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sábado, 31 de dezembro de 2011

... e o ano novo, também?

É, 2011 se foi... e o que nos resta agora é seguir em frente, pois não tem como voltar. Faça de 2012 um ano melhor q seu antecessor. Aproveite suas oportunidades e não deixe nada por fazer. Curta a vida pois a vida é curta. Não deixe de seguir seus princípios. Faça o que seu coração mandar.

Nesse exato momento estou bebendo uma taça de vinho tentando ficar bêbado, depois de já ter bebido duas taças de champanhe, será que eu consigo? Bom, eu não ganhei na mega e por isso vou partir para o meu segundo plano do ano pra ganhar dinheiro, mas esse vai dar mais trabalho. 



Não tenho muito mais o que dizer, mas decidi começar o ano com um post curto. Talvez ele entre nos mais lidos, pois os mais curtos tendem a entrar nessa lista. Enfim, desejo a todos um feliz ano novo, que 2012 seja repleto de realizações para todos e em todas as áreas da vida. 

Lembrem-se: o ruim não é fazer a escolha errada, é não fazer a escolha.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Vamos relembrar?

O ano de 2011 foi muito interessante pra mim. Eu me formei, consegui meu primeiro emprego e criei um blog - não necessariamente nessa ordem. Nesse post falarei do blog (oh que surpresa!!). Um dia era meu aniversário e no outro eu estava criando essa coisa aqui. As primeiras semanas foram muito boas. Eu tinha muito a falar e vários assuntos surgiram para indagar sobre, criei as cinco séries e tudo estava indo bem, não fosse por um pequeno detalhe... eu estava formado e desempregado. Em meados de abril, eu parei de postar, não achava justo me dedicar ao blog sem estar trabalhando. Então foquei apenas no emprego e decidi voltar minhas atenções para o blog depois de estar recebendo um salário.

Mas nem tudo sai como planejado, eu consegui um emprego, só não na minha área de formação. Não fiquei satisfeito com minha nova atividade e resolvi fazer concurso público, e o blog continuou a mingua. Comecei um cursinho mesmo sem o lançamento do edital. Então eu evoluí de vagabundo para um trabalhador assalariado fazendo um curso noturno, saindo às 7h e voltando às 23h. Depois de 2 meses nessa rotina, pensa num nego cansado e estressado, mas foi no meio de todo esse cansaço e stress que eu vi a luz (não, não era um trem). Eram as Miss Universo (Terra ¬¬), sim minha inspiração voltou graças às mulheres. Foi quando percebi algo mágico, que escrever me relaxava e eu liberava toda a tensão do dia com o blog. Eu tinha o que precisava para reativar o blog, bem no meio do mês de setembro (né Joicy e Blake?). o//

A reativação me faria divulgar de novo, mas como já comentei isso em outro post vou pular essa parte. Só vou dizer que depois de um bom tempo divulgando no orkut, eu consegui alguns leitores fiéis, migrei pro facebook e twitter e é onde eu me satisfaço em divulgar. E aí eu chego no ponto que eu queria, os leitores fiéis, por que se tem algo bom que eu ganhei com esse blog, foram eles. E agora eu farei uma pequena homenagem a eles, que são também blogueiros e ainda assim, seguem meu blog como ninguém. 



Uma das primeiras que me lembro seguir e aparecer sempre foi a Tsunami KehlUma pessoa incrível, sonho de consumo de todos os homens nerds, gosta de animes, cosplay, jogos, filmes... enfim sempre que pode, ela está comentando no meu blog e eu no dela, gosto muito de ler os posts gigantes que ela escreve, pois me lembra um pouco de mim... hehehehe... não vou por em ordem de aparição, pois não lembro exatamente, afinal umas pessoas surgem, outras somem, e por falar em umas e outras... isso me lembra outra blogueira muito importante pra mim, Joicy Doux Sorcière, outra pessoa super querida e receptiva, sua narrativa é contagiante, despojada e envolvente, por algum motivo, ela gostou dos meu contos e ta sempre no meu blog, seus comentários são sempre relevantes e eu gosto muito de lê-los. 

Sabe, sempre tive muita dificuldade em comentar esses blogs feitos só com coisas de garotas, e o pior é que eu nunca lembro se eu que os achei ou o meu blog q foi achado, parece um paradoxo. Todo esse papo me lembra de duas outras blogueiras: Monycky Vasconcelos e Elisa Cunha. Essas são outras que viram não sei o que nos meus posts e decidiram passar por aqui e deixarem seus comentários. Seus blogs são tão empolgantes quanto os citados anteriormente e elas são garotas adoráveis. 

Eu gostaria de ficar aqui e falar detalhadamente de cada um dos amigos e parceiros que fiz na blogosfera, mas esse post já ta mais do que gigantesco. O interessante é que nenhuma dessas pessoas é da minha cidade, cara, como eu amo a internet. Outros blogueiros e parceiras que tão sempre que podem me visitando e conversando comigo: Laura Sodré, Lay Santana, Blake Mandy, Tere Marcellino, Zilda Mara e Anderson J. 



Enfim, obrigado a todos os que ajudaram o meu blog a se popularizar e que continuam por aqui lendo minhas loucuras... ^^'
Que todo tenham um ótimo 2012, ou melhor, que todos sejam ótimos em 2012, pois o ano não tem que ser melhor que 2011, são as pessoas que tem que. Aproveite suas chances, monte o cavalo quando ele passar na sua frente. Esse é o último post do ano, então:

                                                     FELIZ ANO NOVO!!!!!!!!!!! 

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O que aconteceu em 2011?

Muita coisa aconteceu não é mesmo? E com certeza eu vou deixar de mencionar algum fato aqui nessa vaga retrospectiva que vou fazer. Decidi dividir em categorias para facilitar, vamos ver o que é que sai:

Mortes: Pra começar fervendo a retrospectiva, vou lembrar de um dos fatos mais falados, discutidos e duvidosos do ano, a "morte" do Bin Laden. Talvez o maior terrorista de todos os tempos, ele conseguiu afetar os EUA como ninguém, e por 10 anos foi a pedra no sapato do norte americano. Eu não condeno o Osama e nem acho ruim o que ele fez. "Ah, mas mais de 3mil pessoas morreram no atentado às torres gêmeas". É mesmo? Sabe quantas pessoas os soldados norte-americanos mataram em suas invasões no Oriente Médio tentando encontrar o Bin Laden? Mais de 10mil. Então me diz, quem é o verdadeiro terrorista da história?
Outro que nos deixou foi o genial Steve Jobs. Já fiz um post sobre ele, então não vou me alongar, mas já deu pra perceber que sua pós morte será que nem a do rei do pop, cheia de lançamentos inéditos. A terceira morte mais famosa do ano foi a de Amy Winehouse. É, a Casa de Vinho não aguentou tanto álcool no sangue e foi se juntar com Kurt Cobain e Jimi Hendrix. Uma grande perda para a música pop/jazz mundial. Assim como tantos outros, ela tinha um futuro brilhante pela frente, mas jogou no lixo, infelizmente.


