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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Quem passa o ano novo com a família de quem?

De repente uma grande me veio a mente, algo que eu nunca precisei resolver, pois sempre estava viajando na época. Casais que se conhecem a menos de um ano, como decidem quem vai passar o ano novo com a família de quem? Para o caso de ainda ter ficado confuso, simularei uma situação. Duas pessoas começam a namorar em agosto e a relação perdura até o fim do ano. Chegando o dia 31 de dezembro, o que fazer? Cada um passa o ano novo com sua família? O namorado vai com a família da namorada? Ou o contrário?

O dilema aqui é: você conhece a pessoa a menos de 1 ano, vale a pena deixar sua família para ir passar o ano novo com ela? E se passar e não der certo? Você vai ter a lembrança de um reveillón com um(a) ex. Mas e se não passar e der certo? Terá a lembrança de que podia ter um reveillón a mais com aquela pessoa. São, obviamente, muitas variáveis.


Minha opinião é de que a virada de ano não é uma celebração necessariamente familiar, mas sim com pessoas que você gosta e conhece. Para mim, desejar feliz ano novo para alguém que você mal conhece soa sem sentimento, como se você tivesse sendo apenas educado, falando por falar. A não ser que um dos namorados conheça bem a família do(a) outro(a), não é uma boa ir. Para aqueles que acham que "conta pontos" com a família, passar o ano novo, estão muito enganados. Isso não quer dizer nada.

Escrevi esse post para tentar descobrir onde meus amigos e amigas vão passar o reveillón, mas acho que é mais fácil perguntar para eles.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Então chegamos ao fim?

O ano de 2012 está acabando e, citando um trecho da música da Simone, eu pergunto "O que você fez?". Eu fiz menos do que gostaria, tomei algumas decisões erradas e outra bem certas. Fiquei quieto quando precisava falar e falei muito quando devia ficar quieto. Fiz perguntas, porém nem de todas obtive resposta. Perdi alguém que amava muito e, pela primeira vez, sofri com a morte de um familiar. Acredito, apesar de tantos pontos errados, que, somando os prós e contras, altos e baixos, erros e acertos, posso dizer que no geral, na média de tudo, meu 2012 foi razoável. Obviamente, poderia ter sido melhor, mas também ter sido pior. 2013 está chegando, é inevitável (ainda bem). Espero que com ele, venha mais oportunidades e que eu saiba aproveitá-las para poder iniciar uma nova fase em minha vida, pois já estou cansado da atual.


E seu 2012? como foi?

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Como curtir o feriado?

Para não perder tempo, comece na sexta-feira. Convide um de seus melhores amigos para ir à sua casa. Conversem e se atualizem sobre a vida um do outro, enquanto falam besteiras e passam o tempo. Ainda na sexta, tenha sua própria experiência de fim do mundo com falta de energia elétrica e linha telefônica na mesma noite em que a mídia disse que o mundo acabaria. Depois durma e descanse bem para aproveitar o sábado.

Durma até umas 10h, levante e navegue na internet. Almoce e saia. Encontre com outros amigos, ria, zoe e seja zoado. Ligue para uma de suas melhores amigas e chame-a para fazer um lanche. Abrace-a, saiba como ela está, tire sarro dela sempre que puder e se despeça com a promessa de novos encontros. Volte para casa, pois ainda faltam 3 dias.


No domingo, inverta a programação, descanse de dia e saia à noite. Vá ao cinema com seu melhor amigo, vejam o filme do momento. Voltem para a casa dele e jogue videogame a madrugada inteira, ou até umas 4h, já está bom. Aproveite a adrenalina e não durma muito, acorde às 8h. Jogue mais umas duas ou três horas antes de ir embora. Assim que almoçar, nem pense em deitar, saia com sua mãe e vai fazer compras na véspera de natal.

Primeiro em um shopping e depois, no centro da cidade. Lá pelas 17h, já deve ter acabado tudo. Pode ir para casa agora, você não vai conseguir dormir mesmo. Faça a ceia de natal e a troca de presentes. Veja o sorriso de felicidade de quem recebeu seus presentes. Mesmo com muito sono, assista aquele filme que marcou sua infância e que há muito tempo você não via. Enfim, chegou o último dia, não há mais o que fazer. Descanse, tire o dia para você. Pois amanhã, precisará levantar cedo para ir trabalhar.

Essa foi minha maneira de dizer como foi meu feriado de natal. E o seu? Como foi?

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Ki Bun Tin e o natal

O natal desse ano seria um marco em minha vida. Seria o primeiro desde que saí do internato. Para celebrá-lo de maneira inesquecível, convenci meus familiares a passar a noite de natal em meu modesto apartamento. Além disso, persuadi meus primos a me ajudarem a fazer a ceia. Passamos o dia na cozinha, Ki Mei Ga prendeu seu cabelo em um coque, o que fez eu me distrair várias vezes. Ki Dah Ora me surpreendeu com seus dotes culinários. Ainda assim, foi decidido que o peru ficaria para a minha prima cuidar. Meu primo ficou com o pernil. Eu fiz a farofa e a salada.


Logo, meus pais e tios chegaram. Após nos cumprimentarem e notarem que estávamos ocupados, eles nos deixaram e foram para a sala conversar. Meu pai e meu tio falavam sobre a empresa e o trabalho, enquanto tomavam vinho. Minha mãe e minha tia debatiam sobre a nova moda em Paris. Quanto mais perto estávamos do fim, mais difícil parecia estar. Arrumamos a mesa e todos se serviram. Depois de os mais velhos aprovarem a comida, meus primos e eu relaxamos e saboreamos a refeição.

O natal pode ser um feriado religioso para uns e um feriado comercial para outros, mas para mim, nada mais é que um feriado familiar. Por isso, o meu objetivo no natal é passar com a minha família. Não existe nada mais importante do que isso.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Será o espírito natalino?

Já a algum tempo, não vejo nenhum dos meus melhores amigos. Pode-se dizer que o motivo é por falta de atitude de ambos os lados. Entretanto, coincidência ou não, tudo começou a mudar na sexta-feira. Um amigo que há muito não falava, ligou para mim e veio a minha casa à noite. Foi divertido. Ontem, saí como sempre faço aos sábados com outros amigos meus (porque eu sou desses tem vários amigos). No meio da tarde, outro grande amigo meu me ligou e me chamou para jogar paintball à noite. Eu disse sim.


Contudo, minutos mais tarde, uma das minhas melhores amigas, que não via desde o começo do ano, ligou também e me chamou para ir ao shopping à noite. Eu disse sim. Enquanto decidia para qual iria, uma vez que aceitei os dois, eu pensava na graça do que estava acontecendo. Durante meses poucas foram as ligações recebidas e os convites feitos. E em dois dias, fui mais requisitado do que em meses.

