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sexta-feira, 31 de maio de 2013

Velozes ou furiosos?

Por que não os dois? Essa foi a ideia e o título que iniciou uma franquia de grande sucesso no cinema. Apesar de ter mudado um pouco seu foco, a essência continua a mesma e ainda cativa os fãs antigos e novos. Tanto é que já chegou ao sexto filme e não parece que vai parar por aí.



Fast & Furious 6 (Velozes e Furiosos 6) gira em torno da volta da Letty, antiga namorada do Dom que "morreu" no Fast & Furious 4 (Velozes e Furiosos 4). Ela está em uma gangue internacional que ameaça todos os países da Europa. Aproveitando esse fato, o Agente Hobbs (The Rock) convence Dom e sua equipe a ajudá-lo a prender a gangue. 

O elenco permanece o mesmo e traz quase todos os que participaram nos filmes anteriores (os personagens Leo e Santos não voltaram). A história em si é boa, eles tentaram voltar às raízes com uma cena de racha, mas foi fraca e curta. Entretanto, as cenas de ação com os carros mantiveram o nível. Alguns efeitos foram bem forçados, levando em conta que se trata de um filme em que os personagens são humanos e não deveriam ser capazes de fazer certas coisas.



O detalhe mais importante (e o que eu estava esperando desde o 5) é que finalmente fizeram uma ligação com The Fast and the Furious: Tokyo Drift (Velozes e Furiosos 3: Desafio em Tóquio), fechando assim o ciclo e toda a série. Ou pelo menos é o que deveria ter acontecido. Quando tudo parecido finalizado, eles mostram uma cena clara que deixa ponta para um próximo filme. Eu até entendo pelo sucesso da franquia e tal, e como fã, realmente espero que fique bom. Mas será que não estava na hora de parar?

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Caos Urbano T01C05

DESVENDANDO

Os peritos já estavam analisando a cena do crime e o Detetive Perez também já estava por lá, quando a Detetive Marins chegou. Na escadaria próxima a ponte que ficava em frente à estufa do Jardim Botânico, um corpo jazia com as mesmas características do encontrado no Parque Barigui.
― Sem o dedo médio do pé esquerdo. Com certeza é o Dedos dos Pés. – Jorge disse.
― Sim. E ele manteve o mesmo padrão de hora e local. Bem cedo pela manhã em um parque da cidade. Algo me diz que a essa hora, amanhã, teremos outro corpo. – Raquel disse.
― Também acho, mas temos uma boa notícia. Os peritos disseram que a vítima morreu há aproximadamente 6 horas, logo os outros alvos do assassino, que afirmou já estarem com ele, ainda estão vivos. Só temos que agir rápido. – Jorge emendou.
― Concordo. Vamos para a delegacia. De lá, decidimos nosso próximo passo. – ela disse e seu parceiro assentiu.
Ao chegar no distrito, os dois detetives foram abordados por dois policiais da equipe de investigação.
― Aqui está a pesquisa que pediu, Detetive Marins. – um deles disse e entregou as duas pastas.
― Obrigada. – ela agradeceu e passou uma pasta para seu parceiro. – Ah, esqueci de perguntar, como foi com os peritos?
― Bom, – ele começou. – eles descobriram que o vídeo foi feito duas horas depois de o primeiro corpo ter sido encontrado. E, considerando a distância entre o Barigui, a Ópera de Arame e a casa do assassino, podemos que concluir...
― Que ele não está sozinho. – Raquel completou. – Veja isso. – ela disse e passou a pasta que estava folheando. – O primeiro assassino teve dois filhos, o mais velho já entendia as coisas quando o pai morreu e levou o rancor para frente, a mais nova mal se lembrava do pai, casou-se e mora na Europa, hoje. O primogênito teve um filho chamado Plínio Valdetaro. Aposto que os dois estão juntos nessa. – a detetive disse.
― Aqui diz que a mãe do Plínio morreu de câncer há mais de 10 anos. Se isso é verdade, então era aquela senhora morta na casa dele? – Jorge indagou.
― Não sei, mas agora vamos focar em impedir novas mortes. Precisamos encontrar o esconderijo deles. – Raquel disse e voltou a folhear as pastas.
― Mas como? Eles parecem ter pensado em tudo. – Jorge desanimou.
Enquanto olhava para o dossiê dos Valdetaro, a jovem detetive lembrou uma frase que o velho Copi lhe disse. “Às vezes, a resposta está bem na nossa frente e não a vemos”.
― É isso! Como eu não percebi isso antes. – Raquel vibrou.
― O que? Descobriu alguma coisa? – Jorge perguntou surpreso.
― Sim. Já sei onde nosso assassino se esconde. Vamos. – ela chamou.
― Não devíamos deixar isso com a equipe tática? – o detetive quis saber.
― Sim, e nós vamos. Mas esse é meu primeiro caso, e eu quero fazer tudo certo. Vamos na frente para confirmar o local e de lá chamamos reforço. – ela disse.


