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segunda-feira, 12 de maio de 2014

Popularidade T02C02

O Colégio Isaac Newton possuía duas sedes: a matriz, na qual havia os 9 anos do ensino fundamental; e a filial, na qual ficavam os alunos do ensino médio. Devido ao menor número de alunos e ao diferente foco, a filial era menor com relação à matriz.
O prédio principal era por onde os estudantes entravam. Ele era composto por três andares. No térreo, ficavam as salas dos professores, da diretoria, secretaria e tesouraria. Nos primeiro, segundo e terceiro andar, ficavam as respectivas séries. Dos lados do prédio principal havia alguns bancos para os alunos relaxarem enquanto lanchavam.
No centro e à esquerda, ficava a imensa biblioteca do colégio, que mantinha mais de cem mil títulos dos mais diversos livros. À frente dela e do lado direito do terreno, encontrava-se a cantina, com uma área externa e coberta cheia de mesas e cadeiras. Ao fundo, havia uma casa, que não era usada há muito tempo.
Alex sentava-se na penúltima carteira da fila do meio de uma sala de 30 alunos. Atrás dele, havia Solano. Na fila ao lado, mas bem mais a frente, estava Diana com Manu à frente dela. A primeira aula do ano deles foi física com Afonso, um professor jovem de apenas 26 anos.
― E aí, todo mundo animado para mais um ano? – ele perguntou ao entrar na sala e recebeu várias risadas e respostas engraçadas. – Muito bem, então para conter tamanha empolgação, vou fazer um anúncio antes de começar a matéria. – ele ironizou antes de ficar sério. – Os alunos novos não devem saber, mas há uma casa nos fundos do terreno do colégio que não tem função por um bom tempo. Esse ano, o diretor decidiu mudar as coisas. – Afonso disse e despertou o interesse da turma. – Aquela pequena construção será a sede do jornal e da rádio do Isaac Newton. – mal o professor terminou a frase, o alvoroço começou. – Acalmem-se, todos! – ele pediu. – Os alunos interessados devem deixar seus nomes na secretaria até o fim da semana. O critério para definir os escolhidos será a partir do seu histórico escolar, mas não pensem que apenas as notas irão contar. O desempenho de cada um em sala, nas atividades extracurriculares e nos eventos do colégio terá bastante peso. – o docente finalizou e deu alguns minutos para os alunos discutirem as informações.
Os olhos de Alex brilhavam. Assim que o professor acabou de falar, ele se virou para conversar com Solano.
― Você ouviu isso? – ele perguntou.
― Ouvi. – o jogador de futebol respondeu sem a mesma animação do amigo.
― E não está empolgado? – Alex tentou de novo.
― Por que estaria? – Solano devolveu.
― Você não vê? Essa é a oportunidade de fazermos algo juntos de novo e sermos mais populares ainda. – o da frente argumentou.
― Por que isso é tão importante para você? Popularidade. – o jogador quis saber.
Antes que Alex pudesse responder, Afonso chamou a atenção de todos e começou a explicar a primeira matéria do ano.
A cantina lotou poucos minutos após o sinal para o intervalo tocar. Graças a mensagem de texto que Alex enviou, Ciano e Hugo correram para o local, juntaram duas mesas e reservaram oito cadeiras.
― Bom trabalho, rapazes. – Alex elogiou os dois que já estavam sentados.
Hugo sentou em uma das pontas, do seu lado esquerdo estava Ciano, e ao lado dele, Caramello, em seguida, Diana e Manu na outra ponta. Do outro lado de Hugo, sentou Solano seguido por Alex e Patricinha fechando a mesa.
Depois de cada um comprar um salgado e uma bebida, Alex iniciou o assunto que lhe estava consumindo.
― Me diz que alguém está tão empolgado quanto eu com esse negócio de jornal e rádio. – ele disse em tom desesperado.
― Eu! – Diana foi a primeira a responder, sendo seguida por Ciano, Manu e Patricinha.
― Ufa! – Alex ficou aliviado. – E então, o que vamos fazer? Rádio ou jornal? – ele quis saber.
 Seja o que for que escolhermos, o que o faz ter tanta certeza de que seremos escolhidos? – Paty quis saber.
― Simples: nós salvamos esse colégio. Impedimos de ser destruído e de ir à falência no mesmo dia. Graças a isso, toda a popularidade que o Isaac teve depois aumentou tanto o dinheiro em caixa que possibilitou a construção dessa filial. – Alex explicou.
― Faz sentido. – Diana concordou.
― Então, quem mais vai se inscrever para o jornal? – Alex perguntou e Diana, Manu e Patricinha levantaram as mãos. – Rádio? – Hugo e Ciano levantaram as mãos. – Solano? Caramello? – ele chamou.
― Sou péssimo em escrever e falar em público. Meu negócio é jogar futebol. – Solano explicou.
― E o meu é dançar. – a morena emendou.
― Pois vocês seriam muito úteis na Rádio Força Gravitacional. – Ciano disse e espantou a todos. – É, eu já até pensei em um nome. – ele disse e riu.
― Eu achei muito bom. – Alex elogiou. – O Ciano tem razão. Solano, toda rádio tem um programa de esporte e ninguém melhor para falar disso do que você.
― E, maninha, você podia falar sobre a sua dança e quando sua equipe se apresenta. Além de indicar outros eventos culturais para a galera. Até ponho aquelas músicas clássicas, que você tanto gosta, para tocar. – o mano disse.
― Ah, sério? – Caramello se animou. – Tô dentro.
― Eu também. – Solano emendou.
― Sabe, podemos estar separados por nossas preferências. – Alex disse e olhou rapidamente para Patricinha. – Mas algo me diz, que este ano estaremos mais unidos do que nunca. – finalizou com um sorriso.


