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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Você já tirou seu pai da forca?

Não sei se é algo regional ou nacional, mas eu já ouvi muito essa expressão. Ela é utilizada para quando uma pessoa está com muita pressa. Então, você está atrasado para algum compromisso e ainda tem que ouvir "Ta com pressa por que? Vai tirar o pai da forca?"

Na hora, você nem pensa, pois está com pressa. E depois também não, pois não se lembra. Mas não se preocupe, eu me lembrei e agora você pode pensar comigo de onde raios surgiu essa expressão. O pai de alguém estava na forca, o filho ficou sabendo e correu para tirá-lo de lá? E será que ele conseguiu? Será que ter corrido fez ele conseguir tirar o pai da forca?


E pensando mais, por que o pai dele estava na forca? Era um criminoso? Nesse caso, espero que não tenha dado tempo. Enfim, independente da origem, não faz sentido essa expressão, afinal mesmo correndo o mais rápido que conseguisse, se seu pai estivesse na forca, ele já estaria morto. Isso me faz pensar em outra hipótese, e se o pai estava morto e o filho queria tirá-lo da forca para enterrá-lo?

Puxa, acho que não vamos chegar em lugar algum, não é? Tudo bem, pelo menos eu tentei. De qualquer maneira, é uma expressão interessante, não faz sentido, mas é interessante. Sabe o que eu vou responder quando me fizerem essa pergunta de novo? Sim!

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Por que as pessoas falam quando bocejam?

O próprio ato de bocejar já é um grande mistério para mim, mas enquanto eu não o desvendo, vou falar sobre outro fato que me intriga. É engraçado como sempre que as pessoas estão falando e, de repente, bocejam, elas continuam falando. Por que elas insistem em falar durante o bocejo? A voz fica mais grave, por vezes não dá para entender o que se fala, e não se faz bem nem uma coisa nem outra.

As mulheres, principalmente, não deveriam falar durante o bocejo. Imagina só, aquela mulher linda com uma voz suave, timbre meio agudo. E então, ela boceja, continua falando, e sua voz se torna grave parecendo a de um homem, aliás fica mais grave que a sua. Você não entende o que ela diz e precisa fingir que ela está rouca para não perder o encanto.


Eu não entendo por que as pessoas não aproveitam o momento do bocejo, passa tão rápido. Alguns até fazem barulho, o que eu não acho legal. Eu me esforço ao máximo para bocejar em silêncio, principalmente quando estou perto de outras pessoas, nem sempre consigo, mas eu tento. Colocar a mão na frente também é uma boa.

Enfim, para mim, bocejar e falar ao mesmo tempo não é uma combinação interessante. É como comer paçoca e assobiar.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Você sabe o que é RPG?

Não, não estou falando da Reeducação Postural Global, mas sim do Role-playing Game (Jogo de interpretação de papéis, em tradução livre). É um jogo em que se utiliza, principalmente, sua imaginação. Você cria os cenários, o seu personagem, os monstros. E tudo o que é preciso é papel, lápis, borracha, dados e imaginação, muita imaginação. Enfim, o foco deste post é dizer que eu fui num evento de RPG que teve aqui na minha cidade. Entretanto, esse não foi o único jogo presente lá, também teve TCG (Trading card game, jogo de cartas como Pokemon, Magic...), jogos de tabuleiros e vídeo game.

                                    1. Algumas canecas que estavam à venda lá. Eu comprei a dos
                                        três primeiros pokémons iniciais. Vê se encontra ae.

Tinha vários estandes com diversos produtos e jogos à venda. Havia diversas mesas para o pessoal jogar e torneios de vídeo game para quem quisesse participar, além de serem disponibilizados consoles para a galera jogar só para se divertir. Então, lá fomos eu e um amigo meu, bem de boa. Chegamos cedo, pouco antes de abrir, às 10h, o que nos possibilitou ver todos os estandes, as mesas, jogar meia hora de Gears of War em um Xbox 360 que ligaram lá, jogar o protótipo de um TCG, conversar com um amigo nosso que tinha um estande lá, e tudo isso antes do meio-dia.

                                               2. Havia diversos livros de RPG para comprar.

Compramos alguns souvenirs e decidimos ir ao cinema assistir Valente. Apesar de pouco, o tempo que ficamos lá valeu muito, foi bem divertido. O problema maior foi não ter o que fazer mesmo, se soubéssemos, teríamos convidado mais gente e jogado um RPG mais demorado.

                                 3. A maioria das mesas estava expondo algum terreno de RPG.


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Você é valente?