Devido ao tempo em que não via minha amiga, optei por ela. Não sei como foi o paintball, mas não posso dizer que me arrependo da minha decisão. Quando se tem muitos melhores amigos, é preciso saber se dividir entre eles e dar a devida atenção a cada um. Não vejo isso como um problema, mas eles bem que podiam não chamar no mesmo dia.


sábado, 22 de dezembro de 2012

Não era para o mundo ter acabado?

Estou seriamente pensando em processar os Maias ou quem que tenha dito que o mundo acabaria ontem. Foi uma tremenda de uma propaganda enganosa, eu estava curioso e ansioso para saber como seria o fim e então nada. Quer dizer, nada não, eu tive a minha dose de "fim do mundo". Explico.

Eram 22h20 e eu me preparava para assistir meus animes, enquanto via as atualizações do face, quando... as luzes começaram a piscar, as tomadas pararam de funcionar e a net caiu. Não nos preocupamos, afinal mesmo sem energia elétrica, os telefones funcionam, certo? Não ontem. E até os celulares deram problema, o meu foi o único que deu sinal.


Teria sido mais assustador se os vizinhos estivessem enfrentando o mesmo problema, mas dava para ver que eles estavam com suas lâmpadas acesas normalmente. Alguns minutos depois, ficamos sabendo que foi um problema geral e que a companhia de energia já estava cuidando disso. Foi uma experiência interessante até, por um momento achei mesmo que era o fim do mundo, mas como não vi nenhum meteoro, explosão ou afins, fiquei tranquilo.

Bom, já que o mundo não acabou, vamos curtir, porque terça é feriado e segunda eu não trabalho. E além de tudo é natal, e estou ansioso para receber os presentes.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

E quando não tinha internet?

A internet é mesmo algo incrível, não é? Ela conecta pessoas do mundo inteiro; te ajuda a manter contato com aquela pessoa que você não tem tempo de ver ou mesmo ligar; facilita compras e pagamentos. Entretanto, ela nem sempre esteve aí. Num país como o Brasil em que as coisas de fora costumam demorar para chegar, a internet não foi exceção, principalmente nas camadas populares. Apesar de ter algumas (poucas) aulas de informática na escola, só fui de fato ter um computador no fim de 2003.


Eu mal sabia mexer e só o usava para jogar pinball e paciência. No pouco tempo em que eu podia usar a internet (era discada, logo pagava por tempo de uso), procurava mais jogos. Enfim, acabei fugindo do foco. A ideia é que, antes dela, eu vivia muito bem. Jogava futebol com a galera na rua; andava de bicicleta; passava o dia assistindo televisão (sim, a mesma televisão que hoje desprezo), afinal quem nunca parou para ver A Lagoa Azul e Curtindo a Vida Adoidado, dois clássicos da Sessão da Tarde?

Eu tinha um caderno de desenhos, no qual eu desenhava todo ano. Na verdade, era um caderno diferente por ano. Lembro de passar dias inteiros desenhando. E depois ainda pintava. Quando cansava, brincava com meus bonecos de ação e entrava em um mundo só meu. Não tinha insônia e acordava cedo para ver os desenhos da TV.


Não acreditaria se me dissessem que eu seria como sou hoje. Não consigo ficar um dia sem acessar a internet; dependo dela para praticamente tudo; tenho preguiça de fazer coisas que não possam ser feitas em um computador; não saio do computador para assistir TV (quando assisto TV). Às vezes, pergunto como cheguei a esse ponto e se há alguma maneira de voltar a ser como era. Talvez haja, mas talvez eu já não tenha mais solução. A internet me dominou e agora já era!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Alguém pediu uma pizza tamanho gigante?

Pois foi o que todos receberam após a "novela" da CPI do Cachoeira. Nunca fiz questão de me informar completamente sobre o caso, sei que ele era um bicheiro e tinha uma tal de empresa Delta, e os dois faziam ilegalidades. Ainda havia o envolvimento de alguns políticos. Até aí, tudo bem. Fizeram a CPI e nela ficaram uns meses. E isso ocupou vários noticiários televisivos e páginas da internet. As pessoas paravam para discutir o assunto. E de repente, quando finalmente tudo acaba, NINGUÉM foi punido. Ah, mas que beleza, hein! Por que eu não estou surpreso?


Eles passaram esse tempo todo, "fazendo" as investigações, fazendo a galera perder tempo acompanhando, para não chegar em lugar nenhum. Aposto que ninguém pensou que em vez de fazer uma CPI inútil, poderiam investir na saúde e educação, que aliás sempre ficam por último em tudo. Aposto que os noticiários, principalmente os de uma certa emissora aí, não pensaram em mostrar como ainda tem gente morando nas ruas, passando e morrendo de fome, enquanto nossos "nobres" representantes políticos se reúnem para discutir inutilmente por meses.


Isso realmente me dá nos nervos. E eu não vou nem falar da copa (dessa vez...), para não irritar os amantes do futebol. Está tudo cada vez pior. E não consigo ver uma melhora a curto prazo.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Como organizar as ideias?

Durante três meses, fiquei escrevendo os contos seriados. Eventualmente, nos dias em que os capítulos deveriam ser postados, eu tinha uma ótima ideia para uma indagação. Entretanto, quando chegava o fim de semana e a oportunidade de postar, a inspiração simplesmente sumia. Escrevia alguma outra coisa ou às vezes nem isso. Agora que finamente tenho a liberdade para postar qualquer coisa em qualquer dia, sinto-me perdido. Dá para entender?


Tenho tanto para dizer, tantas ideias acumuladas, algumas já iniciadas, que eu não sei por qual começar. Quero fazer um seção de posts sobre música, continuar os de anime (já acabei de ver alguns animes e ainda falta escrever aqui). Quero criticar o governo; fazer reflexões sobre coisas comuns; questionar sobre tudo e mostrar ao mundo a minha opinião. Pretendo resolver isso nas próximas 24h. Espero que gostem, pois o próximo post marcará uma nova fase do blog.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Qual é o seu macarrão preferido?

Estava eu comendo minha bela marmita (porque eu sou desses que leva marmita para o trabalho), quando reparei no quanto eu gosto de macarrão à bolonhesa, mas não qualquer macarrão, tem que ser spaghetti à bolonhesa. Nada como pegar o garfo e enrolar aqueles fios até não quase não caber na boca, e nesse movimento, pegar pedaços de carne moída do molho. Levei salsicha para acompanhar e não sei se era a fome, mas estava mais delicioso do que nunca. Já comi vários tipos de macarrão, mas o spaghetti é o meu preferido. E o seu? Qual é?


domingo, 16 de dezembro de 2012

Gostaram dos novos finais?