Em uma área aberta da floresta de um famoso parque de Curitiba, uma casa acomodava mais pessoas do que deveria. Com apenas três cômodos, a sala que também era cozinha, passou a ser o local em que os reféns ficavam. Havia ainda um quarto, em que pai e filho dormiam, e uma despensa.
Depois que o último sequestrado chegou, eles totalizaram 6, mas após duas noites, eram apenas 4. Quando o sol se punha, eles já sabiam o que lhes esperava, e a grande estrela já estava quase baixa. Na primeira noite foi o pai que fez, na segunda foi o filho.
Desta vez seria o pai novamente, mas algo na preparação deles deixou os reféns mais inquietos e com razão.
― Hoje, decidimos mudar um pouco as coisas. Serão escolhidos dois de vocês, em vez de um. Não é demais? – disse o filho com uma risada doentia.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Detetives Virtuais T01C05

PROCURADOS

Duas semanas depois de terem arrumado o sistema da empresa de telemarketing Comunik e de terem recebido o cheque de 10 mil reais do dono, o Sr. Monteiro, os três técnicos de informática mal tiveram tempo para descansar. Dividiram o dinheiro, mas não saíram por aí gastando tudo.
Pagaram algumas dívidas, guardaram um pouco e investiram o resto. Com a propaganda e indicações feitas pelos Sr. Monteiro, os Detetives Virtuais foram mais requisitados do que nunca. Devido a sua tecnologia, eles conseguiam fazer manutenção dos computadores em um tempo mais rápido do que os outros e com muito mais eficiência.
Enquanto isso, na empresa, o Sr. Monteiro não poderia estar mais feliz, suas máquinas funcionando com o melhor desempenho e o rendimento crescendo. Em um de seus comuns acessos ao site do seu banco, para ver suas contas, o empresário quase teve um ataque cardíaco.
― Minhas contas... estão vazias! – ele disse sem acreditar.
Em vez de chamar a polícia local, Monteiro decidiu ligar para um conhecido seu da Polícia Federal, pois ele não queria mais publicidade negativa rondando sua empresa. Um dia depois, o Agente Porto e sua equipe apareceram na Comunik.
― Preciso saber tudo o que aconteceu na empresa nos últimos 6 meses; quem tem acesso a essa conta e a esse computador; e um café expresso, com creme e sem açúcar. – o agente disse ao empresário.
― Tudo bem. Terá tudo o que precisa. – Monteiro garantiu.
― E o que ainda está fazendo aqui? Vai me buscar aquele café para que meus homens possam trabalhar. – Porto gritou.
― Sim, senhor. – Monteiro disse e saiu às pressas.
No fim da tarde, os agentes federais chamaram o empresário na sala de segurança e mostraram um vídeo.
― Quem são esses? – Porto perguntou.
― São os técnicos que arrumaram o sistema de computadores há duas semanas. Eles se auto-intitulam Detetives Virtuais. – Monteiro respondeu. – Por quê? – quis saber.
― Você acompanhou o trabalho deles?
― Não, eles me pediram privacidade e resolveram meu problema, então eu realmente não me importo. – o empresário explicou.
― Pois deveria. Segundo essa câmera aqui, – Porto disse e apontou para um dos monitores. – assim que você saiu, eles simplesmente sumiram e só voltaram instantes depois de você voltar à sala. Foi um intervalo de 6 horas.
― Você tem certeza? – Monteiro perguntou sem acreditar.
― Sim, acredito que eles mexeram com sua câmera e a deixaram mostrando aquilo que lhes era conveniente. – o agente supôs. – Tem os nomes deles?
― Tenho o cartão, mas deve ter mais informações no site. – o empresário disse.
― Não se preocupe, meu amigo, eu vou encontrá-los e recuperar o seu dinheiro. – Porto garantiu e pôs a mão no ombro do amigo.


Já era noite quando a campainha do apartamento dos Detetives Virtuais tocou.
― Ué, quem será? O porteiro nem avisou. – Kevin disse ao levantar para atender. – Parece gente importante, está com um terno bonito. – ele informou os amigos ao ver pelo olho mágico da porta.
― Abre logo, Kevin. – Frank disse.
― Pois não. – o técnico disse ao abrir a porta.
― Vocês são Kevin Zouki, Frank Grumwald e Victória Rodrigues, os vulgos Detetives Virtuais? – perguntou Porto.
― Depende, quem quer saber? – Kevin retrucou.
― Polícia Federal, filho. E pela sua resposta, já sei que são. Queiram me acompanhar, por favor. – o agente disse, mostrando o distintivo e chamando os três amigos para fora do apartamento.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Tudo Por Uma Notícia T02C05