Do que você seria capaz para mudar o seu destino? É basicamente sobre isso o que fala a nova animação da Pixar. Mais drama do que comédia, o filme conta a história de uma jovem princesa que não quer se casar e nem seguir as tradições e regras que sua mãe lhe impõe. Merida quer fazer as coisas do seu jeito, no seu tempo. Quando ela chega numa certa idade, seus pais decidem arranjar pretendentes para se casar com ela. A partir daí seguem-se várias discussões entre mãe e filha que culminam no evento principal do filme.


Devo dizer que, juntamente com Shrek 4, essa foi a animação que eu menos ri, o que para mim é essencial nesse gênero. Há algumas cenas realmente engraçadas, que em sua maioria são graças aos irmãos trigêmeos da protagonista, que não devem ter nem 5 anos. Um fato interessante e diferencial foi o cabelo ruivo e encaracolado de Merida, que faz questão de deixá-lo solto.


A mensagem dessa animação é sobre o relacionamento e comunicação entre mãe e filha, algo sobre o qual eu nunca poderei opinar. Já as mulheres podem pelo menos dizer como foi a sua fase como filha, para àquelas que ainda não tiveram as suas.

Por questões financeiras, fui ver em 2D, mas não notei nenhum efeito que fosse ser muuuito diferente em 3D, então fica a seu critério. Se você quer esse filme, não espere morrer de rir durante a sessão. Esse é mais para se pensar e refletir.

sábado, 21 de julho de 2012

Você já se queimou?

Eu já. Bom, não foi aquela queimadura de perder a pele e precisar de enxerto. Aconteceu ontem. Estava eu ajudando a minha mãe a fritar hambúrgueres, quando ao tirar a carne da frigideira, esta se desequilibrou quase caiu, se eu, que estava a um passo do fogão, não tivesse impedido. Ao fazer isso, sem pensar em nada segurei por baixo da frigideira, para poder ter apoio para segurar o "braço" dela. Minha mãe me gritou na hora, mas eu só fui me tocar e sentir depois.


A minha pele ficou adormecida e num estado meio "morto". Segundos após o contato, ela ficou vermelha e, a cada toque mais forte no local, ardente. Como eu disse, não foi uma queimadura forte, mas aconteceu e não quero nem pensar em ter uma pior que essa. Uma coisa que me chamou a atenção foi o meu ato impulsivo para segurar a frigideira. E comecei a pensar em situações mais sérias, em que decisões rápidas são importantes. Será que eu sempre tomarei as decisões sem pensar nas consequências? Isso pode ser bom ou ruim, depende do que estiver em jogo. Uma coisa eu sei: se for para proteger aqueles que amo, não pensarei duas vezes.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Quem não tem segredo?

Duvido que exista uma pessoa sem segredos. Todos tem. Faz parte da vida. Nem que seja um segredinho de nada. Nem que seja para fazer uma surpresa no dia seguinte. E eu acho isso muito bom. Uma pessoa sem segredos não chama atenção, não empolga, não instiga os outros a saberem mais sobre ela. Segredo pode ser qualquer coisa que você não conta para ninguém, ou às vezes, para apenas algumas pessoas, ou uma só.

Meus nove melhores amigos não sabem tudo sobre mim, minha mãe não sabe tudo sobre mim, e muita gente só sabe o que eu quero que elas saibam. Para o meu blog, decidi não mostrar minha identidade, por motivos que... bem, esse é o meu segredo. E tenho certeza que isso é intrigante. Eu ficaria intrigado. Entretanto, segredos podem ser prejudiciais. Espero um dia conhecer e encontrar alguém em quem eu possa confiar totalmente e possa saber tudo sobre mim, e eu dela.


Se você já tem essa pessoa, não a perca com segredos bobos. Como eu disse no início, use apenas para fazer uma surpresa e mostrar o quanto você a ama. Assim como as regras existem para serem quebradas, segredos existem para serem desvendados. Então, cuide bem do seu. Aliás, qual é o seu segredo?

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Como uma boa notícia pode mudar um dia?

É incrível o efeito que algumas palavras podem ter em nossos dias. Quando você está desanimado e só quer que as horas passem o mais rápido possível para que a noite chegue e você possa dormir e sonhar novamente, uma boa notícia é tudo o que é preciso para te acordar e te fazer ver que a vida pode ser aproveitada em cada minuto.


