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domingo, 30 de setembro de 2012

A Arte de Roubar T02C04


NEGOCIAÇÃO

De volta ao centro de operações, Joel reuniu os membros do grupo e os atualizou da situação.
— O que faremos agora? – Léo perguntou.
— A coisa certa a fazer: vamos ajudar o Facada. – Joel disse.
— Mas e o nosso roubo ao museu? – Charger quis saber.
— Ainda temos tempo. Eu tinha programado para daqui duas semanas mesmo. Só teremos que nos apressar um pouquinho depois. – Joel explicou e sorriu.
— Eu concordo com o Joel. Devemos ajudar o Facada. – Taís opinou.
— E como vamos fazer isso? – Bomber indagou.
— Eu tenho uma ideia, mas antes permitam-me explicar algumas coisas. Léo, encontre um mapa da Vila Zumbi e o projete, por favor. – Joel pediu.
O especialista em informática, rapidamente, atendeu ao pedido do amigo. Com todos tendo visão do mapa na tela de projeção, o líder do grupo começou a discursar.
— A Vila Zumbi pode ser dividida em duas partes. – Joel iniciou e traçou uma linha imaginária com o dedo. – Uma parte é dominada pela gangue do Crioulo Doido e a outra, pela gangue do Polaco Azedo. Depois de anos de guerra por expansão territorial, os dois chegaram a um equilíbrio, tendo cada gangue dominado metade da vila. Entretanto, o Crioulo é ambicioso e se não fosse pelo Facada, ele teria iniciado outra guerra há alguns anos atrás. – Joel continuou explicando. – O Polaco tem mais bom senso, sabe que uma nova guerra só traria morte e prejuízo para os negócios. O que eles fazem é o básico: tráfico de drogas e de armas, além de prestar favores a preços altíssimos.
— Como você sabe tudo isso? – Léo indagou.
— O Facada me contou uma vez. – Joel respondeu.
— Joel, você disse que tem uma ideia. – Bomber lembrou.
— Bom, como o Crioulo quer vingança pelo Luiz ter contado o plano dele para o Polaco, eu só vejo uma opção para ajudarmos nosso amigo. – Joel disse.
— Falar com o Polaco Azedo. – Charger adivinhou.


A casa do Crioulo Doido era a maior do seu lado da Vila Zumbi. Três quartos, uma suíte, dois banheiros, duas salas, cozinha e lavanderia, além do quintal nos fundos.
— Sinta-se em casa, Facada! – o traficante disse, cinicamente, ao entrarem na imensa sala de estar.
— Eu quero ver a minha mãe. – o rapaz pediu.
— Sempre direto. Gosto disso. – Crioulo elogiou. – Tragam-na. – ele ordenou a dois homens, que logo voltaram com a mulher.
— Mãe! – Facada chamou assim que a viu e os dois se abraçaram. – Você está machucada. O que fizeram com você? – ele perguntou olhando o rosto dela e depois encarando Crioulo.
— Pronto, você já a viu. Podem levá-la. – Crioulo disse.
— Espera! – Facada disse e os homens pararam. – Você já tem a mim, não precisa mais dela. Deixe-a ir. – ele pediu para o traficante.
— E por que eu faria isso? Por que ficar só com um se eu posso ter os dois? Ela é a minha garantia de que você vai me obedecer. – Crioulo explicou.
Nos segundos seguintes, Facada teve que tomar a decisão mais difícil de toda a sua vida, mas numa situação como aquela, não havia mais o que fazer.
“Desculpem-me meus amigos, Joel. Eu não tenho outra opção.” – ele pensou antes de dizer.
— E se eu te disser que de onde saiu aquele dinheiro que você encontrou no meu quarto, tem muito mais? – Facada provocou.
— Eu diria que agora você está falando a minha língua. – Crioulo se interessou.
— Eis os meus termos: você liberta a minha mãe, sendo que eu vou, junto com você e seus homens, levá-la para casa e me certificar de sua segurança; depois, eu te digo onde está o dinheiro e você faz o que quiser comigo. – Facada definiu.
— Esse é o Facada que eu conheço, ditando as regras e me enfrentando como ninguém mais tem coragem. Eu aceito os seus termos. – Crioulo disse e estendeu a mão para Facada que a apertou e manteve a expressão séria.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Comando Épsilon T01C03


