A vida segue uma trajetória simples, fácil de acompanhar. Nascemos, somos criados e educados, brincamos e aprendemos, estudamos e fazemos amigos, crescemos, tornamo-nos adultos, escolhemos a profissão que queremos exercer para o resto de nossas vidas, casamos, temos filhos, envelhecemos e morremos.
Mas o que acontece se alguém pula ou foge de uma dessas etapas? Ou simplesmente não consegue atingir o necessário para passar por ela? O que ela sente? O que deve fazer? Sinto que estou passando por um momento assim, que estou entre duas etapas, mas não consigo avançar e já não dá mais para voltar.
Quando paro para pensar, sinto-me mal, pois estou acomodado e as coisas estão estáveis e suportáveis até. Às vezes, gostaria que algo acontecesse para eu me mexer mais e fazer algo de útil. Por enquanto, nada. Pensando e refletindo, lembrei que por várias vezes deixei de querer reencontrar pessoas do meu passado que há muito não vejo e também de começar a conversar com pessoas novas. ao tentar descobrir um motivo para essa minha rejeição foi que entendi que é porque não estou satisfeito como as coisas estão atualmente em minha vida pessoal e profissional.
O que posso fazer? Quando tudo vai mudar? Eu não sei, mas por enquanto, vou sobrevivendo como der.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Comando Épsilon T01C05
RELAÇÕES PERIGOSAS
O Capitão e a Soldado Ramos seguiam na direção noroeste. Ele ouvia cada mínimo barulho, do cair de uma folha ao canto dos pássaros. Ela só queria conversar com ele. Ele era alto, cabelos lisos e negros, musculoso, treinado em boxe, jiu-jitsu, kung fu e técnicas de sobrevivência. Ela era 10cm mais baixa que ele, cabelos lisos e loiros, atlética, tinha um curso de defesa pessoal.
— Capitão, sei que não é o momento adequado, mas eu queria muito conversar sobre aquilo. – Ramos quebrou o silêncio.
— Você está certa. – ele disse, parou e virou de frente para ela. – Não é o momento adequado. – Zurique confirmou e ficou encarando a Soldado Ramos.
Eles se conheceram quando ela, Thaís Ramos, era apenas uma concursada do setor administrativo da polícia. Após algumas idas lá, Zurique puxou conversa com a moça e a chamou para sair. A afinidade inicial virou paixão. Tudo ia bem até que o militar foi chamado para liderar o Comando Épsilon. Sem saber se voltaria a vê-la, Zurique chamou Thaís para ir com ele. Ela hesitou, pois não tinha treinamento. Ele pensou e decidiu que ela seria a carregadora de armas e não precisava de muito para isso.
— Capitão? – Ramos chamou o superior que segurava os braços dela.
Ele olhou para os lados, parou para ouvir tudo ao redor e então, decidindo que era seguro, voltou a olhar para Thaís e a beijou.
— Mas, Capitão, eu achei que... – ela disse depois do primeiro beijo.
— Shh, não fale nada. – ele disse emendando outro beijo e encostando-a numa árvore.
Do outro lado, a Tenente Nikolofski e o Sargento Santana seguiam para o nordeste da ilha. Ele era quase tão alto quanto o Capitão, cabelos lisos e negros, pele mais bronzeada. Ela tinha a mesma altura da Soldado Ramos, cabelos lisos, curtos e negros, pele clara. Ambos eram treinados nos mesmos estilos de Zurique.
Desde a formação do Comando, Santana ficou atraído pela Tenente, mas não foi correspondido, assim como a pessoa por quem Nikolofski se interessou nunca reparou nela.
— Paty, você não acha que tem algo de errado entre o Capitão e a Ramos? – ele perguntou chamando-a pelo diminutivo do primeiro nome, como não houve resposta, ele continuou. – Quer dizer, que tipo de posto é “Carregador de armas”? Eu posso carregar minhas armas, você pode carregar suas armas, não precisamos de alguém para fazer isso. Você não acha isso estranho, Paty?
A moça, que estava se segurando, não aguentou mais e estourou. Parou e virou para o rapaz.
— Olha só, eu odeio que me chamem de Paty. Isso me lembra aquelas menininhas ricas que gastam dinheiro à toa. Se quiser me chamar pelo primeiro nome, use-o inteiro, Patrícia. Pensando bem, esquece isso. Eu sou sua superior, trate-me por Tenente. Deixa o Capitão e loirinha carregadora pra lá, foco na nossa missão aqui. Estamos entendidos? – ela disse fria e duramente.
— Sim, Tenente. – ele disse em voz e cabeça baixa.
Com isso, os dois continuaram seu caminho em silêncio.