Economia: O ano em que a Europa caiu e os EUA quase foi junto (faltou pouco). Pois é, caros leitores, eu não sei bem como começou, mas quando eu percebi a Europa inteira estava em colapso e a Grécia, principalmente, tava devendo até as túnicas dos seus deuses. E aí, não sei por que cargas d'água o Brasil começou a ficar tranquilo, teve um pouco de inflação, mas nada absurdo. E de repente todo mundo tava falando que o Brasil tava imune à crise, que crescemos, que tamo foda... Alou!! A Europa teve a maior crise de todos os tempos, claro que o Brasil ta bem, não poderia estar melhor... não, na verdade poderia sim... hahahahaha. Enfim, pra fechar a parte da economia teve a putaria do valor do dólar. Anos e anos torcendo pro dólar baixar e ter o mesmo valor do real e quando ele chega a menos de R$1,50... os caras tão Banco Central dizem: "Não, não, o dólar ta muito baixo, vamo aumentar essa p*##@ aí'. Em uma semana, ele chegou a R$2,00 de novo... depois eles decidiram que tava muito alto e tentaram baixar. Aì galera, desiste pra baixar demora anos...


Esportes: Minha categoria preferida e a mais leve também. Uma coisa deve ser dita, 2011 foi o ano da popularização do MMA no Brasil. Isso é um fato. Graças aos brasileiros que tão arrebentando com a galera no UFC. São 7 categorias, das quais o nosso país possui 3 campeões. Das outras, 3 são dos EUA e 1 do Canadá. Se cuida América do Norte, o Brasil ta chegando!! Por fim, um acontecimento recente, mas de grande repercussão mundial... mundial... entendeu?? hehehehehe. Com certeza, eu não sou o único que não gosta do Neymar e o fato de eu ser corinthiano só aumenta isso. Sempre fui fã do Barcelona e do Messi, então você já sabe pra quem eu torci na final, não é mesmo? Eu tinha certeza que o Barça ia ganhar, mas confesso que não achei que fosse tanto, e até hoje eu não entendo porque o Neymar não foi jogar a final, hahahahahha. Piadas a parte, o Barcelona mereceu o título.


É isso, caros leitores, espero que tenham gostado de relembrar esses fatos. Amanhã farei a minha retrospectiva pessoal, não percam. Até!!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Ação e Renovação


– Conseguiu as informações? – perguntou Alex ansioso.
– É claro que sim. – disse Diana.
– Fala aí, então. To curioso. – pediu o rapaz.
– Ta bem, ta bem. Aqui vai, o dossiê completo das chapas Ação e Renovação. – começou a garota. – Da Ação você já sabe que a Manu é a presidente e o Mauricinho é o vice, então vou pular para os outros três membros.
“Felipe Slomp, o skatista, altura média, cabelos lisos e até os ombros. Não tem nenhum interesse maior na eleição. Ta nessa apenas para reclamar os direitos dos skatistas e a construção de uma pista de skate no colégio. Tem uma quantidade pequena de votos, mas que pode ser decisiva.
Maria Eduarda Manfrinato, a gótica/emo, conhecida mais como Madu, ta sempre de preto e chora por qualquer coisa. Cansada de ser ignorada e isolada pelos outros, juntou-se com outras na mesma situação e hoje já chegam a mais de 40 os góticos e emos no colégio. Ela ta empenhada em ganhar, eu descobri que ela é a diretora de marketing da Ação. Pode ser um problema.
Lara Garcia, a cestinha do time de basquete do Isaac, alta, musculosa, costuma intimidar os meninos. Entrou pra chapa por amizade a Manu, sua popularidade pode lhes garantir muitos votos. Não aconselho se meter numa briga com ela. Lara talvez seja mais forte que Solano.”
– Hum... Muito bem, Di. – avaliou Alex. – E a tal da plataforma deles?
– Achei fraca, eles tão contando mais com os votos do Mauricinho e da Madu. Se mandarmos bem nas nossas propostas, temos grandes chances.


– E a Renovação? – quis saber o garoto.
– Certo, vou pular o Yago que você também já sabe. – ela disse.
“Pedro Alcântara, roqueiro assumido e personalizado, gosta e prefere os clássicos, tem uma rixa com Madu por falar mal das bandas emo. Ele é alto e não ta nem aí pra eleição do grêmio, só quer impedir que sua concorrente ganhe voz para os emos e góticos do colégio. E isso é muito bom para nós.
Raíssa Caramello, a líder do grupo de dança, é, talvez, o maior trunfo da Renovação na arrecadação de votos, mas ainda assim não será suficiente. A cor da sua pele faz jus ao seu sobrenome, ela é muito querida por todos os colegas do grupo de dança, da banda e pelos professores. Não sei como o Yago a convenceu a participar da chapa dele.
Éder Dias e Danilo Orion, dois valentões amigos do Yago, acredito que eles só estão porque ninguém mais quis entrar. Não é um problema. A plataforma deles é horrível. Soube que até foram vaiados em uma das salas.”
– Bom trabalho, Di. – disse Alex. – Agora, só temos que arrebentar nas nossas apresentações amanhã.
– Vai depender muito das nossas propostas. Você já as tem prontas? – perguntou Diana, preocupada.
– Não se preocupe com isso, Di. Eu já tenho tudo planejado. – ele disse confiante.
– É disso que eu tenho medo. – ela disse, enquanto era abraçada pelo amigo e os dois iam embora.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Mecânica


Logo depois do incêndio que inutilizou a oficina em que Joel trabalhava, ele começou a procurar outro emprego. Primeiro por todas as oficinas mecânicas mais próximas. Em uma delas, ele encontrou Taís.
– Boa tarde, meu nome é Joel e eu gostaria de falar com o seu Elias.
– Joel do que? – perguntou a moça.
– Joel Dasco. Desculpa, mas quem é você mesmo? – ele quis saber.
– Meu nome é Taís. Eu sou filha do Elias e só queria ter certeza que você era o Joel de quem ele tanto falava. – ela explicou.
Taís era uma linda morena de cabelos encaracolados, filha mais velha do mecânico Elias. Desde pequena observou e seguiu os passos do pai, logo estava trabalhando junto com ele. Um dia, um dos amigos de seu Elias avisou-o de um concorrente.
– São dois rapazes, Joel Dasco e Charger, um é gerente e o outro, o mecânico. O Dasco sempre ganha os clientes, ele tem um ótimo papo.
Alguns meses antes do desastre, Joel estava no seu auge profissional, ele era famoso em seu bairro e nos mais próximos. Muitos lhe fizeram ofertas de trabalho, mas ele rejeitou. Ironicamente, no momento em que ele precisava não havia nenhuma proposta de pé. Nem mesmo Taís pôde ajudá-lo.
– Sinto muito, Joel. Eu, realmente, não posso aceitá-lo. Desde a morte de meu pai, eu to tocando a oficina sozinha, mas mesmo os mais fiéis clientes têm preconceito por eu ser mulher. E eu ainda tenho a minha irmã mais nova pra cuidar. – ela explicou.
– Eu entendo. A vida é engraçada, né? Um dia estamos no melhor momento de nossas vidas, no outro, estamos mais baixo do que jamais imaginamos que poderíamos chegar.
– É verdade. – ela concordou.
– Já que estamos no mesmo barco, vamos combinar uma coisa: quem melhorar antes ajuda o outro, feito? – ele sugeriu.
– Feito. – ela aceitou e apertou a mão do rapaz.