TESTE

Dentro do terreno, Rubens circundou a construção e encontrou uma janela acessível, mas não conseguiu abri-la. Envolveu a manga de sua camisa em sua mão e socou o vidro, quebrando-o. Entrou em um escritório, ficou quieto para ouvir algum movimento, mas só houve silêncio.
Devagar, ele se aproximou da porta e a abriu com cuidado. Sem fazer barulho, o jornalista saiu da sala e se viu em um corredor. Foi andando, sempre encostado nas paredes, e, depois de muitas voltas, chegou a uma porta com um painel com teclado numérico. De imediato, pegou o celular que o amigo havia lhe dado, mas este tocou em seguida.
― Sincronia perfeita, Leonel. Estou em frente a uma porta... – Rubens começou a dizer, mas foi interrompido.
― Tente 5382. – o coronel disse.
― Como você...? Ah, deixa para lá. – o jornalista disse e digitou o código que abriu a porta. – Uau! – Rubens disse ao entrar. – Esse lugar está cheio de drogas. Deve haver centenas de sacos de cocaína, maconha e, acho que até, de crack.
― Muito bem, Rubens. Agradeço a sua ajuda. Agora saia daí imediatamente. Minha equipe colocou bombas em toda a propriedade e vai explodir em cinco minutos. – Leonel disse e desligou.
― Como é que é? – Rubens perguntou assustado. – Leonel? – chamou em vão. – Droga!
No furgão, os militares assistiam e ouviam tudo pelas câmeras do local.
― Se você faz isso com o seu melhor amigo, não quero nem imaginar o que faria com seu pior inimigo. – o capitão comentou.
― Você sabe muito bem o que faço com meus inimigos, capitão. – Leonel respondeu e emendou. – E o Rubens precisava desse teste para eu saber se ele está apto para nos ajudar de verdade.
― Ainda acho que você superestima demais as habilidades desse jornalista. – o segundo no comando opinou e o coronel simplesmente sorriu.


Desesperado, Rubens correu sem se preocupar em ser ouvido ou visto. Em uma virada de corredor, trombou contra dois policiais que tentaram pará-lo.
― Ei, como conseguiu entrar aqui? – perguntou o primeiro e pôs a mão no cabo da arma.
― Temos que sair daqui agora. Esse lugar todo vai explodir. Rápido! – Rubens avisou.
― O que? O que está dizendo? Você é um desses kamikazes? – perguntou o segundo e os dois apontaram as pistolas para o jornalista.
― O que? Não! Ah, droga! – Rubens praguejou e empurrou os dois policiais e saiu correndo.
Tentando sair do local ao mesmo tempo em que fugia dos oficiais, Rubens foi passando de corredor em corredor até que chegou ao saguão de entrada. Um porteiro que estava ali gritou alguma coisa para ele, mas o jornalista já havia desistido de tentar salvar os outros. O furgão saiu do local em que estava e avançou até a frente do depósito.
― Santana, Jeller, vão pegá-lo. – Leonel ordenou.
Faltando poucos segundos para a explosão, Rubens passou pela porta de entrada e correu o máximo que pôde. No meio do caminho, porém, o chão começou a tremer e tudo que havia atrás dele foi consumido pelas chamas. O impacto da explosão espalhou uma onda de ar que atingiu, levantou e empurrou o jornalista fortemente para frente. Os dois soldados seguraram Rubens para que não se machucasse.
― Nós o pegamos, Sr. Fonseca. – disse Santana.
― Por aqui, por favor. – Jeller emendou guiando o jornalista até o fundo do furgão.
Ao ver o amigo sentado e esperando-o, Rubens foi consumido por uma raiva até então nunca sentida.
― O que está acontecendo aqui, Leonel? Eu quero uma explicação e quero agora! – exigiu o jornalista, com uma expressão nunca vista pelo coronel.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

A Arte De Roubar T03C05

CORRIDA

Depois da surpresa inicial, Charger decidiu focar na corrida e acelerou para recuperar sua posição. Nesse momento, ele foi novamente ultrapassado e o último também já estava em sua cola. Para impedir, o mecânico virou o carro levemente para o lado, acertando a dianteira do carro de trás com a dianteira do seu, fazendo-o perder o controle e bater no poste.
― Menos um. – Charger disse.
O piloto em sua frente era conhecido por Fuinha, patrocinado por uma gangue do sul da cidade. O que estava em primeiro lugar era o carro do Batata, patrocinado por empresários e oficiais corruptos, mas Charger não estava convencido de que era Batata quem o pilotava naquela corrida.
― Parece que você aprendeu algumas coisas, Joel. Então vamos brincar. Depois que eu passar o Fuinha, a gente se diverte. – o mecânico disse para si mesmo.
A rua já estava quase no fim, o shopping estava à vista. Charger usou o nitro e acelerou ao máximo. Passou a toda pelo segundo colocado e se preparou para fazer a curva à frente. Era para esquerda e contramão, o que tornava a corrida mais interessante.
Os três carros viraram perfeitamente as duas primeiras curvas com drifts perfeitos. Em frente ao Shopping Mueller, na Avenida Cândido de Abreu, Charger pôde ver o Banco Central e também um carro que vinha na contramão. Como um reflexo, ele conseguiu desviar, mas seu concorrente, Fuinha não teve tanta sorte e bateu de frente com o outro veículo.
― Agora, somos só eu e você, amigão. – o mecânico disse.
De volta à Mateus Leme, os dois competidores restantes corriam com toda a velocidade. O carro à frente de Charger usava e abusava do nitro, sempre mantendo distância. O mecânico decidiu usar toda a potência do seu NOS, mas quando estava quase se aproximando, o carro que havia batido no poste tentava voltar à corrida e os dois tiveram que desviar.
Nessa manobra, Charger foi obrigado a desacelerar e seu oponente aproveitou para acelerar e usar o máximo do seu nitro. Quando viu a multidão, o mecânico soube que tinha perdido.
― Mandou bem, Joel. – ele disse ainda no carro e sorriu.