ACHADOS E PERDIDOS

Depois que o avião caiu, passou uma hora até João Pacheco ser acordado pelo piloto Siqueira.
– E o Simões? – João perguntou.
– Não sobreviveu. Deve ter morrido no impacto. – Siqueira explicou. – Vamos, nós temos que sair daqui. – o piloto disse, mas ao tentar ajudar João, não aguentou e pôs a mão na barriga.
– Você está bem, Siqueira? Está ferido? – o rapaz quis saber.
– Não é nada. – o homem disse gemendo.
– Deixa disso. Venha, eu vou te ajudar. – João disse, levantou-se e ajudou o piloto a andar.
Os dois se afastaram do local da queda do avião. Sabiam que teriam que chegar até a praia serem vistos. E não faziam ideia de que estavam na Ilha Prisão. Cansados e exaustos, eles pararam, sentaram e adormeceram ao pé de uma árvore. João acordou sobressaltado, ao ouvir um barulho. Sem perceber, eles dormiram por uma hora.
– Siqueira, acorde. Eu ouvi um barulho. Temos que sair daqui. – João chacoalhou o piloto e o ajudou a levantar.
Eles não deram nem cinco passos e foram interceptados por três homens.
– Ora, ora! O que temos aqui? – um deles disse.
– Devem ser os sobreviventes do avião que caiu. – outro disse.
– Vamos levá-los ao Crupiê. Ele vai adorar isso. – o primeiro decidiu.
Um dos vários grupos que se formaram na ilha foi o liderado por Igor Ferreira, formado por 5 homens e 2 mulheres. Eles se estabeleceram em um local, definiram um perímetro e criaram inúmeras armadilhas ao redor. Deixaram apenas um ponto para entrada e saída do local, com sinais para que só os membros do grupo soubessem onde era.
– Ah, mas que demora! Quero saber o tinha naquele avião? Tomara que sejam cigarros. – Igor falou.
– Ficar aí reclamando não vai fazer eles chegarem mais rápido. – Diva, uma das mulheres do grupo, disse.
Nesse momento, os três homens que traziam João e o piloto surgiram.
– Ei, Crupiê! Olha o que encontramos a meio caminho do avião.
– Quem são esses? – Igor perguntou. – Não tinha cigarros?
– Não sabemos. – um dos membros se defendeu.
– Como não sabem? Vocês não foram lá para saber o que tinha no avião? – Igor gritou.
– Se me permitem... – João começou a falar, mas levou um soco de Igor que o fez disparar contra a árvore mais próxima.
– Você sabe por que me chamam de Crupiê, rapaz? – Igor perguntou para um João com o rosto ensaguentado.
– Porque você dá as cartas nos jogos de pôquer? – João chutou.
– Exatamente... Ei, como você sabia?
– É meio óbvio, não acha? – mal completou a frase, João levou outro soco de Igor.
– Sou o Crupiê, porque sou sempre eu quem dá as cartas, em todas as situações. Será que eu fui claro? – Igor disse e João concordou com a cabeça, temendo falar algo que o fizesse apanhar de novo. – Mas chega de falar de mim, conte-me sobre você? Quem é você? – o criminoso perguntou.
– Encontramos isso na pasta dele, Crupiê. – um dos homens que encontrou João e Siqueira entregou o crachá do vice-presidente para Igor.
– João Pacheco, vice-presidente das Indústrias Pacheco. – Igor leu. – Parece que nosso convidado tem bastante dinheiro, pessoal. – ele disse e os outros gritaram empolgados.
– Dinheiro não vale nada para você aqui. – João disse, esquecendo de um provável soco que poderia levar.
– Você tem razão, mas eu tenho certeza de que você vale muito lá fora e quando a equipe de resgate vier te procurar, o jogo vai começar. – Crupiê disse e riu alto.


Não muito depois que João e o piloto foram levados para o covil do Crupiê, outro grupo chegou ao que sobrou do avião. Eles vasculharam o interior e encontraram dois baús grandes. Em um deles, havia dezenas de armas de fogo e algumas caixas com munição. No outro, uma caixa de chumbo selada, com o símbolo de radioatividade.
– Hoje é meu dia de sorte! – Gamba pegou as armas e gargalhou.
– O que faremos com o material radioativo? – Espeto perguntou.
               – Vamos levar para o nobre Dr. Enrikson. Ele terá alguma ideia do que fazer com isso. – Gamba decidiu. – Agora, vamos comemorar! Com essas armas, somos os mais poderosos dessa ilha. – ele gritou, junto com os outros, atirou várias vezes para cima.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Conspiração Temporal T01C03


CASCAVEL

Quando a bomba que caiu em Itaipu explodiu, além de espalhar uma onda de radiação nas cidades mais próximas, ela causou um tremor que resultou no pânico e êxodo da população do oeste paranaense. Décadas depois, eram poucos os habitantes daquelas cidades. Cascavel, por ser a maior, era a que mais possuía. Seu centro se tornou um labirinto de ruínas. Os pequenos grupos se concentravam na periferia.
— Nosso dinheiro está acabando. – Jéssica lembrou, quando Nanda parou o carro em frente a um restaurante.
— Não se preocupe, vamos dar um jeito. – a loira disse.
Elas entraram e pediram uma refeição para cada. Enquanto comiam, um bando de cinco homens entrou no estabelecimento. O maior deles foi direto até o balcão do caixa.
— Cadê meu dinheiro, Martinez? – o homenzarrão perguntou.
— Eu não tenho. Faz tempo que não tenho tido clientes. – o dono do restaurante explicou.
— Então me dê tudo o que tem. – o líder do bando disse.
Jéssica se mexeu na cadeira e fez menção de pegar sua arma, mas a amiga a parou.
— Não, ainda não. – Nanda disse. – Continue a comer e siga a cena com os ouvidos. – a loira sussurrou.
O homem grande passou a mão no caixa e pegou tudo o que tinha, bateu no dono do restaurante e entregou o dinheiro a um de seus capangas.
— Guarde isso, Riposte. – ele disse.
— Sim, Montanha. – o comandado respondeu.
— Amanhã, virei buscar mais e é melhor que tenha mais que essa merreca. – Montanha avisou enquanto saía com seu bando.
Assim que o bando saiu do restaurante, Nanda levantou rapidamente, pegou uma quantia de dinheiro e colocou sobre a mesa.
– Vamos! – ela disse e puxou a amiga bruscamente.
– Pra onde? – Jéssica perguntou, confusa.
A loira entrou no carro e apertou um botão que acionou um dispositivo que lançou um pequeno aparelho no carro da frente, que já estava sumindo de vista.
– Por que você fez isso? – Jéssica perguntou. – Espera! Você está pensando em...
– Nós vamos segui-los. – Nanda respondeu com um sorriso.
Ao chegarem na localização marcada pelo rastreador que lançaram no carro, as duas amigas se viram no que, um dia, foi o bairro nobre da cidade. As grandes mansões com seus belos jardins agora eram habitados pelos mais inescrupulosos bandidos do oeste. Eles criaram portões e fecharam as ruas, criando um bloco de quatro quadras só para eles.
Cada um tinha sua própria mansão. Na frente do portão principal, havia dois guardas. Jéssica e Nanda pararam o carro a algumas quadras do local e foram andando até o portão de entrada.