Quando Taís terminou de contar a história de como conheceu Joel, Charger ainda estava atento.
– E quando eu menos esperava, você surgiu dizendo que Joel queria me convidar para um grande negócio que daria muito lucro. – Taís finalizou.
– E vai mesmo. – disse Joel chegando. – E começa hoje, vão se preparar, sim? – ele avisou.
– Hoje? – espantou-se Charger.
– Sim, Bomber deu o sinal. É hoje ou daqui um mês. Eu não quero esperar mais nenhum minuto e vocês? – provocou Joel.
– Certo, vou ajeitar o Chrysler. – disse Taís se levantando. – E você me deve a sua história. – ela disse para Charger e saiu.
– Eu vou em casa avisar a Mayara e quando eu voltar, nós vamos. Lidera o pessoal e deixa tudo preparado, ta bem? – pediu Joel.
– Deixa comigo, irmão. – garantiu Charger.
              Enquanto o mecânico entrava no centro de operações para dar as coordenadas ao resto do grupo, o líder deles ia para casa se despedir de sua mulher e filho, antes do primeiro grande assalto de sua vida.

Decisões

– Eu não sabia disso. – espantou-se Glória. – Meu pai não falou nada sobre esses caras.
– Vai ver ele não achou necessário. Não imaginou que eles conseguiriam achar vocês. – opinou Ana.
– Bom, não há porque me preocupar, eu tenho uma ótima equipe de segurança. Agora, chega desse assunto! Lucy você pode acompanhá-los até os quartos? – ela pediu à filha. – O jantar é às 19h.
A mais nova das Cesca levou os convidados para os seus aposentos e foi para o dela também. Enquanto Carpo tomava banho, Lucy foi visitar Ana, sendo que elas já tinham tomado os seus.
– Posso entrar? – perguntou a mais nova, quando Ana abriu a porta.
– Oi, Lucy! Claro, entra aí. – convidou Ana.
– Valeu! Gosto do seu estilo, prima. – elogiou Lucy ao entrar. – Então, to curiosa, por que você decidiu começar uma busca pela herança da família?
– Acho que quando fiquei sabendo do meu verdadeiro passado, quis saber mais e encontrar essas caixas é minha maior chance. – Ana respondeu.
– Puxa, isso é legal. Quando eu soube, não liguei muito, aliás, não me afetou em nada. – disse Lucy.
– Você é a mais nova, seus laços são menores. Eu e sua mãe nascemos na Itália ainda. Isso pesa. – explicou Ana.
– Eu quero ir com vocês. – pediu a mais nova. – Vai ser bom pra mim, conhecer um pouco do passado da minha família.
– E a sua mãe?
– Eu convenço ela.


Logo, chegou a hora da refeição. Foi tudo muito tranquilo. Ana falou um pouco sobre sua vida na fazenda; Lucy contou sobre seu ano na escola; e Glória contou mais sobre sua história de vida e suas lembranças da Itália. Nada foi comentado sobre as caixas da herança.
Após o jantar e o café, cada um foi para o seu quarto. Já era tarde e no outro dia, seria preciso acordar cedo. Com toda a responsabilidade e emoção do momento, Carpo não conseguiu dormir e decidiu levantar para beber água. Ele foi apenas com a calça do pijama, estava calor e imaginou que não encontraria ninguém acordado àquela hora. Ele se enganou.
– Parece que eu não a única com insônia. – disse Glória, assustando o rapaz.
A dona da casa estava apenas de hobby e com os cabelos soltos, algo inédito para Carpo. Seus cabelos pareciam com o de Ana e ao vê-la daquele jeito, notou que as duas eram bem parecidas. Glória era mais velha e mais encorpada, mas tão atraente quanto a prima. Ela se aproximou do economista, que estava nervoso com a proximidade da imponente mulher.
– Conte-me sobre você, Carpo. No jantar não tivemos tempo falar de você, como se envolveu nisso tudo? – ela perguntou se servindo de água.
Ele contou todo o acontecido, desde que o seu carro quebrou até ele se lembrar do acidente e contar pra Ana, o pai dela contar a verdade e eles irem para São Paulo.
– Você gosta dela, não gosta? – ela perguntou e ele ficou surpreso com a pergunta. – Foi amor a primeira vista, não foi?
– Eu... é... – Carpo gaguejou, enquanto Glória chegava mais perto.
– Comigo foi a mesma coisa, quando fiquei sabendo quem era o pai do meu ex, eu me apaixonei por ele. – ela disse e o rapaz entendeu.
– Ei, não é nada disso! Eu não to nessa por causa de uma provável fortuna deixada por um mafioso. – ele disse se afastando e ficando nervoso.
– Desculpa, eu esqueço que nem todos são como eu. Sabe, Carpo, eu fui muito castigada pela vida, tive que aprender a sobreviver sozinha, mas não me leve a mal. Eu posso parecer amarga e fria, mas é só o meu modo de passar por cada dia. – ela explicou.
– Você é boa, eu sinto isso. Só precisa demonstrar mais. – ele disse.
– Eu nunca baixei minha guarda desse jeito, você passa uma confiança que eu nunca senti antes. O que você tem, Policarpo, que me deixa assim? – ela perguntou, chegando bem perto dele.
– Eu... hã... no momento, tenho sono, uah... – ele inventou um bocejo. – O papo ta muito bom, mas amanhã preciso levantar cedo. Boa noite.
– Minha prima é uma mulher de sorte. – Glória disse quando o rapaz saiu.
– O que essas Cesca tem que me atraem tanto? – ele disse para si mesmo ao deitar na cama.
No outro dia, após o café da manhã, Ana e Carpo já estavam prontos para irem. Apenas esperavam Glória entregar a chave para eles, mas ela não estava encontrando, quando Lucy chegou.
– Lucy, você viu a chave que seu avô me deu? – perguntou Glória.
– Sim, está aqui comigo. – a menina respondeu.
– Ahh, que bom. Então entregue para... por que você ta vestida assim? – ela estranhou vendo a filha pronta pra sair e com uma mochila nas costas.
– Eu vou com a Ana e o Carpo. – informou Lucy.
– Como é que é? – Glória disse séria e surpresa.
– Mamãe, eu to de férias, sou faixa preta em caratê e vou na companhia de dois maiores.
– E por que esse súbito interesse?
– Eu decidi que quero saber mais sobre o passado da nossa família.
– Muito bem. Tenho certeza que você será bem cuidada.
– Isso eu posso te garantir prima. – confirmou Ana.
– Nesse caso, tome. – Glória disse jogando uma chave. – Se vão para Santos, um carro vai ajudá-los.
Ana agradeceu, todos se despediram da mais velha das Cesca e saíram rumo à Santos, à procura das caixas de Don Pepe Cesca.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Novos espiões


