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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Detetives Virtuais T01C10

O FAVOR

― Augusto Cruz? – repetiu o Sr. Monteiro. – Já ouvi esse nome antes.
― Foi só isso o que conseguiram? – o agente Porto indagou.
― Sim, e foi bem trabalhoso. – Kevin respondeu.
― O cara protege muito os dados pessoais dele. Tinha um firewall do caramba. – Frank emendou.
― E ele pôs um vírus na sua máquina. – Vick disse e o empresário arregalou os olhos. – Não se preocupe, nós o destruímos na volta.
― Tudo certo, então, né? Podemos ir. – Kevin disse, mas ao tentar sair foi barrado pelo agente federal.
― Nada disso, o combinado era que vocês iriam recuperar o dinheiro, não apenas um nome. – Porto argumentou.
― Lembrei! – Monteiro disse, chamando a atenção de todos. – Esse Augusto Cruz foi um funcionário meu. Ele era muito bom com computadores, aprendeu bem rápido a mexer no sistema da empresa, mas com o público era uma negação. Precisei demiti-lo. – o empresário contou.
― Então o motivo do roubo foi retaliação. – Kevin concluiu.
― E provavelmente o vírus que deixou os computadores lentos tenha sido feito por ele também. – Vick supôs.
― Faz todo o sentido, Vick. – Frank concordou e juntou as pontas soltas. – Primeiro, ele atacou o sistema para levar o Sr. Monteiro à falência, o que teria acontecido se não fosse por nós. – ele lembrou. – Uma vez que isso não deu certo, ele esperou a empresa recuperar o dinheiro perdido e roubou todo o seu rendimento. – o rapaz concluiu.
― Vocês até que são bem espertos. – Porto elogiou.
― Tiago, deixe-os ir. – o empresário pediu ao agente. – Eles fizeram a parte deles. Com esse nome, posso te passar os outros dados e você pode prendê-lo.
― Tudo bem. Estão liberados. – o agente disse à contra gosto.


Um mês se passou desde então. A Polícia Federal prendeu Augusto Cruz, que nunca ficou sabendo como conseguiram “rastrear” o IP do seu computador. Os três amigos tiveram muitas aventuras no mundo virtual na sequência. Usaram essas experiências para aumentarem seu conhecimento sobre o lugar, e quando sobrava tempo, iam lá para desbravar a Grande Metrópole. Com seus lucros, conseguiram pagar todas as suas dívidas e, pela primeira vez em muito tempo, se encontraram com dinheiro em caixa.
― No próximo mês, podemos pensar em alugar um apê maior, o que acham? – Kevin disse enquanto jogava videogame com Frank e Vick lia uma revista.
― Acho mais vantajoso comprar um na planta. – Vick opinou.
― E nos endividar de novo? Prefiro investir e deixar render por um tempo. – Frank disse e o telefone interrompeu a discussão.
― Meninos, temos uma visita inesperada. – a garota anunciou.
Foi Kevin quem abriu a porta quando a campainha tocou.
― Por que tenho a impressão de que você não veio até aqui para saber como estamos? – perguntou para o recém-chegado.
― Porque você é um rapaz inteligente. – respondeu o agente Porto. – Não me convida para entrar?
― Veio cobrar o favor, não é? – Frank perguntou.
― Direto. Gosto disso. – o oficial disse.
― Bebe alguma coisa, senhor, agente, policial? – Vick ofereceu.
― Não, obrigado. E podem me chamar de Porto. – ele disse.
― O que quer de nós? – Kevin quis saber.
― Que façam o que fazem de melhor: entrem no mundo virtual e destruam um vírus. – explicou.
― Mais detalhes, por favor. – Frank pediu.

― Um hacker revoltado invadiu o sistema mais protegido do Governo Federal e bloqueou as contas do Tesouro Nacional. Não preciso lhes dizer a importância desse dinheiro para o país. – Porto contou. – Os melhores técnicos à disposição do governo não conseguiram nada. Então, eu disse que conhecia alguém que poderia fazer isso e, para não revelar seus métodos, eu trouxe o único notebook que contém o programa instalado. Mas para isso, vocês têm que resolver isso hoje. – o agente finalizou.

Um comentário :

  1. Esperando pela nova aventura e imaginando como será o final da história.

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