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Na Praia Oeste, o Cabo Maki observava o grupo do Quebra-Ossos. O sol já estava se pondo. Ele decidiu descansar um pouco. Recostou-se num galho do alto de uma árvore. Começou a se lembrar do dia em que o Comando foi formado, o dia em que ele viu Thaís pela primeira vez. A loira mais bela e formosa que já havia visto. Ela sempre o tratava muito bem, mas ficava muito próxima do Capitão. Maki, por muitas vezes, se perguntou se havia algo entre os dois.
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Os Cabos Fúlvio Maki e Gabriele Caviquioli treinaram e se tornaram atiradores de elite juntos. Ela sempre foi apaixonada por ele, que nunca a viu como nada além de uma amiga. Apesar das indiretas dela, Full, como era mais chamado, nunca tentou nada com ela. Enquanto via as ondas que chegavam à praia do leste da ilha, Gabi pensava e suspirava por seu amor não correspondido.
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Vários metros acima do acampamento do bando de Deusa, Li sonhava com a Cabo Caviquioli, a única do Comando que mais se aproximava de sua baixa estatura. Era também a mais simpática, na opinião dele. O rapaz suspeitava que ela gostava do Cabo Maki, mas sabia que o outro não se interessava por ela. Para Li, era só questão de tempo para Gabi vê-lo com outros olhos.
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Conspiração Temporal T01C05
NA CAPITAL
— Imagino que vamos dar a volta em Ponta Grossa também. – Jéssica supôs.
— Sim. Ponta Grossa é o quintal de Curitiba, não podemos passar por lá. –
Nanda confirmou.
— Falando nisso, como vamos entrar na capital? O doutor não especificou?
– a morena perguntou.
— Não. Ele só disse para mandarmos uma mensagem quando estivermos a um
minuto da entrada. Não sei o que ele vai fazer, mas temos de confiar nele.
Afinal, se não fosse ele, não estaríamos vivas hoje. – a loira lembrou.
Elas ficaram em silêncio a maior parte do resto da viagem. Algumas horas
depois, já estavam bem próximas da capital e no momento determinado, mandaram a
mensagem para o Dr. Cintra. As amigas pararam no guichê de entrada, que um dia
fora um guichê de pedágio.
— Identificação, por favor! – o atendente pediu.
— Aqui está. – Nanda entregou as identidades falsas dela e da amiga.
O rapaz examinou os documentos, olhou o sistema, checou os números, as
fotos, os nomes. Depois de todo esse procedimento padrão ter sido feito, ele
devolveu as identidades para as mulheres.
— Está tudo certo. Sejam bem-vindas e aproveitem a estadia em Curitiba, a
capital tecnológica. – ele disse, abriu passagem e elas seguiram.
— Bom, deixa eu por o endereço no GPS para ver se é muito longe. –
Jéssica disse e começou a mexer no aparelho. – Caramba! É do outro lado da
cidade. – a morena espantou-se.
— Ótimo! Assim poderemos ver como está a capital. O que o governador fez
enquanto estivemos fora. – Nanda disse.
Elas seguiram a trajetória traçada pelo GPS, passaram por alguns bairros
e puderam perceber que pouco havia mudado na cidade durante os anos em que
estiveram fora.
— Pelo visto, não melhoraram nada. Só vi algumas viaturas da Força
Policial andando por aí. – Jéssica comentou.
— Mas não está adiantando muito. Olha ali! – a loira disse e apontou para
a calçada à direita delas. Dois rapazes estavam assaltando um terceiro que
tentava resistir. – O que me diz, Jess? Está afim de um exercício antes de
irmos para a casa do doutor? – Nanda ofereceu.
— Claro, por que não? – a morena disse sem hesitar.
Elas saíram do carro e se encaminharam aos rapazes.
— Ei, o que vocês pensam que estão fazendo? – a loira chamou.
— Cai fora. Isso não é da sua conta. – um dos assaltantes disse.
— Larga o garoto e deixa ele ir, antes que eu arrebente vocês dois. – Jéssica
ameaçou. – Deixa esses comigo. – ela disse para a amiga e avançou um passo.
Ela posicionou sua perna direita para frente e a esquerda para trás. Levantou
seu braço esquerdo à frente de seu rosto e o direito à cintura, no cabo de sua
arma, que estava invisível graças ao cinto.
— Acha mesmo que só você pode com nós dois? – um deles disse e eles
avançaram.
Jéssica sacou sua arma com o braço direito e a apoiou no outro braço que
estava levantado. Antes que eles pudessem dar mais um passo, ela lhes atingiu
com um tiro na cabeça em cada.
— Vocês não são daqui, não é? – perguntou o rapaz que acabara de ser
salvo pelas amigas.
— Como sabe? – Nanda rebateu.
— Ninguém teria coragem de fazer o que fizeram. Vocês deveriam sair
daqui, se a Força Policial souber que estão portando armas, vocês terão problemas.