Charger parou o veículo e, enquanto as pessoas rodeavam o seu adversário, abriu a porta e saiu. Estava se dirigindo para o carro vencedor, quando foi parado.
― Espero que não tenha esquecido o nosso acordo. – Joel disse e surgiu ao seu lado.
― Ora, mas é claro que não, eu nunc... Espera aí, se você está aqui, quem foi que me venceu? – ele perguntou e ao mesmo olhou para a pessoa que acabava de sair do carro ganhador. – Não! – Charger disse surpreso ao ver uma morena de cabelos encaracolados.
― Posso ser muito bom no volante, mas não sou capaz de ganhar de você, amigão. – Joel disse, enquanto Taís ia ao encontro deles.
― Oi, Charger. – ela cumprimentou e beijou na boca. – Fez uma boa corrida, hoje. – ela elogiou.
― Haha. – ele fingiu uma risada e os outros dois riram de verdade. – Vocês planejaram isso desde o começo, não é?
― Sim, mas explicamos isso no carro. Só um minuto. – Joel pediu e foi falar com um homem que lhe entregou um maço de dinheiro. Ao voltar, entregou parte para a morena. – Aqui está a sua parte.
― Muito obrigada. – ela agradeceu.
― Ei, vocês apostaram contra mim? – Charger questionou indignado.
― Não podíamos perder a oportunidade. – explicou Joel e riu. – Venha! Vamos para casa.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Como lidar com cílios?

Homens geralmente possuem cílios menores em comparação com as mulheres. Só para ser diferente, tenho os cílios grandes para o meu gênero. Não é um problema para mim, e já recebi vários elogios por isso, mas de vez em quando, todo esse comprimento me atrapalha. Duas situações me incomodam bastante: quando eles caem... dentro do meu olho; e quando eles se invertem e vão para dentro do meu olho.


A ideia do cílio em si é proteger o olho, mas alguns dos meus fogem a essa programação. Quando eles caem é até mais fácil de resolver, pois eu simplesmente os retiro e pronto, já era. Mas os que se invertem... eu coloco na posição normal, só que não ficam por muito tempo. Em últimos casos, é preciso arrancar. Acredito que outras pessoas devam passar por isso também. Não é algo que possamos evitar ou nos livrar, então o jeito é se adaptar.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Caos Urbano T01C04


MÍDIA

― Em que pé estamos? – o delegado perguntou depois de ouvir o relato dos detetives.
― Apesar da explosão, os peritos estão procurando por alguma evidência que possa ser encontrada nos escombros da casa. – Raquel respondeu.
― E outra equipe está analisando o DVD que tiramos de lá. – Jorge complementou.
― A mídia está toda aí embaixo. – o delegado informou. – Com os acontecimentos de ontem, a cidade está em pânico. De algum modo, o fato da vítima não ter um dedo vazou e, com isso, não demorou muito para descobrirem sobre o Assassino Dedos dos Pés. – ele disse e olhou sério para os dois detetives. – Precisamos resolver isso logo. Jorge, você vai até a criminalística e acompanha o progresso dos peritos, apresse-os se preciso. Raquel, você volta ao asilo e converse novamente com o Copi.
― Com todo o respeito, delegado, acredito que o Detetive Copi já contribuiu com o que podia para a investigação. – a moça retrucou.
― Nunca subestime os mais velhos, criança. Ainda mais um velho detetive. Ele pode não ter tido essa explosão na época dele, mas ele já passou por muita coisa que em toda a sua vida, você não passará nem a metade, Raquel. Volte lá e converse com ele, vai ver que o velho Copi pode contribuir com muito mais. – disse o Delegado Rocha.
― Sim, senhor. – ela disse e saiu acompanhada pelo parceiro.
― E eu vou lidar com a mídia. – Rocha disse ao ficar sozinho.
O espaço da delegacia separado para a mídia estava lotado de repórteres esperando pelo pronunciamento do delegado. Quando ele chegou, todos levantaram e começaram a jogar perguntas. Rocha subiu no tablado e ficou de frente para todos. Pediu para todos sentarem e perguntarem um de cada de vez.
― A explosão e está ligada com o corpo achado no Parque Barigui? – perguntou o primeiro repórter.
― Nossos peritos estão analisando as evidências de ambos os locais, mas até o momento não há certeza de qualquer relação. – ele respondeu.
― Há algum suspeito de quem seja esse novo Assassino Dedos dos Pés? Um descendente ou um imitador? A cidade precisa se preocupar como nos anos 60? – emendou outro rapidamente.
― Ainda não há nenhum suspeito e também não temos nenhuma confirmação se é realmente um novo Dedos dos Pés, pode ser apenas uma coincidência. E, não, a cidade não precisa se preocupar. – Rocha respondeu calmamente. – Nossos investigadores estão trabalhando em resolver esse caso o mais rápido possível. – ele disse e, em pensamento, torceu para que seus detetives estivessem realmente avançando nas investigações.