– Queremos falar com o Montanha! – Nanda disse.
– Quem quer falar com ele? – um dos homens disse e pôs a mão na arma.
– As garotas do restaurante. Ele vai saber.
Assim como Nanda imaginou, Montanha ficou intrigado ao saber que tinha duas mulheres querendo falar com ele e as deixou entrar. Após serem revistadas, elas foram levadas até o chefão do bando.
– Então, senhoritas, em que posso ser útil? – ele disse, sentado em uma poltrona na sala da maior mansão da quadra.
O local estava repleto de bandidos, todos bem armados e prontos para qualquer situação. Elas já tinham conversado sobre isso e também estavam preparadas.
– Vim trazer algo que você esqueceu no restaurante. – Nanda disse.
– O que? – Montanha perguntou sem saber o que poderia ser.
– Isso! – ela disse e rapidamente pegou a arma que carregava em seu cinto invisível.
A arma de Nanda era especial, criada pelo próprio Dr. Cintra, assim como o cinto que ela e Jéssica usavam. A munição não era composta por projéteis e sim energia. Para não haver chance de reação, a loira atirou bem no meio da cabeça do homem grande. E antes que os outros pudessem sacar suas armas, ela atirou em mais três, enquanto Jéssica acertou outros quatro. Nanda deixou um vivo de propósito para interrogá-lo. Após um momento de relutância, ele revelou que todo o dinheiro roubado dos moradores estava em um quarto no andar de cima.
As duas subiram e acharam rapidamente o cômodo. Encheram duas mochilas com as notas, joias e barras de ouro que ali havia. Quando foram sair, ouviram passos e vozes agitadas. Do topo da escada atingiram o primeiro e o usaram como escudo para descerem, enquanto atiravam.
Após matarem todos da casa, correram pela rua para saírem de vez do covil dos bandidos. Abateram os guardas do portão e chegaram ao seu carro. Antes de irem para a estrada, as amigas passaram no restaurante novamente.
– Divida isso entre os moradores. – Nanda disse deixando uma das mochilas na porta do estabelecimento e voltou para o carro.
– Você é doida, sabia, Nanda? – Jéssica disse ao dar partida no carro.
– Talvez, mas agora temos dinheiro. – a loira lembrou.
– É verdade e ainda ajudamos as pessoas. – a morena emendou.
– E nos divertimos! – Nanda falou e as duas riram.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O Motoqueiro das Trevas T01C03


IMPREVISTO

— Ian Rampinelli, o Motoqueiro das Trevas!
— Fala mais alto, Borba. O pessoal da outra quadra não escutou. – Ian brigou com o amigo. – Conseguiu o que eu pedi?
— É claro que sim. O que eu não consigo para você, amigão?
Ian e Borba se conheceram no exército, quando tiveram que cumprir o ano militar, com seus 18 anos. Tornaram-se grandes amigos e, juntos, aprenderam tudo o que se podia aprender sobre armas. Depois dali ficaram um bom tempo sem se ver, pois decidiram trilhar caminhos diferentes. Ian foi estudar Direito e Borba resolveu seguir carreira.
Em uma missão de desarmamento, o jovem militar descobriu algo que mudou sua vida. Um dos presos por porte ilegal lhe revelou que as armas que eles recolheram valiam muito no submundo e que ele podia ganhar uma grana se as vendessem. No começo, Borba não ligou muito, mas ao descobrir que alguns soldados faziam isso para ganhar um extra, ele se revoltou.
Borba pediu ajuda a uns amigos e roubou as armas contidas no exército, e a partir daí começou seu negócio no submundo.
— Colete, pistolas, rifles, sawn-off e muita munição. – Ian conferiu.
— Ouvi dizer que a polícia resolveu dificultar a vida do Motoqueiro. – Borba comentou.
— Hum, não será um problema. Sei como eles agem, nunca conseguirão me pegar. – Ian disse confiante.
Em casa, o jovem advogado tinha acabado de tomar banho e estava pronto para passar gel e pentear o cabelo, quando a campainha tocou. Ele abriu o portão e foi até a porta receber a visita.
— Oi, Carol. O que está fazendo aqui? – ele quis saber.
— Não vai me dizer que esqueceu? Combinamos de revisar o caso do despejo dos Domingues. – ele lembrou-o.
— Ah, sim, claro. Sente-se. Vou pegar o que tenho. – ele disse.
— Espera! Posso colocar meu carro na sua garagem? – ela pediu.
— Não! – ele disse de modo abrupto.
— Por que não? – ela quis saber. – Agora que seus pais se mudaram você tem um espaço vago lá. Eu sei muito bem que cabem dois carros.
— Eu sei, mas é que eu coloquei outras coisas lá. Está tudo muito bagunçado. – ele explicou. – Mas não se preocupe, o bairro é tranquilo.
— Hum, está bem. Vai lá pegar seus papéis então. – ela disse indo sentar-se.


“Droga, eu tinha esquecido isso. A liberdade daquele estuprador me tirou do sério. Eu até poderia deixar para pegá-lo outro dia, mas tenho certeza de que ele vai agir essa noite. Afinal, assim que a sentença foi dada, ele jurou vingança a sua mulher, que foi quem o atingiu com uma panela, deixando-o inconsciente, e chamou a polícia. Preciso dar um jeito de tirar a Carol daqui. – ele pensou enquanto pegava os papéis. – Já sei!”
— Pronto. – ele disse.
— Ótimo. Vamos começar então.
— Uhum... – Ian disse gemendo e com as mãos na barriga.
— O que foi? Você está bem? – Carol perguntou.
— Acho que foi algo que eu comi. – ele respondeu fazendo uma careta. – Será que podemos deixar para outro dia?
— Mas a audiência é amanhã! – Carol quase gritou.
— Então acho que deveríamos fazer a revisão, separados. Não vou te acompanhar desse jeito e acabarei te atrapalhando. – ele disse.
— Tudo bem. Mas se prepare mesmo. – ela pediu ao levantar-se. – E melhore. – ela disse ao despedirem-se na porta.
Tão logo o carro da morena sumiu de vista, Ian correu para se arrumar. Penteou o cabelo, pôs a camiseta preta, a jaqueta de couro, a calça jeans preta e o coturno. Na garagem, equipou a moto com algumas armas e colocou algumas na jaqueta e na calça. Vestiu o capacete e pôs os óculos escuros com visão noturna. Abriu a porta da garagem e o portão.
— Está na hora do Motoqueiro fazer justiça. – ele disse segundos antes de sair com sua moto, fazendo barulho por onde passava.