– o garoto aconselhou.
— Ele tem razão. Vamos! – a loira chamou e foi para o carro.
Nanda ligou o carro e partiu. No caminho, ainda cruzou com uma viatura da
Força Policial indo para onde elas estavam.
— Foi um bom retorno. – Jéssica observou.
— É, foi sim. – Nanda concordou.
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
O Motoqueiro das Trevas T01C05
REPERCUSSÃO
— Boa noite! Hoje teremos uma reportagem especial sobre um caso que tem
dado uma dor de cabeça para a polícia de Curitiba. – a apresentadora iniciou o
telejornal do Paraná. – Há pouco mais de um mês, o Motoqueiro das Trevas surgiu
e começou a fazer justiça com suas próprias mãos. A polícia logo o tornou alvo
e prioridade número 1, mas até o momento não houve sucesso em sua captura. –
ela continuou. – As opiniões sobre seus atos são diversas. E já há algumas
semanas é assunto recorrente nas redes sociais da internet. Além de alguns
vídeos amadores mostrando o Motoqueiro em ação, há também aqueles das pessoas
que decidiram dividir sua opinião. Vamos ver alguns. – ela anunciou e o vídeo
de um rapaz começou a passar.
— Eu concordo totalmente com o Motoqueiro, tem que matar mesmo. Ele está
fazendo o que a polícia e o governo deveriam fazer: encontrar, julgar e matar
os bandidos. – o garoto disse. – E a polícia, em vez de apoiá-lo, resolve parar
de prender os verdadeiros bandidos e caçar e atrapalhar o Motoqueiro, como se
ele fosse o cara mau da história. Isso é um absurdo. – o rapaz disse e o vídeo
foi cortado, voltando para a apresentadora.
— Mas há quem discorde do que o Motoqueiro vem fazendo. – a apresentadora
disse e um novo vídeo se iniciou, com uma garota dessa vez.
— O que esse cara faz é um absurdo. Quem ele pensa que é para julgar e
matar as pessoas assim? O que os gregos e os romanos antigos diriam ao verem
que a Democracia e Direito estão sendo dizimados por apenas um homem. – a
garota disse. – Vamos mesmo deixar que uma pessoa julgue os criminosos? E se
ele achar que o menor dos delitos é punível com morte? E se um dia ele pirar?
Vamos mesmo confiar num homem que não se identifica e se acha acima da lei? –
ela finalizou.
— Nossos repórteres foram para a rua e ouviram as opiniões de algumas
pessoas que passaram. – a apresentadora disse e um novo vídeo teve início.
— Estamos aqui com a dona Marilene, que disse ter sido salva há dois dias
pelo Motoqueiro. Conte-nos, como foi? – o repórter falou.
— Eu estava indo para casa, tinha acabado de sair da minha aula, às 23h,
quando três homens me abordaram. Um pegou minha bolsa, outro disse que eu era
bonita e o terceiro começou a tentar arrancar minha roupa. – ela relatou. – Foi
quando eu ouvi o barulho da moto.
“— Por acaso vocês não estão assaltando e tentando estuprar essa moça,
estão? – ele perguntou ao parar a moto.
— Uh, gênio! O que você acha? – um deles respondeu e em seguida cada um
levou um tiro na cabeça e caíram ao meu redor.
Ele não falou mais nada e saiu, mas não precisava mesmo. Eu sou grata a
ele. É com muito orgulho que digo que fui salva pelo Motoqueiro das Trevas.”
— Agora vamos falar com um rapaz, estudante de medicina. – o repórter
disse.
— Eu acho que ele está mandando muito bem. E nós, do curso de medicina,
estamos ganhando com isso também. Muitos dos corpos que são mandados para o IML
são reenviados para o laboratório da federal. Nossas aulas de anatomia ficaram
muito melhores. Tem muito mais peças agora. – o rapaz disse empolgado. – Além
de ajudar na segurança da cidade, ele ainda contribui para a educação. Demais!
– ele concluiu e o programa voltou para o estúdio.
— Obrigada, Marcelo! Após os comerciais, tem mais Motoqueiro das Trevas.
Não saia daí! – a apresentadora disse e começou o comercial.
— Com licença, Delegado!
— Entre, Vidal! – Biaco disse.
— Estive investigando e acho que descobri um padrão em algumas dos
assassinatos do Motoqueiro. – o detetive Vidal disse.
— É mesmo? Conta mais. – o delegado pediu.
— Dez das vítimas dele foram criminosos soltos da prisão ou para cumprir
processo em liberdade. E todos noticiados por algum tipo de mídia. – Vidal
disse.