E mais uma temporada de contos acabou. Para a felicidade de uns e tristeza de outros. Como prometido, todos terminaram antes do natal, e mais importante, antes do fim do mundo. Infelizmente, nesse semestre, a enquete não foi bem sucedida como a anterior. Não houve um voto sequer. Tudo bem, acontece, quem sabe na próxima. E agora, como de praxe, comentarei sobre os contos.

A arte de roubar: o conto seriado "veterano", o único que estava em sua segunda temporada. Em vez de apenas assaltar o seu próximo alvo, o grupo de Joel ainda viveu uma grande aventura, em uma missão de resgate no meio da favela, contando até com uma guerra entre gangues. Depois de finalmente concluir sua segunda operação, eles agora precisam se preparar para a próxima, que promete ser bem mais complicada que essa. Para quem não sabe ou não lembra, essa série terá 4 temporadas, ou seja, mais 2. Então, semestre que vem, A Arte de Roubar estará aqui de novo.

O Motoqueiro das Trevas: outro conto cheio de ação e com um tema intrigante. Afinal, os criminosos merecem a morte sempre? Nossa polícia e justiça é muito "mole"? Além disso, foi possível ver a trajetória de Ian Rampinelli, que se tornou o Motoqueiro das Trevas para fazer justiça ao seu irmão que foi assassinado. Entretanto, depois disso, ele decidiu continuar com o vigilante noturno e julgar e punir os criminosos. Por enquanto, não tenho previsão de uma nova temporada do Motoqueiro, mas ele com certeza vai voltar.


Conspiração Temporal: parece ter sido o conto preferido da maioria. Talvez por sua temática e o tipo de futuro catastrófico que foi mostrado. Com a criação da máquina do tempo, Nanda e Jéssica poderiam voltar no tempo e impedir o que aconteceu. Porém, para ter acesso ao aparelho, criado pelo Dr. Cintra, elas tiveram que voltar para a Capital, onde não eram bem vindas. Depois de muita luta e com a morte do nobre cientista, as duas amigas voltaram ao passado. Será que elas vão conseguir? A resposta a essa pergunta e muito mais estarão na próxima temporada.

Comando Épsilon: com o tema militar e mais um tema para se pensar. Será que não gastamos muito mantendo todos os presidiários do país? Tanta gente passando fome nas ruas, enquanto homens e mulheres que roubaram e mataram tem direito a 3 refeições. A Ilha Prisão, que bem podia existir, foi palco da missão de resgate do empresário João Pacheco, pelo Comando Épsilon. O grupo, que chegou ao local em sete, saiu de lá apenas com cinco membros. Além da morte de dois, um dos membros sobreviventes decidiu sair. Agora, com quatro membros, eles precisam se estruturar e continuar a tentar a resolver os problemas que envolvem nosso país. Também sem previsão de nova temporada, mas com a certeza de que voltará.

Se você perdeu algum capítulo ou quer reler, acesse esse link:
http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/09/onde-estao-os-novos-contos.html

Obrigado a todos os que leram!!

sábado, 15 de dezembro de 2012

Comando Épsilon T01C13


CONCLUSÃO

Uma semana após a operação na Ilha Prisão, os membros sobreviventes do Comando Épsilon decidiram sair para beber em um dos vários barzinhos de São Paulo. Ramos e Zurique chegaram um pouco antes, pois ela queria contar-lhe algo, mas essa informação não agradou nada o líder do grupo.
— Como assim você vai deixar o Comando? – o Capitão se espantou com a declaração da Soldado Ramos.
— Não dá mais para continuar. – ela disse.
— Eu não entendo. Explique melhor. – ele pediu.
— Você sabe que eu só entrei no Comando por sua causa. No começo, estava legal, ficávamos juntos, nas missões e fora delas. Mas às vezes, você ficava diferente, distante. E o fato de não poder assumir nossa relação dentro do Comando sempre me incomodou. – ela disse. – Cansei de perder tempo.
— Ainda podemos nos ver, não é? – Zurique perguntou.
— Ah, Renan! Eu gosto muito de você, de verdade. Acho até que teve um momento em que te amei, mas passou. A rotina militar e falta de romantismo, que você demonstrava para mim, acabaram com todo o amor. – ela explicou. – Eu sempre terei um carinho especial por você, como um grande amigo. Além disso, acho que já tenho um pretendente.
— Que pretendente? – ele quis saber.
— Há três dias, eu recebi um buquê de flores e uma caixa de chocolates com um convite para sair do João Pacheco. É meio brega, eu sei, mas achei fofo. Gostei dele, hoje vamos de novo. – Ramos respondeu.
— Espera um pouco! João Pacheco?! O que fomos resgatar na ilha. – o Capitão ficou surpreso.
— Esse mesmo. – ela disse e se levantou. – Cuide-se, Renan. A gente se vê por aí. – ela se despediu e virou para sair.
— Ramos! – Zurique levantou e chamou.
— Ah! Você não conseguir mais me chamar pelo primeiro nome é outro motivo para eu ter saído. – ela disse e saiu do bar.
O Capitão sentou-se desolado. Não esperava por aquilo. Estava até planejando uma viagem para os dois irem em breve. Não demorou muito e os outros membros do Comando chegaram. Nikolofski sentou-se à sua esquerda, Maki, à sua direita, e Santana ficou em frente.
— Nós vimos a Ramos saindo daqui. Onde ela estava indo? – Maki quis saber.
— Ela... hã... – Zurique gaguejou e contou tudo o que houve.
— Puxa, que pena! Isso quer dizer que o Comando agora se resume a nós quatro. – Santana observou.
— Sim. – o Capitão concordou.
— O Sr. Ibrahim disse que vai nos ajudar a escolher os novos membros. – Maki lembrou.
— Mas independente disso, sermos só quatro não é tão ruim assim. Os laços que nos unem agora estão mais fortes ainda. E, da minha parte pelo menos, não pretendo sair tão cedo do Comando. – Nikolofski disse e apoiou sua mão direita sobre a esquerda do Capitão.
Zurique notou o movimento e encarou a Tenente por um tempo. Seus olhos se encontraram e, pela primeira vez, ele notou a bela mulher que ela era. O Sargento Santana percebeu o movimento e então, soube que suas chances com Nikolofski tinham se extinguido por completo. Maki não viu nada, no exato momento em que isso ocorria, ele estava tomando um gole de cerveja.
— Você tem toda razão. – o Capitão disse e apertou a mão dela. – Agora, vamos nos divertir. – todos ergueram seus copos. – Uma última coisa, Patrícia, Full e Zeferino. – os outros se espantaram ao serem chamados pelos primeiros nomes. – Quando não estivermos de farda ou em missões, podem me chamar de Renan.