Faltava pouco mais de uma hora para o almoço. Copi estava no jardim do Asilo Ipiranga, sentado em um dos bancos, jogando comida para os pombos que passavam. Em dado momento, ele levantou a cabeça e viu uma jovem e bela morena, de cabelos cacheados, vindo em sua direção.
― Bom dia, detetiv... digo, Copi. – ela cumprimentou.
― Bom dia, Raquel. – ele respondeu de volta. – Que bom que voltou, mas não imaginava que retornasse tão rápido. – ele comentou.
― Aconteceu uma coisa nova. Talvez, o senhor possa dizer algo que me ajude. – ela disse.
― Farei meu melhor. – ele garantiu.
Raquel contou sobre o vídeo e tudo o que lembrava que o assassino tinha falado e da explosão subsequente.
― Que perfil interessante e inteligente você tem para enfrentar. – o velho disse.
― Como é? – a detetive perguntou confusa.
― Embora não seja tão difícil de vencê-lo. – ele continuou como se ela não o tivesse interrompido. – Pelo que me disse, ele confessou tudo no vídeo, o que significa que ele quer que saibam quem é. A revelação do local é incomum, mas talvez seja um tipo de tática. – Copi analisou. – Ao fazer isso, ele praticamente pede para que o prendam, o que não faz sentido. Foram mandados policiais vasculhar a Ópera de Arame?
― Sim. Estão lá nesse exato momento. – Raquel respondeu.
― Muitos?
― O suficiente para cobrir a área toda.
― Se eu quisesse fazer algo em um lugar e não quisesse que a polícia estivesse por lá, qual seria a melhor maneira de despistá-la? – ele indagou.
― Fazendo-a ir para outro lugar. – ela adivinhou.
― Exatamente. – o velho assentiu. – Às vezes, a resposta está bem na nossa frente e não a vemos, e às vezes, tudo o que temos de fazer é olhar além do óbvio. – ele filosofou.
― Muito obrigado, Copi, o senhor ajudou muito. – ela agradeceu e se levantou. – Tenho de ir agora, até amanhã. – Raquel saiu e pegou o celular para ligar para seu parceiro, mas este ligou antes. – Ia te ligar agora, mande os policiais saírem da Ópera, o assassino estava só nos enrolando.
― Pena não termos percebido antes. – Jorge disse e fez uma pausa. – Nós temos um novo corpo, Raquel.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Detetives Virtuais T01C04


SABOTAGEM

O elevador parou um pouco antes do topo. Quando saíram, os três amigos viram uma grande tela e teclado a sua frente. Sentaram nas cadeiras próximas e começaram a mexer.
― Não acham estranho estarmos mexendo em códigos de computador dentro de um computador? – Frank observou.
― Estamos no código do código, meu amigo. – Kevin respondeu.
Enquanto digitavam, um rosto com boca e olhos vermelhos surgiu na tela diante deles e começou a falar.
― O que pensam que estão fazendo? – uma voz metálica perguntou.
― Acabando com você. – Kevin respondeu.
― Vocês não podem fazer isso. – o programa retrucou.
― Quer apostar? – Kevin provocou.
― Você é um programa resistente, não é? – Frank disse. – Como ninguém conseguiu te tirar daqui ainda? – quis saber.
― Inicialmente, eu interagia com os programas dos prédios, mas quando tentaram sumir comigo, corri para essa torre e fiquei desde então. Sempre que destroem tudo e constroem uma nova cidade, fico aqui e nada acontece comigo. Eles nunca mexeram na torre. Logo, se quiserem me destruir, terão que destruir a torre. – a voz metálica explicou.
― O que acha que estamos fazendo? – Kevin perguntou.
Enquanto conversavam, vários cachorros robôs cercaram os amigos pelos lados. Percebendo um movimento à sua esquerda, Vick conseguiu se virar a tempo e chutou o inimigo para impedi-lo de atacar.
― Parece que estamos cercados, meninos. – ela disse.
― Vou distrai-los, enquanto vocês acabam as suas partes, depois vocês me cobrem para eu terminar o meu. – Kevin disse e os outros concordaram, apressando-se para finalizar seus códigos.
O rapaz de armadura dourada esticou seus braços para os lados e começou a atirar feixes de energia em cada cachorro robô que tentava avançar. Mas logo o número começou a aumentar e Kevin já não estava conseguindo mantê-los muito afastados dos amigos.
― Quando quiseram acabar, fiquem à vontade. – o rapaz disse.
― Terminei. – Frank disse e levantou.
― Eu também. – Vick se levantou e começou a atacar os do seu lado. – Agora é com você, Kevin.
O rapaz sentou na cadeira do meio e voltou a digitar o código.
― Vocês nunca sairão daqui vivos. – o programa falou.
― É o que veremos, malvadão. – Kevin retrucou.