— Isso é perfeito! Vidal, prepare-se! Já sei como vamos prender esse
Motoqueiro das Trevas. – Biaco disse e sorriu.
domingo, 7 de outubro de 2012
A Arte de Roubar T02C05
POLACO AZEDO
— Não sabemos como seremos recepcionados, por isso, Léo, quero que
melhore o sistema de segurança dos carros. Quero que depois que ligarmos o
alarme, se o mais leve fio de cabelo encostar nos veículos, haja uma grande
onda de choque e um barulho exorbitante. – Joel pediu.
— Considere feito. – Léo garantiu.
— Bomber, separa quatro pistolas e um pente de recarga para cada uma.
Eles vão nos revistar mesmo, então quanto menos levarmos, melhor. – Joel falou.
— Certo. – Bomber concordou.
— Charger, Taís, os carros estão prontos? – o líder quis saber.
— Sim. – eles responderam em uníssono.
— Ótimo! Então, assim que o Léo terminar a parte dele, nós seguiremos
para a Vila Zumbi. – Joel afirmou.
Polaco Azedo acordou e se espreguiçou no sofá de seu quartel-general, que
consistia em uma casa com sala, quarto e cozinha, sem as paredes, criando um
cômodo único, e o banheiro. Em um dos extremos da casa, havia a pia, o fogão e
uma mesa. Do lado oposto, foi construído um tablado, onde foi colocada uma
poltrona reclinável para o Polaco sentar e receber as pessoas.
Eram 17h quando o traficante sentou em sua poltrona para começar o “dia”.
Nesse momento, o porteiro do quartel-general entrou.
— Chefe, tem um grupo que quer falar com você. Dizem ser amigos do
Facada. – ele disse e esperou pela resposta.
— Reviste-os e deixe-os entrar. – Polaco decidiu e bocejou.
O grupo liderado por Joel entrou. Suas armas foram colocadas aos pés de
Polaco.
— Então, vocês são amigos do Facada? – Polaco começou.
— Isso mesmo, eu sou o Jo...
— Como encontraram meu QG? – Polaco interrompeu.
— Cara, você não sabe o poder que uma nota de 100 tem por essas bandas. –
Charger respondeu.
— Sr. Polaco... – Joel tentou chamar a atenção do traficante.
— Está me dizendo que subornou alguém para contar a localização do meu
QG? – Polaco devolveu para Charger.
— Achei que tinha deixado isso bem claro. – o mecânico retrucou.
— O CRIOULO SEQUESTROU O FACADA! – Joel gritou.
— Como é que é? – Polaco disse. – COMO VOCÊ OUSA GRITAR AQUI? SÓ EU POSSO
GRITAR AQUI! – o traficante revidou e levantou.
— Ih, rapaz, agora eu sei porque chamam ele de azedo. – Charger disse.
— Perdoe-me. – Joel disse e baixou a cabeça. – Viemos aqui, pois o Facada
me contou sua história e de como ele o ajudou ao contar os planos do Crioulo
Doido, seu antigo mentor. – Joel discursou. – Imaginei que devido a sua rixa
com o Crioulo e qualquer traço de gratidão que possa ter pelo Facada, você
pudesse nos ajudar a resgatar nosso amigo.
— Humm... – Polaco gemeu e sentou, fez um sinal acalmando seus homens,
que estavam com as armas apontadas desde que Joel gritou. – Eu entendo.
Realmente, o Facada evitou uma grande guerra aqui na vila. – ele disse.
— Será que você poderia nos ajudar, Grande Polaco Azedo? – Joel disse e
agachou apoiando-se em um dos joelhos, fazendo uma reverência.
Ao verem aquilo, Charger e os outros o imitaram. O traficante ficou
impressionado com a cena. Nunca ninguém havia feito algo daquele tipo.
— Muito bem! Eu os ajudarei. Mas com uma condição: tudo do Crioulo será
meu, inclusive sua área de domínio do tráfico. – Polaco disse.
— Está combinado. – Joel aceitou sem disfarçar o sorriso.
— Então, vamos. Precisamos armá-los melhor. Só com essas pistolas, vocês
não chegam a uma quadra de distância do Crioulo. – o traficante avisou, abriu a
porta e saiu. – Oh! Esses são seus carros? – ele espantou-se ao ver o Charger
prata e o Chrysler preto. – São tão bons quanto são bonitos? – ele disse e
encostou a mão em um deles.
— Espera! – todos do bando de Joel gritaram, mas era tarde demais e o
Polaco Azedo levou o choque programado pelo novo sistema de segurança.
— Bom, agora sabemos que o choque funciona. – Léo comentou e todos riram
meio sem jeito.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Tem necessidade de Tenchi Muyo?