domingo, 23 de setembro de 2012

A Arte de Roubar T02C03


FANTASMA DO PASSADO

Facada estava pronto para ir à reunião no centro de operações com o bando e, após pensar um pouco, decidiu, no último minuto, não levar suas facas. Ele se encaminhou para a porta e, quando a abriu, levou um chute no peito e foi lançado ao chão e rapidamente dominado por dois homens.
– Ora, ora! Se não é meu velho amigo, Luiz Facada. – Crioulo Doido disse, entrando na casa, enquanto seus capangas se espalhavam pelos cômodos.
Os dois capangas levantaram Facada e o sentaram no sofá, deixando-o imobilizado. Crioulo sentou na poltrona em frente ao sofá.
– Crioulo, o que você está fazendo aqui? Como me encontrou? – Facada quis saber.
– Desde que você saiu da vila, eu tenho te procurado. Coloquei todos os homens atrás de você. Recentemente, eles pensaram tê-lo visto aqui, então foquei todas as equipes nesse bairro. – o traficante explicou, enquanto colocava os pés sobre a mesa de centro da sala. – O que eu quero é que pague por sua traição.
– Traição? – Facada espantou-se. – Mas eu não te traí, Crioulo, só saí da vila.
– Sim, de fato, mas antes disso foi contar meus planos para o Polaco Azedo. Ou você acha que eu confiava cegamente em você? – Crioulo explicou.
– Mas como? Eu me certifiquei de que não estava sendo seguido. – Facada se lembrou.
– E não foi. Eu tenho meus contatos do lado do Polaco. – o traficante revelou. – Então, vamos para casa? – ele chamou e levantou com um sorriso.
Até aquele momento, Facada estava pensando em um jeito de sair dali. Ele conseguiria se livrar facilmente dos dois homens que o seguravam, mas o depois é que seria complicado. Todos estavam armados, enquanto suas facas estavam na mesa da cozinha.
– Eu estou em casa. – o rapaz respondeu sério. – Você sabe que eu não estou sendo seguro, não é mesmo? Estou me deixando ser segurado.
– É claro que sei. Você era o meu melhor homem. Mas mesmo você não pode com armas de fogo. Sem as suas facas então...
– Será mesmo? – Facada provocou.
– Não sei, mas se eu fosse você, não arriscaria. Sua mãe está com tanta saudade de você. – Crioulo disse cinicamente.
– Minha mãe?! – Facada espantou-se e então entendeu. – Não ouse encostar um dedo na minha mãe, Crioulo! – ele ameaçou e o traficante riu.
– Mais do que eu já encostei, você quer dizer, não é? – ele disse e riu mais. – Ela é bem resistente, não quis falar de jeito nenhum onde você estava.
– Eu vou te matar, seu porco. – Luiz gritou e foi segurado com mais força ao tentar atacar o antigo amigo.
– É claro que vai. – Crioulo zombou. – Mas agora vamos voltar para a vila.
Nesse momento, um dos capangas que estava revistando a casa voltou com uma caixa de sapato cheia de dinheiro.
– Ora, ora! Mas o que temos aqui? Parece que alguém andou cometendo atos ilícitos. – o traficante disse pegando o dinheiro e olhando para Facada. – Peguem tudo de valor e quebrem o resto. – ele ordenou aos seus capangas.
Crioulo pegou as facas de seu antigo amigo e se dirigiu ao carro em que estava. Luiz Facada foi arrastado pelos dois capangas que o seguravam. Depois de todos estarem nos carros, eles partiram.
– Vila Zumbi, aí vamos nós! – Crioulo gritou para todo mundo ouvir.


Joel não conseguiu encontrar as facas e nem o dinheiro da parte que pertencia a Facada. Por um instante, ele pensou que o amigo tivesse fugido e encenado aquela bagunça, mas logo esse pensamento se desfez ao ver que os pertences do rapaz ainda estavam lá. Ele saiu da casa e chegou até a calçada ainda sem saber o que fazer.
– Boa tarde, Joel! – o seu Manoel, dono da padaria, cumprimentou.
– Opa, seu Manoel, como está? – Joel retornou educamente.
– Você é amigo do rapaz que mora, não é? – o padeiro perguntou.
– Sim, eu sou. O senhor de algo que aconteceu aqui? – Joel perguntou ansioso.
– Sei, sim. Eu vi tudo. Dois carros pararam aí e vários homens saíram deles. Depois de uma bagunça e uma gritaria danada, o líder deles saiu e dois outros levavam o seu amigo pra um dos carros. – seu Manoel relatou.
– E como eram esses homens?
– Só me lembro do líder deles. Era parecido com você, assim.
– Comigo?
– É, você sabe... negro. – o padeiro falou meio sem jeito. – E no final, ele saiu gritando que iam para a Vila Zumbi.
– Negro, Vila Zumbi. – Joel repetiu as palavras tentando correlacionar com Facada. – Negro, Vila Zumbi... – então, ele se lembrou. – Negro, Crioulo, Crioulo Doido! – ele falou em voz alta. – Obrigado, seu Manoel. – ele agradeceu e voltou correndo para o centro de operações.


quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Comando Épsilon T01C02

ESTRATÉGIA

Passados 10 minutos de voo, a Tenente Nikolofski decidiu dar uma olhada no laptop com as fichas dos presos que poderiam encontrar na ilha. De traficantes a ladrões, de estelionatários a assassinos, foi lido o básico de cada um.
– Ah, olhem esse. Marcelo Gamba, traficante de armas e drogas do Rio de Janeiro, liderava o tráfico em um dos morros, que foi recentemente pacificado pelo Comando Delta. É extremamente agressivo e nervoso. – a tenente leu. – Escutem essa: não o chamem de gambá, pois isso o irrita muito.
– Puxa, que sensível. – o Cabo Maki comentou.
– Esse é um que precisaremos tomar cuidado. Ele já deve ter formado um grupo e se eles pegaram as armas, teremos que ser bem cautelosos. – o capitão falou e os outros concordaram em silêncio.
– Mais um interessante. Igor Ferreira. Foi preso por tráfico de drogas e jogos de azar. Ele mantinha um cassino ilegal, onde fazia a venda das drogas ao mesmo tempo em que tirava dinheiro com as máquinas e os jogos de baralho. – Nikolofski continuou a leitura.
– A casa sempre ganha. – o Sargento Santana disse.
A tenente terminou de ler as fichas dos prisioneiros, quando o piloto avisou que faltavam cinco minutos para chegarem à ilha.
– Capitão, qual será nossa estratégia? – a Soldado Ramos quis saber.
– Ótima pergunta, Soldado. – o capitão disse, pegou o laptop da tenente e abriu o mapa da ilha. – O avião caiu bem próximo do centro da ilha. – ele disse apontando para o ponto que indicava a localização da queda do avião. – Nós iremos pousar no extremo sul, logo é quase uma linha reta até o nosso alvo. – ele continuou, enquanto usava a mão para apontar o mapa. – Primeiro vamos encontrar o avião, então iremos procurar os sobreviventes e o material radioativo.
– Que formação usaremos? – a Cabo Caviquioli perguntou.
– A formação 4-2-1. Você e o Maki serão nossos olhos pelo alto. Li, quero que você faça o reconhecimento do perímetro, como sempre. – o capitão se dirigiu ao soldado.
– Considere feito. – Li respondeu.
– Ramos, Santana, Nikolofski e eu iremos por terra. – o capitão avisou.
Nesse momento, o helicóptero alcançou a ilha e pousou no local marcado pelo Superintendente de Segurança Nacional. Assim que todos saíram, a Soldado Ramos tirou as caixas de armas para fazer a distribuição.
– Duas pistolas para cada um, quatros pentes de munição. – ela foi dizendo e entregando. – Rifles com mira para os atiradores de elite, automáticas para a equipe terrestre e o resto vai para a caixa. – ela disse ao terminar.
– Na verdade, Ramos, eu estava notando que o terreno da floresta é bem irregular. É melhor não levar a caixa dessa vez, coloque o que der na mochila. – o capitão disse para a soldado, cuja função era carregadora de armas.
– Sim, capitão. – ela respondeu e começou a encher a mochila.
– Todos com os comunicadores funcionando? – o capitão perguntou para testar os comunicadores que todos usavam no ouvido.
– Sim, capitão. – todos responderam.
– Maki, Caviquioli, sabem o que fazer. – os dois Cabos concordaram com a cabeça e saíram, embrenhando-se na floresta. – Li, você... – o capitão começou a falar, mas viu que o soldado não estava mais ali. – Ah, odeio quando ele faz isso.
– Capitão Zurique! – o piloto do helicóptero chamou. – 24 horas! – ele gritou e decolou.
– Nikolofski, Ramos, Santana, vamos indo. – o capitão disse e liderou o grupo floresta adentro.


Em um ponto em que um dos grupos formados pelos presidiários estava, um deles surgiu gritando e chamando atenção.
– Gamba! Gamba! Gamba! – ele chamou.
– O que foi, Espeto? Pra que esse escândalo todo? – o homem alto e corpulento apareceu acompanhado de mais quatro.
– Um helicóptero pousou no ponto sul da ilha e dele saíram militares.
– Hum... Devem ter vindo por causa do avião. Isso está ficando interessante. – Gamba refletiu e sorriu.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Conspiração Temporal T01C02

OS GOVERNANTES DO MUNDO

Depois que o Hemisfério Norte foi dizimado na Grande Guerra, três continentes se mantiveram de pé: América do Sul, África e Oceania. Dentre eles, três nações surgiram para liderar o mundo: Brasil, África do Sul e Austrália. As três bombas que caíram, diminuíram consideravelmente a população e o território habitável do Brasil. Do que sobrou, cinco capitais centralizaram o poder.
Os locais atingidos foram Brasília, Itaipu e o Nordeste. Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Belo Horizonte se tornaram as capitais mais poderosas do país, e do mundo. Seus líderes se reuniam periodicamente através de videoconferências para tratar dos problemas do país.
– Muito bem, senhores, apresentem seus relatórios. – Guilhermo Salveski, o governador de Curitiba, disse. – Por que não começa, Sr. Maragon?
– Certo. A ideia de utilizar os morros como campo de treinamento tem se mostrado muito eficaz. Os nossos militares estão mais preparados do que nunca. Pelo menos os que sobrevivem. – o governador do Rio de Janeiro relatou.
– Como está a produção de armas e carros, Sr. Hoguin? – Salveski perguntou.
– Excelente. Poderia estar melhor ainda se os funcionários não cansassem ou precisassem dormir. Os robôs vão acelerar muito nossa produção. – o governador de São Paulo disse.
– Já chegaremos nesse ponto, Sr. Hoguin.
– Aqui em Minas, a situação é a mesma. Todas as pessoas do campo não estão sendo suficiente para suprir a demanda das capitais. Se o sul tivesse mais domínio sobre seu interior. – o governador de Belo Horizonte provocou.
– É por isso que o Sr. Maragon está aumentando nossa Força-tarefa. Eu sei muito bem que a maior resistência se encontra no sul. Não precisa me lembrar disso, Sr. Camargo. – Salveski devolveu.
– Como estão as coisas em Porto Alegre, Sr. Guimarães? – Camargo quis saber.
– Tem estado tranquilo há algum tempo. Eu mantenho a rédea curta, quando alguém sai da linha, eu faço servir de exemplo para impedir qualquer tipo de rebelião. – o governador de Porto Alegre respondeu.