Uma boa notícia prova que ter esperança não é em vão; que quando menos se espera, alguma coisa acontece; e que de repente tudo pode mudar. Na vida é assim, muitas vezes somos pegos de surpresa, para o bem e para o mal. O negócio é ter tranquilidade e saber aproveitar as oportunidades. Não dá saber quando outra surgirá. Se você perdeu, não desanime, lute, batalhe, e, o mais importante, não perca as esperanças.

Isso não é um texto autobiográfico e sim de inspiração. Então, inspire-se!

quarta-feira, 18 de julho de 2012

A sua cabeça é dura?

A minha é. Desde pequeno fui notando isso. E conforme fui crescendo, não apenas o sentido literal caracterizou a minha bela cabeça. Vários acidentes fazem parte da minha vida. Irei compartilhar alguns aqui, todos em que o alvo foi a cabeça.

O primeiro de que me lembro foi quando eu, minha mãe e uma amiga dela estávamos correndo para o ponto de ônibus do outro lado da rua. O ônibus estava vindo e nós queríamos ir nele. Eu tinha entre 6 e 8 anos. Minha mão soltou-se da da minha mãe, eu tropecei e uma bicicleta passou em cima da minha cabeça. É verdade. Sangrando e com uma gigantesca dor de cabeça, fui levado para um hospital e tudo ficou bem.

O segundo acidente que testou a resistência da minha cabeça também foi de bicicleta, mas dessa vez, eu estava no guidão. Em comparação com meus amigos da época, eu demorei a aprender a andar, só consegui pedalar com equilíbrio e sem cair, aos 11 anos. Durante as minhas férias de julho daquele ano, abusei da minha nova habilidade e andei de bicicleta por todas as ruas da vila onde eu morava. Em um local ainda sem casas, havia uma inclinação de terra, muito difícil de subir, mas muito fácil de descer. Em sua base havia um córrego e, em um trecho, uma madeirinha para as pessoas atravessarem. Decidi que iria descer esse barranco e, na minha cabeça, iria atingir tal velocidade que quando chegasse em baixo daria um salto imenso no ar, voltaria são e salvo para o chão e derraparia, levantando poeira ao meu redor.


Não foi o que aconteceu. Depois da metade da descida, tentei desistir, mas meu freio traseiro não funcionou, e, mesmo sob os avisos de meu avô, eu usei o freio dianteiro, o que fez a bicicleta empinar, me jogar para frente e cair em cima de mim, causando-me um corte na cabeça, além de vários machucados e hematomas pelo corpo. Outro aconteceu quando fui ajudar meu avô em uma construção, eu só precisava pegar os tijolos, colocar no carrinho e levar para ele. Com 12 anos, eu ainda não era tão alto e não alcançava o topo da pilha, puxei um tijolo, sem saber que ele estava apoiando um de cima, que caiu direto na minha cabeça.

O lenço que meu avô usou para tentar estancar o sangue ficou encharcado. Levei alguns pontos e, mais uma vez, sobrevivi. O último foi menos acidental, mas ainda assim, na cabeça. Nem sempre me dei bem com todos quando estudava, no ensino fundamental então... Depois de uma discussão, um desses desafetos decidiu "resolver" as coisas e jogou uma pedra em mim. Como eu ainda não tinha conhecimentos de física, calculei mal a trajetória da pedra que caiu bem na minha cabeça. Doeu por alguns dias, mas para esse eu não fui a um hospital.

De todos esses, hoje tenho duas cicatrizes para confirmar a história. Posso, por isso, dizer com orgulho que sou, em todos os sentidos, um cabeça-dura. E você? Também é?

terça-feira, 17 de julho de 2012

Ki Bun Tin e o esbarrão

Era um belo dia ensolarado. Ki Cre Do e eu tínhamos um trabalho para entregar no dia seguinte, por isso decidimos ficar à tarde na faculdade para fazê-lo. Antes de começarmos, porém, fomos almoçar, afinal iríamos precisar de energia para passar a tarde inteira na biblioteca. Estávamos andando tranquilamente pela rua XV de novembro, um trecho conhecido aqui em Curitiba, em que boa parte dessa via é somente para pedestres, e depois se torna disponível para os carros.

A uns dez passos do restaurante, eu esbarrei em uma pessoa, um simples encostar de braços, normal numa rua movimentada. É preciso dizer que ao contrário dos outros destros, eu utilizo o relógio no braço direito e por isso, consegui sentir que o rapaz em quem esbarrei estava usando relógio também, em seu braço esquerdo. O estabelecimento em que fomos comer era do tipo com buffet, cada um pega o seu. Tinha bastante gente até. Ki Cre Do e eu entramos na fila, que estava andando bem.


