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quarta-feira, 28 de maio de 2014

Conspiração Temporal T03C03

CAPÍTULO 3 – EXPLICAÇÕES TEMPORAIS
  
O Doutor Cintra levou as duas amigas até uma sala que possuía uma mesa e lhes serviu o jantar. Ele ficou olhando as viajantes temporais comerem uma garfada após a outra, de modo apressado. Ao notar que o cientista as olhava, Nanda diminuiu o ritmo.
― Enquanto comemos, por que não nos explica como o senhor está vivo, doutor? – a loira pediu.
― Ah sim. – o cientista disse se dando conta. – Foi um fenômeno bem curioso. Quando vocês usaram a máquina do tempo para ir ao passado, eu ainda estava vivo. Salveski ia dar o último tiro quando uma luz forte surgiu e então tudo mudou. A explicação que encontrei foi que a radiação emitida pela máquina do tempo manteve minha memória. Eu lembro de ter nascido de novo e a cada dia da minha nova vida, eu sonhava com os dias da outra realidade. – Cintra contou. – Era como se eu assistisse ao filme da minha vida, um capítulo por dia. Tudo o que eu queria era que o tempo passasse para saber mais. Ao chegar à idade adulta, todo o meu conhecimento científico voltou e eu pude ajudar mais aqui. Meus pais e quase todos os outros acharam que eu estava louco quando contei dos meus sonhos. Apenas meu melhor amigo, que era o antigo líder, acreditou em mim. E em seguida, seu filho e sucessor foi meu grande apoio aqui. Se bem que depois das melhorias que fiz, todos deixaram de duvidar de mim. Eu ainda não entendia por que tinha essas visões até que eu sonhei com vocês, entretanto foi só quando sonhei com a ideia da máquina do tempo que tudo fez sentido e a partir daí minha mente começou a encaixar os fatos. – o mais velho relatou.
― Mas como sabia que chegaríamos hoje? – Jess perguntou.
― Não sabia. Assim que tive conhecimento da máquina do tempo, concluí que algo havia acontecido de errado, pois o mundo estava ainda pior do que antes. Apesar de ter tentado, eu não consegui replicar a máquina do tempo, pois não consegui encontrar todos os materiais. Então comecei a trabalhar em um aparelho para detectar traços de radiações de atividade temporal para que quando chegassem, eu pudesse saber e ajudá-las. – ele contou.
― Sobre isso, nosso primeiro instinto foi voltar ao passado, mas ao tentar usar as máquinas, nenhuma funcionou. – Nanda lembrou.
― Hum, pode ter tido algum tipo de sobrecarga. Depois retirem de seus cintos e deixem comigo que amanhã, eu vejo. – o cientista disse. – Isso até que foi bom, pois se tivessem conseguido voltar ao passado de imediato não saberiam o que causou esse novo futuro.
― E o que foi? – a morena perguntou curiosa.
― Foi o sócio do Picodemo, o Michael Winchester. – o velho disse e as amigas se espantaram. – Lembram-se que ele tinha desaparecido alguns anos após o auge do jogo Zombie Crisis? – ele perguntou e elas assentiram – Bom, com a intervenção de vocês, Picodemo foi preso e com isso, Winchester teve a empresa toda para si. Porém, em vez de tentar dominar o mundo através da tecnologia, o inglês começou com pesquisas biológicas. – Cintra disse.
― Criando essas criaturas. – Nanda completou.
― Sim. – o cientista confirmou. – Winchester sempre foi fascinado por zumbis, por isso decidiu criar um mundo assim.
― Então é só voltar ao ponto em que fomos e irmos atrás do Winchester. – a loira disse.
― Não é tão simples assim. Ele só começou sua pesquisa dois anos depois que Picodemo foi preso. Se vocês forem atrás dele nessa época, não o impedirão de fazer o que ele quer, pois não terão nada contra ele. – o doutor ponderou.
― O senhor quer que esperemos ele criar os zumbis? – Jess indagou sem entender.
― Não, quero que esperem ele iniciar as pesquisas e montar os laboratórios e então destruam tudo o que tiver lá. – Cintra explicou.
― Parece um bom plano. – Nanda opinou.
― Doutor, conte-nos mais sobre esse lugar. Como conseguiram tomar e manter a Universidade Positivo? – a morena pediu.
― Vou deixar essa para o nosso líder. Amanhã vocês vão conhecê-lo. Agora me contem como foi sua viagem ao passado. Não deixem nada de fora. – o cientista disse e sorriu.
Nanda e Jess contaram com detalhes sua aventura temporal. Devido à empolgação do momento, elas não notaram as expressões diferentes do doutor quando citaram os nomes Zé Mané e Érica. Seus pratos haviam sido esvaziados por seu voraz apetite e a luz da vela já estava findando.
― Foi mesmo uma aventura e tanto! – o cientista comentou. – Fico feliz que tenham feito bons aliados. Bom, temo que chegou a hora de dormirmos.
― Ah, só mais um pouco, doutor. – Jess pediu.
― Não, vocês precisam descansar. – ele foi firme. – Venham, eu vou levá-las para o quarto de vocês. – ele disse.


Elas colocaram os aparelhos sobre a mesa e seguiram o cientista até a escada que levava ao andar de cima. Apenas a luz da vela iluminava o corredor. Após alguns passos, Dr. Cintra parou em frente a uma porta e abriu-a, dando passagem às viajantes do tempo.
― Pedi para prepararem esse quarto para vocês. – ele disse. – Apesar de eu ter criado meios de geração de energia, nós economizamos ao máximo, por isso utilizamos as velas ainda. – o cientista explicou.
― Muito obrigada, doutor. – Nanda agradeceu.
― Boa noite, doutor. – Jess disse.
― Boa noite, meninas! – ele disse com voz paternal e fechou a porta.
O que um dia foi uma sala de aula se tornou um dormitório. Havia duas camas, que ficavam de frente para a imensa janela que cobria metade da parede oposta; vários armários; um guarda-roupa; o quadro negro; e várias velas espalhadas pelo cômodo.
Nanda trancou a porta, enquanto Jess andava e observava o quarto. A lua estava cheia e iluminava boa parte do local. Assim que caíram no sono, as mulheres dormiram pesado. Logo, a lua deu lugar ao sol, que com seu brilho, iluminou o quarto das viajantes do tempo.
― Jess, acorda! – Nanda cutucou a morena.
― Hmm, só mais cinco minutos. – a mais baixa resmungou.
― Jess! – a alta disse em tom sério.
A morena abriu os olhos e se sentou rápido.
― O que aconteceu? – ela perguntou assustada e viu a amiga vestindo a calça.
― Dormimos demais. – Nanda respondeu abotoando a calça.
Sem falar mais nada, Jess levantou e se vestiu também. Faltavam-lhe apenas os óculos e a jaqueta de couro. Nanda já estava à espera na porta.
― Deixa a jaqueta aí, está calor. – a loira disse.
― Tem razão. – a morena concordou e largou a blusa.

― Agora vamos, pois teremos um longo dia. – Nanda disse e abriu a porta.

Um comentário :

  1. Terão que voltar ao passado.
    Encontrarão a Equipe Z.E.?
    Seria o Dr, Morte o alvo delas?

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