O Comando Épsilon aguardava pelo Sr. Ibrahim na sala de reuniões, quando este chegou acompanhado por um homem de farda, de alta patente.
— Boa tarde, senhores! E senhora. – ele se corrigiu e Nikolofski sorriu. – Antes de dizer qual sua próxima missão, quero lhes apresentar o meu substituto. – os militares se surpreenderam. – A partir de hoje, é ele quem vai lhes dizer suas missões. E também irá ajudá-los a escolher os novos membros. Conheçam o Coronel Leonel Macedo. – ele disse e o homem de farda deu um passo à frente e os militares bateram continência.
— É um prazer conhecê-los. Soube do que passaram na Ilha Prisão. E quero que saibam que sinto muito por suas perdas. – disse o Coronel. – Contudo, uma situação surgiu e o recrutamento dos novos membros deverá esperar. Isso é, se vocês aceitarem sua nova missão.
— Coronel Macedo, como acabamos de nos conhecer, o senhor ainda não deve saber, portanto vou lhe dizer. O Comando Épsilon nunca negou e nem nunca negará nenhuma missão que lhe for dada. – o Capitão falou e todos na sala sorriram.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Conspiração Temporal T01C13

VOLTANDO NO TEMPO

Jéssica decidiu trocar de roupa também. Tirou a camisa e a calça social, e colocou sua calça justa de malha fina e a jaqueta de couro.
— Acoplem as máquinas do tempo em seus cintos. – o cientista pediu. – Eu as adaptei para encaixarem perfeitamente em suas fivelas.
— Muito engenhoso, doutor. Mas acho melhor ajustar a data antes, pois assim que a máquina estiver no cinto, não conseguiremos mais mexer. – Nanda observou.
— Essa é a parte legal. – ele disse e sorriu. – Instalei um fio no interior das máquinas, que se estica e permite o manuseio delas após a acoplagem.
— Funciona muito bem. – a morena disse já esticando o fio do aparelho.
— Coloquem as datas que descobriram, junto com essas coordenadas.
— De onde é? – a loira quis saber.
— Da Praça Rui Barbosa. É o centro da cidade, e é, desde sempre, um lugar cheio de pessoas. Ninguém notará a chegada de vocês. – explicou o doutor.
Nesse momento, eles ouviram o som de vários passos vindo do fim do corredor. Dr. Cintra foi até a porta espiar.
— São eles! – ele disse e puxou as duas até o centro da sala. – Fiquem exatamente aqui.
— Por que, doutor? – Jéssica perguntou.
O cientista não respondeu. Apenas apertou um botão e um tubo transparente se ergueu, envolvendo as amigas.
— Para que isso, Dr. Cintra? – Nanda perguntou achando estranho.
— Vai mantê-las seguras durante o processo. A máquina demora um pouco para esquentar. – ele disse no momento em que a equipe de segurança invadia o laboratório. – Sugiro ligarem agora.
— Parado aí, Dr. Cintra! – o chefe dos seguranças disse e o cientista virou para encará-lo.
— Como quiser. – Cintra disse.
— Doutor, pare com isso. Tire-nos daqui. – Jéssica disse.
— Devia ouvir sua amiga, doutor. – Salveski disse ao chegar no local.
— Acabou, Salveski. Não há mais nada que você possa fazer. – disse o cientista.
— Ah, há sim. – o governador disse e atirou no doutor.
— NÃO! – as duas gritaram.
Dr. Cintra conseguiu girar e ficar de frente para elas.
— Mudem a história... Salvem... o... futuro... do mundo! – ele disse antes de morrer.
— Que tocante! Agora é a vez de vocês. – disse Salveski. – Balas não vão adiantar nesse tubo. Preciso de uma arma de energia. – disse e preparou a arma.


No momento em que ele atirou, uma luz preencheu o tubo e as duas mulheres desapareceram. Para elas, a luz durou um pouco mais, e depois se transformou em um azul escuro. Logo, elas se viram no espaço sideral. Olharam uma para outra e viram a Terra, girando rapidamente. Era como se estivessem assistindo um filme que estava indo muito depressa, mas não estava indo, estava voltando. Quando menos esperavam, foram puxadas em direção ao planeta azul.
Ao entrarem na atmosfera, não pegaram fogo, nem sentiram a resistência do ar. Puderam notar que a Terra continuava girando, mas mais devagar. Viram o sol nascer e se pôr várias vezes. Finalmente, de um modo mais suave do que imaginaram, elas pousaram no centro da Praça Rui Barbosa, em Curitiba.
— Estranho! Nós deveríamos ter chegado de dia. – Nanda disse ao notar a escuridão ao redor. – A julgar pelo vazio que está aqui, parece que é alguma hora da madrugada.
— O que isso importa? – Jéssica reclamou. – Como você consegue ficar ta calma numa hora dessas? O Dr. Cintra morreu. Bem na nossa frente. Isso não te abala?
— É claro que me abalei quando o vi falecer, mas passou. Agora, estamos no passado. Você não vê? Nós conseguimos! E na época em que estamos, o Dr. Cintra nem nasceu ainda. Então, como ele pode ter morrido? – a loira disse.
— É verdade. – a morena respondeu mais tranquila, enquanto a amiga limpava-lhe as lágrimas.
— Agora, acalme-se para pensarmos no que fazer a seguir. – Nanda disse e ouviu passos se aproximarem.
— Ora, ora! O que duas belas mulheres, como vocês, estão fazendo na rua até essa hora? – disse um homem grande e bêbado, acompanhado de mais três.
Nanda pôs a mão esquerda na sua espada, que estava invisível devido ao cinto e olhou para Jéssica.
— O que acha de começarmos nossa jornada no passado com um exercício? – a loira sugeriu.
As duas sorriram, sacaram as armas e avançaram contra seus oponentes.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O Motoqueiro Das Trevas T01C13