Eu estava a ponto de me servir, quando uma pessoa, de fora da fila, me cutucou. Ao olhar, notei que o rapaz segurava um relógio na mão. Sua expressão era nervosa e ele me culpava por ter quebrado o relógio dele. Sua intenção ao ir atrás de mim era me cobrar para que eu pagasse o conserto. Achei aquilo um absurdo, afinal foi apenas um esbarrão, não é como se eu quisesse ter quebrado o relógio dele. Ele insistiu e até me empurrou, mas eu mantive minha posição. Disse ainda que eu não tinha culpa se ele tinha um relógio tão fraco, pois o meu também esbarrou e não sofreu nenhum arranhão.

Vendo a multidão do local e que não teria como me convencer, ele saiu me ameaçando. Fui me servir e sentei-me com Ki Cre Do a uma mesa. Quando lhe contei, ele concordou totalmente comigo, e levantando a hipótese de que ele pudesse estar me esperando na frente do restaurante só o animou mais. Mas nada aconteceu. Terminamos de comer e voltamos para a faculdade. No dia seguinte, assim que cheguei na minha sala, fui recebido por muita gente. Aparentemente, Ki Cre Do exagerou um pouco sobre o que realmente aconteceu. Segundo ele "... e aí, Ki Bun Tin segurou e torceuo braço dele, e o chutou para fora do restaurante. E depois, Ki Bun Tin saiu, deu um soco nele e gritou 'E não me apareça mais por aqui!'". "Nossa! Como eu sou mal!", pensei. Sem saber o que fazer ou dizer, eu apenas sorri.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Como lidar com cachorros?

Primeiro, devo dizer que amo cachorros e um dia terei um, mas enquanto isso, eu sofro com os dos meus vizinhos. Em especial, essa última madrugada. Eu acordei 3h da manhã com os latidos dos cachorros. Fiquei tentando entender o que os fazia latir àquela hora da madruga. E não são simples latidos, são agudos, altos e completamente irritantes.

Talvez seja insônia. Talvez um deles acorde e chama outro para conversar. "Ei, Peludo, você ta dormindo?" "Não, e você?" "Não né, se to falando com você." "Ei, fala mais baixo que eu to tentando dormir!" "Ninguém ta falando com você. Fica de boa, aí." "Cala a boca todo mundo ae!" "Vem fazer, ô machão." "Olha que eu vou hein." "Mas são uns filhos dumas cadelas mesmo!!"


Enfim, deve ser algo assim. Mas essa gritaria toda só me fez perder preciosos minutos de sono. O que esses cachorros tem contra dormir de noite? E o pior, está muito frio, outro motivo para dormir. Aposto que agora eles estão dormindo no conforto e aquecidos por seus pelos, enquanto eu estou aqui, no trabalho, com frio e com sono.

Eu pensei em algumas soluções como sugerir aos meus vizinhos para darem sonífero para os seus cães, acho que não tem nada demais, não é? Ou ainda, eu usar tampões de ouvido, mas isso me atrapalharia, pois preciso ouvir o despertador. De qualquer maneira, sobreviverei, com sono, mas sobreviverei. E você? Também sofre com os cachorros dos vizinhos? Ou os seus próprios? Como você lida com eles?

sábado, 14 de julho de 2012

Não é muito bom gastar?

Pode parecer algo mais de mulher, mas a arte de gastar não tem gênero. O ato de gastar e adquirir coisas novas é revigorante para ambos os sexos. Obviamente, os produtos que cada um consome e pelos quais se alegra é bem diferente. O importante, porém, é o sentimento de alívio e felicidade gerado pela ação.

Quando gastamos nosso rico e suado dinheirinho temos a ideia de que podemos comprar o mundo (ou uma pequenina parte dele ^^). Ao adquirirmos e sentirmos o cheiro de produto novo, seja ele uma roupa, um calçado, um brinquedo, um jogo, um acessório esportivo, etc, nos renovamos. É como se nossas energias fossem restauradas para que pudéssemos continuar a viver.


Entretanto, há o lado negativo. Poder comprar o que quer é bom, mas não pode haver exagero. Tudo deve ser medido e calculado para que o supérfluo e o lazer não sobreponham ou façam faltar o que realmente é necessário. Todos precisamos de algo assim, uma válvula de escape para o estresse, senão não há como seguir. E como eu sempre dizia para os meus priminhos que já cresceram: não vai gastar tudo em bala, hein!

sexta-feira, 13 de julho de 2012

O atraso

Depois de muito tempo, desde a Oktoberfest, farei um conto de algo que aconteceu comigo. Decidi contar pois não é algo que acontece todo dia e foi uma situação inédita pra mim.