– Então é aqui? Eu nunca teria adivinhado. – comentou Rob assim que chegaram à agência.
– Essa é a ideia, gênio. – explicou Érica.
Os quatro entraram na AGESP e atraíram os olhares de todos, aos passarem pelos corredores, até chegarem a seu destino, a sala de Kusdra.
– Qual é o motivo disso agora, Érica? – perguntou o grande chefe, já acostumado com as surpresas da garota.
– To adiantando o recrutamento de novos espiões. O Zé foi acidental, mas se mostrou à altura e tenho certeza que seus amigos são tão habilidosos quanto. – ela explicou.
– Espera aí, que história é essa de novos espiões? – Joca falou, espantado.
– Ué, não era isso que vocês queriam? Não foi por isso que insistiram para vir? – perguntou Zé.
– Bom, na verdade, eu nem tinha pensado nisso, mas já que vocês deram a ideia. – disfarçou Rob.
– Muito bem, mas antes vocês precisam passar pelo treinamento inicial de espião. Passando no teste vocês ganham a credencial. – avisou Kusdra.
– Ei, como assim? O Zé não precisou de nada disso. – Joca reclamou.
– O caso dele é diferente, ele interveio em uma missão. É uma das situações extraordinárias para se tornar um espião. – Érica disse.
– Agora vão! Antes que eu mude de ideia. – Kusdra gritou.


Enquanto os dois prováveis futuros espiões eram levados por um agente a sala de treinamento, Zé e Érica foram à cantina tomar café da manhã. Após pedir e começarem a comer, eles começaram a conversar.
– E então, qual o próximo passo? – ele perguntou.
– Esperar. – ela respondeu.
– Ah! Então tudo volta ao normal?
– Sim, vamos seguir o plano inicial do chefe, você vai ficar na agência até tudo acabar.
– Como é que é? – o rapaz se indignou. – Você ta louca? Eu tenho aula e hoje é o meu primeiro dia no trabalho. Não posso ficar aqui.
– Você prefere sair e arriscar seu pescoço por causa de um dia de aula e um emprego que você conseguiu ontem? – Érica perguntou, surpresa.
– Sim. Eu não vou parar minha vida por causa disso. E daí que todos os bandidos e foras-da-lei estão atrás de mim? Eu não tenho medo deles e não vou deixar que isso mude meu dia, tenho compromissos hoje e vou cumpri-los.
– E o que você vai fazer sozinho?
– Eu... hã... tenho você... você vai comigo, não é?
– E se eu disser que não?
– Então você não é quem eu pensava que era e, com certeza, não é a pessoa com quem conversei a madrugada passada. – disse Zé.
– É arriscado demais, Zé, você não entende? – ela perguntou, séria.
– To pronto pra enfrentar o risco. – ele disse, pegando sua mochila e Érica ficou quieta. – Eu to indo, você vem? – ele perguntou e ela continuou quieta.
              Enquanto assoprava seu café com leite, a jovem espiã viu o novo agente sair rumo ao mundo lá fora.

Então, é Natal...?

Pois é, o tal do natal chegou. Esperamos o ano inteiro por ele e aqui está ele. Essa época cheia de magia e religiosidade, em que as pessoas se reúnem para celebrar o nascimento do menino Jesus... opa, opa, póparar por aí. Com certeza deve ter gente que faz isso, mas o natal hoje é um feriado de dois dias que nos remete a festas e presentes. Alguns preferem festas, outros presentes, outros ainda festas como presentes.

Reunião da família ainda ta na moda, mas sem aqueles papos de até a meia-noite, o negócio é cear cedo pra sair pra balada e festar com os amigos. É claro que ainda tem as comemorações tradicionais, que é a que eu prefiro, família reunida, ceia e troca de presentes. Pra mim não há nada melhor e é isso que deveria ser o natal. Ainda é possível outro tipo de comemoração que também é válida. A junção de duas famílias, completas ou não, seja de um casal ou de amigos.


O que, realmente, importa é a bagunça pré e pós ceia, a troca de presentes e convívio social propiciado pelo momento. Mas além de tudo isso é preciso passar bem o natal, então não adianta fazer tudo isso e não se divertir. Passe essa data da forma que desejar, nãos e apegue na tradição e nem em algo que não queira fazer, faça de um modo que você se divirta.

Devo dizer que considero o meu natal de 2011 o melhor de todos que eu tive até hoje. E eu acredito que quando você chega no melhor, não vai mais querer menos do que isso, por isso acho que daqui pra frente será sempre melhor. Sei que já disse isso ontem, mas depois de hoje só ano que vem, então... Feliz Natal!!!!


sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Você acredita em Papai Noel?

Se você lê outros blogs, talvez já tenha lido algo sobre o natal ou o Papai Noel. Para muitas crianças o Papai Noel é o responsável pela entrega de seus presentes na noite do dia 24 de dezembro. Se você está lendo isso e acredita nisso, pare de ler agora, porque o que vem pela frente pode te traumatizar.

O Papai Noel é apenas um personagem simbólico inspirado num arcebispo do século IV chamado Nicolau, tanto que nos EUA, o Papai Noel é chamado de Santa Claus (São Nicolau). Em sua época, o arcebispo ajudava as pessoas que não tinham muito dinheiro, anonimamente, deixando bolsas de dinheiro nas chaminés das famílias. Agora você já sabe de onde vem e quem é, e realmente foi, o bom velhinho, mas chega de história.



Para mim todas as crianças precisam acreditar pelos menos até os 10 anos, pois essa crença faz bem para o imaginário infantil. Eu mesmo gosto de pensar que existe um velhinho que usa um conjunto de roupa vermelha, tem e viaja num trenó mágico que voa, puxado por renas e que entrega presentes para 7 bilhões de pessoas em menos de 6h pela chaminé e, isso, considerando que a maioria das moradias do planeta não possuem chaminé.

Papai Noel é um símbolo, um título, algo que podemos agregar para nós mesmos, porque no final o que importa é a reunião da família e a troca de presentes e pra isso não é preciso muito. Se você não quer que o seu filho se apegue nessa fantasia e acha que esse negócio de Papai Noel é apenas mais um meio das lojas ganharem dinheiro, tudo bem, mas depois você me diz o que você respondeu quando ele perguntou sobre quem era o bom velhinho vestido de vermelho. 