Esse post será o primeiro dos que farei sobre crítica dos animes que assisti. O primeiro que terminei de ver foi Tenchi Muyo. Assim como outros animes, Tenchi Muyo foi lançado em um OVA, e logo mais passado para anime. No entanto, nessa transição foram criadas mais de uma versão, entre elas: Tenchi in Tokyo e Tenchi Universe, sendo esse último o que eu assisti e o que mais se aproxima da versão original. Agora, vamos à história.
Tenchi é um garoto de 17 anos que mora com o pai e o avô. A vida de Tenchi seguia tranquila até o dia em que ele viu uma nave cair próximo de sua casa. Ao chegar no local da queda, ele encontrou uma bela mulher inconsciente. Tenchi a ajudou e a levou para sua casa. Logo depois, ele descobre que a tal mulher é a pirata espacial chamada Ryoko, procurada em todo o universo. Ainda no primeiro episódio, surge a detetive da polícia espacial, Mihoshi, que está atrás da Ryoko. Devido a sua inocência e pouca inteligência, ela é facilmente enrolada pela pirata espacial e as duas passam a morar com Tenchi, seu pai e seu avô, na Terra.
Até o episódio 5 são introduzidas as outras belas extraterrestres que farão parte do elenco principal. São elas: Ayeka, princesa e herdeira do trono do Reino de Jurai, um planeta bem distante, é rival desde sempre da Ryoko e as duas brigam pelo amor do Tenchi; Sasami, irmã mais nova de Ayeka, se encanta pelo Tenchi e os dois se dão muito bem, o que causa hilárias cenas de ciúmes de Ayeka e Ryoko; Kiyone, detetive espacial, parceira da Mihoshi, surge para capturar Ryoko, mas acaba ficando na Terra também; Washu, mulher mais inteligente do universo, foi banida e isolada em um cristal na Terra por suas invenções perigosas. Em uma das brigas entre Ayeka e Ryoko, Washu é libertada de seu exílio.
Além de mostrar o convívio dessas 6 beldades disputando pelo amor e atenção do Tenchi, o anime possui uma trama principal, que gira em torno do Reino de Jurai. Apesar de não querer, Ayeka precisa voltar para o seu planeta natal e tomar seu posto como Rainha, mas antes que ela possa fazer isso, um golpe de estado é feito e um novo Rei se autoproclama. Nessa parte (a melhor na minha opinião) do anime, todos os personagens, inclusive aqueles que apareceram pouco, se unem para vencer o vilão.
Agora, a minha opinião: desde que vi no antigo programa Band Kids, fiquei fascinado com esse anime, principalmente pela parte de ter 6 mulheres protagonistas e não ser uma história de menininhas. É uma comédia com doses de romance e de ação. São apenas 26 episódios, mas todos muito bons. É um anime que eu recomendo!
Tenchi é um garoto de 17 anos que mora com o pai e o avô. A vida de Tenchi seguia tranquila até o dia em que ele viu uma nave cair próximo de sua casa. Ao chegar no local da queda, ele encontrou uma bela mulher inconsciente. Tenchi a ajudou e a levou para sua casa. Logo depois, ele descobre que a tal mulher é a pirata espacial chamada Ryoko, procurada em todo o universo. Ainda no primeiro episódio, surge a detetive da polícia espacial, Mihoshi, que está atrás da Ryoko. Devido a sua inocência e pouca inteligência, ela é facilmente enrolada pela pirata espacial e as duas passam a morar com Tenchi, seu pai e seu avô, na Terra.
Até o episódio 5 são introduzidas as outras belas extraterrestres que farão parte do elenco principal. São elas: Ayeka, princesa e herdeira do trono do Reino de Jurai, um planeta bem distante, é rival desde sempre da Ryoko e as duas brigam pelo amor do Tenchi; Sasami, irmã mais nova de Ayeka, se encanta pelo Tenchi e os dois se dão muito bem, o que causa hilárias cenas de ciúmes de Ayeka e Ryoko; Kiyone, detetive espacial, parceira da Mihoshi, surge para capturar Ryoko, mas acaba ficando na Terra também; Washu, mulher mais inteligente do universo, foi banida e isolada em um cristal na Terra por suas invenções perigosas. Em uma das brigas entre Ayeka e Ryoko, Washu é libertada de seu exílio.
Além de mostrar o convívio dessas 6 beldades disputando pelo amor e atenção do Tenchi, o anime possui uma trama principal, que gira em torno do Reino de Jurai. Apesar de não querer, Ayeka precisa voltar para o seu planeta natal e tomar seu posto como Rainha, mas antes que ela possa fazer isso, um golpe de estado é feito e um novo Rei se autoproclama. Nessa parte (a melhor na minha opinião) do anime, todos os personagens, inclusive aqueles que apareceram pouco, se unem para vencer o vilão.
Agora, a minha opinião: desde que vi no antigo programa Band Kids, fiquei fascinado com esse anime, principalmente pela parte de ter 6 mulheres protagonistas e não ser uma história de menininhas. É uma comédia com doses de romance e de ação. São apenas 26 episódios, mas todos muito bons. É um anime que eu recomendo!