Marquei de me encontrar com um amigo meu, que há muito não via, um dia depois do trabalho, às 18h30. Como eu saio às 18h e o local não era tão longe, daria o tempo exato. Bem nesse dia, meu chefe saiu mais cedo e decidi ir logo depois dele. Saindo às 17h30, resolvi passar em uma loja antes, que também não ia há algum tempo. Eu já conhecia o dono e daí ficamos conversando, então chegou um amigo dele e o papo continuou.

Eu estava de olho no relógio, mas como a loja era perto do shopping onde íamos nos encontrar, deixei chegar bem perto do horário. Entretanto, um problema surgiu, eu não conseguia achar uma brecha no assunto para dizer que ia sair, sempre que um assunto acabava outro era emendado. Eu estava começando a ficar preocupado, não é do meu feitio deixar as pessoas esperando.


Alguns minutos após 18h30, eu me despedi e saí. Duas quadras me separavam do shopping. Eu estava num passo acelerado e a meia quadra de distância, ouvi meu nome ser chamado. No meio da rua, próximo à cerca que separava a via dos carros da do ônibus, estava outro amigo meu, que também não via há um tempo. Ele estava de bicicleta e me reconheceu à distância, fiquei impressionado. Mesmo já atrasado, não pude simplesmente acenar e continuar andando, além do que, eu queria conversar com ele, e fui.

Vinte minutos de conversa depois, ele mesmo interrompeu e se lembrou de um compromisso. Voltei para a direção de meu destino e dessa vez sem nenhuma parada. Pela primeira vez em minha vida, cheguei meia hora atrasado em um compromisso, mas quer saber? Valeu a pena. Acho que às vezes, todos nós precisamos de um pouco de emoção e fazer coisas diferentes só para variar um pouco.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

O Homem-Aranha não deveria ser Espetacular?

Pois é, eu também achei que sim. Há tantas coisas que me desagradaram nesse filme que nem sei por onde começar. Acho que pelo que eu gostei é um bom início. O elenco foi muito bem escolhido, vi muitas semelhanças entre os atores e os personagens dos quadrinhos, principalmente a Emma Stone que fez a Gwen Stacy. Outro ponto legal foi a caracterização do vilão Lagarto, cuja tecnologia poderia muito bem ter sido usada em personagens que deram errado como Venom (Spiderman 3), Coisa (Fantastic Four e Fantastic Four and the Silver Surfer) e Fanático (X-men the last stand). Os efeitos e as cenas de lutas foram muito bem feitas também.

Todo o resto, na minha opinião, foi muito ruim. A história foi fraca e forçada. A origem do herói ficou bem estranha e muito ligada aos pais dele. De fato, há uma versão assim nos quadrinhos, mas não acho que tenha sido uma boa basear a nova trilogia nisso. Além disso tem muitos erros durante o filme, que não chegam a tirar a diversão, mas deixa a impressão de que não houve esforço nenhum para tornar o filme real.


Citarei duas cenas como exemplo, mas não se preocupe, não vai estragar sua diversão, caso ainda não tenha assistido. Em uma delas, Peter Parker consegue entrar numa renomada empresa, no lugar de um estagiário, sem ao menos mostrar um documento de identidade. "Mas é filme!" Ta bem, mas um pouco de coerência ajuda. Em outra, quando o Lagarto volta para o esgoto e retorna para sua forma humana, sem roupa alguma, ele sai andando enrolado em um cobertor. A primeira coisa que pensei foi "Como ele conseguiu um cobertor no esgoto??".

Além disso, um dos personagens mais engraçados do título, J. Jonah Jameson, não aparece nesse filme. E ainda por cima, Peter quase contou para todo mundo que é o Homem-aranha. Nos quadrinhos levam anos e até mesmo décadas para uma pessoa ficar sabendo da identidade dele e em um filme, três pessoas já ficam sabendo. É triste dizer que não tenho mais ânimo de ver filmes do meu herói preferido da Marvel.

Se você quer ver um filme de ação, esse é uma ótima pedida. Mas se você é um fã dos quadrinhos assim como eu e conhece mais do Aranha do que qualquer filme jamais vai mostrar, não perca seu tempo. Para quem for ver, os efeitos em 3D estão muito bons, valem a pena.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Você acredita em magia?

Hoje há filmes, livros, séries de TV e até músicas sobre magia. O que é isso afinal? Alguém um dia acordou e inventou a magia como um modo de entretenimento? Eu acho que existiram e ainda existem magos e magas por aí, mas eles não utilizam sua magia publicamente. E, também, que efeito a magia teria em um mundo comandado por armas de fogo e bombas atômicas? Talvez muito, talvez pouco, não há como saber.