NOVO RUMO

Carol subiu até o último andar do estacionamento do Shopping Estação. O local era a céu aberto e poucos carros paravam ali. Ela saiu de seu veículo e procurou pela pessoa que deveria estar esperando-a, mas só viu uma moto vazia e parada.
— De camisa para um encontro casual, você é mesmo muito caxias. – disse uma voz vinda das sombras.
— Isso é jeito de falar comigo depois de todo esse tempo e de tudo o que aconteceu? – ela devolveu, segurando-se para não ocorrer e abraçá-lo. – Por que não me contou?
— Seria perigoso. – ele disse adotando o tom sério. – Se você soubesse e, de algum modo, a polícia descobrisse, quando me prendeu, você seria dada como cúmplice. E já basta um de nós perder a carreira. – ele explicou. – E só para constar, eles me prenderam num golpe de sorte.
— Nós nunca tivemos segredo. Mesmo depois que terminamos. Não sei por que não contou logo isso. – Carol disse.
— Você não ouviu nada do que eu disse, não?
— Você não teria sido pego se eu soubesse e estivesse te ajudando. – ela disse erguendo uma sobrancelha.
— Ah, é mesmo? Pois saiba que estou muito bem sozinho. – ele disse e ela riu. Depois de um breve silêncio, continuou. – Mas não podia deixar de me despedir.
— Despedir? – Carol se espantou.
— Sim. Cumpri meu principal objetivo aqui. – Ian respondeu.
— O mandante do assassinato do seu irmão. – ela emendou. – Assim que vi a notícia, fui descobrir por que matou um deputado.
— Eu estava pronto para me entregar, quando percebi que existem muitos irmãos, filhos e pais de outras pessoas sendo mortos por esses bandidos. – ele revelou. – E se tenho como fazer justiça, assim o farei.
— Para onde vai? – a morena quis saber.
— Para São Paulo. Parece que o bicho está pegando por lá. Depois, penso em ir para Brasília. Ouvi dizer que tem muito bandido por lá. – Ian disse e os dois riram.
— Vamos nos ver de novo? – ela perguntou.
— Isso. – ele tirou os óculos e se aproximou dela. – É certeza! – ele disse, puxou-a para si e a beijou.
Um beijo lento, apaixonado, como há muito eles não se davam. Ambos estavam completos e realizados, mas Ian parou. Ficaram juntos, sentindo a respiração um do outro. Então, ele se afastou.
— Preciso ir. – ele disse.
— Está bem. Como vou saber quando estiver de volta?
— Eu te aviso. – ele disse e sumiu rampa abaixo.
Enquanto via Ian indo embora, Carol chegou à melhor e à pior conclusão.
— Eu estou apaixonada pelo Motoqueiro das Trevas!


Após três horas de viagem, Ian percebeu que o combustível estava acabando e parou no primeiro posto depois disso. Uma semana havia se passado desde o incidente na BR-277. Ele esperava que ninguém o reconhecesse. Para sua sorte, assim aconteceu.
O frentista não reparou e nem deu a mínima para roupa toda preta e os óculos escuros que o Motoqueiro usava, afinal todos os motoqueiros se vestiam assim, não havia nada especial naquele. Ian decidiu ir à loja de conveniência.
Enquanto ele pegava alguns salgadinhos e refrigerantes, dois rapazes entraram, sacaram suas armas e abordaram o único funcionário da loja, que se encontrava no caixa.
— Passa a grana! – um deles falou.
Ian resolveu agir e foi para o corredor que levava ao caixa.
— Vocês nunca ouviram que o crime não compensa? – ele disse e os dois assaltantes viraram rapidamente.
— Quem é você? – um deles perguntou.
— Você não sabe? – o ex-advogado devolveu.
— Se eu soubesse, não estari... Hã? Ele o que? – o outro rapaz cochichou para o primeiro. – Tem certeza? Humm... então você é o Motoqueiro das Trevas? Não parece grande coisa.
— Adoro quando me subestimam. – Ian falou.
O que o funcionário do posto viu em seguida foi uma rápida sequência de movimentos. Um dos ladrões atirou no Motoqueiro, que levou o impacto em seu colete à prova de balas, e revidou com um tiro no joelho do rapaz. O outro garoto se atrapalhou na hora de mirar e também levou um tiro no joelho. Com ambos caídos no chão, Ian pegou suas armas e levou sua cesta de compras até o caixa.
— Quanto dá tudo?
— Ah, o senhor não precisa pagar não. – o funcionário disse.
— Eu insisto. – Ian disse firme, mas com educação.
— Hã, está bem. São R$17,65.
— Aqui está. Fique com o troco. – Ian entregou uma nota de vinte. –  E quanto a vocês. – ele disse aos dois rapazes. – Vou considerar isso como um erro de adolescente. Se encontrá-los novamente fazendo algo semelhante, vocês estão mortos. Entenderam? – os dois assentiram com as lágrimas rolando.
O Motoqueiro colocou os novos suprimentos na moto, montou-a e disparou. O vento batia no vidro de seu capacete, enquanto o ex-advogado sorria.
— Terra da garoa, aí vou eu! – ele pensou e acelerou.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

A Arte De Roubar T02C13


CONFIANÇA ABALADA

O dia do pagamento chegou e, desta vez, foi mais fácil que a anterior, pois os valores eram fixos, não como as jóias. Por esse motivo, Léo não precisou ficar de olho na hora da avaliação, o valor era aquele e pronto.
— Aqui estão, senhores! Por mais um trabalho bem feito, a merecida parte de vocês. – anunciou o Sr. Barton. – Por favor, confiram.
Eles não duvidavam que seu financiador tinha colocado a quantia certa nas malas, mas era um procedimento padrão. Dessa maneira, no final da contagem, cada um chegou ao exato valor de 500 mil reais. O empresário estava pronto para ir embora, quando Taís falou.
— Sr. Barton, sei que o plano do Joel são quatro assaltos, mas conseguimos quantias consideráveis nos dois primeiros. Acho que já podemos parar. – a mecânica disse.
— Parar? – o financiador repetiu. – Ainda não contou para eles, Joel? – ele perguntou e o líder do grupo ficou de cabeça baixa. – Entendo. Bom, pelo visto, vocês precisam conversar. Já está na minha hora mesmo. Até mais. – Barton se despediu. E saiu.
O grupo esperou que seu líder se pronunciasse, mas ele nada disse. Foi Bomber quem quebrou o silêncio.
— Joel, você nos deve uma explicação.
— Eu sei. – Joel conseguiu dizer e levantou a cabeça. Olhou para os rostos surpresos, confusos e nervosos que o encaravam. Enfim, contou-lhes toda a conversa que teve com Barton duas semanas antes.
— Por que não nos contou isso antes? – Léo quis saber.
— Eu não sei. – Joel confessou. – Em parte porque imaginei que seria melhor se não soubessem. Mas também não houve realmente uma oportunidade desde que nos reunimos novamente. Espero que me perdoem por isso.
— Nós confiamos em você, Joel. Cegamente, desde o começo. – Taís disse. – Não é legal saber que você escondeu algo de nós. Ninguém está brincando aqui. Se formos pegos, já era.
— Não necessariamente. Estamos no Brasil. Não ficaremos para sempre presos. – Facada disse.
— Acredita mesmo nisso? – Léo interveio. – Isso funciona para os peixes grandes. Somos meros ladrões. Ninguém vai se importar conosco.
— E como sua mãe reagiria a sua prisão? – Bomber emendou.
— Olhem, o Joel deve ter tido seus motivos para omitir essa informação. Não sou que vou questioná-lo, pois até hoje, ele nos levou ao sucesso. – Facada disse, desconversando, irritando-se e ficando de pé. – Estamos perdendo tempo e nos estressando à toa aqui. – ele disse, pegou sua mochila e se dirigiu para a porta de saída. – Joel, conte comigo até o fim de tudo. – disse e saiu.
— Obrigado, Facada. – o líder agradeceu. – Eu devo ir também. Pensem e reflitam sobre tudo. E depois me digam o que decidiram. – Joel pegou sua mochila e saiu também.