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Por que não esquecemos como andar de bicicleta?
Quem nunca ouviu ou disse "É como andar de bicicleta!", devido à facilidade de aprender e a dificuldade de esquecer. Mas essa é maravilhosa atividade nem sempre tem um bom início para todos. Falo por experiência própria. Ganhei uma bicicleta lá pela idade de 8 anos, mas só a usei com 11 anos. Nesse meio tempo, fiz várias tentativas para aprender a andar. Estou desconsiderando o tempo que a usei as rodinhas extras, que servem de apoio para as crianças que não conseguem se equilibrar (culpado ^^).
Depois de muito cair, ralar, sangrar, chorar, praguejar e quase desistir, eu finalmente aprendi a andar na dita cuja, e como o ditado diz, nunca mais esqueci. De fato, ainda fiquei pensando como demorei para aprender algo tão fácil. Desde que comecei a faculdade, diminuí meu ritmo de exercício, até o ponto de me desfazer dela. Hoje, já formado e trabalhando, não comprei outra e nem pretendo por agora, mas confesso que sinto saudade de andar de bicicleta, sentir o vento no rosto, a adrenalina da velocidade alta, passar no meio dos carros, no sinal vermelho.
Enfim, quem sabe um dia, eu não volte a viver essas sensações, pelo menos não preciso ter pressa, pois sei que não importa quanto tempo passe, nunca vou esquecer como se anda de bicicleta.
Depois de muito cair, ralar, sangrar, chorar, praguejar e quase desistir, eu finalmente aprendi a andar na dita cuja, e como o ditado diz, nunca mais esqueci. De fato, ainda fiquei pensando como demorei para aprender algo tão fácil. Desde que comecei a faculdade, diminuí meu ritmo de exercício, até o ponto de me desfazer dela. Hoje, já formado e trabalhando, não comprei outra e nem pretendo por agora, mas confesso que sinto saudade de andar de bicicleta, sentir o vento no rosto, a adrenalina da velocidade alta, passar no meio dos carros, no sinal vermelho.
Enfim, quem sabe um dia, eu não volte a viver essas sensações, pelo menos não preciso ter pressa, pois sei que não importa quanto tempo passe, nunca vou esquecer como se anda de bicicleta.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Comando Épsilon T01C04
DESTROÇOS
Graças à proximidade e altura das árvores, os dois Cabos do Comando puderam andar com facilidade pelos galhos mais altos da vegetação. Os dois, lado a lado, seguiam o sinal do GPS do avião. Não demorou muito para que avistassem o que sobrou do aeroplano.
— Você está vendo, Full? – a Cabo Caviquioli perguntou.
— Sim, Gabi. São os destroços do avião. – o Cabo Maki confirmou. – Capitão, nós o encontramos. – ele avisou pelo comunicador.
Minutos depois, a equipe terrestre chegou ao local da queda.
— Muito bem, pessoal, vamos vasculhar tudo isso daqui. – o Capitão falou. – Maki, Caviquioli, fiquem de vigia.
— Sim, senhor. – os Cabos responderam.
De imediato, eles notaram que nem as armas nem o material radioativo estavam ali. E apenas um dos tripulantes, o piloto, estava no avião, morto.
— Os outros devem ter sobrevivido e fugido. – concluiu o Capitão.
— As armas e o material radioativo com certeza foram encontrados e levados por prisioneiros. – o Sargento Santana disse.
— A não ser que o Pacheco tenha levado com ele, mas ele não seria doido de carregar tanto peso nas condições em que estava, seria? – a Tenente argumentou.
— Isso se ele não foi encontrado antes de ter a chance de sair do avião. – Zurique disse.
— O que faremos, Capitão? – Ramos perguntou.
— Essa ilha é muito grande e nosso tempo, muito pequeno. – o Capitão ponderou. – Vamos nos dividir ainda mais. – ele decidiu. – Maki, você seguirá para o oeste; Caviquioli, vá para o leste; Santana e Nikolofski, sigam a nordeste; Ramos e eu vamos para o noroeste. – Zurique definiu.
— Mas, Capitão, e se eles estiverem na parte sul? – a Tenente questionou.
— Então, nós os encontraremos na volta. Primeiro, vamos nos certificar de que não estão na parte norte. – o Capitão respondeu. – Através dos comunicadores e dos GPS, nós manteremos contato e nos localizaremos. Quem encontrar qualquer um dos objetivos, avisa o resto, entendido?
— Sim, senhor. – todos responderam.
— Ótimo! Então, vamos. – o Capitão disse e todos seguiram seus rumos. – E, Li, onde quer que esteja, tome cuidado. – Zurique disse pelo comunicador.