Gosto tanto dessa área que desde meu primeiro jogo de rpg, só escolho o mago. É muito legal poder controlar algum elemento e fazer coisas com seu próprio poder. De todos, eu passei a gostar muito do gelo. É um elemento eficaz e bem interessante. Mas todos os outros são igualmente bons e interessantes, vai de gosto mesmo.

Também acredito que algumas pessoas usariam esses poderes para o mal, mas aí surgiriam aqueles que iriam combatê-los e mostrar que a magia é para ser usada em prol dos outros, do coletivo, para ajudar as pessoas e o planeta. Assim como a pólvora e a energia nuclear, quando foram descobertas, mas que infelizmente se tornaram armas de guerra. Para o bem ou para o mal, a magia ainda não é de conhecimento público. Então eu te pergunto: você gostaria de ser um(a) mago(a)? Que poder gostaria de ter?

terça-feira, 10 de julho de 2012

Ki Bun Tin e o frio

O fim do primeiro semestre chegou e com ele, o frio e as provas finais do período. E lá fui eu tirar as grandes blusas e jaquetas do guarda-roupa, os cachecóis, luvas e gorros. Não entendo como tem gente que gosta de frio. Com ele tudo fica mais difícil, tomar banho e ter qualquer contato com água, levantar, trocar de roupa e se concentrar em qualquer coisa que exija o mínimo de esforço. Existe, porém, uma coisa que eu gosto no frio: dormir. Ah, dormir nas noites de inverno embaixo das cobertas, encolhido e aquecido, não há nada melhor. Se deixar, eu fico na cama noite adentro e dia afora. Infelizmente, não poderei desfrutar do único aspecto do frio de que gosto, pois tenho que estudar para as finais. Uma semana só de provas, nada mais divertido, não é mesmo?


Então eu estudei, estudei mesmo. Sentado na cama, no sofá, na mesa da cozinha e da sala de jantar. Em todo o lugar do meu apartamento tinha livros e anotações. Mas no fim tudo isso valeu a pena. Eu passei em todas as matérias, mantendo meu nível de notas acima de 9, e sem pegar gripe. Nas férias, o frio ainda estava intenso e minha vontade era só ficar em casa. Fiz uma boa compra no mercado e fiquei em casa, jogando videogame e assistindo filmes. Um dia, recebi a visita de minha prima, Ki Mei Ga. Em nossas conversas virtuais, havia dito a ela que iria ficar em casa durante o frio. Ela disse que passaria para me ver assim que suas férias tivessem início. 


Quando ela chegou, eu estava jogando meu PS3 bem de boa, enrolado em meu cobertor, sentado no sofá. Assim que viu o que eu estava fazendo, ela disse "Põe pra dois". Eu me espantei, e logo ela se aproximou, pegou um controle, puxou parte do cobertor para ela e começou a jogar. E, ali, naquele momento, com nós dois aninhados e juntamente aquecidos, eu descobri uma coisa. O inverno pode ser horrível para quem está sozinho, mas para quem tem alguém, melhor estação não há.

domingo, 8 de julho de 2012

Quem pode vencer o Aranha?

Não se engane, não estou falando do herói de histórias em quadrinhos, o Homem-Aranha. Estou falando do herói da vida real, do UFC. Estou falando de Anderson "Aranha" Silva.

Ele é um dos três brasileiros donos de cinturões do UFC. Os outros são José Aldo e Cigano. Eu não vou aqui repetir o que você já sabe. Quero apenas parabenizar nosso campeão dos pesos médios, que defendeu, ontem, pela décima vez o seu cinturão e pela segunda vez para Chael Sonnen. Muito se falou sobre essa luta, principalmente Sonnen. Muita especulação e agitação se criou em torno dessa luta e o Brasil inteiro passou a torcer pelo Anderson, mesmo quem nunca havia visto uma luta sua.


E quando o momento chegou, ele não fez feio. Antes da metade do segundo round, o nosso Aranha finalizou seu oponente. Mas o melhor ainda estava por vir. Anderson não apenas provou que é bom dentro do octógono, e que é melhor que Sonnen, como também fora dele. A entrevista pós-luta foi, para mim, melhor que a própria luta. Ao pedir para a torcida de brasileiros presentes em Las Vegas aplaudir Chael por sua luta e convidá-lo para um churrasco em sua casa, Anderson Silva provou ser digno do cinturão que mantém e mostrou as características de um verdadeiro campeão.