Assim que o amigo saiu, Charger, que havia ficado quieto durante toda a discussão, levantou, o que chamou a atenção dos demais restantes.
— Eu já volto. – ele disse.
Joel estava quase na esquina da quadra, quando ouviu ser chamado.
— Espere, Joel. – Charger gritou. – Não fique assim. – disse ao alcançar o amigo. – Eles estão surpresos. Vai passar.
— Eles precisam de um tempo. E eu também. – Joel replicou. – Talvez, isso tudo tenha sido um erro, Charger. Nunca devíamos ter começado essa onda de roubos.
— Ei, não diga isso! Estamos indo tão bem. Logo isso acaba e você verá que foi a melhor coisa que fizemos. Além do mais, eu estou aqui, lembra? – Joel sorriu com as palavras do amigo. – Vou falar com eles, mas me diga qual será o próximo local. Isso vai melhorar o humor deles. – Charger pediu.
— Nós passamos por ele em nossa fuga do museu. – Joel disse.
— Não?! – Charger espantou-se e Joel sorriu. – Como você é ousado, Joel Dasco!
— Eu disse que iríamos agitar essa cidade. – o líder disse e estendeu a mão para o mecânico.
Os dois amigos apertaram-se as mãos fortemente e Joel estava tão animado quanto quando teve a ideia dos quatro assaltos.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Não é que chegou a hora do Niemeyer?

E pensar que eu já contava a presença dele como certa no meu velório. Uma linha em branco...

Oscar Niemeyer, um dos maiores (senão o maior) arquitetos do mundo, morreu. Suas obras estão espalhadas pelo país. Brasília, Belo Horizonte e São Paulo possuem uma vasta "coleção" de seus projetos.
Ele foi um mestre que aproveitou tudo o que a vida lhe deu e soube usar a inteligência e imaginação que tinha. Sinto-me honrado em poder dizer que a cidade onde moro tem um prédio projetado por Oscar Niemeyer, o Museu do Olho. E olha que esse ano foi a primeira vez em que fui lá.


Chega a ser engraçado. Todos fazendo piadas sobre o quanto o Niemeyer estava velho e que nunca morreria. Ele viveu 104 anos, 11 meses e 20 dias, mas não pôde "esperar" 10 dias para completar 105. Apesar da tristeza e do pesar, não posso dizer que essa morte me abalou muito. Ele teve o que chamamos de morte por velhice, morte natural (ou pelo menos deveria ser natural viver até uns 100 anos). Não dá para dizer "Ah, morreu tão jovem!" ou "Tinha tanto por fazer ainda!". Ele viveu o que tinha de viver, até mais, alguns dirão. Então, só nos resta desejar que, onde quer esteja, Oscar Niemeyer descanse em paz!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Comando Épsilon T01C12


SACRIFÍCIO

Agachado e apoiado sobre uma das pernas após ter dado o golpe em Gamba, Li ergueu a cabeça para localizar os criminosos mais próximos e avançou rapidamente contra eles. Com um golpe em diagonal com a espada, ele cortou o primeiro e em seguida, girou, mudou a arma de posição e cortou a cabeça do segundo. O soldado usou os corpos mortos de seus alvos para se proteger da chuva de tiros que recebeu, ao mesmo tempo em que olhava para um ponto acima nas árvores.
— O que está esperando para atirar, Maki, seu baka? Um convite? – Li gritou.
O atirador, que estava parado observando a ação do amigo, acordou de seu transe e voltou a mirar os criminosos do acampamento e abatê-los. Zurique e Santana também começaram a lutar, enquanto Nikolofski protegia o corpo de Caviquioli. Não demorou muito e os adversários dos militares foram mortos ou neutralizados.
— Que bom que está aqui, Li. – o Capitão disse.
— Pena que não cheguei a tempo, não é? – ele disse com pesar.
— Por que ela não nos esperou? – Maki perguntava.
— Não adianta pensar nisso agora. Foi uma perda lastimável, mas precisamos seguir em frente. Daqui a algumas horas, o helicóptero chega e temos que atravessar toda a ilha. – Zurique observou.
— O Capitão tem razão. O Sr. Ibrahim disse que o piloto só esperaria 5 minutos, caso ainda não tivéssemos no local. – Nikolofski lembrou.
Li se aproximou do corpo de Caviquioli e se agachou. Olhou um instante para ela. Em seguida, pegou-a no colo e encarou os outros.
— Então, não temos tempo a perder, não é mesmo?
Ramos e João Pacheco se juntaram ao grupo, quando este passou por eles. Maki contou resumidamente o ocorrido para a colega. O silenciou reinou durante todo o caminho. Todos estavam cansados e tristes demais para falar. Eles decidiram seguir a margem do rio. Devido ao seu estado, não perceberam o erro até que fosse tarde demais.


Conseguiram sair da floresta e iniciaram a subida rumo ao topo do monte onde o helicóptero pousaria. Nesse momento, ouviram um barulho atrás deles. Vários passos e gritos se aproximavam rapidamente.
— Não! Eles nos seguiram até aqui? – Maki espantou-se ao ver os grupos que haviam encontrado pela ilha.
— Fomos desatentos. Devíamos tê-los percebido antes. – Zurique disse no instante em que o helicóptero surgiu como um ponto distante no céu e seu barulho se fez ouvir.
— Parece que são muitos. – Ramos observou.
— Eu diria no mínimo vinte. – Li confirmou e passou o corpo da atiradora para o Sargento Santana.
— E vão nos alcançar antes do helicóptero pousar. – Zurique completou.
— O que faremos, Capitão? – Nikolofski perguntou.
— Vocês vão para o ponto de pouso. Eu fico para segurá-los. – Li se antecipou para responder.
— Li. – Zurique disse.
— Eu a amava, Capitão. Desde o primeiro dia em que a vi. Não consigo achar nenhum outro motivo para voltar. – Li disse. – O senhor tem razão, fomos desatentos e no ponto em que estamos não é possível voltarmos todos.
— Não! Eu não permito que faça isso. É uma ordem, você entendeu? – Zurique rebateu.
— Nunca fui bom em cumprir suas ordens, Capitão. – o jovem soldado disse.
O helicóptero pousou ao mesmo tempo em que os criminosos saíram da floresta e avistaram os militares.
— Lá estão eles. – Quebra-Ossos gritou.
— Foi uma honra servir com o senhor, Capitão. – Li disse, virou-se para os habitantes da ilha e desembainhou sua espada.
Sem tempo e sem outra opção, o restante do Comando entrou no helicóptero. Zurique olhou para a ilha e conseguiu ver Li acertar dois, se livrar de um e golpear um terceiro. Mas logo foi atingido e derrubado, e não levantou mais. Afinal, havia muitos adversários. Eles rodearam o pequeno militar e o chutaram impiedosamente. O Capitão fechou os olhos. Aquilo era demais para ele.
Aquela era a missão que iria engrandecer o nome do Comando Épsilon e alavancar a carreira de Zurique, mas o preço tinha sido muito alto.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Conspiração Temporal T01C12