– Próximo tópico: relações internacionais. Como estão os Governos da África e da Oceania? – Salveski perguntou.
– Estão tendo problemas assim como nós. Pare de enrolar, Salveski. Fale sobre os robôs? – Camargo se irritou.
– Temos obtido resultados positivos com os testes. Logo poderemos colocá-los em campo. Falta bem pouco, senhores. – o governador de Curitiba, respondeu.
Nesse momento, a porta da sala de videoconferência se abriu e entrou Lanok, braço direito de Salveski.
– Senhor, o Dr. Cintra quer vê-lo. – o homem avisou.
– Viram? Aposto que são mais notícias boas. – Salveski falou animado para os outros governadores. – Com licença, senhores. – ele disse e desligou as telas de TV. – Ele adiantou o assunto? Espero que ele finalmente tenha algum bom resultado. – Salveski disse para Lanok enquanto se encaminhavam para o laboratório.
O laboratório do Dr. Cintra ocupava um andar inteiro do maior prédio da capital, a Torre do Relógio. Ali também era onde ele morava, para muitos por pura vontade e amor ao trabalho. A verdade é que o Dr. Cintra foi um dos líderes da última revolução contra a capital, mas devido a um acordo que fez com o governador, foi obrigado a prestar serviços para sempre à capital. Logo, o Dr. Cintra não possuía apenas um laboratório, mas também uma prisão.
– Diga que tem boas notícias, Doutor. – Salveski pediu. – Os outros governadores não param de me pressionar.
– Para falar a verdade, eu tenho. Governador Salveski, conheça o SATIF, Sistema Avançado de Tecnologia em Inteligência e Força. – o doutor disse. – SATIF, cumprimente o governador.
– Olá, Governador Salveski, como vai o senhor? – uma voz metálica saiu de um robô humanóide.
               – Melhor agora, SATIF, melhor agora. – o governador respondeu e sorriu.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O Motoqueiro das Trevas T01C02

RIOS & RAMPINELLI

No começo de uma bela tarde ensolarada, num dos vários escritórios de advocacia da cidade, um jovem advogado ouvia seu cliente.
— ...Eu não quero nada além do meu direito, o senhor entende, né, seu doutor? – o seu Solismar terminou seu relato.
— O senhor trouxe as cópias dos documentos que eu pedi? – o advogado retrucou.
— Sim, senhor. Estão aqui. – o homem simples entregou.
— Certo. O senhor pode ir para casa. Eu vou marcar a audiência e ligo avisando. – o rapaz falou, enquanto levantou para abrir a porta para o cliente.
— Obrigado, doutor. – o homem agradeceu e saiu.
O advogado olhou o relógio e, em vez de voltar para sua sala, foi em direção à copa do escritório. Lá, ele pegou um copo e começou a por café, quando sua colega de trabalho chegou.
— Oi, Ian. Nem vi você chegar. – a advogada cumprimentou.
— Oi, Carol. Pois é, minha manhã foi bem agitada. Mal almocei e tive que atender um cliente assim que cheguei. – o rapaz explicou.


Ian Rampinelli e Anna Carolina Rios se conheceram na faculdade. Com o tempo se tornaram grandes amigos e até namoraram. Depois de formados, os amigos ex-namorados decidiram abrir um escritório de advocacia.
— Então, nem deve ter tido tempo de ler o jornal. – a bela morena supôs.
— Não. O que tem de novo? – ele perguntou e tomou um gole de café.
— O Motoqueiro das Trevas atacou de novo. Ontem à noite. Dessa vez, ele foi mais discreto. Mas irritou bastante os policiais. – ela informou.
— Eu não entendo por que esse “das Trevas”. – Ian disse e pegou o jornal da amiga.
— Ora, Ian, o cara sai numa moto preta, vestido de preto, de noite, para matar pessoas. O termo “das Trevas” parece bem apropriado para mim. – ela disse.
— E por que a polícia está irritada? O cara está ajudando ela. – Ian comentou.
— Não sei, só sei que agora ele vai ter mais dificuldade, pois, segundo diz a matéria, prender o Motoqueiro se tornou a prioridade máxima nos distritos da cidade. – Carol disse. – Bom, preciso ir, Ian. Tenho uma audiência daqui a pouco. Até mais.
Ele leu a matéria por completo, terminou o café e voltou para sua sala. Ligou a televisão para ver algumas notícias. A primeira já lhe chamou total atenção.
— O juiz permitiu que o suspeito de estuprar e espancar a enteada responda o processo em liberdade... – a repórter disse.
— Como é que é? – Ian gritou e bateu na mesa. – Mas o que esse juiz tem na cabeça? Titica de galinha? Só pode, né? – ele extravazou sozinho e se levantou. Pegou seu paletó, sua maleta e saiu da sala. – Angela! Cancele todos os meus compromissos de hoje e remarque para... quando der. Vou sair e não volto hoje. – ele disse ao passar pela recepção e sala de espera.

domingo, 16 de setembro de 2012

A Arte de Roubar T02C02

AUSÊNCIA

Meia hora após o combinado, Joel decidiu começar a reunião no centro de operações. Todos já estavam presentes com exceção de Facada.
– Bom, vamos começar. Se ele não chegar, eu vou até a casa dele e vejo o que houve. – Joel disse. – O museu é bem grande, tem várias salas e são longe umas das outras. Na parte adjunta tem seis salas e três corredores de exposição. No subsolo, há mais duas salas e o túnel que faz a ligação com o Olho. – Joel continuou. – O Olho é o quarto andar de um prédio, onde fica a exposição principal, que também será nosso alvo primordial. Nem todas as salas estavam prontas quando fomos, acredito que até a segunda semana do mês já estejam abertas.
– Vamos usar o truque do banheiro de novo? – Taís perguntou.
– Não, estou pensando em outra abordagem, dessa vez. Mas eu conto depois. – Joel respondeu. – Assim como Charger e eu, vocês irão em duplas visitar e conhecer o museu. E, dessa vez, vocês gravarão, como fizemos no shopping. – o líder explicou.
– Isso é bom, assim poderei ter acesso ao sistema deles. – Léo comentou.
– Ótimo! Por enquanto é só. Agora, eu quero que vocês façam algumas coisinhas. Bomber, veja como estamos de armas e munição. Léo, faça uma pesquisa completa sobre as obras mais valiosas que estarão em exposição esse mês. Charger e Taís, façam uma revisão geral nos carros. E eu, vou atrás do Luiz. – Joel disse.
– Sim, senhor. – eles disseram em uníssono.


