso é uma importante peça do time. Eu, Joel Dasco, irei liderá-los e serei responsável pelas rotas de fuga e esconderijos pós operação. Dúvidas? – Joel finalizou.
– Você falou em armas, equipamentos eletrônicos, e motoristas, o que lembra carros, a minha pergunta é: como vamos conseguir isso? – perguntou Taís.
– Talvez, eu possa ajudar nisso. – disse um homem de terno e gravata que acabava de chegar.
– Senhores, e senhora, lhes apresento o último integrante da nossa equipe: o Sr. Olívio Barton. – disse Joel.
– O que esse cara ta fazendo aqui? – disse Charger, nervoso. – Já não basta ter tentado transformar eu e o Joel em dois bandidos quando éramos menores de idade? – ele provocou
– E pelo visto não precisaram da minha ajuda não é? Com a diferença de que não são mais menores e agora podem ser presos e condenados.
– Não viramos bandidos porque quisemos, simplesmente aconteceu, não tivemos opção melhor. É como diz o ditado, quando a água bate na bunda, ou você aprende a nadar ou morre afogado. – filosofou Charger.
– Sábias palavras. E já que você gosta de ditados, aqui vai outro pra você: ou dança conforme a música ou sai da pista. – ele disse baixo, mas para que todos pudessem ouvir e notar a tensão entre os dois.
– Calma, vocês dois. – pediu Joel, ficando no meio deles. – Eu vou explicar tudo.
– Acho bom mesmo. – resmungou Charger.
– Eu conversei com o Sr. Barton, expliquei a situação e ele aceitou, gentilmente, nos patrocinar. Com a única condição de assaltarmos sua mais forte rival no mundo empresarial, mais 5% dos lucros obtidos. Eu achei bem razoável. – disse Joel.
Todos concordaram e mais uma pergunta surgiu.
– Então, ele vai pagar por tudo? Armas, eletrônicos, carros? – Facada perguntou.
– É, você vai pagar pelos carros, Barton? – provocou Charger.
– Sim, eu vou pagar todos os gastos até o último assalto, incluindo os carros. Que carro você gostaria, Charger? – Sr. Barton perguntou sem se abalar com a provocação.
– Ora, você ainda pergunta? – disse o rapaz com um sorriso.
Por que o Q.I. é tão importante hoje?
O Q.I, de que falo não é o famigerado e originalmente abreviado quociente de inteligência, mas sim o "quem indica" que é a maneira pela qual muitas pessoas conseguem empregos. Então, a pergunta é: e quem não tem alguém para indicar, como faz? Existem, é claro, muitas variantes, uma pessoa pode ter um currículo impecável e ser um péssimo profissional, outra pode não ter o melhor currículo do mercado, mas ter uma disposição e vontade de trabalhar incomparáveis. Mas como saber diferenciar? As entrevistas nem sempre cumprem esse objetivo, pois às vezes não tem como avaliar todos os lados de uma pessoa com algumas perguntas, saber seu ponto forte e fraco ou sua pretensão salarial não diz como ele ou ela é como profissional. A indicação, hoje, sobrepõe o currículo, pois se um funcionário ou chefe de alguma empresa indica uma pessoa, dependendo da importância do profissional indicador, o indicado será contratado na hora, não importando seu currículo. Isso pode ser bom ou ruim, uma pessoa que esteja precisando e que tenha vontade de trabalhar consiga a vaga ou alguém que não está nem aí, mas quer trabalhar ali por puro orgulho ou ego.
Não sei ao certo quando isso de indicação começou, mas sei que se algum dia acabar, ainda vai demorar muito. E por enquanto, eu fico esperando a pessoa que vai me indicar...
Não sei ao certo quando isso de indicação começou, mas sei que se algum dia acabar, ainda vai demorar muito. E por enquanto, eu fico esperando a pessoa que vai me indicar...
segunda-feira, 28 de março de 2011
Estilo mágico
Mily tentava se recompor da notícia que tinha sido publicada na capa do jornal sobre “a nova bruxa da cidade”, quando a organizadora do concurso de novos estilistas realizado pela FAAP, entrou na sala da jovem maga.