Todos os professores estavam se preparando para irem embora, quando Afonso decidiu falar algo que o estava incomodando desde cedo.
― Brasílio, por que demos aos alunos a opção de se inscrever em rádio ou jornal se você disse que só temos como bancar um? – ele perguntou ao diretor. – Não era melhor fazer uma votação para decidir antes?
Um silêncio tomou conta do cômodo. Então o alto diretor, com seus cabelos grisalhos caindo sobre sua testa, se pronunciou.
― Porque estou com uma ideia para conseguir verba para manter os dois. – Brasílio disse alisando seu bigode bem cuidado.
― Que ideia? – perguntou Renan, o magro e alto professor de química.
― Nós vamos fazer um baile, no qual os próprios alunos irão angariar fundos. – o diretor disse. – Estava pensando em chamar de Baile de Abertura.
― E como exatamente vai ser isso? – quis saber Michelle, a professora de matemática.
― Bom, vou convidar todos os empresários filantropos da cidade, e, claro, os pais dos alunos. Assim que decidirmos os escolhidos de cada setor, explicaremos o que fazer aos alunos. – o diretor começou a explicar. – Eles terão um mês para criar a primeira edição do jornal, que será entregue para todos os convidados.
― E a rádio? – Afonso perguntou.

― Ora, não é óbvio? – Brasílio sorriu. – Vai tocar durante o baile.

3 comentários :

  1. Olá Ricky!
    Tudo bom contigo?
    Opa uma festa de abertura com baile? Heuheuhehue isso aí dá pano pra muita coisa acontecer!
    Entçao estou tentando pegar o ritmo da escrita e cnociliar com o trampo hehehe. Eu sei...eu sei que você uqer me bater por eu priorizar a fanfic em vez dos originais huehuehue...e valeu pela sua sincerida em não ler..mas se quiser posso ir te passnado os capítulos do meu original. Gosto de saber também que você está ativo nos contos! E vamos nos falando pelo face!
    bjs

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  2. Original a ideia desses estudantes. Tomara que dê certo!
    Parabéns pelas postagens e sucesso em teu Blog!
    Beijos!

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  3. Aguardar e ver o que esta galera vai aprontar com a "imprensa estudantil".

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