Acreditando em Papai Noel ou não, que você tenha um Feliz Natal!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Quem são os seus melhores amigos?

Muitos não passam nem da primeira mão pra contar, outros não sabem, e alguns poucos, como eu, chegam na segunda mão. Melhores amigos são como os momentos inesquecíveis que temos na vida, são poucos, mas valem por todos os outros. No começo desse ano eu me formei e tinha uma quantidade limitada de convites, por isso precisei listar apenas os melhores amigos que iriam além da família. Cheguei ao número de 9 amigos - 6 homens e 3 mulheres - convidei somente 5, os 2 homens mais distantes na época e as 2 mulheres que estavam se formando comigo, ficaram de fora.

Depois percebi que se eles estavam listados como melhores era por causa de nossa convivência e experiências, por isso, desde então tentei me encontrar mais com eles para mantê-los com esse status. No primeiro semestre isso foi tranquilo, mas começou a complicar quando eu tive a insana ideia de juntar todos eles. É, agora vocês já sabem, eu sou louco.



Eu pensei nisso, pois não quero ter que ficar fazendo encontros diferentes em cada aniversário ou data comemorativa que eu quiser passar com os amigos. Infelizmente, foi e está sendo mais difícil do que eu imaginava que seria. Eu sempre gostei de matemática, então resolvi fazer umas contas e cálculos. É possível dividi-los em 4 grupos que se conhecem. Numa tentativa ousada de juntá-los tudo duma vez, eu notei que deveria começar devagar.

Escolhi um de cada grupo, num total de 5, e comecei os planos para nos encontrarmos. Vou poupá-los dos detalhes e dizer apenas que não deu certo ainda, mas os 4 grupos já se ligam e não há mais ninguém sozinho. Agora, eu não falo mais "um amigo", eu falo o nome desse amigo. Isso é um progresso, mas eu quero mais e sei que vou conseguir.

O que posso concluir é que eu sou uma das poucas pessoas que pode dizer que tem 9 pessoas sem nenhum laço sanguíneo que se importam comigo. E eu com eles, eu faria qualquer coisa para ajudá-los e vê-los felizes. E em todas as minhas tentativas de uni-los ou mesmo em encontros individuais, eu confirmei a recíproca. Todos tem seus compromissos e eu nunca cruzei esse limite, mas eles tem o mesmo interesse que eu, talvez não com a mesma intensidade. Eles estão sempre lá, os que podem, pelo menos. Nesse natal, decidi presentear os mais próximos atualmente e isso está sendo mágico. Tenho adotado a filosofia de dar presentes sem esperar outro em troca. É uma sensação indescritível.



Hoje encontrei 3 deles, em momentos distintos, e foi simplesmente demais. É sempre muito bom estar com qualquer um deles, eles me zoam, eu zoou eles, nós rimos, falamos da vida, etc. Ainda não encontrei o amor da minha vida, mas quando eu encontrar, não me faltará mais nada. De amigos, eu to bem servido ;D

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Regras


– Que complicado. – opinou Solano.
– É menos do que parece. – Alex o acalmou.
– E o que mais ela falou? – perguntou Diana interessada.
– Deixa eu ver... – Alex começou, tentando se lembrar do que a professora Célia lhe havia dito na sala dos professores.
– A próxima etapa é a campanha. Vocês vão a cada uma das turmas e mostrar a eles suas propostas e já podem começar a fazer panfletos, cartazes e santinhos para a propaganda. – explicou a professora para os líderes das chapas. – Cada chapa vai a um dia diferente. Vou fazer um sorteio. A primeira irá daqui a dois dias.
Emanuelle tirou o número 1; Yago, o número 2; e Alex, o 3.
– Muito bem, agora, começa a disputa de verdade. Que vença a melhor chapa. Boa sorte para a Abalo Sísmico, – ela desejou para Alex. – para a Ação, – disse olhando para Emanuelle. – e para a Renovação. – finalizou para Yago.
– E qual é a sua plataforma, Alex? – perguntou Diana.
– Pois é, ela falou algo sobre isso também. O que é, Di? – ele perguntou e espantou a todos.
– Plataforma é o conjunto de ideias e proposta de um candidato. Até eu sei disso. – explicou Paty.
– Hum... entendi, pensarei em alguma coisa. – disse Alex.
– Como assim pensará? Já deveria ta pronto. – Diana quase gritou.
– Ta bom, fica calma. Olha, nós somos um grupo e eu prometi voz ativa a todos aqui. Então escrevam o que acham que seria bom para o colégio e eu passo para a galera. – resolveu Alex.
– Boa. – aprovou Ciano.
– Não gostei do improviso. – disse Diana contrariada.
– Paty, você pode começar a fazer os itens para a divulgação. Amanhã mesmo quero que Abalo Sísmico esteja na boca de todos do colégio.
– Deixa comigo. – garantiu a patricinha.
– Ora, ora! Se não são os nossos concorrentes abalados. – disse o líder de um grupo de cinco rapazes, todos usando jaqueta de couro e óculos escuros.
– O que você disse, Mauricinho? – perguntou Alex estreitando os olhos para o sorriso do outro.


Maurício Timbrelago fazia parte da elite do Isaac Newton, seu pai era um dos pais mais ricos do colégio, só competindo com o de Paty. Parecido com a garota em vários aspectos, arrogante e elitista, não gostava de ninguém sem dinheiro e, a seu ver, sem estilo, mas ao contrário da menina, mais agressivo e por ser homem, mais violento e ameaçador.
– Vim conhecer o inimigo pessoalmente, mas me decepcionei. Achei que teria algum desafio. Com exceção da Paty, só tem ralé aqui. – ele disse. – Aliás, o que você ta fazendo aqui, Patricinha?
– Vi nesse grupo a chance de defender meus ideais. – ela respondeu.
– Não acredito que o Yago conseguiu te convencer a ir pra chapa dele.
– Não me insulte! Eu nunca me juntaria com aquele perdedor, eu to na Ação, a chapa da Manu. – revelou Mauricinho.
– Você ta mentindo! – disse Alex, sem acreditar.
– Se é o que você pensa... deixa eu te contar um segredo, eu não to nem aí pro grêmio, só to nessa porque depois que a gente ganhar, a Manu vai ficar caidinha por mim, aliás já deve ta né? – ele disse, abaixando os óculos e piscando.
– Isso lá é motivo pra concorrer ao grêmio, seu...
– E você é o garoto altruísta né, Lemos? – provocou Mauricinho e em seguida Solano colocou a mão no ombro do amigo.
– Ele não vale a pena. – o artilheiro disse e Hugo deu um passo a frente.
– Mas se o mauriceba aí quiser apanhar um pouco... – se prontificou Ciano se colocando ao lado de Hugo.
– Hum, que chapa interessante... ta, um exercício vai me fazer bem. – ele disse guardando os óculos.
– Já chega! – gritou Emanuelle, se pondo entre os grupos e chamando a atenção de todos. – O que ta havendo aqui?
– Eu vim conhecer nossos agradáveis concorrentes. – respondeu Mauricinho, cinicamente.
– Como você pôde chamar esse cara para sua chapa? – perguntou Alex.
– Ora, assim como você chamou a Paty, eu chamei o Maumau.
– Não me compare com esse grosso. Não somos nada parecidos. – Paty se defendeu.
– Tem razão. Você é mais fútil. – revidou Manu.
– Como ousa? – Paty se indignou.
– Você escolheu os seus soldados, eu escolhi os meus. – Manu sussurrou, chegando perto de Alex. – É melhor se preparar. Essa guerra está apenas começando. – ela avisou. – Vamos Maumau. – ela disse enganchando no braço do rapaz que antes de colocar os óculos, virou-se e piscou para o grupo adversário.
Alex olhou para a multidão ao redor e ao fundo pôde ver Yago sorrindo.
– É, galera, o jogo começou. E ta na hora da gente entrar nele. – ele disse sério e todos concordaram com a mesma expressão concentrada.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Glória e Lucy