Aliás, essa foi a expressão usada por Chael Sonnen em relação ao seu adversário. Depois de todas as besteiras e ofensas que pronunciou, o norte americano finalmente disse uma coisa certa: Anderson Silva é o verdadeiro campeão. A pergunta que fica é: Quem pode vencer esse exímio lutador? Um homem que nunca perdeu nenhuma luta no UFC? Espero que ninguém, porque está muito bom assim.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Do que você tem medo?

Todo mundo tem, teve ou terá medo de algo. Eu queria poder dar uma explicação lógica para o medo ou apenas dizer que é psicológico, mas não me sinto bem fazendo isso. Então, vou simplesmente contar os dois maiores medos que eu já tive em minha vida e como fiz para superá-los e, se você quiser, comenta e conta o seu também.

O primeiro que superei foi o de altura. Eu não sei exatamente qual a origem desse medo, mas acredito que, para a maioria das pessoas, o real medo é o de cair e não da altura em si. Afinal, altura é só uma medida de distância. Enfim, definições físicas à parte, eu perdi esse medo graças ao meu anime preferido (e na minha opinião, o melhor de todos), Dragonball. Os que já viram ou ouviram falar, devem saber que a maioria dos personagens voam. Como todo fã, eu queria ser um deles e poder voar, mas espera... eu tinha medo de altura, dessa maneira, não poderia voar, pois o medo me impediria. Foi quando parei de ter medo de altura.


O segundo e mais difícil superar foi o de aranha. Para esse feito, eu contei com a ajuda da biologia. Antes disso, porém, eu passei por maus bocados com esse aracnídeo. Sempre que via uma aranha, eu pirava, corria, subia em sofá, o mais longe possível, parecia uma menininha. E, claro, chamava minha mãe ou quem estivesse mais perto para matar. Eu fui crescendo e o medo continuou, mas depois de ver meu algoz, eu parava e me distanciava lentamente... e aí chamava alguém para matar (O que? Pelo menos não parecia mais uma menininha).

Em uma aula de ciência, minha professora explicou que as aranhas e muitos outros animais apenas atacam como modo de se defenderem, por isso filmes, como "Aracnofobia", são impossíveis de acontecer. Que as aranhas só utilizam seu sistema defensivo quando se sentem muito ameaçada. Isso explica porque a maioria das picada ocorrem com aranhas em calçados e roupas. Vou parar de enrolar pois aranha é tema para um post inteiro. Enfim, eu descobri que as aranhas e todos os outros animais só vão me atacar se forem ameaçados e que, antes disso, têm mais medo de mim do que eu deles. Assim, eu superei meu medo de aranhas. Hoje, se eu vejo uma, não a mato necessariamente, só se for marrom, essa é perigosa.


Nem sempre o conhecimento é suficiente para espantar o medo, mas em muitos casos pode ajudar. Podem me achar arrogante, mas não sei dizer do que tenho medo, hoje. E você? Do que tem medo?

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Ainda falta alguma boca para calar?

É preciso deixar bem claro que eu sou corinthiano, então não espere um texto imparcial sobre o que você vai ler. Depois de mais de 101 anos de existência, o Sport Club Corinthians Paulista conquistou sua primeira Copa Libertadores da América, encerrando, dessa maneira, as infinitas piadas de seus maiores rivais (Palmeiras, São Paulo e Santos). Mas não bastou apenas ganhar o torneio, o time dono da segunda maior torcida do país finalizou a competição com uma campanha invicta e venceu o segundo maior campeão da libertadores de todos os tempos, o Boca Juniors.


Assim que os outros grandes de São Paulo conquistaram a tão almejada taça, o Corinthians se tornou alvo de intensas piadas por ser o único a não ter o título. Como Chorão diz na música "Senhor do Tempo", o tempo é rei e fez os torcedores terem calma e paciência (exceto quando o corinthians foi eliminado na pré-libertadores ^^'). A formação do atual elenco teve início a partir do rebaixamento do Timão. É sério, parece difícil de acreditar, mas é verdade, foi lá que tudo começou. Desde então a diretoria vem tentando manter os jogadores base do time para ganhar entrosamento. E não é que deu certo? Mais de três anos jogando juntos, disputando três anos seguidos a libertadores.