Frank começou com a escopeta, mas com o aumento de alvos em movimento, o tempo entre os tiros ficou muito demorado. Então, ele trocou para duas pistolas. Os cachorros já mantinham uma boa distância dele, mas continuavam a vir sempre.
Como usava espada, Vick precisava se aproximar dos robôs, mas sempre que o fazia destruía dois ou mais. Quando via que estava longe dos amigos, recuava e esperava pelos inimigos.
― Acabei! – Kevin gritou e levantou. – Vamos embora, daqui, galera. – ele chamou e se dirigiu para o elevador. – Não está funcionando! – ele disse apertando o botão sem parar.
― Eu disse que não sairiam vivos daqui. – o programa lembrou e sua imagem começou a se dissipar.
― E agora? Nós colocamos o código de autodestruição. – Vick disse.
― Lembram o que o velhinho do meu PC disse? Nós podemos tudo aqui nesse mundo. – Kevin disse e abriu os braços. – Segurem-se em mim.
Quando os amigos fizeram, ele se concentrou e de seus pés, saiu uma rajada de fogo que funcionou um impulsor que os tirou dali. Em uma distância segura, Kevin parou no ar com os amigos e assistiu a torre cair.
 Eles voltaram para o portal e assim que chegaram ao mundo real, foram abordados pelo dono da empresa.
― Onde vocês estavam? – ele perguntou apavorado. – Olhei pela câmera e não tinha ninguém na sala.
Os três se olharam assustados, mas recuperaram a calma e responderam.
― Estávamos aqui o tempo todo, senhor. – Frank respondeu.
― E resolvemos o seu problema. – Kevin emendou.
― E agora o senhor pode nos dar a recompensa de 10 mil. – Vick completou.
Depois de testarem e comprovarem que os computadores estavam limpos e funcionando bem, os três técnicos foram pagos.
― Muito obrigado! Vou recomendá-los para todos que conheço. – o empresário disse.
― E nós agradecemos por isso. – Kevin disse e os três se dirigiram para a saída.
― Ah, o senhor talvez queira olhar a sua lista de inimigos. – Frank parou e disse. – A sua empresa foi sabotada. – completou e saiu.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Tudo Por Uma Notícia T02C04

A PROPOSTA

A polícia estava realizando várias operações contra o tráfico de drogas na Grande São Paulo, mas ao mesmo tempo muitas gangues conseguiam se safar livre e fazer o contrabando. Rubens quase sempre estava junto cobrindo as ações. Entretanto, assim que a investigação acabava e o caso era concluído pela polícia, o jornalista parava de acompanhar.
O que Rubens não via era o julgamento dos traficantes, as prisões e, mais importante, o que acontecia com as drogas apreendidas. Ao ser convidado por seu melhor amigo para tomar um café, o jornalista mal sabia que estava prestes a descobrir as peças que lhe faltavam.
― E aí, Rubens, amigão? – Leonel levantou da mesa em que estava para cumprimenta-lo.
― Fala, Leonel, como você está? – o jornalista devolveu e sentou à mesa.
Cada um pediu um café, enquanto falavam sobre suas vidas pessoais e suas carreiras. Na metade da bebida, o assunto mudou de direção.
― Por que tenho a impressão de que você não me chamou aqui apenas para jogarmos conversa fora? – Rubens perguntou.
― Porque você é muito perspicaz. – o amigo respondeu e ao ver a expressão insatisfeita do jornalista, continuou. – Eu tenho uma proposta para você.
― Que proposta?
― Tenho acompanhado algumas reportagens suas sobre o tráfico de drogas na capital. – Leonel começou. – Você já se perguntou o que acontece com as drogas apreendidas depois do fim das investigações? – ele continuou antes que Rubens pudesse responder. – Elas ficam guardadas em um depósito da polícia. É até bem guardada, mas está ali. E, infelizmente, não faltam policiais corruptos que, com o incentivo certo, colocariam essas drogas de volta na rua em um instante. – o coronel disse.
― Ainda não entendi onde eu entro nisso. – Rubens disse.
― Eu estou em missão secreta e parte dela é confirmar a localização das drogas apreendidas. Quero que você entre lá e faça isso para mim.
― Como é que é? – o jornalista se espantou. – Você quer que eu invada um depósito da polícia?
― Exatamente. Pelas matérias que publica, você tem experiência nisso. – Leonel disse. – Enfim, não precisa responder agora, pense um pouco e se decidir fazer, esteja nesse endereço e leve esse celular com você. – disse o coronel e empurrou um papel e o aparelho para o jornalista.


A noite chegou e, devido às vezes que Leonel o ajudou, Rubens decidiu ajudar o amigo. Assim que chegou no endereço dado, o celular que recebeu, tocou.
― Que bom que veio, Rubens. – Leonel disse quando o jornalista atendeu. ― A missão é simples: entra no depósito e confirma se a droga está lá e a quantidade que tem. Depois, você sai e o meu pessoal cuida do resto.
― Tudo bem. – Rubens assentiu e desligou.
Duas quadras do depósito, um furgão preto se encontrava estacionado. Dentro dele, havia sete pessoas, duas na frente e cinco atrás. Um computador lhes proporcionava o acesso à câmeras do local e uma escuta plantada no celular que Leonel deu para Rubens, lhes possibilitava ouvir cada passo do jornalista.
Devido aos altos muros que cercavam o depósito, Rubens decidiu mudar de tática e foi pela frente. Ele se aproximou da guarita e falou com o guarda.
― Com licença, senhor. – o jornalista sussurrou.
― O que disse? – o guarda perguntou e Rubens repetiu no mesmo tom, apontou a garganta e pediu para o guarda se aproximar.
Quando o vigilante chegou perto do espaço vazio que havia no vidro, o jornalista segurou-o com uma mão e pressionou um pano com clorofórmio com a outra. Assim que o guarda desmaiou, Rubens entrou no terreno do depósito.
― Ele entrou. – disse um homem fardado sentado ao lado do Coronel Leonel, também fardado.
― Não disse que ele entraria, capitão? – Leonel se dirigiu ao homem sentado ao seu outro lado.
― Ainda não entendo por que pediu que esse homem fizesse o que nós já fizemos. – o segundo no comando comentou.
― Logo entenderá, capitão. Logo entenderá. – Leonel disse.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