– Bom dia, turma! Todos preparados para o concurso? – ela disse toda animada, mas não recebeu resposta com a mesma empolgação. – Quero muita criatividade, hein. – vendo que ninguém sorriu para os seus comentários, ela decidiu ir direto ao assunto. – Bom, estou aqui para lhes dar uma dica muito importante. Sejam ousados, bastante ousados. A moda brasileira e mundial se inova a cada dia que passa, então é preciso ousadia para mostrar algo que os outros não tem coragem. Lembrem-se disso.
Com essas palavras, ela saiu da sala e deixou Mily com um sorriso no rosto e uma grande idéia. Ela não conseguiu mais se concentrar na aula e só sossegou quando pôde conversar com Graça novamente.
– Eu tive uma grande idéia. – ela disse à amiga.
– Antes me diz que você desenhou algum modelo. – quis saber Graça.
– Sim. Uma coleção inteira, mas vou criar outra para o concurso.
– Por quê? Se já tem uma coleção feita, vamos usá-la. – disse Graça.
– Aí é que entra a minha idéia. A coleção que eu fiz era boa, mas não era ousada. A que eu vou fazer agora vai ser muito ousada. – disse Mily.
– Ousada como? – perguntou a costureira.
– Lembra a notícia que você me mostrou da bruxa? Pois então, que tal fazermos uma coleção de roupa nesse estilo? Um estilo mágico. – sugeriu a futura estilista.
– É uma boa idéia, mas parece complicado. Você vai conseguir desenhar?
– Não se preocupe com isso, se preocupe apenas em conseguir os materiais e acessórios necessários para fazer os modelos. – disse Mily.
– Tá bom então. – aceitou Graça.
Depois da conversa, Mily saiu da faculdade e foi para o seu trabalho, toda animada e ansiosa para chegar logo em casa e começar a desenhar sua nova coleção. Absorta em seus pensamentos, a jovem maga não percebeu a presença de dois homens de terno e gravata que estavam observando todos os alunos e alunas da faculdade.
– Ainda acho que estamos perdendo tempo aqui. – disse o detetive Marcondes.
– Tem uma idéia melhor, Marcondes? – perguntou o detetive Caselato.
– Não sei, mas acho que não vamos chegar em nenhum lugar desse jeito.
– Olha, nossa única pista foi o fato de uma boate bem próxima do local ter sido reservada por alunos da FAAP, logo esse é o nosso ponto de partida.
– Eu sei disso, mas sem o mandado do juiz não podemos interrogar os alunos que estiveram lá. – disse Marcondes.
– Você tem razão. Vamos pra casa, pois quando tivermos o mandado, vamos ter muito que fazer. – disse Caselato.
domingo, 27 de março de 2011
Não consegue encontrar seu conto favorito no blog?
Para quem está perdido e sempre que chega tem um conto novo, resolvi criar um catálogo para ninguém mais se perder. Na ordem da semana e com os capítulos já postados:
Segunda-feira: A maga estilista
1 - A magia está no ar
2 - Caça às bruxas
Terça-feira: A arte de roubar
1 - Trabalhos pequenos
2 - Realidade
Quarta-feira: Zé Mané
1 - A inteligência vence a força
2 - Jogos da madrugada
3 - Vivendo perigosamente
4 - A Agência do Trabalhador
5 - A troca
6 - Agente Z
Quinta-feira: Tudo por uma notícia
1 - Descoberta
2 - Consequências
3 - Caçada
Sexta-feira: Popularidade
1 - Isolado
2 - Recrutamento
3 - Divindade
Com isso, acho que ninguém mais vai se perder. Farei isso toda semana, logo após o post do conto de sexta.
Espero que isso ajude em uma melhor visualização do blog.