Um grupo sem estrelas, onde cada um pode se sobressair em determinado momento, conseguiu fazer 14 jogos sem perder. Conseguiu bater o Vasco de Dedé e Diego Souza; o Santos de Neymar e Ganso; e, finalmente, o Boca de Riquelme. Este último, aliás, deu o material perfeito para a resposta que os corinthianos precisavam dar às piadas de sempre. Sou fã do futebol argentino e do Boca Juniors, bem por isso, sempre que o Corinthians jogava a libertadores, eu sonhava em uma final entre os dois. Mas sempre que se encontraram, foi antes, e o Boca ganhou facilmente... Até esse ano.

Essa conquista não poderia ter sido mais perfeita: vencer o segundo maior campeão do torneio, em casa, em sua primeira final, numa campanha invicta, foi mais do que qualquer torcedor da Fiel jamais sonhou. Pode-se dizer que toda essa demora valeu a pena e que não haverá mais nenhuma piada a respeito. O que traz de volta a pergunta inicial: ainda falta alguma boca para calar?


terça-feira, 3 de julho de 2012

O que você está fazendo de bom?

Essa é uma das várias táticas de se (re)começar um assunto em conversas virtuais. E também possui várias respostas, sendo as mais comuns "Ah, de bom nada" e "Nada e vc?". Tudo bem que a pergunta não é das mais criativas, mas a resposta podia ser, né? Como eu disse, quem faz essa pergunta quer manter ou iniciar uma conversa, mas (por experiência própria) posso dizer que não funciona.

E o motivo da falha é muito simples de explicar. Quem tem que responder tem uma dificuldade enorme em fazê-lo. O grande problema está na expressão "de bom". Se fosse simplesmente "o que vc ta fazendo?" seria bem mais fácil. É difícil definir o que é bom, pois o que é bom para mim pode não ser para outra pessoa. O pior mesmo é a reação da pessoa, quando você, com muita dificuldade, consegue finalmente responder. Ela lê e, sem pensar duas vezes, digita "hum...".


Eu tive um trabalhão para descobrir o que eu estou fazendo DE BOM para receber um "Hum..." como resposta. Muito bem! Valeu hein!
A verdade é que se uma das pessoas da conversa faz essa pergunta é porque o assunto acabou. E aí, a pessoa que recebeu a questão ficará que nem o Blatter, na figura acima, pensando no que está fazendo de bom.

E você? O que você está fazendo de bom?

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Que tal viver na era do gelo?

Para quem gosta de frio, deve ser uma boa. Não é muito a minha. A franquia de animação de sucesso da Blue Sky Studios, criada pelo brasileiro Carlos Saldanha, chegou ao seu quarto capítulo. Confesso que não acreditei que tivesse história para tanto. Quando o terceiro acabou, eu pensei "Nossa! Final perfeito!". Alguns anos depois já se falava no 4. Felizmente, não me decepcionou.

Seguindo o que diz o título original, a ideia é mostrar como ocorreu a separação dos continentes, mas no estilo "A Era do Gelo". Logo no começo do filme são apresentados novos personagens, a filha de Manny e Ellie, a já crescida Amora e seu amigo ouriço, Luiz. Quem aparece também é a família de Sid, que só quer se livrar da mais velha do grupo. Quando sua avó some, a preguiça mais atrapalhada do filme conta com a ajuda de seus amigos, Manny e Diego para procurá-la. Nesse meio tempo, eles encontram Amora e Ellie e a terra começa a rachar entre eles.


Os três protagonistas ficam isolados em bloco de gelo que é jogado no mar, separando-os do resto do bando. A partir daí, eles lutam para sobreviver e tentar voltar para casa, mas um certo grupo de piratas, liderado por um macaco, vai fazer de tudo para atrapalhá-los. Enquanto isso, Scratch continua em sua eterna busca por nozes.

Assim como em Missão Impossível 4, eu notei um "ar" de primeiro capítulo em A Era do Gelo 4. Há, aliás, várias semelhanças com o primeiro capítulo da franquia. A maior parte da história é focada, obviamente, nos três principais, e, assim como no primeiro, eles precisam cuidar de outro elemento do grupo, mas em vez do bebê, dessa vez é a avó do Sid. E o filme volta a ter um vilão principal, o que não acontecia desde sua estreia, sendo que nos capítulos 2 e 3, o grande inimigo sempre foi a própria natureza.

As cenas com o Scratch ainda são as melhores e o que pagam o ingresso. É um filme muito engraçado e se você acompanha a franquia desde o início, vai gostar ainda mais. Se puder, veja em 3D, vale muito a pena, os efeitos estão ótimos. Esse capítulo realmente me impressionou e me fez chegar a conclusão de que sempre haverá história para A Era do Gelo. Que bom para nós! Esse eu recomendo!