Joel saiu, enquanto os outros quatro ficaram com seus afazeres. Bomber e Léo na sala de reuniões, e Taís e Charger na garagem.
– A Camila gostou da bicicleta? – o mecânico perguntou.
– Gostou sim, mas você não precisava ter gasto a sua parte com isso. Eu também tenho agora. – Taís disse, enquanto abria o capô do Chrysler.
– Que isso, não foi nada. – Charger respondeu e riu.
– O que será que aconteceu com o Luiz? – Taís perguntou.
– Não sei. Será que ele desistiu? – o rapaz sugeriu.
– Ele não parece ser o tipo de pessoa que desiste. Além do mais, está tudo dando certo. – ela replicou.
– Seja lá o que for, o Joel deve estar descobrindo nesse momento. – ele disse e deslizou para baixo do Charger.
De fato, Joel estava bem próximo da casa de Luiz Facada naquele momento. Ao chegar no portão, ele já notou algo estranho. O portão e a porta estavam abertos. Mesmo quando Facada estava em casa, ele não deixava assim. O líder do grupo avançou devagar e empurrou a porta semiaberta da casa.
– Mas o que... – Joel começou a dizer, enquanto via a sala da casa do amigo toda revirada e bagunçada, o sofá estava tombando, a televisão caída e quebrada no chão. A cozinha e os quartos não estavam diferentes, tudo fora do lugar e quebrado. – ...aconteceu aqui?

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Onde estão os novos contos?

Esse post conterá a lista dos capítulos dos novos contos. Também há a explicação sobre como os títulos serão postados. Exemplo: Conspiração Temporal (título) T01 (temporada 1) C01 (capítulo 1). O título de cada capítulo é colocado antes do mesmo, no corpo do próprio post. Essa foi uma maneira que eu encontrei de organizar melhor os contos, para que ninguém se perca e sempre saiba qual está lendo.


A Arte de Roubar:
1 - Sem volta: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/09/a-arte-de-roubar-t02c01.html
2 - Ausência: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/09/a-arte-de-roubar-t02c02.html
3 - Fantasma do passado: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/09/a-arte-de-roubar-t02c03.html
4 - Negociação: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/09/a-arte-de-roubar-t02c04.html
5 - Polaco Azedo: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/10/a-arte-de-roubar-t02c05.html
6 - Preparação: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/10/a-arte-de-roubar-t02c06.html
7 - Tiros e explosões: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/10/a-arte-de-roubar-t02c07.html
8 - Desenlace: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/10/a-arte-de-roubar-t02c08.html
9 - Discussão: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/11/a-arte-de-roubar-t02c09.html
10 - Trabalho em equipe: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/11/a-arte-de-roubar-t02c10.html
11 - A arte de desemoldurar: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/11/a-arte-de-roubar-t02c11.html
12 - Um minuto: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/12/a-arte-de-roubar-t02c11.html
13 - Confiança abalada: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/12/a-arte-de-roubar-t02c13.html

O Motoqueiro das Trevas:
1 - Motivo: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/09/o-motoqueiro-das-trevas-t01c01.html
2 - Rios e Rampinelli: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/09/o-motoqueiro-das-trevas-t01c02.html
3 - Imprevisto: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/09/o-motoqueiro-das-trevas-t01c03.html
4 - Aceitação: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/10/o-motoqueiro-das-trevas-t01c04.html
5 - Repercussão: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/10/o-motoqueiro-das-trevas-t01c05.html
6 - Armadilha: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/10/o-motoqueiro-das-trevas-t01c06.html
7 - Preso: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/10/o-motoqueiro-das-trevas-t01c07.html
8 - Reação: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/10/o-motoqueiro-das-trevas-t01c08.html
9 - Submundo: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/11/o-motoqueiro-das-trevas-t01c09.html
10 - Cabeça a prêmio: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/11/o-motoqueiro-das-trevas-t01c10.html
11 - O comício: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/11/o-motoqueiro-das-trevas-t01c11.html
12 - Justiça: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/12/o-motoqueiro-das-trevas-t01c12.html
13 - Novo rumo: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/12/o-motoqueiro-das-trevas-t01c13.html

Conspiração Temporal:
1 - O futuro: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/09/conspiracao-temporal-t01c01.html
2 - Os governantes do mundo: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/09/conspiracao-temporal-t01c02.html
3 - Cascavel: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/09/conspiracao-temporal-t01c03.html
4 - Descanso: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/10/conspiracao-temporal-t01c04.html
5 - Na capital: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/10/conspiracao-temporal-t01c05.html
6 - Dr. Cintra: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/10/conspiracao-temporal-t01c06.html
7 - Revolução antigoverno: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/10/conspiracao-temporal-t01c07.html
8 - Tarefa e objetivo: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/10/conspiracao-temporal-t01c08.html
9 - Acontecimento inicial: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/11/conspiracao-temporal-t01c09.html
10 - O bibliotecário: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/11/conspiracao-temporal-t01c10.html
11 - SATIF: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/11/conspiracao-temporal-t01c11.html
12 - A máquina do tempo: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/12/conspiracao-temporal-t01c12.html
13 - Voltando no tempo: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/12/conspiracao-temporal-t01c13.html

Comando Épsilon:
1 - Missão: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/09/comando-epsilon-t01c01.html
2 - Estratégia: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/09/comando-epsilon-t01c02.html
3 - Achados e Perdidos: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/09/comando-epsilon-t01c03.html
4 - Destroços: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/10/comando-epsilon-t01c04.html
5 - Relações perigosas: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/10/comando-epsilon-t01c05.html
6 - Semeando a discórdia: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/10/comando-epsilon-t01c06.html
7 - Captura: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/10/comando-epsilon-t01c07.html
8 - Incomunicável: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/10/comando-epsilon-t01c08.html
9 - Crupiê: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/11/comando-epsilon-t01c09.html
10 - Gamba: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/11/comando-epsilon-t01c10.html
11 - A ilha prisão: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/11/comando-epsilon-t01c11.html
12 - Sacrifício: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/12/comando-epsilon-t01c12.html
13 - Conclusão: http://rickyoz.blogspot.com.br/2012/12/comando-epsilon-t01c13.html