A Arte De Roubar T03C04


INTERVENÇÃO

― Rachas? Você tem certeza? – Joel perguntou sem acreditar.
― Sim. Eu o segui em uma noite. – Taís confirmou.
― Obrigado por avisar. Eu vou falar com ele. – Joel disse e ia saindo, mas a morena segurou seu braço.
― Não adianta. Eu já falei. Ele está entediado e ressentido com você, Joel. Ele não gostou de ter ficado sem fazer nada durante esses dias. – Taís informou.
― Eu não sabia que ele estava se sentindo assim. – Joel disse.
― Enfim, ele não vai ouvir ninguém agora. Ele está ganhando dinheiro lá, Joel. Há quatro noites, o Charger ganha todas, hoje vai ser a quinta. E eu notei que já tem muita gente incomodada com isso. – a garota disse.
― Temos de tirá-lo de lá. Não quero confusão com mais bandidos. – o líder do grupo decidiu.
― A única maneira é vencê-lo em uma corrida, porque ele não vai vir por vontade própria. – ela avisou.
― Sim, mas vencer não é o suficiente. Tenho algo para adicionar à sua ideia. – Joel disse e sorriu.


Faltava pouco para o começo da corrida. Havia muita gente naquele trecho da rua. Não tinha tráfego, pois já era de madrugada. Charger estava em pé ao lado do seu carro, quando alguém gritou para os pilotos se prepararem. Antes de entrar em seu veículo, o rapaz virou para a multidão e ergueu os braços, o que causou vários gritos e vibrações.
Quatro noites antes, ele era apenas mais um ali, mas naquele momento, era o novo favorito da torcida e dos apostadores. Bom, nem de todos os apostadores. Charger sabia muito bem que estava desagradando alguns.
― Charger! Charger! Charger! Charger! – a multidão gritava.
― Charger! – uma pessoa que ele conhecia muito bem passou por todos e alcançou o mecânico.
― Joel?! O que você está fazendo aqui? – o piloto perguntou com surpresa.
― Vim acabar com essa sua loucura. A Taís me contou que você tem vindo aqui todas as noites. – Joel disse.
― Sim, estou. Você não me deu o que fazer, então eu mesmo arranjei um passatempo. – Charger rebateu.
― Se esse é o problema, eu tenho um trabalho para você. Eu preciso de você. – Joel pediu.
― Precisa, é? Eu estava lá e você simplesmente me deixou de lado. Eu te disse que sempre estaria lá por você, mas você mesmo me afastou, Joel. – Charger desabafou.
― Eu sei, me desculpa. Para com essa loucura de racha e vamos para casa. – o líder chamou.
― Eu te desculpo, mas não vou sair daqui. Estou ganhando um bom dinheiro aqui, além do mais eu vir aqui não atrapalha minha função nos roubos.
― Atrapalha sim, quero você 100% focado nas operações. Fazemos assim, se perder a corrida de hoje, você volta comigo e nunca mais vem aqui. O que acha? – Joel propôs e Charger riu.
― Eu ganhei por quatro noites seguidas. E os três que vão correr hoje já perderam para mim. – o mecânico informou.
― Então não tem com o que se preocupar. – Joel disse e estendeu a mão, Charger a apertou e entrou no carro.
A rua tinha apenas duas faixas, mas a ideia era que os pilotos usassem as calçadas e os espaços para estacionamento para fazer as ultrapassagens. O nitro estava liberado, bater contra outro também, mas não podia usar nada que danificasse o carro competidor de outras maneiras. Para isso, todos os carros eram verificados antes.
As regras eram simples: devia-se atravessar toda a Rua Mateus Leme, dar a volta na quadra do Shopping Mueller e voltar ao ponto inicial. Charger sempre ria ao pensar em quão perto passava pelo Banco Central, alvo do próximo roubo do grupo.
Foi dada a largada e os carros arrancaram com tremenda velocidade. Os carros mantiveram suas posições por algumas quadras, mas logo as ultrapassagens começaram. Quando foi passado, Charger notou algo estranho no carro da frente.
― Aquele NOS parece o que eu uso. – ele disse para si mesmo franzindo a testa.

sábado, 18 de maio de 2013

Como tomar banho no frio?

É praticamente um ritual. Eu prefiro a opção de não tomar banho, mas preciso seguir algumas regras de higiene pessoal e convívio social. O frio, que muita gente insiste em dizer que gosta, nos dificulta a tarefa de tomar banho, apesar de ser um dos momentos mais agradáveis da estação. O 'ritual' que mencionei se divide em duas partes: a entrada e a saída.

Como está frio, estamos sempre agasalhados para mantermos nossos corpos aquecidos e, apesar de ser uma necessidade, isso acaba sendo uma desvantagem na hora de entrar debaixo do chuveiro. Obviamente, todos querem tomar banho com água quente e é aí que surge o problema. Existe uma coisa chamada choque térmico que ocorre quando a temperatura da água e do corpo da pessoa são parecidas, ou seja, uma pessoa com o corpo aquecido sente que a água fervendo do chuveiro está fria.