Numa duplex do vigésimo com o vigésimo primeiro andar de um prédio no bairro Morumbi em São Paulo, encontravam-se Carpo e Ana, espantados com a beleza e o tamanho do apartamento. Glória levou-os a uma sala de estar e convidou-os a sentar, Lucy, sua filha, também se acomodou e foi servida de um copo de vitamina por uma empregada. A anfitriã ofereceu bebidas aos convidados, que aceitaram apenas água, enquanto ela servia para si um copo de uísque.
Glória Cesca tinha 36 anos, era alta, quase do tamanho de Ana; devido a sua profissão costumava usar terno e camisa; e os cabelos presos num belo coque no alto da cabeça; era morena, de olhos castanhos escuros; sua expressão era fria e fechada.
Quando chegou ao Brasil, ela teve alguns problemas com a mudança do idioma no colégio. Seu pai, Carlo, começava a trabalhar de pedreiro numa construção. Ele sabia que não ia conseguir manter o nível que sua família tinha na Itália, por isso ele decidiu crescer na empresa para pelo menos tentar dar um pouco do conforto que sua mulher e filha tinham.
Com muito trabalho e suor derramado, ele se tornou empreiteiro e então mestre de obras. Seu salário aumentou e a vida deles melhorou um pouco, mas a amargura de Glória não diminuiu e assim que pôde, decidiu mudar de vida. Com 15 anos começou a namorar o filho de um rico empresário. Ela foi a namorada perfeita, sempre junto, sempre apoiando, nunca contrariando. Foi assim até o casamento, 5 anos depois.
A noite de núpcias foi também a noite da concepção de Lucy. Quase na mesma época seu sogro morreu e seu marido assumiu a empresa. Por muitos anos foram apenas Glória e Lucy. Diogo Barbatto, o pai de Lucy, estava sempre ausente, e com o aumento da distância conjugal, ele passou a ter um caso com sua secretária.
Quando descobriu, Glória decidiu trabalhar na empresa junto com ele, pois já estava cansada de ser deixada de lado. Com o passar do tempo, ela fez contatos e amigos. A empresa cresceu, uma filial foi aberta em São Paulo e, logo, a Cesca viu sua oportunidade surgir. Após muito planejamento e conversa com advogados, ela pediu o divórcio, que obviamente foi litigioso. Glória provou o caso de Diogo com a secretária e o ameaçou fora dos tribunais. Ela sabia muita sujeira da empresa. No fim, ela ficou com metade de tudo e o comando da filial paulista. Ela nunca escondeu nada de Lucy, que sempre ficou do lado da mãe.


– Agora explica como você já sabia de tudo antes de eu chegar? Meu pai é que deveria avisar a todos. – pediu Ana.
– Digamos que o seu pai demorou um pouco pra tomar essa decisão. – disse Glória. – Meu pai, seu tio, morreu. Em seu leito de morte me contou.
– Oh! Sinto muito, prima. – disse Ana, sem palavras.
– E qual o segredo de seu pai, senhora Glória? – perguntou Carpo, curioso.
– Carpo! Não seja insensível! – advertiu Ana.
– Ta tudo bem, Anita. – disse a mais velha. – Gostei de você, rapaz. Direto, objetivo, é assim que tem que ser. – ela elogiou o economista. – O segredo que nosso avô passou para meu pai foi muito importante.
– E qual foi? – Ana quis saber.
– As três caixas com a herança devem ser abertas ao mesmo tempo. Isso mesmo! É preciso as três chaves para ter acesso ao conteúdo das caixas, mas já não importa mais. Elas se perderam mesmo. – disse Glória.
– Como assim? – perguntou o rapaz.
– A primeira coisa que fiz quando meu pai me contou isso foi ir ao correio do Rio de Janeiro que era onde ficavam estocados os pacotes estrangeiros. Nada havia lá, há anos foi demolida a sede e não encontrei nenhum indício de pra onde possa ter ido, se é que ainda existem. – ela explicou.
– Sabíamos que não seria fácil a busca pelas caixas, mas não foi só por isso que viemos aqui. – disse Ana.
– Pelo que mais? – quis saber Glória.
– Para avisar vocês duas sobre os Martiniani. – Ana disse e suas primas arregalaram os olhos.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Fuga


Sozinho, no meio da plantação de trigo, sem iluminação alguma, Rubens correu o máximo que pôde para além das terras sem fim do Coronel. Ele ouviu os capatazes correndo e os cães latindo, sabia que logo aquela perseguição teria um fim e não seria nada bom pra ele.
Com seus olhos já acostumados com a escuridão, ele notou a existência de uma árvore bem alta no meio dos pequenos vegetais. Os empregados do Coronel nunca imaginariam que ele estaria ali, afinal era uma espécie bem maior que as outras. Mas o problema era exatamente esse. Conseguir subir aquela árvore tão grande nos poucos segundos que tinha entre ele e os animais.
Quando os capatazes chegaram ao ponto onde estava o grande vegetal, nada viram além dos pés de trigos. Enquanto via seus perseguidores se afastarem ao longo da plantação, Rubens agradeceu o treinamento que teve para sobreviver na Amazônia.
Vendo que o caminho já estava livre, ele pulou o mais silencioso que pôde e pensou no que fazer. Antes de tudo precisava saber se sua mensagem tinha chegado ao destino e como naquele momento já podia ligar, foi o que fez.
 – Alô! Leonel? Recebeu a mensagem? – perguntou Rubens assim que foi atendido. – Ótimo! Olha, a situação complicou um pouco mais, tem como você e sua equipe chegarem até o amanhecer? – pediu o jornalista.