A MÁQUINA DO TEMPO

Jéssica correu o máximo que pôde, mas os 15 andares que a separavam do terraço do Prédio Científico do Complexo Tecnológico não diminuíram. Lá, o governador da capital se preparava para matar o seu melhor cientista.
— Agradeço pelos serviços prestados todos esses anos, doutor. Mas eles não são mais necessários. – o político anunciou.
— Como você é previsível, Salveski. – Dr. Cintra rebateu. – Acha mesmo que eu não me preparei para esse final?
— Considerando seu nível de inteligência, isso não me admira. Mas não imagino em que isso vai lhe ajudar agora. – Salveski comentou.
— Desde o primeiro dia que comecei a trabalhar forçado para você e os outros governadores, pensei em como acabaria. Até quando iria precisar de mim e o que iria fazer. Então, depois de muito pensar, descobri a única maneira de vencê-lo. Se um dia, você chegasse e me matasse, tudo bem, pelo menos minha consciência estaria tranquila, pois eu haveria começado. – o Dr. Cintra disse.
— Vá direto ao ponto, doutor. Tenho mais o que fazer. – Salveski disse enquanto sacava a arma, ele mesmo.
Nesse momento, a porta de acesso para as escadas foi aberta de modo brusco e forte. Antes que os seguranças de Salveski pudessem reagir, Jéssica atirou em cada um deles com sua sawn off. Rapidamente, ela recarregou e apontou a arma para o governador.
— Largue a arma, Salveski! – a morena disse.
— Ora, se não é Jéssica Nunes, uma das rebeldes de 4 anos atrás. – ele notou. – Onde está sua parceira? Lembro que sempre andavam juntas. Como era mesmo o nome dela? Ah, Fernanda Moreira. – o governador lembrou.
— Eu já disse para largar a arma. – ela repetiu.
— Você acha mesmo que consegue salvar seu prezado cientista? Eu só preciso apertar o gatilho. – disse Salveski que estava de lado para Jéssica, mas seu braço continuava apontando a arma para o Dr. Cintra.


O governador sorriu maquiavélico e virou a cabeça para ver o doutor. A moça se firmou em sua posição e estava pronta para atirar, mas não o fez, pois Salveski não atirou.
— Onde ele está? – o político perguntou e olhou ao redor.
— O Dr. Cintra sumiu. – Jéssica observou.
Esses poucos segundos foram o suficiente para o cientista aparecer logo atrás de Jéssica, próximo da porta.
— Se minha querida amiga não tivesse nos interrompido, eu teria lhe dito que construí a máquina do tempo. – Dr. Cintra disse.
— Dr. Cintra! – Jéssica exclamou aliviada.
— O que? – Salveski se surpreendeu.
— É isso mesmo. Jéssica e Nanda vão voltar ao passado para impedir que o mundo se torne o que é hoje. – o cientista confirmou.
— Ah, mas não vão mesmo. – Salveski ia atirar, mas a morena foi mais rápida e o acertou no peito.
— Que esperto, doutor. O senhor trouxe as máquinas do tempo consigo. – a moça comentou.
— Sim. Eu as estava modificando, quando Salveski chegou.
— Modificando? – ela quis saber.
— Sim. Aumentei o tamanho do visor, para adaptar ao cinto de vocês. – ele explicou. – Uma coisa que o Salveski disse me chamou a atenção. Onde está a Nanda? – o cientista quis saber.
— Ela ficou no seu laboratório para lutar com um robô. – Jéssica disse.
— SATIF? – Dr. Cintra quis confirmar, mas não esperou a resposta. – Vamos! Rápido! Precisamos correr antes que seja tarde demais. – ele disse e puxou a moça.
Faltavam ainda três andares para descer, quando um tremor percorreu todo o prédio.
— O que foi isso, doutor? – Jéssica perguntou assustada.
— É o que eu temia.
Os dois chegaram ao laboratório, que se encontrava destruído devido à explosão do núcleo de energia de SATIF.
— Nanda! Cadê você? – Jéssica gritou ao entrar em meio aos escombros.
— Para de gritar! Quer chamar atenção dos seguranças? – Nanda brigou, surgindo de um canto com sua regata característica e calça jeans.
— Nanda! – Jéssica correu para abraçar a amiga.
— Mais do que você já chamou com a explosão? – o cientista provocou.
— Doutor! Que bom vê-lo. Está tudo pronto? – a loira quis saber.
               — Sim! Está na hora de vocês viajarem no tempo. – ele declarou.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O Motoqueiro Das Trevas T01C12


JUSTIÇA

O Honda Civic em que o Deputado Castor estava fugindo mantinha uma distância segura da Harley Davidson do Motoqueiro das Trevas, devido a alta velocidade. O trânsito da cidade começava a ficar caótico. Ambos os veículos ultrapassaram o sinal vermelho e provocaram buzinas.
— Segue para a BR. – Castor disse ao seu motorista.
— Mas, senhor, o Motoqueiro não terá mais vantagem lá?
— Recentemente, tem tido muita movimentação de caminhão por lá. Só precisamos entrar no meio deles e logo, o Motoqueiro nos perderá de vista.
— Grande ideia, deputado. – elogiou o motorista.
Quando viu o caminho que estava sendo tomado, Ian sorriu sob o capacete, pois pensou na vantagem de espaço que teria na BR. Depois de passar por vários quilômetros da rodovia, Castor viu seu plano ir por água abaixo, devido a ausência de caminhões. Cansado de ser perseguido por Ian, ele pegou sua arma, abriu a janela e tentou acertá-lo. Depois de seis tiros sem êxito, ele começou a se desesperar.
— Acelera o máximo possível! – o político mandou.
Ian notou o desespero de seu alvo e decidiu agir. Acelerou até ficar a certa distância do carro e atingiu o pneu traseiro esquerdo. O veículo, patinou, rodou e capotou duas vezes, parando com as rodas para baixo. O motorista bateu a cabeça e desmaiou. Castor também teve a cabeça atingida, mas logo acordou e viu quando o Motoqueiro parou e desceu da moto.
Com a arma em punho, o político saiu do carro e, com sangue escorrendo da cabeça, cambaleou alguns passos.
— Parado aí mesmo, senão eu atiro. – ele disse e apontou a arma para seu algoz.
— Você já estaria morto se assim eu quisesse. – Ian devolveu.
— Devo me sentir honrado por sua misericórdia? – Castor ironizou.
— Sim, deve. – o Motoqueiro disse e deu um passo.
— Eu avisei! – o deputado disse e atirou três vezes no peito de Ian. – Morra! – ele gritou.
O ex-advogado recuou devido ao impacto dos projéteis, mas logo voltou a avançar.
— Segundo minhas contas, você só tem mais seis tiros. É uma .45 com um pente de 15, não é? – ele disse enquanto dava mais dois passos.
— Pare de se aproximar! – Castor gritou e acertou dois tiros no visor do capacete de Ian, mas sem obter resultado. Atirou, então, em seus braços e pernas até sua munição acabar.