Contra isso, eu uso uma técnica que tem funcionado bem. Deixo a água escorrer um pouco, enquanto estou fora do chuveiro, sem roupa e deixou meu corpo esfriar, assim quando eu entrar lá, o choque térmico será menor. Passando pela parte da entrada, vem outra parte complicada. Quando se está lá, sentindo aquela água quentinha no corpo, é muito difícil querer sair, mas infelizmente é preciso.

Vou confessar, no inverno, só tomo banho pelas manhãs. Não aguentaria passar pela mesma tortura duas vezes ao dia. O frio já chegou em algumas cidades. Se você está em uma dessas, prepare-se e lute contra sua preguiça, pois o que não pode é ficar fedendo.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Caos Urbano T01C03


CARTAS NA MESA

― E aí, Rezende, o que você tem para nós? – Raquel perguntou ao entrar no necrotério da criminalística.
― Oh, algumas coisas interessantes. – respondeu o velho médico legista.
― Diga lá, então. – pediu Jorge.
― A vítima foi identificada e se chama Gilson Andrade, tinha 30 anos e era farmacêutico. – começou o legista. – Encontrei um fio de cabelo de outra pessoa que foi identificada como Plínio Valdetaro. – ele disse e os detetives se olharam. – Suspeito? Possível assassino, talvez?
― Talvez. O que mais? – a morena perguntou.
― Os peritos ainda não terminaram de analisar todas as evidências, mas pediram-me para lhes dizer que de uma coisa eles têm certeza. O corpo não foi morto no Barigui. Foi levado até lá depois do ato. – Rezende informou.
― Muito obrigado, Rezende. Ajudou bastante. – Raquel agradeceu e saiu com seu parceiro.
De volta ao distrito policial, ela passou o que fazer para o pessoal participante da investigação.
― Quero saber tudo o que aconteceu com os cinco colegas do assassino que ainda não foram mortos. Onde estão, o que fazem da vida, tem descendentes. Tudo. – ela disse e três saíram para pesquisar. – Quero um perfil completo do Valdetaro: onde nasceu e cresceu; com quem casou; se teve filhos; se esses filhos tiveram filhos e o que fazem agora. – mais dois saíram para essa tarefa. – Quero a lista dos pontos turísticos em foram encontrados os corpos e quais ainda faltam. – o último saiu para isso.
― E nós? O que vamos fazer? – Jorge perguntou.
― Uma visita ao novo Valdetaro. – a jovem respondeu.
O bairro era simples, algumas casas de madeira outras de alvenaria, na periferia da cidade. Os detetives entraram em uma de madeira. Assim que abriram a porta, viram uma mulher morta sentada numa poltrona, com um grande pedaço de papel em que estava escrito “Ligue o DVD”.
Quando eles fizeram, um homem loiro, com o cabelo caído na testa, apareceu e começou a falar.


― Olá, policiais, detetives, inspetores, investigadores ou seja lá o título que vocês ostentam. Se estão assistindo esse vídeo é porque seus peritos encontraram o fio de cabelo que coloquei no corpo que deixei no Barigui. Eles merecem um aumento de salário. – Plínio disse e os detetives notaram que ele não estava em residência, mas em algum lugar com muitas árvores. – Vocês devem ter muitas perguntas em mente agora. Vou tentar responder algumas. Primeiro, a mulher que jaz na poltrona da minha sala é a minha mãe. Estava cansado dela e precisava me livrar dela para seguir meu plano. – ele continuou enquanto se movimentava no local em que estava. – Quanto ao meu objetivo e o motivo pelo qual estou fazendo tudo isso, é muito simples, estou vingando meu avô. Imagino que já devam estar procurando as pessoas que ainda não foram, não é? Vou dar a dica para poupar o tempo de vocês. Elas já estão comigo e vão morrer não importa o que vocês façam. Por que estou contando tudo isso? Porque é divertido ter o controle de tudo e ver que a polícia não pode fazer nada para impedir. – o assassino disse e parou de andar. – Vocês devem querer saber onde eu estou, não é? Oh, tenho certeza de que já estiveram aqui? Prestem atenção. – ele disse e virou a câmera ao redor.
― Ópera de Arame. – Raquel reconheceu.
― Última dica, sei que adorariam fuçar em todos os cantos da minha casa, mas isso não posso permitir. Portanto, assim que o vídeo acabar e vocês tirarem o DVD, terão apenas 10 segundos para sair antes que a casa inteira exploda. Até mais. – ele disse e a tela ficou azul.
― Precisamos sair daqui. – Jorge disse.
― Espera! – Raquel o parou. – Não ouviu o que ele disse? Só depois que tirarmos o DVD é que vai contar o tempo. Vamos fazer o que ele não quer e fuçar a casa dele. – ela disse e o compartimento do aparelho de DVD se abriu.
Sem tempo para pensar, com um reflexo, a detetive pegou a mídia do aparelho e saiu correndo pela porta da frente, acompanhada pelo seu parceiro. Ao chegarem no portão, eles ouviram o barulho e depois sentiram o tremor. Só tiveram tempo de pularem por cima do carro e se esconderem atrás dele. A casa explodiu e seus pedaços voaram pela rua e pelos ares. Ao ver os rostos das pessoas que olhavam o que acontecia, a detetive olhou para o seu parceiro e disse.
― Nosso assassino em série acabou de instalar o caos na cidade.