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– Já ta acabando, Doutor? – perguntou o Coronel. – Preciso do Ônix para liderar esses inúteis.
– Quase, Coronel. Foram vários cortes. São precisos muitos pontos. – o doutor explicou.
– Ônix quer vingança. – resmungou o negro.


Rubens voltou devagar para o início da fazenda, resolveu seguir o lado do estábulo. Lá chegando se deparou com um cavalo ainda selado. Ele não pensou duas vezes, montou no animal e cavalgou até os limites laterais da propriedade.
Quando alcançou a cerca, desceu de seu transporte e abaixou o obstáculo para poder passar. Ao ver um conjunto de árvores juntas e perfeitas para escondê-lo, o jornalista se aproximou, amarrou o cavalo e tentou descansar um pouco.
Sem saber quanto tempo dormiu, Rubens acordou devido a um barulho e rapidamente se levantou ficando alerta para qualquer perigo. Vendo que não era nada, acalmou-se e se lembrou de Josué. Era dever dele, ir atrás do rapaz e ele queria fazer, mas ao mesmo tempo sabia o risco que iria correr se fosse até a cidade. Ainda assim, decidiu ir.
Josué caminhava com dificuldade pelo acostamento da estrada que levava à cidade, sangue ainda escorria do ferimento do tiro que havia recebido. Movido pela raiva e pela culpa, Rubens acelerou o cavalo, que conseguiu pular a cerca frontal da propriedade vizinha do Coronel Vespertino.
– Josué! Você ta bem? – perguntou o jornalista, descendo do animal.
– Seu Rubens! O que o senhor ta fazendo aqui? – o rapaz perguntou assustado. – O Coronel colocou todos os homens dele atrás do senhor.
– Eu sei, mas consegui me esconder deles. – acalmou-o Rubens.
– Ei! Que barulho é esse? – perguntou Josué e ambos olharam para cima e para trás.
Vindo da direção da cidade, vários Jipes do exército e da polícia federal. No céu um helicóptero do exército e outro de uma emissora sobrevoavam a região.
– Ei, Josué! Ta a fim de ver a justiça ser feita? – perguntou Rubens com um sorriso no rosto.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Turnos de vigia


– Quem é a garota? – perguntou Rob, quando os visitantes entraram.
– Ela é... hã... – Zé se enrolou para responder.
– Pode contar pra eles, Zé. São os seus melhores amigos, não são? – ela perguntou, enquanto olhava pela janela do segundo andar se alguém os tinha seguido.
– Bom, pessoal, essa é a Érica. Ela é uma espiã e eu me tornei um hoje.
– Como é que é? – espantou-se Rob.
– Explica isso direito. – pediu Joca.
Zé contou-lhes o que aconteceu desde a Agência do Trabalhador até a parte em que ele e Érica quase entraram na casa de seus pais.
– Então, você trouxe uma garota para dormir aqui?
– É, espero que seus pais não se importem. – comentou Zé.
– Acho que eles não vão ligar não, já que eles estão VIAJANDO. – Joca vibrou.
– O que quer dizer que temos a casa só para nós. – concluiu Zé.
– Exato! – confirmou Rob.


– Se vocês já pararam de comemorar, eu preciso tomar um banho. Foi um dia exaustivo. Alguém me arranja uma toalha e me mostra o banheiro. – pediu Érica com sua mochila nas costas.
Joca a levou ao banheiro e voltou, enquanto Zé ligava seu laptop junto aos outros dois. Aproveitando o momento relaxante embaixo do chuveiro, a espiã começou a se lembrar do seu dia. No cumprimento de sua mais recente missão, ela esbarrou em Zé, que veio a ser o mais novo espião. Em seus momentos juntos ela percebeu que ele é a pessoa mais inteligente e, talvez, a mais idiota que ela já conheceu.
Enquanto a água escorria pelo seu belo corpo, ela lembrava que havia, pela primeira vez, revelado ser uma espiã e para três pessoas no mesmo dia. Era preciso ainda pensar no próximo passo, o que iriam fazer pela manhã. A Agência pareceu ser a escolha mais óbvia.
Após o banho ela foi se juntar aos rapazes na sala. Dessa vez com seus belos cabelos, soltos; usando uma camiseta mais larga; e uma jeans. Os três amigos estavam jogando em suas máquinas, quando a garota chegou.
– Muito bem, meninos. Vamos estabelecer as regras da noite. – ela começou em pé de frente para eles. – Depois de comermos, vamos nos revezar em turnos de vigia. Por mais cuidado que eu tenha tomado, alguém pode ter nos seguido, Zé. E é melhor não arriscar. – Érica disse.
– Ora, não será preciso isso. Nós estamos acostumados a ficar acordados de madrugada. Não é, rapazes? – Zé disse e os outros concordaram.
– Zé Mané, amanhã será um dia, talvez mais cansativo que hoje. Eu e você precisamos dormir essa noite. Pelo menos um pouco. – ela disse.
– Ela é sempre assim mandona? – cochichou Rob para o amigo.
– Não, é pior.
Durante o jantar, mais detalhes sobre a operação foram passados para Rob e Joca, que ficavam cada vez mais empolgados por fazerem parte de tudo aquilo. Érica tentou cortar a animação deles dizendo que era bem mais perigoso do que imaginavam, mas não foi suficiente. A presença da jovem espiã impediu que os três amigos conversassem com mais liberdade.
A vigia começou com Rob, depois Joca, Érica e Zé. A noite passou sem maiores problemas e, enquanto Zé ficava de vigia a garota da casa não conseguiu dormir muito e logo levantou para se preparar para sair.
– O que faremos agora? – quis saber o novo espião.
– Vamos para a Agência, é o lugar mais seguro no momento. – disse Érica, abrindo a porta para sair.
– Ei! Vocês não tão pensando em sair sem nós, não é mesmo? – chamou Joca, se aproximando com Rob.
– Essa era a ideia, mas já que vocês insistem. – ela aceitou rápido.
– Érica, eles não insist... – começou Zé, sem entender a atitude dela.
– Aproveitando que vão com a gente, Joca, você tem um boné e uma camiseta para emprestar pro Zé? Os bandidos já sabem o estilo dele.
E assim eles foram em direção à AGESP. Zé com uma camiseta e um boné cobrindo o cabelo arrepiado. Quando teve a oportunidade chegou perto da garota e falou só pra ela.
– Por que você aceitou que eles viessem tão facilmente?
               – Posso estar enganada, mas se seus amigos forem quase tão inteligentes quanto você, eles podem ser muito úteis para a Agência. Precisamos de espiões, Zé. – ela explicou.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Por que não priorizamos o que é importante?