— Pelo visto, eu estava certo. Acabou, não é? – Ian disse erguendo o visor atingido. – Como pode ver, eu vim preparado. Vidro à prova de bala no capacete, proteção nos membros e, como sua munição acabou você não pôde testar, proteção gonadal. – o Motoqueiro explicou.
— O que você quer? – o político gritou desesperado largando a arma no chão.
— Justiça. – Ian respondeu sério.
— E o que eu tenho a ver com isso?
— Você mandou matar meu irmão que tinha acabado de começar no novo emprego dele, na prefeitura. Tudo porque ele ouviu sobre suas sujeiras. – Ian começou. – Meu irmão, coitado, não diria nada a ninguém. Mas você não podia correr o risco, não é? Teve de mandar matá-lo. – o Motoqueiro falava com raiva.
— Espera, tenho certeza de que podemos chegar a um acordo. Como posso recompensá-lo? Dinheiro? Você deve estar precisando, agora que não trabalha mais como advogado. – Ian fechou a cara. – Já sei, que tal trabalhar para mim? Será meu guarda-costas... Não, não, melhor ainda, eu te patrocino! Posso conseguir todo tipo de arma e acessório que precisar, e não se preocupe mais com a polícia. É claro que eu te indicarei alguns alvos, mas de resto, você poderá agir livremente, o que acha? – Castor sugeriu cinicamente com um sorriso.
Não conseguindo aguentar mais, o ex-advogado avançou e acertou o deputado com um soco de direita que o fez cambalear para trás. Antes que o golpeado caísse, Ian o segurou e o puxou pela gravata e lhe deu um forte soco na barriga. O político arqueou e teve sua cabeça segurada pelas duas mãos de Ian que a levaram direto para uma forte joelhada, e teve seu nariz quebrado.
— A minha morte não vai resolver nada, sabia? – Castor disse assim que parou de apanhar e foi deixado no chão. – Eu sou apenas uma das milhares cobras peçonhentas que existem na política desse país. O que eu faço não é nada perto do que os outros fazem.
— Pelo menos você não irá fazer mais. – Ian disse e atirou na cabeça do político, que caiu de vez no chão. – A justiça foi feita, meu irmão. – ele disse para si mesmo. – Agora, podemos ficar em paz.
As sirenes se fizeram ouvir e o Motoqueiro estava pronto para se entregar quando se lembrou das últimas palavras de Castor.
— Não, não é hoje que o Motoqueiro das Trevas vai ser preso. – ele disse. – Ainda há muito trabalho a ser feito.
Dito isso, baixou seu visor trincado, subiu em sua moto e, em poucos segundo, sumiu do campo de visão da polícia que chegava ao local do crime.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

A Arte De Roubar T02C12

UM MINUTO

Charger e Facada pegavam os dois últimos quadros da lista feita por Léo, no momento em que Joel voltava para falar com eles.
— E então? – ele perguntou.
— Faltam dois quadros e um minuto e meio. – Léo respondeu e se aproximou do amigo. – Sugiro sairmos agora. Melhor pegarmos oito e conseguir fugir do que tentar roubar todos e ser pego.
— Tem toda a razão. Aprontem-se. – Joel mandou.
No salão principal, todos se mantinham deitados e quietos. Depois de uma tentativa falha de escapar, perceberam que era inútil ir contra Bomber. O ex-militar possuía total controle dos reféns, quando Joel lhe acenou.
— Está na hora de ir. Desça com os outros pela escada da sala de vídeo. Eu cuido do resto aqui. – o líder falou.
— Tem certeza? – Bomber perguntou.
— Sim. – Joel respondeu com firmeza.
— Está bem. – o musculoso disse e foi de encontro aos outros.
— Senhoras e senhores, agradeço imensamente sua colaboração. Meus amigos e eu iremos embora agora. Entretanto só poderei deixá-los levantar quando estivermos fora do museu. – Joel iniciou seu discurso. – Como irão saber disso? Simples, primeiro, as luzes serão apagadas. – ele disse e Léo as apagou. – Depois, irei colocar um pequeno relógio junto com um dispositivo explosivo. – Joel colocou apena um relógio que fazia tique taque. – Quando as luzes se acenderem, poderão levantar. Se fizerem antes disso, iremos acionar o dispositivo e todos aqui irão morrer. Fui claro?
— Sim! – alguns responderam.
— Ótimo! – Joel exclamou com uma voz mais suave e risonha.


No corredor, os seis amigos se reuniram.
— O segurança da saída do olho está virado para o outro lado. Se seguirmos essa escada, ele não nos verá. – Léo explicou mostrando as câmeras em seu laptop.
Facada foi na frente e, com a destreza de um ninja, aplicou uma seringa de tranquilizante no funcionário, abrindo caminho para o grupo.
— Bomber, acione a distração. – Joel falou enquanto desciam a rampa de saída do prédio do Olho.
O ex-militar apertou um botão e uma explosão ocorreu nos armários guarda-volumes que os amigos usaram. Com a atenção voltada para a entrada do museu, os ladrões puderam alcançar seus carros sem serem notados.
— Facada, vem com a gente. – Joel chamou.
Bomber, Léo e Taís entraram no Chrysler preto, enquanto os outros três foram de Charger prata. O minuto passou, o alarme soou, o museu foi roubado, os bandidos fugiram e a polícia chegou tarde. Já longe dali, em meio ao tráfego urbano, os ladrões bem sucedidos comemoravam.
— Você é um gênio, Joel, um gênio! – Charger não parava de elogiar.
— Ah, para com isso, Charger. Foi um trabalho em equipe. Eu não fiz nada sozinho. – Joel amenizou.
Nesse momento, eles passaram em frente a um grande prédio. Joel olhou para o lado e vislumbrou o seu próximo alvo de roubo.
— Olhem! Não é aqui o Banco Central? – Facada notou.
Joel sorriu.