Camuflado no galho de uma árvore, observando os grupos locais, Li ouviu o que o Capitão disse e sem pressionar o comunicador para que o superior ouvisse, ele respondeu.
— Aye, Capitão! Eu tomarei. – ele disse em voz baixa e sorriu.
Abaixo dele, uma prisioneira corria em direção ao um grupo formado por mais cinco mulheres e um homem.
— Minha Deusa, minha Deusa! – veio a mulher gritando.
— O que foi, Lucileide? – a mulher conhecida como Deusa respondeu com seu forte sotaque nordestino.
— Era mesmo um avião, minha Deusa. Mas chegaram antes de mim. Quando estava saindo, surgiu um grupo de militares. Esperei um pouco para ver e ouvir melhor o que fariam e então corri direto para cá. – a morena disse.
— E o que ouviu, minha pequena? – Deusa perguntou.
— Eles vão para a parte centro-norte da ilha, procurar pelos sobreviventes e armas que tinham no avião. – Lucileide contou.
— Você disse armas? – Deusa se animou.
— Sim, minha Deusa. Três deles se dirigiram para oeste e noroeste, uma linha reta de onde estamos. – a mulher acrescentou.
— Tem razão, pequena, mas aquelas áreas são perigosas. Quem domina por lá, Matilda? – Deusa perguntou a outra do bando.
— Na Praia Oeste, fica o bando do Quebra-Ossos e a noroeste está o bando do Crupiê. – Matilda explicou.
— Conheço os dois e ambos me devem favores. Se um deles estiver com algo do avião terão de repartir com a Deusa do Agreste. – a líder do bando disse e gargalhou.
Enquanto ouvia tudo isso, Li se animava a cada palavra dita.
“Finalmente terei um pouco de ação. Ficará me devendo essa, Capitão.”
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Conspiração Temporal T01C04
DESCANSO
— Isso é tão relaxante! – Jéssica suspirou na banheira em que estava
coberta de espuma até o pescoço. – Foi uma ótima ideia contornarmos Guarapuava
e pararmos nessa cidade. – ela disse para Nanda que estava ao seu lado.
— Não só isso, era uma necessidade, já que Guarapuava é uma das bases da
capital. – Nanda complementou.
Com o dinheiro que pegaram do bando do Montanha, as duas amigas
resolveram passar a noite em um hotel de luxo da cidade em que pararam. Mesmo
com a precária situação, o pequeno município sabia como agradar os visitantes.
A suíte presidencial oferecia uma cama grande, espaçosa e confortável,
uma pequena sala de estar com televisão e uma mesa para fazer as refeições. O
banheiro continha uma banheira maior que a cama, sais de banho, variados
sabonetes e xampus. Para não gastarem muito e nem ficar sozinhas, elas alugaram
apenas um quarto.
Dormir e tomar banho juntas não era um problema para elas, afinal já se
conheciam há mais de dez anos e depois de tudo o que passaram desde antes da
Revolução, já não havia mais vergonha em uma ver o corpo nu da outra.
— Então, suponho que amanhã vamos direto para a capital. – Jéssica disse,
enquanto brincava com a espuma.
— Sim, amanhã antes do anoitecer, estaremos em Curitiba. – Nanda
confirmou e, nesse momento, a campainha tocou. – Oh, deve ser o jantar.
— Deixa que eu atendo. – a morena se prontificou e levantou da banheira,
fazendo a espuma escorrer pelo seu corpo.
A caminho da porta, ela pegou uma toalha na qual se enrolou. Seu cabelo
estava preso em um coque, mas duas franjas caíam-lhe pela testa. Quando ela
abriu a porta, o rapaz do serviço de quarto ficou totalmente sem jeito e de
boca aberta.
— Ah, pode colocar ali do lado da mesa. – ela disse, tentando desfazer o
momento constrangedor.
O rapaz levou o carrinho com a comida até a mesa, enquanto Jéssica foi
pegar a gorjeta dele. Olhando para baixo, ele voltou até a porta de saída.
— Aqui está! Muito obrigada! – ela disse, entregando-lhe o dinheiro.
Assim que rapaz foi e Jéssica fechou a porta, Nanda apareceu.
— Por que você foi de toalha se tinha um roupão bem do lado? – a loira
quis saber.
— Eu não sei, acho que estava com pressa. – a morena respondeu.
— Sei. – Nanda disse sem acreditar muito. – Vamos comer!
— Por que você pediu para eu criar uma inteligência artificial se era
para mudar depois? – o Dr. Cintra perguntou para Salveski, que mexia na
programação de SATIF.
— Eu precisava que você criasse, mas sabia que não deixaria da maneira
adequada. Eu não comando a cidade mais tecnologicamente avançada à toa. Acho
que o senhor é a única pessoa mais inteligente do que eu, Doutor. – o
governador disse.