Segunda-feira: A maga estilista
1 - A magia está no ar
2 - Caça às bruxas
Terça-feira: A arte de roubar
1 - Trabalhos pequenos
2 - Realidade
Quarta-feira: Zé Mané
1 - A inteligência vence a força
2 - Jogos da madrugada
3 - Vivendo perigosamente
4 - A Agência do Trabalhador
5 - A troca
6 - Agente Z
Quinta-feira: Tudo por uma notícia
1 - Descoberta
2 - Consequências
3 - Caçada
Sexta-feira: Popularidade
1 - Isolado
2 - Recrutamento
3 - Divindade
Com isso, acho que ninguém mais vai se perder. Farei isso toda semana, logo após o post do conto de sexta.
Espero que isso ajude em uma melhor visualização do blog.
Divindade
Atravessando a multidão de meninas que cercavam Solano, Diana e Alex chegaram até o artilheiro do time oficial do colégio Isaac Newton.
– Precisamos falar com você. – disse Alex cutucando com o dedo o rapaz mais popular do time de futebol.
– Autógrafo para os homens só durante os treinos. – disse Solano sem olhar para Alex.
– Eu não quero seu autógrafo. – disse Alex com uma careta.
– Então não atrapalha quem quer. Dá licença. – disse o jogador.
– O que temos a dizer está diretamente ligado com a sua popularidade no colégio. – Diana puxou a gola da camiseta do rapaz e falou bem baixo no ouvido dele.
Popularidade era uma palavra muito forte para algumas pessoas do colégio, principalmente para Alex e Solano, pois um não tem e o outro tem em excesso. Popularidade não é algo fácil de conseguir, por isso quem tem não quer perder de jeito nenhum.
Os três conseguiram, com muita dificuldade, ficar a sós e longe das fãs do artilheiro. Impaciente por ter sido tirado de sua rotina, o jogador falou.
– Fala aí, casal.
– Não somos um casal. – se apressou Diana.
– É, não mesmo. – concordou Alex.
– Ta bom, mas falem assim mesmo. Tenho fãs me esperando.
– Bom você ter tocado nesse assunto. Muitas meninas te adoram e muitos meninos te invejam, não é mesmo? – começou Alex.
– É, nem todos no colégio me admiram. – confessou Solano.
– E se eu disser que tem um jeito de todas as meninas do colégio querer ficar perto de você e todos os meninos quererem ser como você? E se eu disser que posso fazer de você um deus do Isaac Newton?
– Eu perguntaria: Como? – disse o artilheiro.
– Muito simples: junte-se a nós em nossa chapa para concorrer ao Grêmio Estudantil e você será o deus que eu prometi.
– Hum, não sei não. Isso parece complicado. O que terei que fazer?
– Quase nada. Só entregar alguns panfletos, acompanhar a gente em uns encontros, mas não precisará falar nada.
– Eu consigo fazer isso. – disse Solano.
– Agora imagine, – começou Alex colocando a mão direita no ombro do jogador que era bem maior que ele. – você andando pelo colégio e todas, eu disse todas, as pessoas param para te olhar e pedir um autógrafo, meninas e meninos. As meninas querendo te beijar e os meninos querendo ter sua forma física e seu charme. – enquanto falava, Alex olhava para cima e esticava o braço, fazendo o artilheiro acompanhar seu olhar.
– Uau! Eu seria um deus. – se espantou Solano.
– Seria não, será. Basta se juntar a nós. – disse o rapaz menor.
– Muito bem. Eu to dentro. Podem contar comigo. – disse o jogador estendendo a mão para Alex.
– Ótimo. Você não vai se arrepender. – disse Alex, apertando a mão do artilheiro e sorrindo.