Sei que muitos leram os primeiros capitulos de cada série, mas poucos comentaram. Então deixo esse post como espaço para deixar a primeira impressão que você teve das histórias. Críticas, dúvidas, sugestões. Fique à vontade. Espero que curtam! Valeu! Abraços! ;D

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Comando Épsilon T01C01

MISSÃO

— Por favor, sentem-se! – o Superintendente de Segurança Nacional, José Ibrahim, disse para os sete oficiais que chegaram à sala de reuniões.
Após acomodarem-se nas cadeiras da grande mesa da sala, os militares estavam prontos para ouvir o que o Sr. Ibrahim tinha para dizer.
— Como sabem, há dois meses foi “inaugurada” a Ilha Prisão, um local para onde foram mandados os 200 presidiários mais perigosos do país, sendo eles: 150 homens e 50 mulheres. Há três horas, o jato particular das Indústrias Pacheco, no qual se encontrava o vice-presidente e único herdeiro da empresa, João Pacheco, caiu na ilha. – o Sr. Ibrahim explicou.
— E suponho que a nossa missão seja resgatar o Sr. Pacheco. – disse o Capitão Zurique.
— Se vocês a aceitarem. – o Sr. Ibrahim disse.
— Sr. Ibrahim, o Comando Épsilon nunca negou e nem nunca negará nenhuma missão que lhe for dada. – o Capitão definiu.
— Ótimo! Muito bom ouvir isso, Capitão. Assim posso continuar com os detalhes da missão. – o Superintendente disse e continuou. – Apesar de não ser muito grande, a maior extensão da ilha é coberta por uma densa floresta que a transforma em um verdadeiro labirinto. Na parte centro-sul, há um riacho que corta parte da ilha. Nas extremidades, as areias da praia dominam, exceto em dois pontos. Na parte noroeste, há uma camada rochosa que se estende por cerca de um quilômetro. E no extremo sul, um monte se ergue desde o oceano. Seu topo oferece uma parte plana, que é onde vocês irão desembarcar. – o Sr. Ibrahim concluiu.
— Nós vamos de helicóptero? – o Capitão quis saber.
— Sim. Fui informado de que além do piloto e do passageiro, havia uma grande quantidade de armamento pesado no avião. Parece que as Indústrias Pacheco estão a um passo de fechar um contrato com os militares para fornecer armas e munição para as Forças Armadas.


— Então vamos ter que enfrentar caras armados, grande coisa, já pacificamos os morros mais perigosos do Rio. – o Cabo Maki lembrou.
— Não é só isso. Havia também uma arca, contendo uma grande quantidade de material radioativo. Segundo o próprio presidente da empresa, as Indústrias Pacheco estão querendo criar e usar fontes de energia nuclear. Pela papelada que me mostraram, eles já têm o aval do governo.
— Então, teremos que resgatar os sobreviventes, recuperar as armas e o material radioativo? – o Sargento Santana se espantou. – Não dá para um outro Comando vir nos ajudar? Dzeta, Eta, Teta?
— Não. – o Sr. Ibrahim respondeu.
— Iota, Capa, Lâmbda? – a Cabo Caviquioli emendou.
— Mi, Ni, Ksi? – o Cabo Maki continuou.
— Omicron, Pi, Rho? – a Soldado Ramos ajuntou.
— Sigma, Tau, Upsilon? – o Soldado Li perguntou.
— Phi, Khi, Psi, Ômega? – a Tenente Nikolofski finalizou o alfabeto.
— Não. Estão todos ocupados. Assim como o Alfa, Beta, Gama e Delta. Vocês são o único Comando livre e a única esperança do jovem Pacheco. Sabendo que isso é realmente muito para apenas uma equipe, consegui convencer o presidente Pacheco a desistir das armas. Portanto, seus objetivos são resgatar João Pacheco e recuperar o material radioativo. – o Sr. Ibrahim explicou.
— Ah, então não vai ser difícil. A meu ver, o que mais interessam aos presidiários são as armas e os reféns. Logo, só teremos que resgatar os tripulantes do avião e achar o material radioativo. – o Capitão Zurique disse.
— Aí que o senhor se engana, Capitão. Um dos homens mandado para a ilha veio deportado do Oriente Médio, por estar ajudando a criar uma bomba nuclear. O exército norte-americano o prendeu e o mandou para cá. Com o material contido na arca do avião, ele pode construir uma bomba capaz de explodir a ilha inteira e causar uma tsunami que alcançará o continente. – o Sr. Ibrahim esclareceu e todos ficaram quietos. – Antes de irem, duas últimas informações: vocês terão 24 horas para finalizar a missão, pois não podemos deixar o piloto e o helicóptero sozinhos, enquanto vocês vasculham a ilha; no helicóptero, vocês encontrarão um laptop com todas as informações sobre os presos levados para a ilha e um arsenal com as mais diversas e variadas armas. Dispensados. – o Superintendente concluiu.
Após bater continência, os militares saíram e foram direto ao terraço para entrar no helicóptero.
— Essa missão vai ser demais. Seremos conhecidos como o Comando que salvou o herdeiro e vice-presidente de uma grande empresa. – o Sargento Santana imaginou.
— Está mais para o Comando que salvou um riquinho metido que quer vender armas e fazer bombas nucleares no Brasil. – o Soldado Li retrucou.
— Acalmem-se, vocês. – o Capitão interveio. – Relaxem e aproveitem a viagem, pois quando sairmos desse helicóptero, não poderemos descansar por 24 horas.
O Capitão Zurique encostou a cabeça na janela e ficou olhando para fora.
— Essa missão era o que precisávamos. O Comando Épsilon entrará para a história, e eu também. – ele pensou e sorriu.