Tem momentos da minha vida que paro para pensar em que ou em quem estou gastando o meu tempo. O que ou quem eu estou considerando mais importante. E a que conclusão eu chego? Que priorizo muita coisa e muita gente que não merece e que não faço muita coisa que deveria para quem realmente me importa e se importa comigo. Mas por que fazemos isso? Talvez seguimos pelo caminho mais fácil ou mais legal, que não é nem de perto o mais certo.

Não digo que eu não devia priorizar o que eu priorizo hoje, mas eu queria mesmo que eu tivesse tempo para fazer todo o resto que também é importante e no entanto requer um pouco mais de comprometimento. E é nessa parte que muitos se enroscam. Às vezes por algo ser mais difícil de ser realizado, desistimos ou perdermos a empolgação inicial, mas essa falta de entusiasmo pode trazer graves consequências. Todos nós colhemos o que plantamos, portanto quanto maior for a dificuldade para se alcançar o objetivo maior será a recompensa no final, é claro que você não deve fazer pensando nisso.

Apenas lembre-se: quando se faz uma boa ação, boas reações costumam acontecer. Faça e se interesse como gostaria que as pessoas fizessem com você se estivessem em seu lugar. Então, a minha pergunta agora é:

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O seu gato usa botas?

O ruivinho das imagens abaixo usa. Pois é, meu caros leitores, o dono dos olhos que encantaram o mundo em 3 dos filmes da franquia Shrek resolveu estrelar seu próprio filme. Como sempre faço nas indagações/críticas de filme, tentarei não contar nada que te impeça de ver o filme.
Aos fatos então, a história é focada principalmente em três sentimentos: amizade, inveja e vingança. Mantendo a ideia de misturar os contos de fada, a trama gira em torno da fábula de João e o pé de feijão.

Os personagens são poucos e, além do Gato, nenhum se sobressaiu. Apesar de algumas piadas e cenas engraçadas, na minha opinião, o filme não foi aquilo tudo. Pra mim, o Gato foi muito mais engraçado e significativo nos filmes do Shrek, pois lá ele contava com a participação do Burro e do próprio ogro título da franquia. Lá, cada aparição sua tinha que ser boa, uma vez que essas eram poucas. Já num filme solo, ele não precisa ou não se esforça em ser tão bom quanto era nos outros.
Alguns podem pensar que por ser o filme que antecede sua aparição no Shrek 2, ele tem esse direito, pois eu não concordo. Talvez a história, com drama a mais que o necessário, tenha prejudicado um personagem que deveria ser mais cômico.

Ainda assim, eu recomendo. É um bom filme, tem boas cenas e um final condizente com suas aparições anteriores. Pode não ter sido à altura do Gato de Botas, mas eu não me arrependo de ter visto. Uma última dica: se você gosta de ver filmes, especialmente os de animação, em 3D, não perca seu tempo e dinheiro, os efeitos desse filme não valem o preço cobrado pela terceira dimensão.
Até a próxima.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Reencontro familiar


No aeroporto de Florianópolis, Ana e Carpo esperavam pelo avião que iria levá-los a São Paulo. Mesmo estando ali, o rapaz não acreditava no acontecido.
– Ainda não acredito que seu pai me deixou vir com você. – ele disse.
– Ele pode ter sido um mafioso, mas ainda é meu pai e respeita minhas decisões. – Ana acalmou o rapaz e se lembrou das palavras finais de Giovanni.
O fazendeiro voltou com um objeto enrolado em um pano.
– Essa é a sua chave. – ele disse à filha. – Ela abre uma das três caixas com a herança de seu avô. E essa herança agora é sua, se e quando a conseguir pode fazer o que quiser com ela.
– Mas pai, eu... – Ana começou.
– Não vou discutir esse assunto. – ele a cortou. – E você, rapaz, tome conta da minha filha! – ele disse para Carpo. – O que me lembra, quantos anos você tem mesmo?
– Tenho 23, senhor, por quê? – quis saber o economista.
– Só isso? – espantou-se o fazendeiro. – Achei que tinha mais de 30 já.
– Pareço tão mais velho assim?
– Não, é só que... bom... – Giovanni ficou olhando de Carpo para Ana.
– Quantos anos você tem, Ana? – perguntou o rapaz.
– Isso é pergunta que se faça para uma dama? – ela disse irritada e vermelha. – Arrume suas coisas. Nós já vamos.
O economista lembrou-se desse momento e riu.
– Sabe, Ana, eu não lhe agradeci por ter me convidado para vir com você. – ele disse e se aproximou da moça.
– Que isso, Carpo! Eu sei que nos conhecemos há menos de 24h, mas é como se eu já te conhecesse há tanto tempo e ao mesmo tempo quero saber cada vez mais de você. – Ana disse e também se aproximou do rapaz.
– Eu sinto a mesma coisa. – ele concordou e seus lábios estavam bem próximos quando foi avisado no auto-falante que o vôo deles ia partir em 5 minutos.


Com o clima quebrado, eles se afastaram e entraram no avião em direção à capital paulista. Durante a viagem, Ana ficou lendo um livro sobre a máfia italiana que havia comprado no aeroporto.
Chegando a seu destino, eles seguiram os dados fornecidos pela matéria do jornal que falava do quase sequestro de Luciana Cesca. Começaram pelo colégio da menina e, coincidentemente, lá estava ela treinando no ginásio. Eles não a viram, apenas foram informados disso.
Decidiram esperar perto da saída, pois sabiam que a mãe dela, Glória, a prima direta de Ana, eventualmente, apareceria para buscá-la. Após algum tempo, foi o que aconteceu. Uma limusine parou em frente ao colégio e, escoltada por 2 seguranças, Glória saiu do carro e entrou no colégio. Carpo e Ana esperaram ela voltar com a filha para abordá-las.
– Com licença, Glória Cesca?! – chamou Ana se aproximando e sendo impedida por um dos guarda-costas.
– Ei, calma lá! Só queremos conversar. – interveio Carpo se colocando entre os dois.
– E vocês seriam? – perguntou Glória acenando para o seu funcionário que os soltou e permitiu a aproximação.
– Eu sou Ana Paula Cesca, sua prima, e esse é Policarpo Barreto.
– Ora, ora! Se não é a sumida Anita? – disse Glória acariciando o queixo da mais nova. – Por onde você andou?
– Nós precisamos conversar. – disse Ana séria.
– Então você já sabe, não é? – perguntou Glória e continuou sozinha. – Claro, por que outro motivo estaria aqui? Aposto que o atentado a minha filha deve ter sensibilizado o tio Giovanni a te mandar aqui para nos contar sobre nosso passado, acertei? – zombou a mais velha abraçando a filha.
– Na verdade, foi o Carpo que nos avisou sobre o atentado. – confessou Ana. – Mas espera, você não deveria saber de nada até eu chegar.
– Entrem no carro. Temos muito o que conversar e faremos isso melhor em casa. – disse Glória.