Enquanto via toda a conversa dos dois meninos, Diana admirava a maneira de argumentar de Alex. Ele parecia sempre saber o que dizer para convencer o outro a fazer o que ele queria. E quanto mais ela pensava, menos ela se arrependia de ter mergulhado de cabeça nessa aventura.
sexta-feira, 25 de março de 2011
Caçada
Mais uma vez, ele se encontrava no meio da densa selva, mas dessa vez, ele não estava caçando os traficantes de animais, ele estava caçando com os traficantes de animais. Sua câmera e mochila ficaram no navio, mas o que realmente importava, o cartão de memória, estava com ele. Seu plano de fuga era simples: assim que a onça aparecesse, ele correria o mais rápido possível para uma direção oposta do animal, os bandidos não poderiam se preocupar com os dois ao mesmo tempo, mas nem sempre a prática é igual à teoria.
– Ela está perto. Eu sinto. – disse Everest que liderava o grupo de caça, formado pelo Sr. Krok, Sr. Araújo (Rubens) e mais dois capangas do bando.
Um rugido confirmou o que o grande homem havia falado. E Rubens percebeu que a hora de executar seu plano estava chegando. Os traficantes não deram uma arma para ele, pois isso facilitaria qualquer tentativa de fuga.
Mesmo desarmado e em minoria, o jornalista decidiu arriscar, porque se fosse pra morrer, ele preferia morrer no Brasil do que na Venezuela. Ele diminuiu seus passos, ficando para trás discretamente. Então ela apareceu. O felino mais bonito que Rubens já tinha visto, ele desejou estar com sua câmera para poder tirar uma foto daquele animal magnífico.
Após o encanto inicial, ele começou a etapa 1 de seu plano.
– Ahh! Onçaaa!!! – ele gritou e saiu correndo pela esquerda do grupo.
Todos, inclusive o animal, ficaram de olhos arregalados para a cena que lhes era apresentada. Mas logo voltaram a si.
– Ele está fugindo chefe? – perguntou Everest.
– Se estiver, não vai muito longe. Mas eu acho que essa foi uma tentativa frustrada de distrair a onça e nos ajudar. – disse Krok.
O jornalista continuou correndo até o seu fôlego acabar. Quando parou e respirou mais devagar, ele ergueu a cabeça e tentou se lembrar de suas aulas de sobrevivência na floresta. Então, ele sente um cheiro, um perfume de mulher. “Mas ali?” Ele pensa e resolve seguir o aroma. Enquanto caminhava em direção ao perfume, ele foi surpreendido e encostado em uma árvore, tendo uma lança apontada para o seu rosto.
– Será que todo dia vão me apontar algum tipo de lâmina?
A portadora da lança era uma bela índia de longos cabelos negros e lisos, que estavam jogados para frente, cobrindo seu busto. A sua expressão era nervosa e ela falou alguma coisa em seu idioma nativo, que Rubens não entendeu, mas mesmo assim ele respondeu em português.
– Olha, dona, eu não entendo nada que você ta falando. Mas eu sei que alguns índios sabem falar português, e eu espero que você seja uma delas porque eu realmente preciso da sua ajuda. – ele disse.
– Continue. – ela disse, baixando a lança.
Ele resumiu seu encontro com os traficantes de animais e de como ele estava disfarçado e tentando fugir deles naquele exato momento. Para a sorte do jornalista, a índia à sua frente era uma rebelde de sua tribo. Ao contrário das outras índias, ela preferia caçar e fazer todas as tarefas dos homens. Em uma de suas andanças pela floresta, a índia viu os homens brancos capturarem uns animais, o que a deixou muito irritada, mas ela não podia fazer nada, eles eram muitos e tinham armas de fogo.
– Traficantes de animais? – ela perguntou interessada.
– Sim e eles querem me levar pra Venezuela junto com os animais capturados. Por isso decidi tentar fugir na primeira oportunidade que tive, mas eu não deveria ter te encontrado. Se eles descobrirem você, podem te prender também. Temos que fugir rápido. – Rubens explicou.
– Não, não podemos deixar os animais lá. – disse a índia.
– Você tem razão, mas eu também não posso... espera aí! Eu tive uma idéia. E você vai me ajudar. – disse o jornalista.
– Conta comigo. A propósito, meu nome é Kaluana. – disse a índia.
– Muito bem, Kaluana. Serei breve, pois temos pouco tempo.
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