— Mas é muito arriscado. Eles são poderosos demais.
— Sim, e isso é perfeito. É exatamente esse poder que estamos procurando
para alcançar nossos objetivos. Quando tivermos um exército de SATIFs, ninguém
vai se rebelar contra as capitais. – Salveski disse e gargalhou.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
O Motoqueiro das Trevas T01C04
ACEITAÇÃO
Dois seguranças foram contratados para vigiar a casa da Sra. Ferraz e sua
filha, desde que seu ex-marido foi solto para responder o processo em
liberdade. Já era tarde e a pequena Mariana, de 11 anos, estava sendo posta
para dormir.
— Mamãe, conta uma história. – a menina pediu.
— Uma história? Deixa eu pensar. – a Sra. Ferraz disse.
Na frente do portão, os seguranças detiveram seus olhares em um indivíduo
de andar estranho que se aproximava deles. O homem vestia um terno preto,
camisa cinza e gravata listrada. Ele parou bem em frente da casa Sra. Ferraz, a
meio caminho de cada um dos seguranças.
— Ei, você está bem? – um vigia perguntou para o homem que estava com os
braços largados e o olhar fixo no chão.
— O que ele tem? – o outro perguntou depois de um tempo sem resposta.
— Eu não sei. – o primeiro respondeu.
— Eu estou bem. – o homem respondeu numa voz risonha e duas facas
surgiram das mangas de seu paletó.
Os seguranças tentaram sacar suas armas, mas somente um obteve sucesso.
Num movimento rápido, o estranho acertou um vigia na barriga e o usou como
escudo para o tiro que veio do outro.
— Atirando no companheiro. Que feio! – o homem de terno disse, sacou a
arma do segurança morto e atirou na cabeça do outro.
Mariana estava quase adormecendo com a história que sua mãe estava
contando, quando as duas ouviram o tiro.
— Fique aqui! – a Sra. Ferraz disse à menina e saiu do quarto.
Assim que ela chegou à sala, a luz se acendeu e o estranho homem de terno
ficou visível.
— Oi, minha querida! Sentiu minha falta? – ele disse e andou em direção à
mulher que recuou e gritou.
— O que você quer, Jair? – a Sra. Ferraz perguntou, ainda recuando.
— É assim que você me recebe, meu amor? Olha, até a minha menininha veio
me recepcionar. – ele disse ao ver Mariana no corredor. – Vamos poder terminar
o que começamos. – ele disse, atritando uma faca na outra.
— Ela não é nada sua! E você nunca mais vai encostar um dedo nela. – a
Sra. Ferraz disse.
— É mesmo? – Jair perguntou e avançou.
As duas entraram no quarto, trancaram a porta e derrubaram uma cômoda
para bloqueá-la.
Passando por sinais amarelos e vermelhos, costurando como podia e pegando
as ruas mais vazias, Ian ia a toda velocidade para a casa da Sra. Ferraz. Como
teve acesso aos dados do processo, ele já sabia o endereço da vítima, o que
facilitou bastante.
Antes de parar seu veículo, o Motoqueiro já viu os seguranças mortos
caídos no chão. Ele sabia que havia demorado a chegar, por isso se moveu rápida
e silenciosamente.
A porta do quarto estava toda quebrada, depois dos repetidos golpes de
Jair Ferraz. Com apenas a cômoda em seu caminho, ele sorriu e encarou suas
vítimas. Elas, que estavam atrás da cama, se encolheram ainda mais contra a
parede.
— Não sei por que você insiste tanto em adiar o inadiável. – ele disse. –
Não vê que não há nada nem ninguém que pode me impedir de fazer o que eu quiser
com vocês? – Jair disse e no instante seguinte, levou um tiro na cabeça.
— Eu posso. – Ian falou enquanto o corpo do estuprador caiu e tombou no
chão. – Vocês estão bem? – ele perguntou para mãe e filha que choravam e
gemiam, ainda encolhidas no chão.
— Sim. – a Sra. Ferraz conseguiu responder.
— Ótimo! Liguem para a polícia e digam que seu ex-marido atacou e matou
os seguranças que deveriam protegê-la. E podem dizer que ele foi morto pelo
Motoqueiro... das Trevas! – Ian disse, hesitando, mas no fim aceitando o nome
que lhe deram, virou as costas e começou a andar para sair.
— Espera! – Mariana chamou e ele
parou, virando a cabeça de lado para ouvir o que ela tinha a dizer. – Obrigada
por nos salvar! – ela disse entre lágrimas.
Ele balançou a cabeça e saiu tão silenciosamente quanto entrou. Depois de
alguns segundos, só o que elas ouviram foi o barulho do motor da moto se
afastar.
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